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Labirinto (Cód: 204774)

Mosse,Kate

Suma De Letras

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Descrição

Em Julho de 1209: na cidade francesa de Carcassonne, uma moça de 17 anos recebe do pai um misterioso livro, que ele diz conter o segredo do verdadeiro Graal. Embora Alaïs não consiga entender as estranhas palavras e símbolos escondidos naquelas páginas, sabe que seu destino é proteger o livro. Será preciso grandes sacrifícios e muita fé para garantir a segurança do segredo do labirinto - um segredo que remonta a milhares de anos, e aos desertos do antigo Egito...
Julho de 2005: durante uma escavação arqueológica nas montanhas ao redor de Carcassonne, Alice Tanner descobre por acaso dois esqueletos. Dentro da tumba escondida onde repousavam os antigos ossos, experimenta uma sensação de malevolência impressionante, e começa a entender que, por mais impossível que pareça, de alguma forma ela é capaz de entender as misteriosas palavras ancestrais gravadas nas pedras. Mas já é tarde demais, Alice percebe que acaba de desencadear uma aterrorizante seqüência de acontecimentos que é incapaz de controlar, e que seu destino está irremediavelmente ligado à sorte dos cátaros, oitocentos anos antes.

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Suma De Letras
I.S.B.N. 8573027681
Altura 0.00 cm
Largura 0.00 cm
Profundidade 0.00 cm
Número de Páginas 568
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Abreu, Fernanda
Cód. Barras 9788573027686
Número da edição 1
Ano da edição 2006
País de Origem Brasil
AutorMosse,Kate

