Frete Grátis
  • Google Plus

Lições de Mestre (Cód: 162992)

Shaw,Mark

Mundo Cristão

Ooopss! Este produto está temporariamente indisponível.
Mas não se preocupe, nós avisamos quando ele chegar.

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 36,00
Cartão Saraiva R$ 34,20 (-5%) em até 1x no cartão
Grátis

Cartão Saraiva

Descrição

Desde suas origens, há mais de cinco séculos com o processo da Reforma encabeçado por Martinho Lutero, a Igreja Protestante teve sua base teológica e doutrinária constantemente submetida a pressões, questionamentos e ataques os mais diversos. Por outro lado, sua vitalidade e sua resistência foram alimentadas por grandes pensadores que ousaram desafiar o comodismo e a conveniência, revendo e influenciando não apenas o papel histórico do Corpo de Cristo, como também suas estruturas. Neste livro resgata o perfil e o legado teológico e eclesiológico de dez dos mais importantes reformadores do cristianismo analisando-os criticamente. Assim, este livro torna-se leitura indispensável á liderança moderna.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Mundo Cristão
Cód. Barras 9788573253672
Altura 20.80 cm
I.S.B.N. 8573253673
Profundidade 1.50 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2004
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 287
Peso 0.34 Kg
Largura 13.60 cm
AutorShaw,Mark

