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Kill All Enemies - Pocket (Cód: 6422855)

Burgess, Melvin

L&PM

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Descrição

“Kill All Enemies” é um livro para filhos, pais e todo mundo que estiver disposto a ler uma história bela e emocionante. É um romance sobre a condição humana, na qual, apesar da solidão, do desespero e do abandono, há sempre uma porta luminosa aberta para a esperança.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora L&PM
Cód. Barras 9788525430168
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788525430168
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 288
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorBurgess, Melvin

Leia um trecho

Eu estava me comportando bem fazia uma semana. Só tinha me metido em uma briga, o que devia ser um recorde pra mim. Estava na cara que aquilo não ia durar muito. Estava passando pelo estacionamento do bar da esquina junto com Riley e a turma dele quando vimos Rob caminhando na nossa direção. Eu sabia que alguma coisa ia acontecer. Rob é do tipo que sempre atrai confusão. Ele não estava fazendo nada – mas nem precisava. Ele estava errado. Tudo nele estava errado. O tipo físico, as roupas. As orelhas. Isso mesmo, as orelhas. – Olha só a situação desse aí – comentou Riley. – Que mané. Olha só essas orelhas. – O que é que têm as orelhas dele? – perguntei. Era uma pergunta sincera. Fala sério... orelhas? – Você vai ver – disse Riley. – Ei, Robbie! – ele gritou e partiu pra cima do outro. Lançou um dos braços sobre o pescoço de Rob e o imobilizou com uma gravata. Eu tinha sido expulsa da Brant só uma semana antes, então estava fazendo de tudo pra não me meter em encrenca. Tinha até arrumado uns novos amigos. A Hannah lá da Brant falou que eu precisava de novas amizades. Não importava que fossem Riley e sua turma de moleques de dentes tortos. Não era isso que eu precisava fazer? Socializar? Me entrosar com o pessoal? E lá estava eu, sendo obrigada a ver aquele gordinho ser infernizado só porque não gostavam das orelhas dele. Era o tipo de coisa que normalmente me faria perder a cabeça, mas dessa vez resolvi ficar quieta, só olhando. Eu pensei: “Isso não é problema seu, Billie. Deixa pra lá. Eles não vão matar o garoto. A dor logo passa”. Era mais uma das frases de Hannah. Quando perguntei pra ela o que fazer se alguém viesse comprar briga comigo, ela respondeu: “Ninguém vai matar você. Aguenta firme e depois cai fora. A dor logo passa”. E dessa vez nem era eu que estava sentindo dor. Era só mais um gordinho levando umas porradas. Fiquei lá parada, só olhando. Não movi uma palha. A cabeça de Rob estava presa sob o braço de Riley, que esfregava suas orelhas com força. E Rob só ficava gritando “Ai, ai, ai!” feito um idiota, suas orelhas ficavam cada vez mais vermelhas e um outro moleque estava chutando sua bunda por trás. Mas eu não tinha nada a ver com aquilo. Estava só olhando, como uma menina bem-comportada. Foi quando Riley veio até mim trazendo Rob pelo pescoço e falou: – Vai fundo, Billie. Dá uma esfregadinha também! Eu perguntei: – Você quer que eu faça isso com ele também? – É! – confirmou Riley. – E que tal isto aqui? – sugeri. E dei um soco bem no nariz dele. Pof. Lá se foi o Riley pro chão. Então chegou a hora das botinadas. Pof pof pof. E aí a namorada dele, uma tal de Jess ou algum outro nome qualquer, tentou entrar no meio e levou uma – pof! –, só uma, no meio dos dentes. E lá foi ela pro chão, toda ensanguentada. – Eu não gosto de valentões – expliquei. E virei as costas pra ir embora, mas bem nessa hora estava passando um ônibus. E todos os passageiros em todas as janelas olhavam pra mim. Dá pra acreditar? Em público. Bem na frente de qualquer um que quisesse ver. Como sou burra! Virei a cara pro outro lado e continuei andando, saí do estacionamento. Foi quando ouvi alguém