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Inverno do Mundo - Segundo Livro da Trilogia o Século (Cód: 4087917)

Follett, Ken

Arqueiro

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Descrição

'Inverno do mundo' retoma a história do ponto exato em que termina o primeiro livro. As cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa – que tiveram seus destinos entrelaçados no alvorecer do século XX embarcam agora no turbilhão social, político e econômico que começa com a ascensão do Terceiro Reich. A nova geração terá de enfrentar o drama da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, culminando com a explosão das bombas atômicas.

A vida de Carla von Ulrich, filha de pai alemão e mãe inglesa, sofre uma reviravolta com a subida dos nazistas ao poder, o que a leva a cometer um ato de extrema coragem. Woody e Chuck Dewar, dois irmãos americanos cada qual com seu segredo, seguem caminhos distintos que levam a eventos decisivos – um em Washington, o outro nas selvas sangrentas do Pacífico.

Em meio ao horror da Guerra Civil Espanhola, o universitário inglês Lloyd Williams descobre que tanto o comunismo quanto o fascismo têm de ser combatidos com o mesmo fervor. A jovem e ambiciosa americana Daisy Peshkov só se preocupa com status e popularidade até a guerra transformar sua vida mais de uma vez. Enquanto isso, na URSS, seu primo Volodya consegue um cargo na inteligência do Exército Vermelho que irá afetar não apenas o conflito em curso, como também o que está por vir.

Como em toda obra de Ken Follett, o contexto histórico pesquisado com minúcia é costurado de forma brilhante à trama, povoada por personagens que esbanjam nuance e emoção. Com grande paixão e mão de mestre, o autor nos conduz a um mundo que pensávamos conhecer e que a partir de agora não parecerá mais o mesmo.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580410891
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580410891
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 880
Peso 1.10 Kg
Largura 16.00 cm
AutorFollett, Ken

