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Livrai-nos do Mal - Uma História de Shaw (Cód: 5212013)

Baldacci, David

Arqueiro

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Descrição

A vida de Shaw se resumia a seu trabalho como agente secreto, até que ele se apaixonou por Anna. Porém, seus planos de casamento são arruinados quando ela morre em um atentado. Ainda de luto, ele aceita uma missão para driblar a dor da perda.Aparentemente, o novo inimigo de Shaw é apenas um magnata bem-sucedido. Mas, por trás de seu império, Evan Waller esconde uma operação de tráfico de mulheres. Buscando aumentar sua fortuna, ele começa a investir em um negócio que pode matar milhões de pessoas. Para impedi-lo de disseminar o terror, Shaw é mandado à região da Provence, onde o empresário passará as férias. É ali que seu caminho se cruza com o de Reggie Campion, uma jovem sedutora que está a serviço de um grupo de justiceiros. Treinada para matar, ela quer livrar o mundo de mais um genocida. Seu alvo é Fedir Kuchin, um ucraniano que fugiu para o Canadá e começou uma nova vida sob o nome de Evan Waller. Sem saber que caçam a mesma pessoa, Shaw e Reggie tentam descobrir a identidade um do outro e travam uma batalha de charme e astúcia que os levará a uma atração indesejada. Lutando para não cair em tentação, os dois se veem diante de um adversário ardiloso, que não será vencido com facilidade. Neste segundo livro da série de Shaw, David Baldacci constrói uma trama bem elaborada que revela o mal à espreita dentro de cada pessoa.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580411997
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580411997
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Marcello Lino
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 320
Peso 0.38 Kg
Largura 16.00 cm
AutorBaldacci, David

