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Invisíveis (Cód: 4077471)

Penney, Stef

Intrinseca

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Descrição

Quando Rose se casou com o atraente Ivo Janko, integrante de uma família de ciganos nômades, muitos se perguntaram o que os dois tinham em comum. Rose é quieta e tímida. Ivo é taciturno, porém carismático. Depois que ela desapareceu, boatos diziam que ela fugira por causa de um filho que nasceu com o problema genético da família. Mas o pai de Rose, Leon, não tem tanta certeza disso. Ele quer saber a verdade e contrata um detetive particular para descobri-la.
É aí que entra Ray Lovell, um detetive que, embora pouco renomado, tem a vantagem de ser descendente de ciganos. Lovell concorda em pegar o caso. No entanto, sete anos após o desaparecimento de Rose, ele teme que tenha se passado tempo demais. Além disso, sua investigação é dificultada pelas únicas pessoas que poderiam ajudá-lo: a família Janko. Trata-se de um clã fechado, e a última coisa que desejam é um estranho se metendo em seus assuntos particulares.
Ray não consegue entender a relutância deles em ajudar. Qual é o motivo de não quererem que Rose Janko seja encontrada?

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580572285
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580572285
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Mauro Pinheiro
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 384
Peso 0.29 Kg
Largura 16.00 cm
AutorPenney, Stef