Leia um trecho

1º Capítulo Alice se ajoelha no chão e encosta a bochecha e o ombro na pedra para se apoiar. Então, com um pequeno estremecimento de ansiedade, insere os dedos bem no fundo da terra escura e cega. Percebe imediatamente que seu palpite estava certo e que encontrou alguma coisa importante. O objeto tem uma textura lisa e escorregadia; parece feito de metal, e não de pedra. Empunhando-o com firmeza e dizendo a si mesma para moderar as próprias expectativas, vai trazendo-o muito devagar até a luz. A terra parece estremecer, sem querer entregar seu tesouro. O cheiro forte e pungente de terra úmida invade seu nariz e sua garganta, embora ela mal perceba. Ja está perdida no passado, fascinada pelo pedaço de história que segura na palma das mãos. É uma fivela pesada e redonda, manchada de pontinhos pretos e verdes devido à idade e ao longo tempo debaixo da terra. Alice a esfrega com os dedos e sorri quando os detalhes de prata e cobre começam a se revelar debaixo da sujeira. À primeira vista, também parece ser medieval, o tipo de fivela usado para fechar um manto ou uma túnica. Ela já viu alguma coisa parecida antes. Alice conhece os perigos de tirar conclusões apressadas ou de ser seduzida por primeiras impressões, mas não consegue evitar pensar no dono daquela fivela, morto há tanto tempo, e que pode ter andado por aqueles mesmos caminhos. Um desconhecido cuja história ela ainda precisa descobrir. A conexão é tão forte e Alice está tão entretida que não percebe a pedra se mexendo em sua base. Então alguma coisa, algum sexto sentido, a faz olhar para cima. Por uma fração de segundo, o mundo parece estar suspenso, fora do espaço, fora do tempo. Ela fica inteiramente hipnotizada pelo pedaço de rocha antiquíssimo que balança, se inclina, e então, graciosamente, começa a cair em sua direção. No último instante, a luz muda. O feitiço se rompe. Alice se joga para longe, meio se arrastando, meio escorregando de lado, bem a tempo de evitar ser esmagada. A pedra bate no chão com um baque surdo, levantando uma nuvem de pó marrom-claro, depois sai rolando, como em câmera lenta, até parar mais abaixo na montanha. Alice se agarra desesperadamente aos arbustos e à vegetação rasteira para evitar escorregar mais. Por um instante, fica estendida no chão, tonta e desorientada. Quando percebe que só não foi esmagada por um triz, seu corpo congela. Foi por pouco, pensa. Respira fundo. Espera o mundo parar de girar. Aos poucos, o latejar em sua cabeça diminui. O enjôo passa e tudo começa a voltar ao normal, o suficiente para ela poder se sentar e avaliar a situação. Seus joelhos estão esfolados e riscados de sangue, e ela bateu com o pulso ao cair de mau jeito, ainda segurando a fivela na mão para protegê-la, mas no geral escapou ilesa a não ser por alguns cortes e hematomas. Não me machuquei. Ela se levanta e espana a poeira do corpo, sentindo-se uma completa idiota. Não consegue acreditar que cometeu um erro tão elementar quanto não escorar a pedra. Então Alice lança um ollhar para a sede da escavação lá embaixo. Fica espantada - e aliviada - ao constatar que ninguém no acampamento parecer ter visto nem ouvido nada. Levanta a mão, e está prestes a gritar para atrair a atenção de alguém quando percebe uma estreita abertura visível no flanco da montanha onde antes estava a pedra. Como uma porta escavada na rocha. Dizem que essas montanhas são coalhadas de passagens e cavernas escondidas, de modo que ela não fica surpresa. Porém, pensa Alice, de alguma forma ela sabia que a porta estava ali, embora não seja possível vê-la do exterior. Ela sabia. Na verdade, eu adivinhei, diz a si mesma. Ela hesita. Alice sabe que deveria chamar alguém para entrar com ela. É estúpido, e talvez até perigoso, entrar sozinha sem nenhum tipo de apoio. Ela sabe todas as coisas que podem dar errado. Mas, de todo modo, não deveria estar trabalhando ali em cima sozinha. Shelagh não sabe. E, além disso, algo a está atraindo lá para dentro. Parece pessoal. Aquela descoberta é sua. Alice diz a si mesma que não faz sentido incomodar todo mundo, aumentar suas expectativas sem motivo. Se houver alguma coisa que valha a pena investigar, então ela contará a alguém. Não vai fazer nada. Quer apenas olhar. Vai levar só um minuto. Ela torna a subir. Há uma profunda depressão no solo na entrada da caverna, onde antes ficava a pedra. A terra úmida fervilha com a frenética atividade de minhocas e besouros subitamente expostos à luz e ao calor depois de tanto tempo. Seu boné está no chão no mesmo lugar onde caiu. Sua colher de pedreiro também está lá, exatamente onde ela a deixou. Alice espia para dentro da escuridão. A abertura não tem mais de um metro e meio de altura por cerca de um metro de largura, e suas bordas são irregulares e ásperas. Parece uma abertura natural, e não algo feito pelo homem, mas quando ela passa os dedos pela rocha, para cima e para baixo, encontra trechos curiosamente lisos nos pontos onde a pedra repousava. Lentamente, seus olhos se acostumam à penumbra. O preto aveludado cede lugar a um cinza escuro, e ela vê que está diante de um túnel comprido e estreito. Sente os cabelos finos se eriçarem na nuca, como a avisá-la de na escuridão há algo à espreita que seria melhor deixar em paz. Mas é só uma superstição infantil, e ela não se permite pensar nisso. Alice não acredita em fantasmas nem em premonições. Apertando a fivela na mão com força, como um talismã, ela respira fundo e dá um passo para dentro da passagem. No mesmo instante, o cheiro de um ar subterrâneo há muito escondido a envolve, enchendo sua boca, sua garganta, seus pulmões. O ambiente é fresco e úmido, sem os gases secos, venenosos de uma caverna lacrada com os quais lhe avisaram para tomar cuidado, então ela conclui que deve existir alguma fonte de ar puro. Porém, para garantir, vasculha os bolsos dos shorts até encontrar seu isqueiro. Acende-o e ergue-o em direção ao espaço escuro, confirmando que há oxigênio. A chama é sacudida por uma corrente de ar, mas não se apaga. Sentindo-se nervosa e ligeiramente culpada, Alice enrola a fivela em um lenço e a enfia no bolso, em seguida avança com cautela. A luz da chama é fraca, mas ilumina o caminho imediatamente à sua frente, lançando sombras sobre as paredes cinzas e ásperas. À medida que avança mais, ela vai sentindo o ar frio se enroscar por suas pernas e braços nus como um gato. Está caminhando sobre uma rampa. Pode sentir o chão descendo sob seus pés, irregular e arenoso. O atrito das pedras e do cascalho ressoa alto naquele espaço