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Kings Of Cool (Cód: 4897256)

Winslow, Don

Intrinseca

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Descrição

“Kings of Cool” é uma saga original sobre famílias em todas as suas formas. Enquanto trava uma batalha contra traficantes de drogas e policiais corruptos, o trio de protagonistas descobre que seu futuro está intimamente ligado à história de seus pais. Uma série de reviravoltas obrigará Ben, Chon e O. a escolher entre a família real e a lealdade que têm um pelo outro. Com um ritmo alucinante, provocativo e perversamente engraçado, “Kings of Cool” é uma fascinante história de amor dos nossos tempos. Um livro com as marcas registradas de Don Winslow: personagens complexos, diálogos afiados e crítica social. O resultado é uma história que vai permanecer na mente e no coração dos leitores por muito tempo.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580573329
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580573329
Profundidade 6.50 cm
Acabamento Capa dura
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 320
Peso 0.36 Kg
Largura 16.00 cm
AutorWinslow, Don

Leia um trecho

É o que pensa O. sentada entre Chon e Ben em um banco da Main Beach, escolhendo parceiras potenciais para os dois. — Aquela? — pergunta, apontando para uma clássica BB (Basicamente Baywatch) caminhando pelo calçadão. Chon balança a cabeça. Um tanto indiferente, pensa O. Chon é muito exigente para um sujeito que passa a maior parte do tempo no Afeganistão ou no Iraque e não costuma ver muito além de trajes camufl ados e burcas. Na verdade, ela agora entende como esse lance de burca pode ser excitante se bem usado. Você sabe, aquela coisa de harém. É, não. Uma burca não funcionaria com O. Você não desejaria esconder aquele cabelo louro, não gostaria de ver aqueles olhos claros espreitando por trás de um niqab. O. foi feita para o sol. Garota da Califórnia. Chon não é pequeno, mas é magro. O. acha que ele está mais magro que o habitual. Ele sempre foi enxuto, mas agora parece ter sido esculpido com um escalpelo. E ela adora seu cabelo curto, quase raspado. — Aquela? — pergunta O., erguendo o queixo em direção a uma morena do tipo turista com peitos realmente grandes e nariz arrebitado. Chon faz que não com a cabeça. Ben permanece em silêncio, como uma esfi nge, o que é uma troca de papéis, já que Ben geralmente é o mais falante dos dois. Não é difícil, uma vez que Chon não fala muito, exceto quando começa a reclamar; então, é como se você abrisse a válvula de um hidrante. Embora Ben seja mais verbal, pensa O. agora, é também o menos promíscuo. Ben é mais Monogamia Consecutiva enquanto Chon é mais Mulheres Devem Ser Atendidas Simultaneamente. Embora O. tenha certeza de que os dois — ainda que Chon mais do que Ben — se aproveitam das Jovens Turistas que os observam jogando vôlei na praia, a alguns poucos e convenientes passos do Hotel Laguna — encontros aos quais ela se refere como FSqBS. Foder-Serviço de quarto-Banho-Sair. — Isso mais ou menos resume a coisa — admitiu Chon. Embora ele às vezes pule o serviço de quarto. Nunca o banho. A regra básica de sobrevivência no Grande Torneio de Caixa de Areia entre a Cruz e o Crescente é: Se houver um chuveiro, tome banho. Ele não consegue abandonar o hábito quando está em casa. De qualquer modo, Chon admite fazer matinês no Hotel Laguna, no Ritz, no St. Regis e no Montage não apenas com turistas mas também com Esposas Troféu do Orange County e divorciadas — a diferença entre ambas sendo apenas temporária. Chon é assim: ele é totalmente honesto. Sem pretensões, sem evasivas, sem desculpas. O. não sabe dizer se isso é por ele ser tão ético ou porque simplesmente está pouco se fodendo. Agora, ele se volta para ela e diz: — Você tem mais uma chance. Escolha com cuidado. É um jogo de que gostam — BNO — Beisebol de Namoro Off-line. Adivinhar as preferências sexuais do outro e tentar um simples, um duplo, um triplo ou um home run. É um ótimo jogo quando você está doidão, como estão agora, depois de terem fumado um pouco da excelente erva de Ben e Chon. (Que não é apenas uma erva, mas uma mescla hidropônica topo de linha que chamam de Sábado no Parque porque se você der um trago nesse troço, todo dia é sábado e qualquer lugar é um parque.) O. geralmente é o Sammy Sosa do BNO, mas, agora, com runners na primeira e terceira bases, ela está perdendo. — Bem? — pergunta Chon. — Estou esperando um bom lançamento — diz ela, varrendo a praia com os olhos. Chon esteve no Iraque, no Afeganistão… …Tente algo exótico. Ela aponta para uma bela garota sul-asiática com cabelo preto brilhante contrastando com a saída de praia branca. — Aquela. — Fora — responde Chon. — Não é o meu tipo. — Qual é o seu tipo afi nal? — pergunta O., frustrada. — Bronzeada — responde Chon. — Magra, rosto meigo, grandes olhos castanhos, cílios longos. O. volta-se para Ben. — Ben, Chon quer foder com o Bambi. Ben está um tanto distraído. Tenta continuar jogando, mas não para valer, porque sua mente está em algo que aconteceu esta manhã. Esta manhã, como na maioria das manhãs, Ben foi até o Coyote Grill. Pegou uma mesa no terraço junto à lareira e pediu o bule de café preto de sempre e excelentes ovos machaca (para aqueles