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Mago - Livro Um - Aprendiz (Cód: 5712439)

Feist, Raymond E.

Saída De Emergência

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Descrição

Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei. Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre. Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa, mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia ou morrer. A Saga do Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Saída De Emergência
Cód. Barras 9788567296005
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788567296005
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Cristina Correia
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 432
Peso 0.60 Kg
Largura 16.00 cm
AutorFeist, Raymond E.

Leia um trecho

A tempestade cessara. Pug saltava pelas rochas, encontrando pouco apoio para os pés no caminho entre as poças deixadas pela maré baixa. Os seus olhos escuros iam de um lado para outro ao examinar cada poça d’água debaixo da parte externa da falésia, procurando as criaturas espinhosas arrastadas para os bancos de areia pela tempestade que ali havia passado. Os músculos do garoto contraíam-se sob a leve camiseta ao levar o saco com rastejadores de areia e caranguejos apanhados naquele jardim marinho. O sol da tarde fazia cintilarem as ondas que rebentavam à sua volta, ao mesmo tempo que o cabelo queimado pelo sol esvoaçava ao vento oeste. Pug largou o saco, verificou se estava bem fechado e agachou-se em um trecho de areia limpa. O saco não estava exatamente cheio, mas Pug gostava de ter mais ou menos uma hora para descansar. Megar, o cozinheiro, não o atormentaria pela demora se o saco chegasse praticamente cheio. Repousando encostado em um enorme rochedo, não demorou muito para que Pug cochilasse sob o calor do sol. Um borrifo fresco e úmido o acordou horas mais tarde. Abriu os olhos, sobressaltado, ciente de que descansara ali tempo demais. A oeste, sobre o mar, sombrias tormentas formavam-se acima do contorno negro das Seis Ir-mãs, as pequenas ilhas no horizonte. As nuvens turvas e carregadas traziam a chuva consigo, como um véu sujo de fuligem, e anunciavam outra tempes- tade repentina, como era habitual naquela zona costeira no início do verão. Mais ao sul, as altas falésias da Mágoa dos Marinheiros se erguiam para o céu, enquanto as ondas batiam na base do pináculo rochoso. Atrás das on-das, formavam-se cristas alvas, um sinal indubitável de que a tormenta não demoraria a chegar. Pug sabia que corria perigo, uma vez que as tempestades de verão poderiam afogar quem se encontrasse na praia ou, se fossem mais violentas, mesmo quem se encontrasse no terreno baixo mais afastado. Pegou o saco e rumou para o norte, em direção ao castelo. Enquanto passava entre as poças, sentiu o vento fresco ficar mais frio e úmido. O dia começou a ser interrompido por retalhos de sombras quando as primeiras nuvens taparam o sol e as cores vivas deram lugar a tons acinzentados. À distância, sobre o mar, relâmpagos brilhavam na escuridão das nuvens e o ribombar distante dos trovões sobrepunha-se ao som das ondas. Pug acelerou o passo ao chegar ao primeiro trecho de praia aberta. A tempestade se aproximava a uma velocidade maior do que julgara possível, trazendo a maré que subia. Quando alcançou outro trecho de poças deixadas pela maré, pouco mais de três metros de areia seca dividiam a beira da água da falésia. Pug avançou pelos rochedos o mais depressa que conseguiu sem colo-car-se em perigo, quase prendendo os pés por duas vezes. Ao chegar ao tre-cho seguinte, errou o cálculo do salto e caiu de mau jeito. Tombou na areia, agarrado ao tornozelo. Como se estivesse aguardando o incidente, a maré precipitou-se, cobrindo-o momentaneamente. Estendeu a mão sem conse-guir ver nada e sentiu a sacola ser levada. Na agitação para tentar agarrá-la, Pug se atirou para a frente e o tornozelo cedeu. Afundou-se, engolindo água. Levantou a cabeça, cuspindo e tossindo. Começou a se levantar, mas uma se-gunda onda, mais alta que a anterior, atingiu-o no peito, derrubando-o. Pug tinha crescido brincando nas ondas e era um nadador experiente, mas a dor no tornozelo e a força das sucessivas vagas o deixavam à beira do pânico. Debateu-se e emergiu para respirar quando a onda recuou. Nadando desajei-tado, dirigiu-se à parte exterior da falésia, pois sabia que lá a água teria poucos centímetros de profundidade. Ao alcançar a falésia, Pug se apoiou nela, tentando não colocar o peso do corpo sobre o pé machucado. Avançou devagar junto à rocha, enquanto a maré subia um pouco mais a cada onda. Quando chegou aonde conse-guiria, por fim, começar