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Lang Lang - Uma Jornada de Mil Milhas - Minha História (Cód: 2616120)

Ritz,David

Amarilys

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Descrição

Da infância em uma cidade industrial chinesa à consagração como um dos maiores pianistas do mundo. Lang Lang simboliza o grande fenômeno de popularização da música clássica no seu país natal, principalmente entre crianças e adolescentes. Sua autobiografia narra não só sua comovente e extraordinária jornada, como também propicia ao leitor uma visão sobre a nova China.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Amarilys
Cód. Barras 9788520428481
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788520428481
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2008
País de Origem Brasil
Número de Páginas 239
Peso 0.20 Kg
Largura 16.00 cm
AutorRitz,David

Leia um trecho

A Revolução Cultural da China, que durou uma década começando em 1966, teve um impacto enorme em praticamente todas as pessoas na China. Eu nasci em 14 de junho de 1982, seis anos após o término da Revolução, e ainda sinto sua imensa reverberação. A Revolução foi uma revolta de grande porte em toda a sociedade, tanto no aspecto social quanto político, sendo que todos os estudantes e intelectuais, inclusive músicos e artistas, foram enviados a outras cidades para trabalharem em fazendas e aprenderem com os camponeses. Milhões de profissionais foram forçados a deixar suas casas. Esperava-se que a China fosse auto-suficiente e fechada para o Ocidente. Quando eu tinha por volta de 7 anos, comecei a fazer perguntas a minha mãe sobre o passado de nossa família. Uma noite, enquanto meu pai estava no trabalho policiando os clubes noturnos da região de entretenimento da cidade de Shenyang, e depois que eu tinha terminado meus longos exercícios de piano, minha mãe sentou-se próxima a mim, com um copo de água fresca e dava-me pedaços de laranjas. Não demorou muito para que ela começasse a falar sobre sua juventude. Eu adorava ouvir as histórias de minha mãe. Pois ela tinha sido cantora e atriz na escola, falava de modo teatral, com um entusiasmo borbulhante e com grandes pausas dramáticas. Enquanto ela me contava a história de sua vida, e da do meu pai, e como suas vidas se entrelaçaram, a música na minha cabeça acompanhava cada história – desde que eu me lembro, sempre tive um tipo de trilha sonora tocando na minha cabeça, acompanhando a maioria dos momentos importantes da minha vida. Eu ouvia estudos musicais e concertos, sonatas e grandes sinfonias. Ouvia harmonias e contrapontos. Ouvia a ação da música. Para mim, a música era ação. E a vida de meus pais era repleta de ação, a matéria prima do drama e da música eletrizante. "Música", dizia minha mãe, "foi um amor precoce na minha vida. A música sempre elevou meu espírito e trouxe-me alegria." Mamãe disse-me que quando ela tinha 4 anos, seus pais mudaram-se – ela, e os três irmãos – de Dandong na costa da Coréia do Norte para Shenyang no norte da China, onde o pai dela trabalhava como técnico altamente qualificado em uma siderúrgica e sua mãe tornou-se uma contadora. O avô dela adorava cantar canções da Ópera de Pequim, então a música enchia a casa. "E a minha avó?" perguntei. "Por que não sei nada sobre ela?" "Ela morreu de uma doença nos pulmões quando eu era pequena." "Pequena quanto?" perguntei. "Tinha 9 anos." Meu coração começou a bater feito louco ? de repente, eu fiquei apavorado. "A senhora vai morrer quando eu tiver 9 anos?" "Ah, não, querido", garantiu ela. "Eu sempre estarei com você." "Ficou com medo?", perguntei. "Fiquei, eu fiquei com medo. Por ser a única filha, eu era muito próxima a minha mãe. Perdê-la doeu demais. Eu tinha medo de viver sem ela." "Então, o que aconteceu?" "O mundo seguiu seu caminho", disse minha mãe. "O mundo sempre segue seu caminho. O pai dela destacou-se em seu emprego na siderúrgica. Ele inventou um dispositivo que aumentava a eficiência da produção, e foi recompensado apropriadamente. Minha mãe foi para a escola e saiu-se bem; todos na família eram alunos brilhantes. Na escola, ela começou a representar em peças, canto e dança. Então, em 1966, chega a Revolução Cultural da China – e tudo mudou. O avô paterno de minha mãe era proprietário de terras, apesar de minha mãe nunca ter visto essas "terras". Embora o pai dela fosse um inventor bem-sucedido e um técnico muito importante na siderúrgica, naquele momento, ele passou a ser considerado