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Jack , o Estripador - A Verdadeira História , 120 Anos Depois (Cód: 2607920)

Schmidt, Paulo

Geração

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Descrição

O que torna Jack mais interessante que todos os outros assassinos seriais é o fato de nunca ter sido preso e de não termos idéia de quem ele foi, nem por que cometeu seus atrozes assassinatos. Ele é uma sombra, um enorme ponto de interrogação traçado com sangue. O Estripador se transformou em lenda porque os mitos brotam das lacunas deixadas pela História. Tentar adivinhar a identidade do criminoso de Whitechapel ainda é a principal pergunta ou mistério policial da atualidade.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Geração
Cód. Barras 9788561501082
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788561501082
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 240
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorSchmidt, Paulo

Leia um trecho

Introdução “Como dizia Jack, o Estripador, vamos por partes.” Essa expressão brasileira de humor negro demonstra quão longe chegou a reputação do misterioso assassino que, na Londres do século XIX, estarreceu o mundo inteiro com uma série de homicídios tão horripilantes quanto inexplicáveis. Apesar disso, o leitor do Brasil não foi ainda agraciado, que eu saiba, com uma exposição clara, objetiva e imparcial da trajetória sangrenta do desconhecido mais conhecido da história criminal. Embora considerado o pai dos serial killers, espécie de Adão satânico do qual todos os modernos assassinos psicopatas descendem, o homem que conhecemos pela alcunha de “Jack, o Estripador” não foi nem o primeiro, nem o pior deles. Na verdade, comparado ao seu conterrâneo, o médico Harold Shipman, com no mínimo duzentas mortes no currículo, Jack, com seus cinco homicídios ofi ciais e no máximo oito não-ofi ciais, parece um novato. A área de atuação dele não ultrapassou 1,5 quilômetro quadrado. Apesar disso, Jack, o Estripador tem seu lugar cativo no panteão macabro, ou pandemonion, de monstros imemoriais da estatura de Frankenstein, Drácula e Fantasma da Ópera, com a vantagem sobre os demais de ter realmente existido. Por quê? Qual o motivo de um reles homicida ter se tornado o bichopapão preferido dos adultos, especialmente das mulheres, bem como protagonista de tantos livros, suvenires, documentários e fi lmes? O que torna Jack mais interessante que todos os outros assassinos seriais é o fato de nunca ter sido pego, e de não termos idéia de quem ele foi, nem por que cometeu seus atrozes assassinatos. Ele é uma sombra, um enorme ponto de interrogação traçado com sangue. O Estripador se transformou em lenda porque os mitos brotam das lacunas deixadas pela História. entar adivinhar a identidade do criminoso de Whitechapel tornou-se o principal whodunit ou mistério policial da atualidade. De um ponto de vista mais sociológico, ele é um dos primeiros produtos da mídia como a conhecemos. O próprio codinome “Jack, o Estripador” foi difundido, talvez criado, pela imprensa da época, cujos critérios de responsabilidade jornalística eram bem diferentes dos de hoje, se é que existiam. E como, via de regra, o propósito exclusivo da mídia é gerar lucro, Jack, o Estripador tornou-se uma rentável franquia. Agências de turismo vendem pacotes para o Ripper Walk, ou turnê pelos locais dos assassinatos cometidos pelo criminoso, com custo médio de cinco libras por cabeça; se cada passeio reunir duzentas pessoas, fatura nada menos que mil libras por semana, 52 mil por ano. Os locais dos crimes não foram preservados intactos (os fatos que lhes deram celebridade não são exatamente motivo de orgulho nacional), de modo que muito pouco do que está lá hoje se assemelha às ruelas lúgubres e mal-iluminadas de 1888. Um dos poucos lugares