Leia um trecho

Introdução A cidade de Quincy fica ao sul de Boston, Massachusetts. Localizada entre o mar e a selva urbana de Boston, Quincy ficou famosa por ser a terra natal de dois presidentes americanos. John Adams e John Quincy Adams nasceram e foram enterrados naquela cidade. Assim como muitos municípios da Nova Inglaterra, Quincy está repleta de igrejas históricas. Uma delas, a Primeira Igreja Presbiteriana, foi fundada no final do século xix, algo bem recente para o padrão da Nova Inglaterra. Essa igreja foi organizada por imigrantes escoceses em 1884. Durante seus primeiros cinqüenta anos de existência, a “Primeira” experimentou um crescimento estável e contínuo. Porém, na década de 1950 os descendentes espirituais dos 62 membros originais haviam chegado a um total de setecentos. O responsável por aquele rebanho durante os “anos dourados” foi o reverendo Roy Schoaf. Durante seu ministério, a igreja era nominalmente cristã, “não distinguível pelo seu zelo extremamente fundamentalista ou evangelístico, nem por nenhum dos vários tipos de liberalismo que dominavam as igrejas tradicionais”. Tudo isso mudou em 1961, quando Schoaf se aposentou e o reverendo David Muir assumiu como seu substituto. Muir era um homem sensível às mudanças que ocorriam nos Estados Unidos. Os direitos civis e a revolução cultural deixavam de lado o mundo “romântico” que reinava até então. Contudo, os sermões confrontadores de Muir e sua paixão pela justiça social foram incapazes de mobilizar a igreja e fazê-la agir. Para sua grande surpresa, seu ministério acabou tendo um efeito inverso. A maioria de seus membros começou a sair da igreja, reclamando que seus valores tradicionais haviam sido violados. A redução dos membros logo gerou uma crise financeira, que culminou na saída de Muir em 1964. Steve Brown se tornou o novo pastor daquela igreja em 1967. Ele encontrou uma congregação profundamente dividida e financeiramente instável. Brown optou por um estilo de ministério bastante diferente de seus dois antecessores. Seus sermões eram recheados de promessas e esperança, em vez de confrontações e críticas. Ele diminuiu a importância da política e enfatizou as verdades do Evangelho bíblico. Uma nova atmosfera de comunidade foi criada e a igreja começou a crescer novamente. Em seu relatório anual de 1967, Brown registrou seu plano para aquela congregação: Toda igreja, em algum momento de sua vida eclesiástica, se depara com uma encruzilhada. Uma estrada conduz à mediocridade, à frustração e ao fracasso. A outra leva à grandeza, à satisfação e ao progresso do Reino de Deus. Creio que esse é o nosso momento para tomar uma decisão. O pastor Brown escreveu as diretrizes para alcançar essa estrada de grandeza, ressaltando os valores cristãos históricos como a crença no Evangelho pela pregação (kerigma), serviço (diakonia) e criação de uma atmosfera de comunidade (koinonia). Após a saída de Brown, a igreja passou por outra grande crise. Nem todos estavam contentes com a teologia conservadora de seu pastor. Mas em vez de mudar de rumo, os líderes da igreja insistiram em seguir a rota traçada por Brown. Roger Kvam assumiu a igreja em 1974. Durante seu longo pastorado, Kvam deu início a um programa evangelístico agressivo e levou sua igreja ao evangelicalismo, sem nunca criar uma divisão entre os “antigos” (membros antes de Brown) e os “novos” (membros após Brown). Durante toda a década de 1980 e o início da década de 1990, a Primeira Igreja Presbiteriana de Quincy seguiu a estrada antiga de kerigma, diakonia e koinonia. E valeu a pena! Os líderes que decidiram seguir essa “estrada da excelência” ajudaram a igreja a crescer em quantidade e qualidade. As estradas antigas Este livro fala sobre seguirmos as estradas antigas — algumas das grandes lições da história da Igreja — que podem ajudar sua igreja a percorrer a “estrada da excelência” hoje. Meu objetivo é ajudá-lo a tomar decisões mais acertadas e se tornar um líder mais sábio. Um dos pressupostos deste livro é que a história pode clarear sua visão e ajudá-lo a enxergar a direção de seu caminho. Talvez você conheça o antigo provérbio russo que diz: “Quem só olha para o passado perde um olho, mas quem esquece o passado perde os dois”. Pessoalmente, gostaria de manter os meus dois olhos intactos. Certamente você também pensa assim. É difícil ver para onde se vai quando existe algo errado com a visão. Todo líder cristão precisa manter seus dois olhos em perfeito estado. Acredito que as melhores decisões são tomadas quando estamos com os dois olhos bem abertos. Nas páginas seguintes, escrevi que podemos ser líderes melhores se evitarmos as decisões “cegas” de pessoas que consideram a história algo irrelevante e as decisões “tradicionais” (tomadas somente com um olho aberto), de pessoas que estão aprisionadas pelo passado e se mostram cegas para as necessidades e oportunidades contemporâneas. Que tipo de líder pode se beneficiar com um livro como este? No meu