pessoa não confiável e era supervisionado bem de perto. Circulavam rumores de que meu avô estava conspirando contra a Revolução Cultural da China. É claro que os rumores eram falsos, mas eles persistiam. Para que mamãe e seus irmãos não se preocupassem, o pai dela nunca fez comentários sobre o fato. Eles só descobriram quando, um dia, um amigo foi a casa deles e gritou: "Seu pai está na parada dos tolos!" Minha mãe nem sabia o que isso significava, mas é claro que ela correu para ver. Na rua, um grupo de homens estava sendo forçado a marchar para fora da siderúrgica, o pai dela estava entre eles. Todos usavam chapéus de burro e seguravam grandes cartazes com palavras que minha mãe não entendia. Ela queria correr para ele, mas ele foi cercado pelos guardas. Naquela noite, o pai dela não voltou para casa. Ela chorou como um bebê. Quando ele finalmente apareceu na manhã seguinte, ela correu até ele. "Por que estão fazendo isso com o senhor?", reclamou ela. "O senhor cometeu algum erro?" "Não cometi erro algum", disse meu avô. "Não fiz nada errado. Mas essas são as mudanças da época com novas pessoas no poder que me perseguem apesar de nem me conhecerem." O pai dela foi reintegrado na siderúrgica, mas foi rebaixado de cargo e não era mais reconhecido nem respeitado. Minha mãe sentia o desprezo da comunidade, de forma mais intensa, na escola. Seus colegas de turma estavam sendo escolhidos para servir na Guarda Vermelha, o que era uma honra para os meninos e meninas. Os selecionados usavam um lenço vermelho especial no pescoço, mas por causa de seu pai, mamãe foi proibida de usá-lo. Ela era uma boa cantora, então, apesar do desprezo, eles queriam que ela cantasse para a escola. Durante as suas apresentações, davam a ela o lenço vermelho, mas ao final, o lenço era tirado dela. Os meninos da escola perseguiam-na pelos corredores e amaldiçoavam-na. Eles nunca esperavam que ela retrucasse, mas ela sempre retrucava. Ela os amaldiçoava também. Ela poderia se sentir ferida pelo ódio deles, mas não era tímida nem fraca. Tinha sonhos e ambições. "Que tipo de sonhos, mãe?", perguntei. "Sonhos de entrar para um grupo profissional de dança ou de música. Sonhos de representar. Quando eu estava no palco, não importava o que pensavam de mim ? lá em cima, eu era invencível." Mamãe tinha imaginação e talento. Ela conseguia sentir a história por trás das letras das músicas e fazia com que essa história tivesse vida. Ela conseguia transformar-se em várias personagens. Ela conseguia mergulhar em um drama histórico ou em uma música de outro século ou em uma coreografia feita décadas antes de ela nascer. No palco, ela se sentia livre, tinha grandes esperanças de se tornar uma profissional. Os militares recrutavam atrizes e cantoras para divertir as tropas do Exército da Libertação Popular. Naquela época, os militares representavam o poder mais importante, e tocar para os generais era a maior das honras. Minha mãe tinha todas as razões para crer que seria escolhida. Suas professoras recomendaram-na enfaticamente. Seus colegas diziam que ela era a atriz, a dançarina e a cantora número um da escola. E ainda assim, ela foi rejeitada. "A família do meu pai era de proprietários de terras, e os proprietários – e até mesmo suas netas – não eram considerados confiáveis durante a Revolução", disse-me minha mãe. "Meu período na escola acabou e, com ele, os meus sonhos...". Minha mãe e seus três irmãos foram levados para longe do pai – minha mãe foi trabalhar em uma fazenda, e seus irmãos foram para aldeias diferentes. Um dos seus irmãos era um talentoso cantor da Ópera de Pequim, mas sua carreira terminou durante a Revolução. Eu adorava ouvir minha mãe falar. Apesar disso, inevitavelmente suas histórias chegavam ao fim, e ela falava para eu ir praticar. Eu trabalhava em peças de Chopin e Liszt que outros alunos só teriam contato por volta dos 13 ou 14 anos, e eu ficava empolgado com o desafio. Mas, enquanto meus dedos moviam-se pelas teclas, minha mente passeava pelas histórias que minha mãe contara sobre minha família. Eu ficava orgulhoso de ela não ter permitido que os meninos na escola a intimidassem. Ficava orgulhoso pela sua força, e acreditava que ela era a artista que tinha desejado ser. Eu praticava para compensá-la pelas oportunidades perdidas, até que eu venci a música, assim como ela tinha vencido seus inimigos. A música tornou-se uma trilha sonora de um filme sobre a minha mãe.

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