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Lady Almina e a Verdadeira Downton Abbey - o Legado Perdido do Castelo de Highclere (Cód: 4261317)

Carnarvon,Condessa de

Intrinseca

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Descrição

O castelo de Highclere, em Hampshire, na Inglaterra, é cenário principal da aclamada série de televisão Downton Abbey, vencedora de prêmios como o Emmy e o Globo de Ouro. Na vida real, durante as primeiras décadas do século XX, a suntuosa construção foi a moradia de lady Almina, a quinta condessa de Carnarvon e herdeira do banqueiro Alfred de Rothschild. Sua fortuna assegurou a sobrevivência da propriedade, permitiu a realização de festas luxuosas e ajudou a financiar as escavações da tumba do faraó Tutancâmon, no Egito.

A partir de registros encontrados nos arquivos do castelo, como diários, cartas e fotografias, sua atual sucessora, lady Fiona, faz em Lady Almina e a verdadeira Downton Abbey um retrato vibrante de uma corajosa mulher que, além de bela e rica, teve participação na vida política de seu país, abriu as portas de seu castelo para soldados feridos na Primeira Guerra Mundial e tornou-se a mais célebre moradora de Highclere.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580572605
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580572605
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Helena Londres
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 288
Peso 0.32 Kg
Largura 16.00 cm
AutorCarnarvon,Condessa de