entendimento, primordialmente os líderes de uma igreja local (pastores, presbíteros, diáconos), sem esquecer dos líderes de organizações cristãs. Porém, os exemplos de decisões apresentados no final de cada capítulo estão mais voltados para a igreja local. Você pode estar se perguntando: “De que modo essa análise de algumas situações históricas e idéias do passado me ajudarão a ser um líder mais sábio”? Essa é uma dúvida compreensível. Eu já me perguntei isso muitas vezes ao longo desses anos, enquanto procurava constantemente me tornar um líder melhor. Em minha busca pela resposta, fiz algumas descobertas importantes. Nos capítulos seguintes, gostaria de compartilhar essas descobertas. Cada capítulo aborda uma lição ensinada por grandes líderes do passado. Em resumo, você aprenderá como: • A teologia da cruz de Martinho Lutero pode aprofundar a fé de sua congregação. • O modelo de santidade de João Calvino pode combater o cristianismo centrado no “eu”. • A teoria denominacional da Igreja proposta por Jeremiah Burroughs pode ser um grande incentivo para a unidade de sua congregação. • A lição de William Perkins sobre a segurança de salvação conquistada pela verdadeira conversão pode vencer os extremos da apatia e da ansiedade dentro da igreja. • As instruções de Richard Baxter para termos prazer em Deus podem revitalizar a adoração. • A lição de avivamento de Jonathan Edwards pode proteger a igreja dos ataques do secularismo. • A estratégia de John Wesley para grupos pequenos pode transformar membros instáveis da igreja em discípulos dedicados. • O modelo de missões proposto por William Carey pode inspirar homens e mulheres a cumprir a grande comissão. • O paradigma de ação social cristã criado por William Wilberforce pode guiar os cristãos em sua luta contra ao males de nosso tempo. • A visão de Dietrich Bonhoeffer da comunhão cristã pode unir as pessoas de sua igreja e se opor ao tribalismo e ao individualismo radical da vida pós-moderna. Pode haver ainda outra dúvida, ou seja, saber se revirar o passado realmente vale a pena. Afinal de contas, não é preciso limpar quilos de poeira acadêmica antes de encontrar algumas gramas de sabedoria? Gostaria de responder essa questão ressaltando que a maioria dos grupos fora da Igreja — como o governo federal, as universidades e as maiores companhias do mundo — gasta uma quantia significativa de dinheiro todo ano para resgatar alguns tesouros do passado. Gostaria de lembrar alguns exemplos. Há muitos anos, Richard Neustadt e Ernest May, da Escola Kennedy de Governo da Universidade de Harvard, criaram um curso pioneiro, que utilizava a história para falar sobre as decisões na política. Dentro de pouco tempo, o auditório ficou superlotado de “legisladores, chefes de departamento, coronéis, generais, embaixadores e profissionais similares”.3 A Universidade de Chicago também iniciou um programa de políticas públicas, que mostrava aos líderes como usar a história para aprender a tomar decisões de maneira mais sábia. Os líderes vieram. A escola de urbanismo e gestão pública da Universidade Carnegie-Mellon aproveitou essa onda de interesse pelo valor do estudo histórico e começou a oferecer um curso chamado “Perspectivas Históricas de Problemas Urbanos”. A escola Harriman de Urbanismo e Gestão Pública (que faz parte da Universidade Estadual de Nova Iorque) oferece um curso similar. A história está falando, e os líderes políticos ouvem atentamente. O mundo dos negócios também desperta para o valor da história na tomada de decisões. O Instituto de Graduação da Rand Corporation, na Califórnia, oferece um curso sobre “os usos da história” aos alunos de Ph.D. que dedicam tempo aos projetos da Rand. Escolas de negócios captaram a mensagem. O programa de MBA da escola de graduação em administração da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, inclui um curso sobre o uso da história no processo de tomada de decisões. Infelizmente, muitos líderes cristãos ainda não descobriram o valor que a história possui em nos ajudar a tomar decisões. Durante muitos anos, ministrei cursos sobre como usar a história para tomar decisões tanto no seminário quanto na universidade. Meus alunos, e muitos deles são líderes de igrejas, ficaram entusiasmados com o valor da história cristã. Eles se perguntam por que as igrejas e organizações cristãs (incluindo a sua própria) geralmente falham em lembrar da história quando precisam tomar decisões. Esses alunos estão acostumados a ver as decisões sendo tomadas na igreja de uma maneira essencialmente pragmática — reações temerosas perante a “crise do momento” ou a pressão para apresentar uma resposta rápida. As decisões baseadas em princípios ou em uma visão maior são relativamente raras hoje em dia. Decisões baseadas em princípios Alguns gurus do gerenciamento como George Barna (O Poder da Visão) e Stephen Covey (Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes) ressaltam os benefícios existentes a longo prazo (e também