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Giane – Vida, Arte e Luta (Cód: 4289123)

Guilherme Fiuza

Sextante / Gmt

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Descrição

Gianecchini enfim se permitiu encarar o pensamento proibido: ‘Pode ser que tenha chegado a minha hora.’



No que olhou pela primeira vez para a cara da morte, a sua morte, bem de frente, foi tomado por uma calma profunda. Por um momento perdeu de vista os médicos, as enfermeiras, a empresária, a mãe, os parceiros profissionais e afetivos, a legião de fãs. Enxergou com clareza o verdadeiro lugar de todo mortal em sua condição mais pura: a solidão.



E se sentiu forte nesse lugar. Entendeu que fora exatamente dali que, ainda menino, vislumbrara o seu caminho – um caminho que o diferenciava de todos os membros de sua família, de todos os exemplos que havia à sua volta no interior, de tudo o que ouvira na escola. Sozinho, deixara Birigui de ônibus e ganhara o mundo.



Agora, a sós com seu medo, Giane foi sendo tomado de certa excitação. O que seria aquilo? Se não era masoquismo, devia ser coragem.

Estava pronto para a travessia. Qualquer uma.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788575428771
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788575428771
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 304
Peso 0.38 Kg
Largura 16.00 cm
AutorGuilherme Fiuza

Leia um trecho

Capitulo 1 - Que não é o que não pode ser que não...


A movimentação no oitavo andar do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, indicava urgência. Um vaivém repentino de enfermeiras agitadas, transparecendo certo nervosismo, prenunciava o provável atendimento a algum paciente grave – que logo surgiu no corredor. Mas não estava de maca nem acompanhado por médicos. O paciente que provocava o alvoroço entre as enfermeiras estava ótimo. Caminhava sozinho, cumprimentando a todos com um dos sorrisos mais famosos do Brasil. Em passos firmes, corpo atlético precariamente coberto pela roupa hospitalar, o ator Reynaldo Gianecchini se deslocava em direção ao elevador com amplo apoio da equipe de enfermagem. Eram várias moças de branco para apontarlhe o caminho, amparálo, perguntar lhe se estava tudo bem mesmo, chamar o elevador, esperar o elevador. Seu destino era o segundo andar do hospital, onde ficava a sala dos aparelhos de ginástica. Jamais se vira ali tanta mobilização da enfermaria com um paciente que estivesse indo malhar. E as enfermeiras ficavam um pouco mais nervosas quando o ator, diante de tanta solicitude, olhava nos olhos de uma delas e soltava um “obrigado” com seu timbre grave de veludo. Definitivamente, elas não podiam deixálo sozinho. Foi assim que a empresária de Gianecchini, Márcia Marbá, de passagem pelo hospital, deparouse com o quadro peculiar: o ator fazendo esteira em trajes hospitalares, com uma bela enfermeira ao lado vigiando os movimentos da massa de 86kg compactados em 1,85m de altura, mal contida naquele tecido sumário. Márcia ainda pôde ouvir parte do que a enfermeira dizia ao paciente. Era uma orientação sobre roupas adequadas para ginástica – o que, na literatura médica, queria dizer papo furado. Mas nem tudo ali era superficialidade: os olhares pareciam bem profundos. No final do atendimento, a dedicada enfermeira levou de presente mais um sorriso fulminante do astro. Já sozinha com ele, Márcia não se fez de distraída: – Pelo amor de Deus, Giane. Até aqui?! Isso é um hospital, cara... O sorriso acendeu de novo, agora na versão não angelical: – Isso é um hospital, mas eu não tô morto, né? A roupa de ginástica ainda não tinha chegado, mas ele já tinha mandado buscar. A temporada no Sírio talvez lhe desse tempo para algumas sessões de malhação. Ou para muitas. Havia uma série de exames previstos, além dos vários que Gianecchini já fizera nas semanas anteriores, por causa de um quadro de saúde instável. Todos os exames tinham tido resultado idêntico: um grande ponto de interrogação. Mas o último recomendara a internação – para investigação de uma hipótese mais grave. Os dois primeiros exames da nova série, no entanto, também não chegariam a conclusão alguma. A essa altura, sentindose muito bem, o ator sentenciou à sua empresária: – Tá vendo, Márcia? Os médicos não encontram nada. Estão procurando uma coisa que não existe. A coisa que não existe tinha dado seu primeiro aviso mais de um mês antes. Na noite de 28 de maio de 2011, Reynaldo Gianecchini foi jantar com cinco fãs no hotel Hyatt, em São Paulo. Não era uma concessão à tietagem. Ele não teria saído de casa naquela noite se não fosse um compromisso profissional. Os cinco acompanhantes tinham ganhado o jantar com Gianecchi ni num sorteio. A promoção fazia parte da campanha publicitária do papel higiênico Neve, estrelada pelo ator. No comercial de TV, uma mulher impressiona a amiga chamando seu mordomo para mostrar a maciez do produto de folha tripla. “Alfredo” chega com o papel higiênico numa bandeja e a patroa acaricia a “folha tripla” do empregado galã – paletó, camisa e pele. – Que aveludado! – exulta a amiga, acariciando também. Quando o olhar de estátua do mordomo Gianecchini dá uma es corregada em direção às moças derretidas, ele é friamente dispensado: – Se anima não, Alfredo. A gente tá falando do Neve. A piada com a beleza do ator transformou o comercial em sucesso instantâneo – num momento em que a vida real do “Alfredo” não estava nada engraçada. Após um problema administrativo em seu escritório particular, o ator sofrera um forte baque financeiro. Uma varredura contábil indicara uma séria perda de patrimônio, e ele passara por uma fase de grande abatimento. Foi nesse momento que Márcia Marbá o conheceu, procurada para assessorálo e, objetivamente, gerenciar a corrida atrás do prejuízo. De saída, o caminho natural era intensificar o trabalho de Gianecchini com publicidade – terreno em geral fértil para ele. Não associaria sua imagem a qualquer produto, mas também não ficaria seletivo demais. Surgiu, então, dentre as propostas consideráveis pelo nível do cachê, a campanha de um shopping center no Piauí. Márcia achava que uma personalidade nacional não deveria se desgastar no varejo das propagandas regionais, mas o anunciante pagava bem e o projeto era sério. O ator bateu o martelo: – Tudo bem, vamos encarar. Qual é o nome do shopping? – Pintos Shopping. – Pintos?!

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