conservados, ponto alto do passeio, é o pub Ten Bells, na rua Commercial, freqüentado outrora por pelo menos uma vítima de Jack, senão pelo próprio. Para faturar ainda mais com a memória do assassino, os proprietários mudaram o nome do bar para “Jack the Ripper” nos anos 60, porém tamanho mau gosto gerou protestos de feministas, azendo com que o antigo nome voltasse. Talvez devamos agradecer a elas o fato de Jack, o Estripador não ter sido transformado pelos norte-americanos em super-herói de histórias em quadrinhos para crianças. E há, naturalmente, os inúmeros livros sobre o tema, que rendem bons dividendos aos seus autores, os chamados ripperologists, ou “estripadorologistas”, escritores normalmente saídos das fi leiras dos criminologistas, psiquiatras, pesquisadores forenses, ex-policiais e afi ns, quase todos movidos por forte empenho investigativo, temperado com imaginação de mais ou de menos. O problema com a maioria dos trabalhos sobre o Estripador é que seus autores têm candidato próprio à identidade do assassino, e distorcem os fatos para fazer valer as suas teorias, em geral publicadas com pretensiosos subtítulos do tipo “a solução fi nal”, “caso encerrado”, “a verdadeira história”, etc. Teorias novas sobre quem foi Jack surgem todos os anos, cada uma originando um novo documentário de TV que traz sempre os mesmos fatos, com algum componente sensacionalista inédito da identidade do assassino. Um desses documentários, que foi ao ar no fi nal de 2006, chegou ao absurdo de divulgar, sem qualquer fundamento, um suposto retrato falado do Estripador que mais parece o de um bandido mexicano. “Pela primeira vez, podemos entender que tipo de pessoa era Jack, o Estripador”, declarou Laura Richards, chefe de análise para crimes violentos da Scotland Yard. “Podemos dizer qual a rua onde ele provavelmente morava, qual a sua aparência e por que ele escapou da polícia.” Isso é um exagero ufanista. Se a Yard não tinha a menor pista de quem fosse o assassino quando os cadáveres de suas vítimas ainda estavam tépidos, não haveria de tê-las mais de um século depois, sem que absolutamente nenhuma revelação signifi cativa surgisse nesse meio tempo, e com quase todos os arquivos do caso desaparecidos. Fala-se muito em utilização de testes de DNA e outras tecnologias indisponíveis ou inexistentes à época, mas tudo isso de nada serve sem espécimes orgânicos — sangue, saliva, cabelos, etc. — do assassino. A única vantagem dos modernos investigadores sobre os de 1888 é algum avanço nos estudos de criminologia, que permitiu esboçar um perfi l psicológico do Estripador, conforme veremos. Ninguém, mas ninguém mesmo, sabe ao certo quem ele foi. Não existe sequer um principal suspeito, como no caso mais recente do assassino serial Zodíaco, que as probabilidades indicam ter sido o pedófi lo norte-americano Arthur Leigh Allen, exonerado por falta de provas físicas que o incriminassem. No caso do Estripador não há favoritos, exceto individualmente. O máximo que os estripadorologistas podem fazer é defender a candidatura de algum suspeito, convencer o máximo de leitores/eleitores possível, e embolsar uma boa grana vendendo sua teoria publicada. Ou, se forem mais sérios e conscienciosos, reunir os fatos conhecidos, abstendo-se de especulações estapafúrdias, e apresentá-los da forma mais clara aos leitores, a fi m de informá-los sobre o que realmente aconteceu. Não pretendo de modo algum ser considerado um estripadorologista (quem quer ser chamado de um nome horrível desses?). Sem candidato a suspeito para promover ou defender, este livro é apenas uma súmula das melhores obras sobre o assunto, listadas no fi nal, sem nada inventar nem romancear, para que o leitor disponha do mínimo necessário para se aprofundar nessa que tem sido a mais apaixonante das investigações por mais de um século, e