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Heliodora (Cód: 3531059)

Giovenardi,Eugenio

Francis

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Heliodora

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Descrição

A produção de Giovenardi está dedicada a temas diferenciados, passando pelos conflitos de um jovem em formação no seminário, com novas experiências em associações e junto a pessoas da periferia das cidades – onde se incluem os sindicatos, diferentes dos de hoje – como é o caso de O homem proibido, que cresceu muito ao ser reescrito. Heliodora é a consolidação dessa imensa e notável colaboração à literatura brasileira.
Em nome do sangue narra um caso específico: o assassinato de um padre, mulato, num cinema em Passo Fundo. Junto aos preconceitos sexuais, religiosos e sociopolíticos, a obra delineia os porões da igreja, seus meandros, o jogo do poder e a manutenção dos dogmas.
Mas estamos em novos tempos, o de Woodstock, o dos Beatles, o da pílula anticoncepcional, o da liberação sexual, o da Revolução de 68 na Europa, cujo epicentro é a França e cujo lema será “É proibido proibir”. Hoje já podemos entender o recado de tudo isso e que foi bem intuído no “homem proibido”. O mundo bipolar se decompôs, o multiculturalismo passou a ser a palavra para tentar explicar e entender os novos conflitos mundiais, o que se fez acompanhar pela implosão dos centros hegemônicos, como é o caso da Europa.
A análise de Giovenardi dá forma e corpo ao conflito permanente entre o poder religioso e o secular, ainda que localizado no tempo e no espaço do papa João XIII, ou seja, na transição do mundo medieval para a Renascença, quando as teorias científicas de Copérnico, Galileu Galilei, Leonardo da Vinci e Comenius, entre tantos outros, começam a colocar em dúvida e atingir dogmas multisseculares da Igreja. A concepção que Leão XIII tinha dos pobres e seu papel no jogo do poder, também pode ser detectada, mesmo 500 anos depois, em Heliodora; quando narra, de outro modo, as “vidas secas” de Graciliano Ramos, a dos pobres sem perspectiva nem remissão. As criaturas de Graciliano Ramos, quando muito, chegam a procurar a cidade, para onde levam os filhos, em busca de “lápis e caderno” para não permanecerem analfabetos e sobreviventes como os pais. Heliodora e Arcemiro, com a penca de filhos desnutridos e analfabetos lembrando um célebre quadro de retirantes de Portinari, são os novos expulsos do sertão nordestino. Desta vez, vão mais longe e chegam às margens de Brasília. Serão os calangos. Ali conseguem ver de perto, como é o caso de Heliodora, aqueles que, com o seu mísero trabalho, eles ajudam a enriquecer. São seres que vivem à espreita, agonistas da História.
Isso, quanto ao tema. O que, no entanto, importa muito em Heliodora, é o distanciamento crítico das questões éticas e sociais, e o nível de linguagem que sustenta e dá vigor à narrativa.
Heliodora é um sopro de vida na atual literatura brasileira.

Carlos Appel, crítico literário e editor.

Características

Peso 0.21 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora Francis
I.S.B.N. 9788580030075
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 147
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788580030075
Número da edição 1
Ano da edição 2010
País de Origem Brasil
AutorGiovenardi,Eugenio