a subir, a água já lhe batia pela cintura. Teve de usar todas as suas forças para escalar até o caminho. Ofegante, ficou deitado por um momento, para depois começar a arrastar-se ao longo do caminho, sem querer confiar no teimoso tornozelo para atravessar aquela passagem pedregosa. As primeiras gotas de chuva começaram a cair. Avançando com dificul-dade, ferindo os joelhos e as canelas nas rochas, alcançou o topo coberto de grama da falésia. Exausto, Pug caiu para a frente, ofegando devido ao esforço da escalada. As gotas dispersas deram lugar a uma chuva leve e constante. Depois de recuperar o fôlego, Pug sentou-se e examinou o tornozelo in-chado. Estava sensível ao toque, mas ficou mais tranquilo quando conseguiu movê-lo: não estava quebrado. Teria de mancar todo o caminho de volta, mas diante da ameaça de afogamento na praia atrás dele, sentiu-se relativamente otimista. Pug chegaria à vila como um coitado, ensopado e com frio. Lá teria de encontrar um lugar para passar a noite, pois os portões de acesso ao castelo já estariam fechados. Com o tornozelo machucado, sequer tentaria subir no muro atrás das cavalariças. Além disso, se esperasse e entrasse escondido na fortaleza no dia seguin-te, somente Megar o repreenderia; mas, se fosse apanhado subindo no muro, Fannon, o Mestre de Armas, ou Algon, o Estribeiro-Mor, certamente lhe da-riam muito mais do que uma reprimenda. Enquanto descansava, a chuva tornou-se insistente, e o céu escureceu à medida que o sol de fim de tarde foi sendo completamente engolido pelas nuvens de tempestade. O alívio momentâneo deu lugar a uma raiva contra si mesmo por ter perdido o saco de animais rastejadores. O descontentamento duplicou ao pensar na loucura de ter adormecido. Se tivesse ficado acordado, teria feito a viagem de volta sem preocupações, não teria torcido o pé e teria tido tempo para explorar o leito do riacho acima da falésia, em busca dos seixos lisos que tanto gostava de jogar. Agora estava sem seixos e levaria pelo menos uma semana até que pudesse voltar lá. Isso se Megar não enviasse ou-tro garoto no seu lugar, o que era provável, já que regressaria de mãos vazias. Pug voltou sua atenção para o desconforto de estar sentado na chuva e decidiu que estava na hora de seguir em frente. Levantou-se e testou o tornozelo, que reclamou do tratamento; Pug, porém, achava que dava para aguentar. Mancou pela relva até o local onde tinha deixado seus pertences e pegou a mochila, o cajado e a funda. Deixou escapar um palavrão, que ouvira da boca dos soldados do castelo, ao descobrir a mochila rasgada, e ao perceber que o pão e o queijo haviam desaparecido. Guaxinins, ou talvez lagartos da areia, pensou. Atirou a mochila inutilizada para o lado e pensou na sua pouca sorte. Respirando fundo, apoiou-se no cajado e começou a atravessar as baixas colinas ondulantes que separavam a falésia da estrada. Havia arvoredos bai-xos espalhados pela paisagem e Pug lamentou não ter um abrigo melhor por perto, uma vez que nada havia no alto da falésia. Não ficaria mais encharcado arrastando-se até a vila do que se ficasse debaixo de uma árvore. O vento voltou a soprar e ele sentiu o primeiro arrepio de frio nas cos-tas geladas. Tiritou e apressou o passo tanto quanto conseguiu. As pequenas árvores começaram a dobrar com o vento, e Pug teve a sensação de que uma enorme mão o empurrava. Ao alcançar a estrada, virou para o norte. Ouviu o som arrepiante da grande floresta a leste, o vento assobiando nos ramos dos velhos carvalhos, contribuindo para o seu aspecto detestável. As clareiras sombrias da floresta não seriam mais perigosas do que a estrada do Rei, mas lembranças de lendas de criminosos e outros malfeitores, de características pouco humanas, puseram os cabelos da nuca do garoto em pé. Atravessando a estrada do Rei, Pug conseguiu algum abrigo no pequeno barranco ao longo desta. O vento se intensificou e a chuva feria-lhe os olhos, fazendo escorrer lágrimas pelo rosto já molhado. Foi atingido por uma rajada e caminhou aos tropeções por um instante. A água estava subindo no bar-ranco paralelo à estrada, e ele teve de avançar com cautela para não perder o equilíbrio em poças fundas e inesperadas.

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: Mago - Livro Um - Aprendiz

William recomendou este produto.
15/09/2015

Excelente Livro!

Com uma história cativante, envolvente com momentos inesquecíveis, você não consegue parar de ler.
Recomendo a todos a leitura deste livro.
Esse comentário foi útil para você? Sim (0) / Não (0)
Junior recomendou este produto.
04/01/2014

Muito Bom!

Perfeito! Ótima leitura!
Esse comentário foi útil para você? Sim (14) / Não (2)