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Mago - Livro Dois Mestre (Cód: 6413457)

Feist, Raymond E.

Saída De Emergência

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Descrição

Passaram-se três anos desde o terrível cerco a Crydee. Os três rapazes que eram os melhores amigos do mundo encontram-se agora a quilômetros de distância uns dos outros. Pug, um escravo dos Tsurani, está prestes a se tornar um dos maiores magos que já existiram. Tomas, um grande guerreiro entre os elfos, arrisca-se a perder sua humanidade para a armadura encantada que veste. Arutha, Príncipe de Crydee, luta desesperadamente contra invasores e traidores para salvar seu reino.


'Mago Mestre' é recheado de aventura, emoção e ameaças tão antigas quanto o próprio tempo. Com o segundo volume de A Saga do Mago, Raymond E. Feist volta a provar que é um dos maiores nomes da literatura fantástica na atualidade.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Saída De Emergência
Cód. Barras 9788567296036
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788567296036
Profundidade 2.20 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Cristina Correia
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 432
Peso 0.44 Kg
Largura 16.00 cm
AutorFeist, Raymond E.

Leia um trecho

I – Escravo O escravo agonizante gritava, caído. O dia estava quente demais. Os outros escravos continuavam se dedicando às suas tarefas, ignorando o som da melhor maneira possível. A vida no acampamento valia pouco e não era bom remoer o destino que tantos aguardavam. O moribundo tinha sido mordido por uma relli, uma criatura do pântano semelhante a uma cobra. O seu veneno era lento e doloroso; sem magia, não havia cura. De repente, fez-se silêncio. Pug levantou os olhos e viu um guarda tsurani limpando a espada. Sentiu uma mão no ombro. A voz de Laurie sussurrou ao seu ouvido: — Parece que o nosso ilustre capataz ficou perturbado com a agonia de Toffston. Pug amarrou com firmeza um pedaço de corda ao redor da cintura. — Pelo menos, foi rápido. — Virou-se para o cantor alto e louro de Tyr-Sog, uma das cidades do Reino, e disse: — Fique atento. Esta é velha e pode estar podre. — Sem mais uma palavra, Pug subiu pelo tronco da ngaggi, uma árvore dos pântanos parecida com o abeto da qual os tsurani extraíam madeira e resina. Com a falta de metais, os tsurani se aperfeiçoaram em descobrir substitutos. A madeira daquela árvore podia ser trabalhada como papel, secando até ganhar uma dureza incrível, e servia para fazer centenas de objetos. A resina era usada para laminar madeiras e curtir peles de animais. Com peles devidamente curtidas, criavam armaduras tão resistentes quanto as cotas de malha de Midkemia, e as armas em madeira laminada quase igualavam o seu aço. Quatro anos no acampamento do pântano tinham fortalecido o corpo de Pug. Os músculos delineados se retesaram quando subiu na árvore. Tinha a pele bronzeada pelo sol impiedoso do mundo natal dos tsurani e uma barba de escravo cobria-lhe o rosto. Pug alcançou os primeiros grandes galhos e olhou o amigo lá embaixo. Laurie estava atolado até os joelhos na água turva, afastando, distraído, os insetos que os atormentavam enquanto trabalhavam. Pug gostava de Laurie. O trovador não devia estar ali, assim como não devia ter ido atrás de uma patrulha na esperança de ver soldados tsurani. Contara que procurava material para as baladas que iriam torná-lo famoso em todo o Reino. Vira mais do que esperava. A patrulha enfrentara uma grande ofensiva por parte dos tsurani e Laurie fora capturado. Chegara ao acampamento há mais de quatro meses e em pouco tempo se tornara amigo de Pug. Pug continuou a subir, atento à presença dos perigosos habitantes das árvores de Kelewan. Alcançando o lugar mais adequado para um corte na copa, Pug parou ao perceber movimento. Relaxou ao perceber que era apenas um agulheiro, uma criatura cuja proteção era ser igual a um monte de agulhas de ngaggi. Fugiu da presença do humano e deu um salto curto até um galho da árvore próxima. Pug voltou a examinar os arredores e começou a amarrar as cordas. O seu trabalho era cortar as copas das enormes