Leia um trecho

O homem de 96 anosestava sentado em sua confortável poltrona apreciando um livro sobre Joseph Stalin. Nenhuma grande editora quis chegar perto do manuscrito repleto de devaneios, pois ele era completamente parcial, elogiando o sádico líder soviético. Porém, a opinião positiva sobre Stalin, apresentada naquele livro autopublicado, agradava muito ao velho. Ele o comprara com o autor, que logo em seguida foi internado em um manicômio. Não era possível ver as estrelas sobre a grande propriedade do velho por causa de uma tempestade que se deslocava do oceano ali perto rumo ao continente. Embora ele fosse rico e vivesse em meio ao luxo, suas necessidades pessoais eram relativamente simples. Ele vestia agora um suéter desbotado com décadas de uso e o colarinho da camisa estava abotoado até em cima, cingindo o pescoço grosso e cheio de papadas. As calças baratas caíam folgadas sobre suas pernas esqueléticas e inúteis. Ouvindo a chuva começar a cair com seu martelar hipnótico sobre o telhado, ele se recostou na poltrona, contente por mergulhar na mente de um louco que matara dezenas de milhões de pessoas que tiveram o azar de viver sob seu jugo cruel. De vez em quando, o velho ria de algum trecho, em especial dos mais horrendos, e balançava a cabeça concordando com os métodos dos discípulos de Stalin para a eliminação das liberdades civis. Para ele, o ditador soviético possuía todas as qualidades de liderança necessárias para tornar um país grandioso e, ao mesmo tempo, fazer o mundo tremer aterrorizado. O velho abaixou os óculos e olhou para o relógio. Quase onze horas. O sistema de segurança era acionado precisamente às nove, com todas as portas e janelas monitoradas. Sua fortaleza estava segura. Houve o estrondo de um trovão e as luzes falharam. Piscaram mais duas vezes e se apagaram. Na sala de equipamentos eletrônicos no andar de baixo, a bateria do sistema auxiliar havia sido removida, fazendo-o parar de funcionar quando o fornecimento de energia foi interrompido. Todas as janelas e portas ficaram instantaneamente sem proteção. Dez segundos mais tarde, o enorme gerador auxiliar foi ativado e restabeleceu o fluxo de energia e o sistema de segurança. Porém, nesse meio-tempo, uma câmera digital fora lançada por uma janela aberta, que foi trancada um segundo antes de o sistema voltar a ser ativado. Desconhecendo tudo isso, o velho esfregava a careca com manchas de sol e marcas de feridas. A pele de seu rosto despencara havia muito tempo, criando uma expressão constantemente zangada. O corpo, ou o que restava dele, sofrera uma degradação semelhante. O velho dependia da ajuda dos outros para desempenhar as tarefas mais simples. Mas pelo menos ainda estava vivo, enquanto muitos dos seus irmãos de combate, talvez todos, já haviam morrido, a maioria de maneira violenta. Isso o deixava com raiva. A história mostrava que pessoas inferiores tinham uma inveja perpétua dos mais elevados. Por fim, ele largou o livro. Na sua idade, só eram necessárias três ou quatro horas de sono por dia e ele sentia necessidade delas naquele momento. Chamou a atendente apertando o botão azul no pequeno dispositivo circular que usava sempre em volta do pescoço. Havia mais dois botões ali, para o médico e para o segurança. Ele tinha inimigos e doenças, mas a atendente era sobretudo uma questão de prazer. A mulher entrou. Barbara era loura e estava vestindo uma minissaia branca que marcava seus quadris e uma regata que oferecia ao velho uma visão completa dos seios quando ela se inclinava para ajudá-lo a se sentar na cadeira de rodas. Como condição para dar o emprego, ele exigira que ela usasse roupas ousadas. Homens ricos podiam fazer o que quisessem. Seu rosto enrugado se aninhou no suave decote da mulher e lá ficou. À medida que os braços fortes da atendente o faziam escorregar para a ampla cadeira, as mãos dele se insinuaram por debaixo da saia. Os dedos do velho roçaram a parte posterior das coxas da mulher até tocarem suas nádegas. Ele apertou com força cada uma delas e gemeu extasiado. Barbara não reagiu porque era bem paga para aturar as apalpadas do velho. Ela o empurrou na cadeira de rodas até o elevador e os dois subiram juntos até o quarto. A atendente o ajudou a se despir, desviando o olhar daquele corpo decaído. Mesmo com toda a fortuna, ele não conseguia forçá-la a fitar sua nudez. Décadas atrás, ela certamente teria olhado para ele, e também feito muito mais. Se quisesse viver. Agora, ela apenas o ajudava a vestir o pijama. De manhã, ele seria lavado e alimentado, como um bebê. O ciclo estava completo: do berço ao berço e, depois, ao túmulo. – Fique aqui comigo, Barbara. Quero olhar para você – disse ele em alemão. Esse era o outro motivo pelo qual o velho a contratara: ela falava sua língua nativa. Nas redondezas, poucos sabiam falá-la. Ela se sentou, cruzou as pernas longas e bronzeadas e manteve as mãos sobre o colo, sorrindo de vez em quando porque era paga para fazer aquilo. Barbara deveria ser grata a ele por poder trabalhar naquela casa grande, onde as tarefas eram fáceis e ocasionais, caso contrário precisaria se prostituir nas ruas da vizinha Buenos Aires por alguns trocados por dia. Por fim, o velho acenou e ela logo se levantou e fechou a porta atrás de si. Ele se recostou nos travesseiros. Provavelmente, Barbara iria para seu quarto, tiraria as roupas, entraria debaixo do chuveiro e se esfregaria com força suficiente para tirar do corpo a imundície do patrão. Essa imagem o fez rir em silêncio. Mesmo acabado, ele ainda conseguia surtir algum efeito nas pessoas. Ele se lembrava muito bem dos dias gloriosos em que apenas o som de seus passos ressoando no chão de concreto já aterrorizava todos no campo de concentração. Aquilo que era poder. Todo dia ele se sentia invencível. Todas as suas ordens eram executadas sem hesitação. Seus subordinados enfileiravam os vermes com suas roupas imundas, de cabeça baixa, mas, ainda assim, podendo ver o brilho das magníficas botas e o poder do uniforme dele. Brincando de Deus, ele decidia quem morreria e quem ficaria vivo. Porém, não era nenhum privilégio ser um sobrevivente, pois a recompensa era um inferno na Terra, tão doloroso, miserável e degradante quanto ele pudesse torná-lo. O velho se deslocou para a esquerda, empurrou o painel da cabeceira e o soltou. O pedaço de madeira se moveu para fora, como uma porta, e sua mão trêmula digitou a combinação na porta do cofre escondido ali atrás. Ele tirou uma foto lá de dentro, voltou a se recostar no travesseiro e a observou. Fora tirada havia 68 anos. Sua mente ainda estava naquela época, embora seu corpo a tivesse abandonado. Ele tinha pouco menos de 30 anos na foto, mas haviam lhe dado uma grande responsabilidade por causa de sua inteligência e crueldade. Era alto e esguio e os cabelos louros contrastavam com o rosto bronzeado e de traços fortes. Ele estava muito bonito, todo fardado e com suas condecorações, embora tivesse que admitir que quase nenhuma delas fora de fato conquistada. Ele nunca participara de um combate, pois nunca conseguira reunir coragem. As massas sem talento podiam disparar os canhões e morrer nas trincheiras. As habilidades dele lhe permitiram ficar em um terreno mais seguro. Seus olhos se encheram de lágrimas ao ver o que ele já havia sido um dia. Ao seu lado na imagem, estava o grande homem em pessoa. De estatura baixa, mas colossal sob todos os outros aspectos, com o famoso bigode preto acima da boca expressiva. O velho beijou o seu eu mais jovem na foto e o magnífico Führer, completando seu ritual noturno. Recolocou a foto no esconderijo e pensou nos anos desde a sua fuga da Alemanha, meses antes da chegada dos Aliados e da queda de Berlim. Sua ida para a Argentina havia sido arranjada com antecedência, pois ele previra o desfecho inevitável da guerra, talvez antes mesmo dos superiores. Ele passara décadas se escondendo e, mais uma vez, usara seus talentos para construir um império com exportações de minerais e madeira na nova pátria, esmagando sem piedade toda a concorrência. Ainda assim, ele sentia saudade dos velhos tempos, nos quais a vida e a morte de outro ser humano estavam em suas mãos. Ele dormiria confortavelmente aquela noite, como em todas as outras, com a consciência limpa. Quando já sentia as pálpebras pesarem, foi surpreendido pelo barulho da porta se abrindo. Através da penumbra do quarto, viu a silhueta dela sobressaindo na escuridão.

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