Leia um trecho

PARTE UM - A OUTRA FACE Capitulo um Carla sabia que os pais estavam prestes a brigar. Assim que entrou na cozinha, pôde sentir a hostilidade no ar, como o vento frio que varre as ruas de Berlim antes de uma nevasca de fevereiro – penetrante, de gelar os ossos. Quase deu meia-volta e tornou a sair. Eles não brigavam com frequência. Na maior parte do tempo, eram afetuosos um com o outro – às vezes até demais. Carla ficava com vergonha sempre que os dois se beijavam em público. Seus amigos achavam aquilo estranho: os pais deles não se comportavam daquele jeito. Certa vez Carla dissera isso à mãe. A mulher rira com satisfação e respondera: “No dia seguinte ao nosso casamento, seu pai e eu fomos separados pela Grande Guerra.” A mãe era inglesa, embora isso quase não transparecesse em seu sotaque. “Eu fiquei em Londres. Ele veio para a Alemanha e entrou para o Exército.” Carla já tinha ouvido essa história muitas vezes, mas sua mãe nunca se cansava de contá-la. “Achamos que a guerra iria durar três meses, mas passaram-se cinco anos até que eu tornasse a ver seu pai”. Passei todo esse tempo ansiando tocá-lo. “Agora nunca me canso de fazer isso.” Com o pai as coisas não eram muito melhores. “Sua mãe é a mulher mais inteligente que eu já conheci na vida”, tinha dito ele bem ali na cozinha, poucos dias antes. “Foi por isso que me casei com ela. Não teve nada a ver com...” A frase ficara pela metade, e ele e a mãe começaram a rir feito conspiradores, como se Carla, aos 11 anos, não soubesse nada sobre sexo. Que constrangedor! Mas de vez em quando eles discutiam. Carla conhecia os sinais. E uma nova briga ia estourar. O casal estava sentado em lados opostos da mesa da cozinha. O pai usava uma roupa sóbria: terno cinza-escuro, camisa branca engomada, gravata preta de cetim. Estava elegante, como sempre, apesar das entradas no cabelo e do colete um pouco apertado sob a corrente de ouro do relógio de bolso. Tinha o rosto congelado numa expressão de calma que não era verdadeira. Carla conhecia aquela expressão. O pai a adotava sempre que alguém da família fazia algo que o deixava zangado. Ele estava segurando um exemplar da revista semanal para a qual a mãe trabalhava, chamada O Democrata. Ela escrevia uma coluna de fofocas políticas e diplomáticas sob o pseudônimo de Lady Maud. O pai começou a ler em voz alta: – Nosso novo chanceler, Herr Adolf Hitler, fez seu débutna sociedade diplomática durante a recepção do presidente Hindenburg. Carla sabia que o presidente era o chefe de Estado. Apesar de eleito, ficava acima das disputas mesquinhas do dia a dia político, agindo como um árbitro. O premier era o chanceler. Embora Hitler tivesse sido nomeado para o cargo, o Partido Nazista, ao qual era aliado, não tinha a maioria absoluta no Reichstag, o parlamento alemão. Assim, por ora os outros partidos ainda conseguiam restringir os excessos nazistas. O pai falava com desagrado, como se estivesse sendo forçado a se referir a algo repulsivo, como esgoto. – Parecia pouco à vontade de casaca. A mãe tomou um gole de café e olhou pela janela para a rua lá fora, como se tivesse interesse nas pessoas que seguiam apressadas para o trabalho de luvas e cachecol. Ela também fingia calma, mas Carla sabia que estava só esperando a hora de se manifestar. Ada, a criada da família, fatiava um queijo diante da bancada. Pôs um prato na frente do pai de Carla, mas ele ignorou a comida. – Herr Hitler ficou visivelmente encantado com a esposa do embaixador italiano, a culta Elisabeth Cerruti, que usava um vestido de veludo rosa-claro de-bruado de zibelina. A mãe sempre escrevia sobre o que as pessoas usavam. Dizia que isso ajudava os leitores a visualizá-las. Ela própria tinha roupas ¬nas, mas os tempos andavam difíceis e fazia muitos anos que não comprava nenhuma peça nova. Nessa manhã, estava esguia e elegante num vestido de caxemira azul-marinho que devia ter a mesma idade de Carla. – A Signora Cerruti, judia, é também uma fascista fervorosa, e os dois passaram vários minutos conversando. Será que ela implorou a Hitler que pare de fomentar o ódio aos judeus? O pai largou a revista sobre a mesa, fazendo barulho. Lá vem, pensou a menina. – Você sabe que isso vai deixar os nazistas furiosos – disse ele. – Espero que deixe mesmo – respondeu a mãe, calma. – No dia em que eles gostarem do que escrevo largo o jornalismo. – Eles se tornam perigosos quando são provocados. Os olhos da mãe cintilaram de raiva. – Walter, não se atreva a me tratar como criança. Eu sei que eles são perigosos... e é justamente por isso que me oponho a eles. – É que não vejo sentido em enfurecê-los, só isso. – Você os ataca no Reichstag. O pai era deputado eleito pelo Partido Social-Democrata. – Eu participo de um debate racional. Típico, pensou Carla. O pai era um homem lógico, cauteloso, respeitador das leis. A mãe tinha estilo e bom humor. Ele conseguia o que queria graças a uma persistência silenciosa; ela, raças ao charme e ao atrevimento. Os dois nunca iriam concordar. – Eu não deixo os nazistas loucos de raiva – acrescentou o pai. – Vai ver é por isso que não os atinge muito. A sagacidade da resposta deixou o pai irritado e o fez levantar a voz: – E você acha que os atinge com piadas? – Eu zombo deles. – A zombaria é como você substitui a discussão? – Acho que as duas coisas são necessárias. Seu pai ficou ainda mais bravo. – Mas, Maud, será que você não percebe que está pondo a si mesma e a sua família em risco? – Muito pelo contrário. O verdadeiro perigo é não zombar dos nazistas. Que vida nossos filhos teriam se a Alemanha virasse um Estado fascista? Esse tipo de conversa deixava Carla incomodada. Ela não suportava ouvir que a família estava correndo perigo. A vida precisava prosseguir como sempre havia sido. Queria poder se sentar naquela cozinha por uma infinidade de manhãs, com os pais em lados opostos da mesa de pinho, Ada junto a pia, e seu irmão, Erik, fazendo barulho no andar de cima, atrasado mais uma vez. Por que alguma coisa tinha que mudar? Durante toda a sua vida Carla escutara conversas sobre política durante o café da manhã e achava que entendia o que os pais faziam e como planejavam transformar a Alemanha num lugar melhor para todos. Ultimamente, porém, os dois haviam começado a falar de um jeito diferente. Pareciam crer que um perigo terrível os ameaçava, mas Carla não conseguia imaginar que perigo era esse. – Só Deus sabe como estou fazendo tudo o que posso para conter Hitler e sua laia – falou o pai. – Eu também estou. Só que, quando você faz isso, acha que está agindo de forma sensata. – A expressão da mãe ficou mais dura, ressentida. – E, quando sou eu, você me acusa de pôr a família em risco. – E com razão – rebateu o pai. A discussão estava só começando, mas nesse momento Erik desceu as escadas fazendo o mesmo estardalhaço de um cavalo e irrompeu na cozinha com a bolsa da escola pendurada no ombro. Tinha 13 anos, dois a mais que Carla. Pelos pretos horrorosos brotavam acima de seu lábio. Quando eram pequenos, Carla e Erik brincavam juntos o tempo todo, mas isso agora era parte do passado e desde que ele ficara alto daquele jeito fingia pensar que a irmã era tola e infantil. Na verdade, ela era mais esperta do que ele e sabia muitas coisas sobre as quais ele não entendia nada, como, por exemplo, os ciclos mensais femininos. – Qual era aquela última música que você estava tocando? – perguntou ele à mãe. Muitas vezes o piano os acordava de manhã. Era um Steinway de cauda – herdado dos avós paternos junto com a casa. A mãe costumava tocar a essa hora, porque, segundo ela, passava o restante do dia ocupada demais e, à noite, estava um caco. Nessa manhã, havia tocado uma sonata de Mozart e depois um jazz.

Avaliações

Avaliação geral: 5

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Gisele recomendou este produto.
26/05/2015

Maravilhoso

O livro é ótimo, com uma trama que prende você do início ao fim. Faz com que você esteja em meio a guerra, informa, emociona e surpreende.
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Cristiane Pires recomendou este produto.
12/02/2015

Maravilhoso!!

Já li toda a trilogia, simplesmente arrebatadora!! chorei muito, o escritor é magistral
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Erika recomendou este produto.
04/04/2014

Obrigatório!!!

Todos os estudantes deveriam ser obrigados a ler! Sensacional!
Esse comentário foi útil para você? Sim (10) / Não (1)
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