Leia um trecho

1 - Pompa e circunstância No dia 26 de junho de 1895, uma quarta-feira, a senhorita Almina Victoria Marie Alexandra Wombwell, uma jovem de dezenove anos, de beleza estonteante e posição social um tanto duvidosa, casou-se com George Edward Stanhope Molyneux Herbert, o quinto conde de Carnarvon, na igreja de Saint Margaret, em Westminster. Fazia um lindo dia, e a igreja de mil anos, feita de pedras brancas, se encontrava apinhada de gente, transbordando de flores deslumbrantes. Alguns convidados do noivo talvez tenham reparado que a decoração era um tanto aparatosa. Palmeiras em vasos haviam sido distribuídas pela nave da igreja, e samambaias se derramavam dos nichos nas paredes. O altar principal e o santuário estavam adornados com lírios brancos, orquídeas, peônias e rosas. Havia um evidente toque de exotismo, combinado ao perfume inebriante das flores inglesas de verão. Era um espetáculo incomum, mas, na verdade, tudo em relação a essa cerimônia era inusitado. O nome de Almina, as circunstâncias de seu nascimento e, acima de tudo, sua fortuna excepcional — tudo contribuía para que aquele não fosse um típico casamento da alta sociedade. O conde se casava no dia em que completava 29 anos. De família e título ilustres, ele era esbelto e charmoso, embora um pouco reservado. Possuía imóveis em Londres, Hampshire, Somerset, Nottinghamshire e Derbyshire. Suas propriedades eram grandiosas; as casas, ornadas com quadros dos grandes mestres da pintura, objetos trazidos de viagens ao Oriente e belíssimo mobiliário francês. Naturalmente, ele era recebido em todos os salões no país e convidado para todas as festas em Londres, em especial para aquelas onde houvesse uma filha ou sobrinha solteira à qual pudesse ser apresentado. Certamente havia, entre os convidados presentes naquele dia, algumas damas decepcionadas em seu íntimo, ainda que, sem dúvida, elas se comportassem de forma cortês em uma ocasião tão especial. O noivo chegou com o padrinho, o príncipe Victor Duleep Singh, seu amigo dos tempos de estudante em Eton e Cambridge. O príncipe era filho do ex-marajá do Punjab, antigo dono do diamante Koh-i-Noor antes de os britânicos o confiscarem para incluí-lo nas jóias da coroa da rainha Victoria, imperatriz da Índia. O sol atravessava os novos vitrais coloridos que retratavam heróis ingleses ao longo dos séculos. A antiqüíssima igreja, vizinha da abadia de Westminster, fora recentemente remodelada por sir George Gilbert Scott, o proeminente arquiteto vitoriano, e era, na verdade, a quintessência da combinação vitoriana do tradicional com o moderno. Constituía o cenário perfeito para um casamento entre pessoas de segmentos diferentes da sociedade, embora cada um possuísse algo de que o outro precisava. Quando o senhor Baines, o organista, tocou os acordes iniciais do hino “The Voice that Breathed o’er Eden” (A voz que sussurrou sobre o Éden), Almina, que aguardava na entrada, deu os primeiros passos. Caminhou lentamente e com toda a calma e dignidade que conseguiu reunir, sob todos aqueles olhares que se concentravam nela, a mão enluvada pousada com leveza na de seu tio, sir George Wombwell. Devia estar nervosa, mas ao mesmo tempo entusiasmada. Lorde Burghclere, cunhado de seu futuro marido, notou que ela parecia uma “donzela ingênua”, mas demonstrava também estar “profundamente apaixonada” e mal conseguira se conter nas semanas e dias que antecederam o casamento. Talvez a tenha confortado saber que estava lindíssima. Era miúda, com pouco mais de um metro e meio de altura, e tinha olhos azuis e um nariz reto, emoldurados por cabelos castanhos brilhantes, elegantemente arrumados no alto da cabeça. Sua futura cunhada, Winifred Burghclere, descreveu-a: “Muito bonita, com uma aparência imaculada e cintura minúscula.” Na linguagem da época, ela era uma verdadeira “Vênus de bolso”. Usava uma pequena grinalda de flores de laranjeira sob um véu de fino tule de seda. O vestido era da Maison Worth, de Paris. Charles Worth era o estilista de alta-costura mais elegante da época, conhecido por usar uma prodigalidade de tecidos e ornamentos. O vestido de Almina era feito do mais rico cetim duchesse, com uma longa cauda e envolvido em um véu de renda que se prendia a um dos ombros. A saia era bordada com flores de laranjeira verdadeiras, e Almina usava um presente do noivo: um corte de renda francesa muito antiga e extremamente raro que fora incorporado ao vestido. Todo o conjunto anunciava a arrebatadora chegada de Almina à cena pública. Na verdade, ela havia sido apresentada à corte por sua tia, lady Julia Wombwell, em maio de 1893, de modo que fizera seu début, mas não fora convidada para as ocasiões sociais mais exclusivas que se seguiram, sempre cuidadosamente controladas. A paternidade de Almina era alvo de diversos rumores, e não havia belas roupas nem maneiras imaculadas que lhe garantissem acesso aos salões das grandes damas que discretamente mandavam na alta sociedade. Desse modo, ela não comparecera a todos os bailes mais importantes de sua temporada de debutante, ocasiões criadas para que uma jovem dama pudesse atrair a atenção de um cavalheiro adequado. Apesar disso, Almina tinha garantido um futuro marido da mais alta ordem e estava vestida como convinha a uma mulher que ascendia aos mais elevados níveis da aristocracia. Oito damas de honra e dois pajens seguiam Almina: sua prima, senhorita Wombwell; as duas irmãs mais novas do noivo, lady Margaret e lady Victoria Herbert; lady Kathleen Cuffe; as princesas Kathleen e Sophie Singh; a senhorita Evelyn Jenkins; e a senhorita Davies. Todas as damas usavam musselina de seda cor de creme sobre saias de cetim branco enfeitadas com fitas azul-claras. Os grandes chapéus de palha creme adornados com musselina de seda, plumas e fitas completavam um quadro encantador. O honorável Mervyn Herbert e lorde Arthur Hay vinham em seguida, vestindo roupagens da corte de Luís XV em branco e