tirar suas próprias conclusões sobre o caso. Começarei fornecendo os fatos fundamentais do modo mais linear, para evitar confundir os ainda não familiarizados com todos eles, depois os vinte principais suspeitos, seguidos de um inventário geral desses 120 anos no rastro de Jack, o Estripador, para encerrar com a reprodução, em forma de apêndices, dos documentos ofi ciais de maior relevância para o assunto, inéditos, até onde sei, no nosso idioma. Vamos, então, por partes. Não há mais crimes nem criminosos hoje em dia — queixou-se Holmes. — De que serve ter cérebro na nossa profi ssão? Bem sei que tenho potencial para tornar meu nome famoso. Não existe, nunca existiu alguém que tenha consagrado tanto estudo e talento inato à detecção do crime quanto eu. E para quê? Não há crimes a desvendar, no máximo alguma vilania malfeita com motivo tão transparente que até a Scotland Yard é capaz de descobrir. Arthur Conan Doyle, Um Estudo em Vermelho Os Fatos Dr. Jekyll e sr. Hyde A rainha Vitória pode ter dado seu nome a uma época, contudo a Inglaterra vitoriana é mais bem representada por dois personagens literários: dr. Jekyll e sr. Hyde, o médico e o monstro conjurados por Robert Louis Stevenson, personalidade dupla que espelha quase todos os aspectos dessa sociedade oitocentista, especialmente o econômico, urbano e social. A enorme prosperidade que a Revolução Industrial inglesa, iniciada no século XVIII, trouxe à pequena, média e grande burguesia, teve como efeito colateral um dos proletariados mais miseráveis da história da humanidade. Movidos pelo aumento populacional e pelo desejo por melhores condições de vida, enxames de camponeses migravam para os grandes centros urbanos, apenas para engordar os bolsões de pobreza que já entupiam os cortiços dos bairros industriais de metrópoles como Londres, Birmingham e Liverpool. A irresponsável e desleal violação do tratado de paz com a França em 1804 agravou esse quadro, pois embora a Inglaterra tenha vencido a guerra em 1815, o embargo econômico ou Bloqueio Continental imposto por Napoleão ao Reino Unido impediu que durante uma década mercadorias inglesas chegassem ao continente, ao passo que os outros países europeus, debilitados pelas guerras napoleônicas, não podiam importar em grande escala. A fi m de reduzir a produção e vender mais barato, indústrias empregavam mulheres e crianças por salários de fome, lançando às ruas hordas de desempregados para juntar-se aos milhares de soldados desmobilizados que afl uíam em massa às grandes cidades. Para piorar as coisas, a Guerra Civil norte-americana de 1861-65 levou à falência diversas indústrias têxteis britânicas que dependiam do algodão do sul dos EUA. Esporadicamente, alguns membros do Partido Liberal conseguiam aprovar leis trabalhistas no Parlamento britânico, mas leis de nada servem contra explosão demográfi ca e desemprego. Urbanamente falando, o doutor Jekyll era o West End, zona de Londres que abrigava os centros residenciais, comerciais e administrativos da nação, com seus cavalheiros de cartola, damas empunhando sombrinhas e crianças vestidas de marinheiro pajeadas por babás nos parques. O East End, separado do resto da capital pelo rio Tâmisa como um cordão sanitário, constituía uma realidade à parte, ignorada pelo governo e evitada pela gente bem-nascida, embora abrigasse mais de 900 mil almas. Com suas indústrias navais e têxteis, fétidos curtumes e matadouros, hordas de indigentes, bandidos, prostitutas e imigrantes indesejáveis que desembarcavam nas docas todos os dias, o East End era, indiscutivelmente, o sr. Hyde. O East End da década de 1880 continuava o mesmo descrito por Dickens e ilustrado por Doré. Como a densa neblina de outono e inverno, a miséria, a doença, o vício e o crime pairavam sobre o labirinto sombrio de vielas lamacentas infestadas de ratos e