Leia um trecho

I - Alvorada civil crepúsculo Hospital de St. Luke Quando acordei, não me lembrava de nada — exceto de uma coisa. E, ainda assim, bem pouco: lembrava-me de que estava deitado de costas enquanto uma mulher cavalgava sobre mim, esfregando os quadris nos meus. Tenho a impressão de que isso ocorreu embaraçosamente rápido; mas, no momento, pareceu ter durado algum tempo. O fato é que me lembro de como eu me sentia, mas não de com o que tudo se parecia. Quando tento me recordar do rosto dela, não consigo. Quando tento me recordar do que havia em volta, não consigo. Não consigo visualizar nada. Estou tentando, tentando mesmo, ao máximo, porque estou preocupado. Depois de algum tempo, algo volta à lembrança: o gosto de cinzas. Enfim, a perda de memória talvez tenha sido o menor dos problemas. Tecnicamente, encontro-me num estado de “inimputabilidade”. Foi o que a polícia concluiu após me visitar no hospital. O que me aconteceu foi atravessar uma cerca com o carro e bater numa árvore num lugar chamado Downham Wood, perto da divisa entre Hampshire e Surrey. Eu não tinha a menor ideia de onde ficava Downham Wood, tampouco o que estava fazendo por lá. Não me lembro de ter atravessado a cerca e batido na árvore. Por que eu teria — por que alguém teria — feito isso? Uma das enfermeiras me diz que a polícia não vai levar o caso adiante, devido às circunstâncias. Hospital de St. Luke Quando acordei, não me lembrava de nada — exceto de uma coisa. E, ainda assim, bem pouco: me lembrava de que estava deitado de costas enquanto uma mulher cavalgava sobre mim, esfregando os quadris nos meus. Tenho a impressão de que isso ocorreu embaraçosamente rápido; mas, no momento, pareceu ter durado algum tempo. O fato é que me lembro de como eu me sentia, mas não de com o que tudo se parecia. Quando tento me recordar do rosto dela, não consigo. Quando tento me recordar do que havia em volta, não consigo. Não consigo visualizar nada. Estou tentando, tentando mesmo, ao máximo, porque estou preocupado. Depois de algum tempo, algo volta à lembrança: o gosto de cinzas. Enfim, a perda de memória talvez tenha sido o menor dos problemas. Tecnicamente, encontro-me num estado de “inimputabilidade”. Foi o que a polícia concluiu após me visitar no hospital. O que me aconteceu foi atravessar uma cerca com o carro e bater numa árvore num lugar chamado Downham Wood, perto da divisa entre Hampshire e Surrey. Eu não tinha a menor ideia de onde ficava Downham Wood, tampouco o que estava fazendo por lá. Não me lembro de ter atravessado a cerca e batido na árvore. Por que eu teria — por que alguém teria — feito isso? Uma das enfermeiras me diz que a polícia não vai levar o caso adiante, devido às circunstâncias. Sorte, aquilo tudo não passava de um sonho — como nos três primeiros episódios de Dallas. Agora, alguém se inclina sobre mim, o rosto tomado por óculos de aros pretos e espessos; cabelos louros no alto de uma testa ampla e arredondada. Ela me lembra uma foca. Tem uma prancheta nas mãos. — Muito bem, Ray, como está se sentindo? A boa notícia é que você não teve um derrame. Ela parece saber quem sou. E eu a conheço de algum lugar, então talvez ela venha aqui todos os dias. Ela fala muito alto. Não estou surdo. Tento dizer isso, mas não sai nada compreensível da minha boca. — … nem há indícios de tumor. Ainda não sabemos o que está provocando essa paralisia. Mas está melhorando, não é mesmo? Você parece estar se controlando melhor hoje, não é? Ainda não sente nada no braço direito? Não? Tento fazer um gesto com a cabeça e dizer sim e não. — A ressonância magnética não apontou danos cerebrais, o que é ótimo. Estamos aguardando os resultados da toxicologia. Parece que você ingeriu algum tipo de neurotoxina. Pode se tratar de uma overdose. Tomou alguma droga, Ray? Ou comeu algo venenoso? Como cogumelos silvestres, talvez… Você comeu algum cogumelo ou fruta silvestre? Algo assim? Tento me recordar daquelas imagens escorregadias e traiçoeiras. Eu comi alguma coisa, mas acho que não foram cogumelos. E tenho certeza de que não tomei drogas. Não voluntariamente, pelo menos. — Acho que não. As palavras saem da minha boca como se eu dissesse: “ach… ão”. — Viu alguma coisa estranha hoje de manhã? Consegue se lembrar? O cachorro voltou? O cachorro…? Será que eu a chamei assim? Tenho certeza de que nunca a chamaria assim. O nome na plaquinha presa em seu traje branco parece começar com Z. Seu sotaque é incisivo e estridente — talvez de alguém do Leste Europeu. Mas ela e sua prancheta desaparecem antes que eu possa elucidar aquele acúmulo de consoantes. Penso em danos cerebrais. Tenho tempo de sobra para pensar, deitado aqui — na verdade, não há nada mais que eu possa fazer. Escurece e clareia novamente. Meus olhos ardem pela falta de sono, mas, quando o fecho, é aí que vejo as coisas se arrastando até mim, saindo furtivamente dos cantos, espreitando-me além de meu campo de visão; por isso, fico grato ao que quer que me mantenha acordado. O menor esforço muscular me deixa arfante e exausto; meu braço direito está dormente e inútil. Posso ver pela janela o sol batendo nas folhas de uma cerejeira. Deduzo, então, que devo estar no primeiro andar. Mas não sei em que hospital me encontro ou há quanto tempo estou aqui. Lá fora, onde se vê uma cerejeira, está quente, há um torpor denso e abafado. Depois de toda a chuva que andou caindo, parece que estamos nos trópicos. Aqui dentro também faz calor; tanto que, finalmente, resolvem desligar o aquecedor do hospital. Minha condição mental parece melhorar. É como ser catapultado para uma idade extremamente avançada — comendo comida amassada, sendo lavado por estranhos e ouvindo falarem frases simples em voz alta. Não é muito divertido. Por outro lado, não há muito pelo que se sentir responsável. Agora, outra pessoa: um rosto diferente sobre mim. Este, com certeza, eu reconheço. Cabelos claros e sedosos caindo na testa. Óculos de armação de metal. — Ray… Ray… Ray? Uma voz bastante educada. Meu sócio no trabalho. Não sei como vim parar aqui, mas conheço Hen e sei que ele está se sentindo culpado. Sei também que não é culpa dele. Solto um grunhido, tentando dizer oi. — Como você está? Parece bem melhor do que ontem. Você se lembra de que eu estive aqui ontem? Tudo bem, não precisa falar. Só quero que saiba que estamos todos pensando em você. Todos mandam lembranças. Charlie fez um cartão para você, olhe… Ele segura um pedaço de papel amarelo dobrado com um desenho infantil. É difícil dizer o que representa. — Esse é você na cama. Acho que isso aqui é um termômetro. Olhe só, você está usando uma coroa… Confio no que ele diz. Hen sorri afetuosamente e põe o cartão sobre uma mesa ao lado da cama — perto de uma xícara de plástico e de uma caixa de lenço de papel para secar minha boca —, onde acaba caindo, sendo frágil demais para ficar em pé sozinho.

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