árvores, tornando a queda da planta menos perigosa para os que se encontravam no chão. Fez vários cortes na casca até que sentiu a lâmina do machado de madeira cortar a polpa mais macia por baixo. Um leve odor acre saudou o seu farejar cuidadoso. Praguejando, gritou para Laurie: — Esta está podre. Avise o capataz. Aguardou, olhando por cima da copa das árvores. À sua volta voavam insetos estranhos e criaturas parecidas com pássaros. Nos quatro anos em que era escravo naquele mundo, não conseguira acostumar-se com o aspecto daquelas formas de vida. Não eram tão diferentes das existentes em Midkemia, mas eram as semelhanças, mais do que as diferenças, que o faziam recordar constantemente que ali não era a sua terra. As abelhas deveriam ter listras amarelas e pretas em vez da tonalidade vermelha viva que as cobria. As águias não deveriam ter faixas amarelas nas asas, nem os falcões, roxas. Aquelas criaturas não eram abelhas, águias nem falcões, ainda que as semelhanças fossem impressionantes. Pug achava mais fácil aceitar as criaturas estranhas de Kelewan do que aquelas. Pug acabara se habituando aos needra de seis pernas, bestas de carga domesticadas semelhantes a um bovino com duas pernas adicionais e atarracadas, e aos cho-ja, criaturas parecidas com insetos que serviam os tsurani e falavam sua língua. Porém, sempre que vislumbrava uma criatura pelo canto do olho e se virava, esperando que fosse de Midke-mia, e via que não era, o desespero atacava. A voz de Laurie despertou-o de sua divagação: — O capataz está vindo. Pug praguejou. Caso o capataz tivesse de se sujar na água, ficaria de péssimo humor — o que poderia significar espancamentos ou uma redução da já habitual parca refeição. Ele já devia estar aborrecido com o atraso nos cortes. Uma família de escavadores — criaturas semelhantes a castores com seis pernas — tinha se acomodado nas raízes das grandes árvores. Iriam roer as raízes macias e as árvores adoeceriam e morreriam. A madeira polposa e macia azedaria, depois ficaria aguada e, decorrido algum tempo, a árvore cederia a partir do interior. Fora colocado veneno em vários túneis dos escavadores, mas as árvores já tinham sofrido os danos. Uma voz rouca, praguejando com vontade enquanto o seu proprietário chapinhava pelo pântano, anunciou a chegada do capataz, Nogamu. Ele também era um escravo, mas chegara ao patamar mais alto dentre eles e, embora não pudesse aspirar à liberdade, possuía muitos privilégios e podia mandar nos soldados e homens livres colocados às suas ordens. Era seguido por um jovem soldado de expressão ligeiramente divertida. Usava a barba raspada, como era costume entre os homens livres tsurani, e, ao olhar para Pug lá no alto, o escravo pôde dar uma boa espiada. Tinha as maçãs do rosto salientes e os olhos quase pretos, comuns a muitos tsurani. Seus olhos escuros repararam em Pug e ele pareceu fazer um curto aceno com a cabeça. A armadura azul que envergava era de um tipo que o escravo desconhecia, ainda que, dada a estranha organização militar dos tsurani, não fosse de se estranhar. Cada família, região, área, burgo, cidade e província parecia ter seu próprio exército. O modo como se relacionavam uns com os outros no seio do Império estava além do entendimento de Pug. O capataz parou na base da árvore, segurando as vestes curtas acima da linha da água. Grunhiu como o urso que parecia e gritou para Pug: — Que história é essa de outra árvore podre? Pug falava o idioma tsurani melhor do que qualquer midkemiano no acampamento, pois era quem estava lá há mais tempo, tirando alguns velhos escravos tsurani. Gritou para baixo:

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: Mago - Livro Dois Mestre

francisco recomendou este produto.
04/01/2014

Fabuloso

Fabuloso. Não existe palavra melhor a meu ver pra definir a série Mago.
Esse comentário foi útil para você? Sim (13) / Não (1)
Alan recomendou este produto.
04/01/2014

Excelente

Comecei a acompanhar a série a pedido de uma revista especializada e adorei. Personagens cativantes e momentos épicos. Para quem realmente curte literatura fantástica.
Esse comentário foi útil para você? Sim (18) / Não (1)