a curto prazo) quando baseamos nossas decisões em princípios e idéias. Barna pede que os líderes usem a visão como base para as suas decisões, não o pragmatismo sem princípios: Os pastores que buscam ativamente cumprir a visão de Deus quanto ao seu ministério, são tesouros para a igreja. São pastores não impulsionados pela necessidade de auto-engrandecimento ou gratificação do próprio eu, mas por um requeimado desejo de ver a vontade de Deus ser cumprida de modo pleno [...] Suas igrejas conseguem realizar algo singular, significativo e especial, pois o Espírito Santo os tem capacitado a compreender uma imagem do futuro, mapeando-o e traçando um curso de ação que leve àquele alvo. O tipo de liderança visionária que Barna descreve, contudo, parece ser orientada para o futuro, não para o passado. A história da Igreja é relevante para o líder visionário? Barna responde a essa questão de maneira direta: Uma tradição é usualmente reflexo do passado. A visão, por sua vez, é sempre um reflexo do futuro. Haverá algum espaço para o casamento entre uma tradição assim e a visão espiritual? Absolutamente não! Visto que Deus é aquele que criou e reinou sobre o passado, agora ele pode utilizar-se da História para servir aos seus propósitos na sua vida e no seu ministério [...] Deus há de usar o seu passado a fim de aprimorar o seu futuro. Deus pode usar a história para melhorar o seu futuro. Na verdade, uma outra premissa deste livro é o poder de Deus em usar o passado para moldar um futuro melhor, usando para isso as boas decisões do presente. Nos próximos capítulos veremos algumas das lições mais importantes dos últimos quinhentos anos de história da Igreja. Eu poderia escolher lições que surgiram nos primeiros séculos, mas acredito que as dez idéias selecionadas são as mais proveitosas para os líderes cristãos contemporâneos. Não examinarei apenas o modo como cada uma dessas idéias gera a visão, mas também sugerirei algumas decisões que podem resultar dessa visão. As dez lições foram tiradas da vida e dos escritos de reformadores (Lutero e Calvino), avivalistas (Wesley e Edwards), ativistas sociais (Wilberforce e Bonhoeffer), pastores e pioneiros (Baxter, Perkins, Burroughs e Carey). Antes de selecionar as idéias que poderiam nos ajudar a tomar decisões melhores, fiz um teste usando duas perguntas: (1) Essa lição (ou modelo) está profundamente baseada na Bíblia?; (2) Esse modelo (ou lição) deixou um registro histórico mais eficaz na edificação de cristãos e igrejas? Cada capítulo descreverá um líder e a situação que ele enfrentava. Depois, explicará melhor a idéia central que essa pessoa descobriu ou articulou. Além disso, apresentarei algumas sugestões de como essa idéia pode ser aplicada na igreja hoje em dia e os tipos de decisões que ela pode gerar. Algumas questões para reflexão e debate foram colocadas ao final de cada capítulo, a fim de ajudar você na assimilação da idéia e no lado prático de sua implementação. Agradecimentos Antes de iniciarmos o nosso estudo, quero expressar minha gratidão por aqueles que ajudaram esse projeto em questões cruciais. Uma vez mais sou devedor aos estudantes que se dispuseram a ser “cobaias” tanto dessas idéias quanto da abordagem deste livro. Meu muito obrigado aos alunos do Seminário Teológico Gordon-Conwell, Seminário Batista Conservador do Leste, Faculdade de Teologia Evangélica de Nairobi e Faculdade Teológica Scott. Agradeço também aos queridos amigos Karl e Debbie Dortzbach, que fizeram este livro surgir quando convidaram a mim e minha esposa Lois para fazermos um “retiro literário” em sua casa. Cindy Bunch-Hotaling, da ivp, que se tornou a editora de meus dois livros, passei a depender profundamente do seu bom-senso e conselhos sábios. Dois professores da Faculdade Wheaton; Timothy Beougher e Mark Noll, que me encorajaram com sua disposição para ler os capítulos selecionados. Três grandes amigos que também são grandes pastores leram e criticaram este trabalho em sua forma manuscrita. Meus agradecimentos, então, aos reverendos Irfon Hughes, Tom Kenney e Ron Sylvester, que fizeram comentários honestos de grande valia. Uma menção especial deve ser feita a Lois, minha esposa, que acreditou neste projeto desde o seu início, algumas vezes mais do que eu mesmo. Não posso deixar de lembrar de dois dos melhores filhos da história da Igreja; Anne Bradstreet Shaw e Jonathan Edwards Shaw. O dom desses dois de provocar riso em nossa casa ajudou seu pai, às vezes um tanto carrancudo, a não levar a si mesmo muito a sério. Bem, chega de preliminares. A melhor maneira de mostrar como esse processo de tomada de decisões funciona é simplesmente analisar uma dessas grande lições e retirar dela todo seu potencial para nos ajudar a sermos líderes melhores. Voltemos nossa atenção para Martinho Lutero, o grande reformador, que possuía algumas idéias sobre como era essa “estrada para a excelência”.

Avaliações

Avaliação geral: 0

Você está revisando: Lições de Mestre