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Herança de Sangue (Cód: 4262329)

Sant’anna,Ivan

Companhia Das Letras

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Descrição

O preso já chegou à rua com mais de dez facadas no corpo, todas superficiais.
Ao vê-lo ensanguentado, sob o foco das lanternas, o bando, que a essa altura reunia umas cinquenta pessoas, rugiu de prazer. Embora o homem ferido gritasse muito, seus urros, que vinham do fundo da garganta, eram abafados pelo alarido da gente que, excitada, tentava aproximar-se dele.
Levaram-no em direção à parte oeste da cidade, para não terem de passar em frente ao cinema. Os chefes da malta mantinham-se ao lado do preso, evitando assim que os outros, num arroubo de entusiasmo, provocassem um ferimento mais sério, matando-o prematuramente, estragando o prazer da noite. Mas cada um que conseguia se aproximar aplicava-lhe, no mínimo, um pontapé ou soco na cara. Outros, mais sádicos, não resistiam. Espetavam-lhe as pontas das facas nos braços atados, nas pernas, na barriga, nas costas, no peito, no rosto, cuidando para que doesse bastante.
Todos queriam participar. [...]
Quando chegaram à rua da Grota — não propriamente uma rua, mas um local da cidade assim chamado —, os homens dobraram à direita e iniciaram a descida que ia dar no córrego Pirapitinga. A essa altura, o martírio já durava mais de meia hora. Com a língua dilacerada, o preso não conseguia falar. Era difícil mantê-lo de pé. Sangrava abundantemente de dezenas de ferimentos de faca, nenhum deles mortal. Os pistoleiros eram habilidosos com seus punhais.
O bando atravessou a ponte sobre o córrego e começou a subir em direção a uma casa, do lado direito da rua, onde morava o prefeito. Este não se fez de rogado e logo surgiu, debruçado numa das janelas. Permaneceu ali, apreciando o séquito macabro. O preso, vendo-o, ensaiou uma súplica, que saiu ininteligível,
limitando-se sua boca a expelir uma bolha de ar, espumante, vermelha de sangue. Um dos homens, então, talvez querendo exibir-se para a autoridade, vazou os olhos do moço com duas punhaladas certeiras. Só assim ele conseguiu emitir mais um grito, que ricocheteou na noite como um estilhaço de dor.
Desde sua fundação por bandeirantes paulistas até meados do século passado, Catalão — atualmente uma próspera cidade do interior goiano — era uma espécie de faroeste brasileiro. Histórico ponto de pouso dos mais variados tipos de aventureiros em busca de enriquecimento rápido, a localidade foi cenário de terríveis massacres e disputas políticas. Matadores, criminosos e foragidos de todos os quadrantes faziam do pequeno povoado um inferno de violência em meio ao trânsito de ouro, pedras preciosas e mercadorias.
Os pistoleiros e valentões catalanos eram famosos por sempre resolver as discussões, até as mais irrelevantes, no tiro ou na faca. Assassinatos cometidos para solucionar questões “de honra” também vitimaram gerações e gerações de famílias rivais, envolvidas numa selvagem espiral de vingança.
Escritor de mão cheia, Ivan Sant’Anna, tarimbado autor de narrativas de aventura e romances campeões de venda, segue o rastro de sangue desses crimes bárbaros, por meio de uma extraordinária crônica que se aproxima da mais imaginativa ficção. Recuperando fatos como o assassinato de um senador da República na rua principal da cidade, em pleno dia; um violento conflito envolvendo operários da ferrovia, cujo estopim foi a morte de uma prostituta; diversos tiroteios, massacres e até um linchamento, patrocinado por chefes locais, o autor resgata o clima de medo desse rincão isolado e assustador.

Características

Peso 0.25 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Companhia Das Letras
I.S.B.N. 9788535921762
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 0.70 cm
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788535921762
Número da edição 1
Ano da edição 2012
AutorSant’anna,Ivan