confinado, silencioso. Ela tem consciência de que, quanto mais longe e mais fundo avança, mais a luz do dia vai ficando pálida atrás de si. De repente, ela não quer mais continuar. Não sente nenhuma vontade de estar ali. Mas é como se houvesse algo inevitável naquilo, algo a puxá-la para as entranhas profundas da montanha. Dez metros mais adiante, o túnel termina. Alice se vê na soleira de uma câmara fechada como uma caverna. Ela está em pé sobre uma plataforma de pedra natural. Um ou dois degraus rasos e largos bem na sua frente levam à área principal onde o chão foi nivelado até ficar plano e liso. A caverna tem cerca de dez metros de comprimento e talvez cinco de largura, e foi obviamente construída por mãos humanas, e não só pela natureza. O teto é baixo e abobadado, como o de uma cripta. Alice olha fixamente, segurando mais alto a chama tremeluzente e incomodada por uma curiosa familiariedade que a vai dominando e que ela não consegue explicar. Está prestes a descer os degraus quando percebe letras gravadas na pedra do degrau de cima. Inclina-se e tenta ler o que está escrito. Apenas as três primeiras palavras e a última letra - N, ou talvez H - estão legíveis. As outras estão carcomidas ou lascadas. Alice limpa a poeira com os dedos e recita as letras em voz alta. Naquele silêncio, o eco de sua voz parece de certa forma hostil e ameaçador. ? P-A-S A P-A-S... Pas a pas. Passo a passo? Passo a passo o quê? Uma vaga lembrança percorre a superfície de sua mente consciente, como uma canção há muito esquecida. E logo desaparece. ? Pas a pas - murmura ela dessa vez, mas aquilo não significa nada. Uma prece? Um aviso? Sem saber o que vem depois, não faz sentido. Agora nervosa, ela se endireita e desce os degraus um a um. Curiosidade e um mau pressentimento brigam em seu íntimo, e ela sente a pele dos braços finos e descobertos se arrepiar, embora não saiba se é por ansiedade ou por causa do frio da caverna. Alice levanta a chama bem alto para iluminar o caminho, tomando cuidado para não tropeçar nem tirar nada do lugar. No nível inferior, pára. Respira fundo e dá mais um passo rumo à escuridão de ébano. Mal consegue distinguir a parede da câmara. Àquela distância, é difícil ter certeza se não se trata apenas de uma ilusão criada pela luz ou de uma sombra lançada pela chama, mas parece haver um desenho circular de linhas e semicírculos pintados ou esculpidos na pedra. No chão em frente ao desenho está uma mesa de pedra de pouco mais de um metro de altura, como um altar. Mantendo o olhar fixo no símbolo na parede para se guiar, Alice avança mais. Agora pode ver o desenho com mais clareza. Parece algum tipo de labirinto, embora sua lembrança lhe diga que há algo errado com ele. Não é um labirinto de verdade. As linhas não conduzem ao centro como deveriam. O desenho está errado. Alice não consegue explicar por que tem tanta certeza disso, só sabe que está certa. Mantendo os olhos cravados no labirinto, vai chegando cada vez mais perto. Seu pé bate em algo duro no chão. Ouve-se um baque leve e oco, e o barulho de algo rolando, como se um objeto houvesse sido deslocado. Alice olha para baixo. Suas pernas ficam bambas. A pálida chama em sua mão estremece. Chocada, ela não consegue respirar. Está de pé na beirada de uma cova rasa. Uma leve depressão no solo, não mais do que isso. Nela há dois esqueletos do que um dia foram seres humanos, os ossos totalmente limpos pelo tempo. Os buracos vazios dos olhos de um dos crânios a encaram. O outro crânio, deslocado por seu pé, está virado de lado como alguém que desvia o olhar. Os corpos estão dispostos um ao lado do outro, de frente para o altar, como estátuas em uma tumba. Estão simétricos e perfeitamente alinhados, mas não há nada de plácido naquele túmulo. Nenhuma sensação de paz. Os ossos malares de um dos crânios estão esmagados, amassados para dentro como uma máscara de papier mâché. Várias das costelas do outro esqueleto estão quebradas e apontam para fora de modo estranho, como os galhos secos de uma árvore morta. Eles não podem fazer mal a você. Determinada a não se deixar dominar pelo medo, Alice se força a se agachar, tomando cuidado para não desarrumar mais nada. Corre os olhos pela sepultura. Uma adaga repousa entre os corpos, o fio cego devido aos anos, assim como alguns fragmentos de tecido. Ao lado da adaga há uma bolsa de couro fechada como um saco por uma tira embutida, grande o suficiente para conter uma pequena caixa ou um livro. Alice franze o cenho. Tem certeza de ter visto algo assim antes, mas a lembrança não se define. O objeto redondo e branco encaixado entre os dedos que parecem garras do esqueleto menor é tão pequeno que Alice quase não o vê. Sem parar para pensar se é a coisa certa a se fazer, tira rapidamente sua pinça do bolso. Abaixa-se e, com cuidado, retira o objeto, em seguida ergue-o em direção à chama, soprando delicadamente a poeira para ver melhor. É um pequeno anel de pedra, simples e sem atrativos, com uma faceta redonda e lisa. O anel também é estranhamente familiar. Alice olha mais de perto. Há um desenho gravado no interior. No início, ela pensa que é algum tipo de selo. Então, com um choque, percebe. Levanta os olhos para as marcas na parede dos fundos da câmara, depois torna a olhar para o anel. Os desenhos são idênticos. Alice não é religiosa. Não acredita nem no céu nem no inferno, nem em Deus nem no diabo, nem nas criaturas que dizem assombrar aquelas montanhas. Mas, pela primeira vez na vida, sente-se dominada pela sensação de estar na presença de algo sobrenatural, algo que ultrapassa sua experiência e sua compreensão. Pode sentir a maldade se esgueirando sob sua pele, seu couro cabeludo, as solas dos seus pés. Ela perde a coragem. A caverna parece subitamente fria. O medo aperta sua garganta, congelando o ar em seus pulmões. Alice se põe de pé atabalhoadamente. Não deveria estar ali, naquele lugar ancestral. Agora está desesperada para sair da câmara, para se distanciar das provas de violência e do cheiro da morte, para estar novamente na luz do sol, segura e brilhante. Mas é tarde demais. Acima ou atrás de si, não consegue distinguir onde, ela ouve passos. O som ecoa pelo espaço confinado, richocheteando nos rochedos e nas pedras. Vem vindo alguém. Alice se vira, alarmada, deixando cair o isqueiro. A caverna mergulha na escuridão. Ela tenta correr, mas fica desorientada no escuro e não consegue achar a saída. Tropeça. Suas pernas parecem incapazes de sustentá-la. Ela cai. O anel sai voando de volta para junto da pilha de ossos, onde é o seu lugar.