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Hanói (Cód: 4895738)

Lisboa, Adriana

Alfaguara / Objetiva

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Descrição

'Hanói' é um romance sobre deslocamentos, sobre detalhes que mudam um destino, e sobre a transitoriedade da vida. É também uma história contemporânea sobre o encontro de culturas distintas e miscigenação. De origem vietnamita, Alex nunca esteve em Hanói. David é brasileiro, filho de mãe mexicana e de pai brasileiro. Alex é uma garota que vem de uma linhagem de mulheres vietnamitas que se envolveram com americanos; primeiro na Guerra do Vietnã, agora em Chicago, onde tanto ela quanto David tentam sobreviver, contornando as adversidades. São filhos de imigrantes, vivendo numa mescla de hábitos e culturas, num mosaico de identidades que tantas vezes perpassa o mundo contemporâneo. Alex é mãe solteira, e procura conciliar os estudos ao trabalho no mercado asiático. David está na casa dos 30 anos, é apaixonado por jazz, toca trompete e teria o futuro à sua frente, se não fosse por uma notícia inesperada: foi diagnosticado com uma doença terminal. Ao entrelaçar essas vidas tão díspares, Adriana Lisboa cria uma história de amor e determinação, mas também de aceitação e renúncia, em que as escolhas de uma pessoa podem mudar o destino dos que estão ao seu redor.

Características

Peso 0.29 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Alfaguara / Objetiva
I.S.B.N. 9788579622205
Altura 23.00 cm
Largura 15.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 240
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788579622205
Número da edição 1
Ano da edição 2013
País de Origem Brasil
AutorLisboa, Adriana

Leia um trecho

1

Alguém tinha contado a David a história do sujeito diagnosticado com uma doença grave a quem o médico só havia dado um ano de vida: o doente pediu demissão do emprego, vendeu tudo o que tinha e foi gastar numa farra de dimensões épicas. Pouco depois, descobriu-se que o diagnóstico estava errado. Parece que o médico teve que enfrentar um processo, mas daí em diante a história perdia o interesse para David. Ele pensava nisso ao observar o oncologista pegando um pequeno elefante de pedra verde que tinha em sua estante e revirando-o entre as mãos enquanto falava. Era como se estivessem ali discutindo o caso do pequeno elefante de pedra, não o de David. Tratamentos disponíveis. Meses a mais, meses a menos, dependendo disso ou daquilo. O médico examinou a tromba do elefante, as patas. Virou o animal para um lado, para o outro. Disse qualquer coisa sobre quimioterapia (e que no caso dele não recomendava, e por que) e radioterapia (e que no caso dele recomendava, e por que). Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhado, por um instante ele teve a impressão de que o elefante ia responder. Seu novo porta-voz de pedra verde, que falaria com uma voz pequena, mineral e ponderada. Já que as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gaveta, num canto do seu cérebro doente, e em meio à pressa e à desordem ele não conseguia encontrá-las. David tinha lido numa revista, muitos anos antes, que os elefantes abandonam sua manada ao sentir que a morte está próxima e vão sozinhos procurar um lugar onde não seja difícil encontrar água e abrigo. Os dentes se fragilizam, perdem a eficiência de outras épocas da vida, e os animais vão buscar áreas pantanosas, por exemplo, onde encontram o alimento já amolecido. Parecia ter sido essa a origem do mito do cemitério de elefantes. Só uma coincidência geográfica causada pelas dificuldades da última fase da vida. E era ali que os animais viam seu último dia e davam seu último suspiro, naquele colosso de corpo que antes parecia quase indestrutível. Elefantes não deveriam morrer, não é verdade? Elefantes deveriam viver para sempre. Mas morriam, e sobravam como carcaça, depois ossos, depois o que quer que ficasse dos ossos. Vestígios. Pequenas marcas no chão. Terminada a consulta, ele apertou com sua mão fria a mão morna e segura do médico. Acompanhou a enfermeira e foi dar conta de todas as formalidades que continuavam existindo, a mesma teia de ordem, o mesmo seguir adiante. Havia papéis a assinar, breves agradecimentos a fazer com sorrisos que não eram sorrisos, eram só contrações dos músculos do rosto. Ele pensou na embocadura do trompete. Ajeite os músculos desse jeito, coloque a pressão correta, nem mais, nem menos, e sopre. Não arrancou as roupas e saiu gritando pelas ruas, parte de um grupo de pessoas às quais finalmente se permitia certa falta de juízo. Não agarrou a bunda da enfermeira que fazia o possível para fingir que não era bonita atrás de um jaleco estampado com Plutos. Não subiu no telhado da clínica. Só o que fez foi procurar um café ali perto, surpreso com o modo como tudo continuava idêntico. O céu não tinha ficado cor de abóbora nem o chão tremia nem godzillas pisoteavam os carros. Estava claro, naquele momento, que o mundo passava ao largo do drama. As pessoas é que empurravam adjetivos para dentro das coisas, que de outro modo seriam só coisas, nem simples, nem complicadas, nem fáceis, nem difíceis, nem justas, nem injustas.