prata, com chapéus que combinavam. Almina conhecia o noivo havia praticamente um ano e meio. Nunca tiveram a oportunidade de ficar sozinhos, mas se encontraram meia dúzia de vezes em reuniões sociais. É quase certo que não houve tempo para ela se dar conta de que a sobrecasaca que convenceram o conde a vestir no dia de seu casamento era bem diferente do estilo mais descontraído que ele normalmente adotava. Enquanto o jovem casal estava de pé à frente do altar, a massa de parentes e amigos atrás deles representava uma brilhante amostra dos grandes e dos poderosos e também de tipos um tanto suspeitos. Do lado direito sentou-se a família do noivo: sua madrasta, a condessa viúva de Carnarvon, e o meio-irmão, o honorável Aubrey Herbert; os Howard; o conde de Pembroke; os condes e condessas de Portsmouth, Bathurst e Cadogan; amigos como lorde Ashburton, lorde de Grey, o marquês e a marquesa de Bristol. As duquesas de Marlborough e Devonshire estavam presentes, assim como lorde e lady Charteris e a maior parte da alta sociedade londrina. O ex-primeiro-ministro lorde Rosebery era um dos convidados. Apenas quatro dias antes, ele fora ao castelo de Windsor para entregar sua renúncia à rainha, que então pediu a lorde Salisbury que formasse um governo. A rainha Victoria, que vivia reclusa havia muitos anos, não estava presente, mas enviou suas saudações ao jovem casal. Suas ligações com os Carnarvon vinham de longa data: ela era madrinha da irmã mais nova do conde. A família e os amigos da noiva eram bastante diferentes. A mãe de Almina, a francesa Marie Wombwell, nasceu com o sobrenome Boyer, filha de um banqueiro parisiense. Era fácil concluir, ao observar as duas, que Almina herdara a vivacidade e o estilo da mãe. Sir George Wombwell, irmão do falecido marido de Marie, apresentou-se para acompanhar a noiva ao altar. Ao lado dos Wombwell estavam sentados muitos dos representantes mais influentes e fabulosamente ricos das classes de comerciantes que haviam entrado para a nobreza recentemente. Ali estavam sir Alfred de Rothschild, o barão e a baronesa de Worms, o barão Ferdinand de Rothschild, o barão Adolphe de Rothschild, lady de Rothschild, o senhor Reuben Sassoon, quatro outros primos Sassoon, o senhor Wertheimer, o senhor e a senhora Ephrusi, o barão e a baronesa de Hirsch. Tanto Marie quanto sir Alfred tinham muitos amigos no teatro, e a céle-bre prima-dona Adelina Patti, agora madame Nicolini, também fora convidada. Enquanto Almina contemplava seu destino, de pé, diante de ilustres religiosos que haviam sido convocados para celebrar seu casamento, segurando a mão do novo marido, pode ser que se sentisse intimidada ou nervosa só de imaginar a vida de casada. Talvez tenha trocado olhares com a mãe e se lembrado de tudo que conseguira alcançar até então. Mas também deve ter tido consciência do fato de que, com o contrato de casamento que o conde de Carnarvon assinara com Alfred de Rothschild, estaria protegida por um nível de riqueza tão estupendo que podia comprar respeitabilidade, aceitação social e acesso a umas das famílias mais grandiosas e bem-relacionadas da Inglaterra no final do período vitoriano. Almina entrou na igreja de Saint Margaret como a filha ilegítima de um banqueiro judeu e sua amante francesa, mas, sob o compasso da marcha nupcial de Lohengrinde Wagner, saiu como quinta condessa de Carnarvon. A transformação estava completa. Essa notável ascensão social não transcorreu totalmente sem problemas. Nem o dinheiro dos Rothschild podia reparar o fato de que a senhora Marie Wombwell — viúva do bêbado e jogador irresponsável Frederick Wombwell e, o mais importante, confidente de longa data de sir Alfred — nunca seria recebida pela sociedade. Almina passara a infância entre Paris e Londres e os anos de adolescência no número 20 da Bruton Street, W1, no coração de Mayfair. Fizera, além disso, visitas ocasionais aos Wombwell, em Yorkshire. Sir George e lady Julia foram sempre muito gentis com Marie e seus fi lhos, mesmo depois da morte do marido. O endereço em Mayfair era excelente, mas as credenciais de Marie Wombwell, não. Ela era uma mulher casada, embora separada do marido, quando conheceu sir Alfred. Ele tinha lugar de destaque na vida pública; fora diretor do Banco da Inglaterra durante vinte anos, além de solteiro, esteta e um convicto playboy. Adoravam gastar a vasta fortuna da família em um estilo de vida opulento que incluía “jantares de adoração”, soirées realizadas para o prazer de seus amigos cavalheiros, nas quais podiam conhecer as atrizes do momento. Marie pode ter sido apresentada a sir Alfred pelo pai dela, que o conhecia por meio de contatos com o mundo dos banqueiros, ou graças a sir George e lady Julia, que passavam fins de semana como convidados dele na Halton House, em Buckinghamshire. Alfred e Marie compartilhavam a paixão pelo teatro e pela ópera e se tornaram grandes amigos, para depois virarem amantes. Alfred foi um companheiro generoso, que contribuía consideravelmente para a subsistência de Marie e sua filha. Como Alfred estava disposto a conceder-lhe largas somas de dinheiro, Almina era uma séria concorrente no mercado matrimonial. Contudo, nem mesmo Marie em seus sonhos mais delirantes poderia ter imaginado que sua filha daria o salto para o coração do establishment. Aparentemente, esse sucesso subiu à cabeça de Marie. Ela foi bastante insistente para que o local da recepção do casamento fosse grandioso o suficiente para fazer jus à ocasião, mas isso gerou consideráveis problemas de etiqueta. Era tradição que as comemorações fossem realizadas na casa da família da noiva, o que era impossível, pois não consideravam que a mãe estivesse à altura do evento, e o pai, para salvar as aparências, era tido como padrinho de Almina. O dinheiro dos Rothschild pagava os magníficos festejos, mas eles não poderiam ser oferecidos em uma mansão Rothschild.

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