que habitam as obscuras regiões a leste da I-5: ovos mexidos com frango e molho, acompanhados de feijões pretos, batatas fritas e tortillas de milho ou trigo, que devem ser a melhor coisa na história do universo), abriu o laptop e leu o New York Times para ver o que Bush e seus coconspiradores estavam fazendo naquele dia em particular para tornar o mundo inabitável. Essa é a sua rotina. O sócio de Ben, Chon, o advertiu quanto a ter hábitos. — Não é um “hábito” — respondeu Ben. — É uma “rotina”. Um hábito é uma questão de compulsão, uma rotina é uma questão de escolha. O fato de ser a mesma escolha todo dia é irrelevante. — Tanto faz — respondeu Chon. — Pare com isso. Atravesse a PCH até o Heidelberg Café, ou vá de carro até Dana Point Harbor para admirar as mamães gostosas passeando com seus carrinhos de bebê, prepare um bule de café em casa, pelo amor de Deus! mas nunca faça a mesma coisa todos os dias na mesma hora. — Foi como pegamos alguns daqueles palhaços da AQ — disse Chon. — Você mata caras da AQ enquanto eles comem ovos machaca no Coyote Grill? — perguntou Ben. — Quem sabe? — Babaca metido a engraçadinho. É, seria engraçado se Chon não tivesse de fato apagado muitos membros da Al Qaeda, do Talibã, e seus muitos associados justamente por eles terem adquirido o mau hábito de terem um hábito. Ou ele mesmo puxava o gatilho ou o fazia por controle remoto, pedindo um ataque de avião não tripulado enviado por algum prodígio do Warmaster 3 sentado em um bunker em Nevada e tomando Mountain Dew enquanto pulveriza alguns mujahidins desavisados ao apertar uma tecla. O problema com a guerra contemporânea é que se tornou um video game. (A não ser que você esteja realmente no lugar e seja baleado, o que defi nitivamente não seria o caso.) Fosse dirigida por Chon ou através de um jogador, tinha o mesmo efeito. Ao estilo Hemingway. Sangue e areia. Sem babaquice. Tudo verdade, mas ainda assim Ben não vai entrar nessa de subterfúgios mais do que o necessário. Ele está no negócio de drogas para aumentar a sua liberdade, não para restringi-la. Torne a sua vida maior, não menor. — O que quer que eu faça? — perguntou para Chon. — Que eu more em um bunker? — Enquanto eu estiver longe — respondeu Chon. — Sim, tudo bem. É, nada bem. Ben se apega à sua rotina. Nesta manhã específi ca, Kari, a garçonete do Eurasian Persuasion, mulher de uma beleza que desafi a a realidade — pele dourada, olhos amendoados, cabelos negros e pernas mais longas que um inverno em Wisconsin —, serviu o seu café. — Oi, Ben. — Oi, Kari. Ben está seriamente tentado a fi car com ela. Então, vá se foder, Chon. Kari trouxe a comida, e Ben mergulhou em seus ovos machaca e na leitura do Times. Então, sentiu o sujeito se sentar à sua frente. Sujeito gordo e forte. Ombros largos e curvados. Cabelo louro claro penteado para trás, entradas profundas. Tipo da velha guarda. De fato, usava uma dessas camisetas com a frase “Os Velhos Mandam”, o que mostra que ele não entendeu nada, porque, se os velhos realmente mandassem, não teriam de proclamá-lo em uma camiseta barata. Eles apenas, você sabe, mandariam. São sujeitos que não entendem de tecnologia de mídia social, então Ben se dá conta de que os tempos de mando daquele cara seguiram o mesmo caminho dos CDs. De qualquer modo, esse sujeito que parecia ter os seus 50 anos fi cou ali sentado, olhando para Ben. Altíssimo grau de tensão. Ben era mais do tipo: eu o conheço, deveria conhecê-lo, ou isso é algum tipo estranho de cantada gay logo cedo pela manhã? Ou seria esse sujeito apenas uma dessas “pessoas extrovertidas” que acham que é seu dever humano puxar conversa com gente sentada a sós em restaurantes? Ben não é do tipo gosto-de-conhecer-gente-nova. É mais estou-lendo- a-droga-do-jornal-e-paquerando-a-garçonete-então-me-deixe-em- -paz-porra. Então ele disse: — Cara, sem querer ofender, estou ligado na minha leitura. Tipo, há cinco mesas vazias, por que não vai se sentar em uma delas? O sujeito disse: — Só vou roubar um minuto de seu tempo, fi lho. — Não sou seu filho — disse Ben. — A não ser que minha mãe tenha me enganado todos esses anos. — Cale a porra da boca e ouça — disse o sujeito calmamente. — Não nos importamos que você venda um pouco de erva feita em casa para os amigos. Mas quando essa erva começa a aparecer na Albertsons, é um problema. — É um mercado livre — respondeu Ben, pensando que do nada pareceu um republicano. Uma vez que Ben geralmente se posiciona à esquerda de Trotsky, aquilo lhe veio como uma desagradável epifania. — Não existe esse negócio de “mercado livre” — disse Os Velhos Mandam. — O mercado tem um preço. Há despesas. Se quiser vender em LA, competindo com nossos irmãos marrons e negros, fi que à vontade. Em Orange County, San Diego e Riverside, deve pagar uma taxa. Está prestando atenção? — Estou ligadíssimo. — Está debochando de mim? — Não. — Porque eu não gostaria se estivesse. — E eu não o culparia — disse Ben. — Então, voltando à discussão, o que acontece se eu não pagar essa taxa? — Você não gostaria de saber. — Tudo bem, mas apenas teoricamente. Os Velhos Mandam olhou-o como se tentando descobrir se aquele moleque estava de sacanagem com ele, então disse: — Nós o tiramos do negócio.

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