atrás de mim: – Billie... espera aí... Billie... Pelo amor de Deus. O Rob até que era legal. Era novo por ali também – não tanto quanto eu, que só estava ali fazia uma semana –, mas era recém-chegado. A diferença era que em pouco tempo ele tinha conseguido virar um alvo fácil. A gente já tinha conversado uma vez sobre música e esse tipo de coisa. Mas naquele momento eu não estava com paciência pra ele. Ele me alcançou. – Valeu... valeu... Isso foi... isso foi... – ele estava todo esbaforido, se encurvando enquanto tentava falar. – Pode parar – eu disse. – Quê? – Pode parar com isso. Você e essas suas orelhas. – O que é que têm as minhas orelhas? – Elas chamam muita atenção. Se não fossem essas orelhas, eu não teria sido obrigada a fazer aquilo. – Posso trocar, se você quiser. – Quê? – Tenho umas orelhas mais bacanas lá em casa. – Quê? – É brincadeira – ele sorriu pra mim. – Você sabe... Virei as costas e caí fora, mas ele não desistiu. Veio correndo atrás de mim. – Eu só queria agradecer. – Isso você já fez. – A gente podia ser amigos – ele falou. Eu virei de frente pra ele. – Que conversa é essa? – perguntei. – Por que não? – ele questionou. – Pessoas como eu não podem ter amigos como você. – Por quê? – Porque vocês só querem a amizade de pessoas como eu pra resolver as suas brigas. – Eu me garanto muito bem sozinho. – Ah, sim, deu pra ver. – O que estou falando é que você é nova aqui. Eu também. A gente podia andar juntos. – Escuta só, eu não posso mais brigar – expliquei. – Esta é a minha última chance, eu já disse isso pra você. Passei por cinco escolas nos últimos dois anos. Fui expulsa até da Brant, e olha que lá eles gostavam de mim. A Statside é a última escola que vai me aceitar. Se eu pisar na bola, vou ser mandada pra WASP. Já ouviu falar da WASP? – Não. – É um lugar horroroso. Eu é que não vou parar na WASP por causa de ninguém. Sem chance. Eu já tinha passado por lá uma vez. Depois do primeiro dia, fui correndo bater na porta da Brant, implorando pra me aceitarem de volta. É um lugar sinistro. Com guardas com cassetetes patrulhando os corredores. Com portas trancadas por toda parte. Com alguém vigiando você até no banheiro. E um bando de psicopatas. Só porque gosto de brigar não significa que eu seja uma psicopata. – Você não vai ter que ir pra WASP – garantiu. – É só não brigar. Isso eu posso ensinar pra você. É bem fácil. É só apanhar e ficar quieta – ele sorriu pra mim de novo. Eu dei risada. – Pois é, mas eu não sou muito boa nisso, não – expliquei. Dei mais uma boa olhada nele. Era um sujeito bem típico. Gordinho e saltitante feito um cachorrinho novo. E sabia ser insistente. – Olha bem pra você – falei. – É bem o tipo com quem todo mundo fica implicando o tempo todo. Eu seria obrigada a partir pra briga várias vezes por dia se fosse sua amiga. – A gente pode ser amigos só fora da escola, então. Eu sacudi a cabeça. Comecei a pensar em uma outra coisa que Hannah tinha me dito: “O seu problema, Billie, é que você sempre escolhe as companhias erradas. Suas amizades nunca duram, e na hora do aperto todo mundo desaparece. Por que não tenta escolher uns amigos um pouco melhores, só pra variar?”. Pois é, legal, mas como é que eu vou saber? Nunca sei dizer se a pessoa está querendo alguma coisa de mim ou se está só tentando fazer amizade. Dei outra boa olhada pro Rob e tentei sacar qual era a dele. Eu não fazia a menor ideia. – Tá, eu vou pensar – falei. – Legal! – ele gritou. E me fez rir. Ele foi comigo até o ponto de ônibus. Eu não ia pegar o ônibus de sempre, porque precisava fazer uma visita. Depois que decidi deixar Rob ir comigo, comecei a gostar da presença dele. Talvez ele pudesse ser um moleque legal – por que não? – Você não vai se arrepender, Billie – ele disse. – Vai gostar de ser minha amiga. “Bom”, pensei, “isso é o que nós vamos ver.”

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