lixo. O escritor Jack London, que morou no East End, disse que tentar manter-se limpo por lá era uma farsa ululante, e que quando chovia, a chuva era “mais graxa que água”. Milhares ganhavam a vida um dia de cada vez, alguns uma hora de cada vez. Aleijados pelo desemprego galopante, trabalhadores braçais como carregadores, lenhadores ou pedreiros recebiam cerca de quinze xelins1 por semana, o que mal era sufi ciente para sustento próprio, quanto menos para eles e suas famílias, em geral numerosas dada a inexistência de métodos contraceptivos efi cazes. Uma terça parte desses salários ia para gananciosos proprietários de cortiços superlotados, onde o incesto era inevitável e até comum. Crianças praticavam coito na rua, menos por instinto que por imitação. 1 Nessa época, a libra esterlina equivalia a 20 xelins, e cada xelim a 12 pennies. Para simplifi car, essas serão as únicas moedas inglesas mencionadas neste livro. Embora o plural de pêni seja “pênis”, usarei a forma inglesa pennies para evitar trocadilhos obscenos. No East End, cinqüenta e cinco por cento das crianças morriam antes de completar cinco anos de idade, e grande parte das que sobreviviam crescia física ou mentalmente subdesenvolvida. Já não existiam os abomináveis asilos para trabalho infantil, como aquele para onde o pequeno Oliver Twist foi mandado após ser expulso do orfanato por pedir mais mingau, e que não passavam de senzalas para crianças, embora o trabalho infantil ilegal tenha continuado a existir em grande escala, como existe no Brasil até hoje. Para as mulheres a situação conseguia ser pior. Sem um homem que a sustentasse, uma mulher tinha poucas opções de trabalho. Além de biscates, a felizarda que arranjasse um emprego podia fazer calças em troca de dois pennies o par, pagando a linha do próprio bolso, ou uma dúzia de ceroulas por dez pennies, ou uma dúzia de toucas de bebês por um xelim. Podia também ganhar um ou dois pennies diários debulhando ervilhas ou colando caixas de fósforos de sol a sol. Crianças de sete anos eram empregadas como fazedoras de sacos, e ganhavam um quarto de pêni por saco. Em tais condições, não é de admirar que tantas mulheres vissem a prostituição como única alternativa para alimentar a si mesmas e aos fi lhos. Mas o contraste entre Jekyll e Hyde era mais acentuado no aspecto social. Sociedades puritanas preferem camufl ar suas mazelas a solucioná-las, portanto o que não se mencionava, tecnicamente inexistia. Não havia “prostitutas” na Inglaterra de Vitória, e sim mulheres “desafortunadas”. Quando, porém, a realidade da prostituição se tornava impossível de ignorar, os vitorianos chamavam as “desafortunadas”, assaz paradoxalmente, de “mulheres alegres”, gay women, no conveniente esforço de não enxergar as condições sociais que as levavam à prostituição, pretendendo, em vez disso, que esta resultava de ninfomania endêmica, fazendo as mulheres abraçarem tal ofício por prazer. Só no paupérrimo bairro de Whitechapel, o East End do East End por assim dizer, existiam sessenta e dois bordéis e cerca de mil e duzentas “desafortunadas”, segundo levantamento da Polícia Metropolitana, ou Scotland Yard. Essas mulheres “alegres” eram da mais baixa classe sócio-econômica existente, praticamente mendigas que se vendiam por três pennies, o preço de um pão, os quais preferiam gastar em um copo grande de gim. Pouquíssimas tinham endereço fi xo, quase todas recorriam a albergues imundos para dormir algumas horas em troca de quatro ou cinco pennies. A opção mais barata de pernoite para as pessoas era, por um pêni, dormirem sentadas lado a lado, apoiadas numa corda estendida diante delas, impedindo que caíssem para frente. Pela manhã, o zelador as despertava soltando a corda, fazendo o grupo desabar. Quando nem isso podiam pagar, faziam fi la para ser admitidas nos asilos de pobres, galpões sórdidos onde milhares de indigentes se amontoavam sem higiene alguma, dividindo as mesmas tinas e toalhas, e onde era-lhes servida sopa de sebo. A Igreja Anglicana ignorava o East End religiosamente. Samuel Barnett, vigário da Igreja de São Judas, em Whitechapel, não só deixava claro que os miseráveis da sua paróquia não deviam esperar ajuda fi nanceira alguma dele, como também opinava que os pobres passavam fome “por causa das esmolas que recebem”. A solução, segundo o reverendo, seria que eles ajudassem a si próprios administrando melhor o seu dinheiro, opinião no mínimo curiosa, em se tratando de pessoas que mal ganhavam o sufi ciente para comer. Políticas sociais eram coisas que começavam a surgir então, e cheiravam perigosamente a subversão e anarquia. O embrionário socialismo mundial tinha seu quartel-general em Londres, onde Karl Marx passara os últimos anos de sua vida, e onde as condições desumanas do proletariado constituíam um combustível poderoso para o incêndio das doutrinas de esquerda. Em 1887, Vitória de Hanôver completou meio século como rainha da Grã-Bretanha e Irlanda, e onze anos como imperatriz da Índia, mas não era popular como viria a ser no fi m de seu reinado, ainda com catorze anos pela frente. Oprimidos pelo Império Britânico — cuja política intervencionista era tão odiada quanto a dos Estados Unidos de hoje — os irlandeses a chamavam de Rainha Carestia [Famine Queen], enquanto eram forçados a escolher entre vidas miseráveis nos cortiços do East End, ou vidas fora-da-lei como fenianos, o IRA da época. De qualquer forma, a velha matriarca tinha pouco poder efetivo, além de estar ocupada demais arranjando casamentos de fi lhos e netos com príncipes e princesas de outros países, inadvertidamente espalhando hemofi lia pelas casas reinantes da Europa. O governo estava nas mãos do conservador lorde Salisbury, um dos primeiros-ministros mais reacionários da história da Inglaterra, e a Polícia Metropolitana nas do comissário Charles Warren, militar truculento com gosto por fardas pomposas consteladas de medalhas, cuja administração caracterizou-se por uma acentuada militarização da força policial londrina e por desentendimentos tanto com subordinados quanto com seu superior, o inepto secretário do Interior Henry Matthews. O choque entre conservadorismo decadente e socialismo incipiente eclodiu a 13 de novembro, no famigerado Domingo Sangrento, quando uma grande manifestação pacífi ca contra o governo, na praça Trafalgar, foi violentamente reprimida por ordem de Warren, deixando um saldo elevado de mortos, feridos e presos. No mês seguinte, a rainha o condecorou cavaleiro: sir Charles Warren. Os socialistas, cada vez mais infi ltrados na imprensa, nunca perdoaram o chefe da Polícia Metropolitana pelo massacre, e jornais oposicionistas como o Star e o Pall Mall Gazette, sob a divisa War on Warren, iniciaram uma campanha infatigável contra o belicoso comissário. Assim, sob Salisbury e Warren, a Polícia Metropolitana, ao invés de proteger os cidadãos contra os criminosos, adotou como política defender o governo contra os cidadãos. Policiamento das ruas e aprimoramento do trabalho de detetives do Departamento de Investigação Criminal (CID) tornaram-se menos importantes que reprimir manifestações de irlandeses clamando por sua liberdade, antigovernistas reivindicando reformas, e desempregados rogando por trabalho. Não admira, pois, que quando em 1888 pobres “desafortunadas” foram escolhidas por um predador misterioso para coadjuvantes de sua monstruosa carreira criminal, a Polícia Metropolitana e a Secretaria do Interior tenham inicialmente visto poucos motivos justifi cáveis para desperdiçar tempo e recursos na proteção e na investigação da morte de pessoas que não deviam sequer existir.

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