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Maktub (Cód: 4887989)

Coelho, Paulo

Sextante / Gmt

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Maktub

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Descrição

“Maktub” não é um livro de conselhos, mas uma troca de experiências. A maior parte dos textos se refere a ensinamentos que Paulo Coelho recebeu de seu mestre ao longo de 11 anos. Outros são relatos de amigos ou pessoas desconhecidas que de uma forma ou de outra lhe deixaram uma mensagem inesquecível. Finalmente, existem trechos de livros que ele leu e de histórias que pertencem à herança espiritual da raça humana. A proposta do autor é reunir um apanhado da sabedoria universal destacando um ponto comum a todas as histórias: a busca da felicidade. Embora o desejo de ser feliz seja relatado em contextos tão diversos, fica fácil concluir que, não importa o lugar ou a época, ele sempre se baseia nos mesmos pilares: amor, humildade, solidariedade e renúncia. “Maktub” oferece aos leitores uma oportunidade de refletir e se reencontrar. Se você está percorrendo o caminho de seus sonhos, comprometa-se com ele. Não deixe a porta de saída aberta através da desculpa: “Ainda não é bem isto que eu queria.” Assuma o seu caminho. Mesmo que precise dar passos incertos, mesmo que saiba que pode fazer melhor o que está fazendo. Se você aceitar suas possibilidades no presente, com toda certeza vai se sair melhor no futuro.

Características

Peso 0.28 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
I.S.B.N. 9788575429006
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 192
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788575429006
Número da edição 1
Ano da edição 2013
AutorCoelho, Paulo

Leia um trecho

Capitulo 1

O viajante está sentado no meio do mato, olhando uma casa humilde à sua frente. Já esteve ali antes, com alguns amigos, e na época tudo que conseguira notar foi a semelhança entre o estilo da casa e o de um arquiteto galego – que viveu há muitos anos, e jamais colocara os pés naquele local. A casa fica perto de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, e é toda construída com cacos de vidro. Seu dono, Gabriel, sonhou em 1899 com um anjo que lhe dizia: “Constrói uma casa de cacos.” Gabriel começou a colecionar ladrilhos quebrados, pratos, bibelôs e jarras partidas. “Tudo caquinho transformado em beleza”, dizia Gabriel de seu trabalho. Durante os primeiros quarenta anos, os moradores locais afirmavam que era louco. Depois, alguns turistas descobriram a casa, e começaram a trazer os amigos; Gabriel virou gênio. Mas a novidade passou – e Gabriel voltou ao anonimato. Mesmo assim, continuou construindo; aos 93 anos de idade, colocou o último caco de vidro. E morreu. O viajante acende um cigarro; fuma em silêncio. Hoje não está pensando na semelhança entre a casa de Gabriel e a arquitetura de A. Gaudí. Olha os cacos, reflete sobre sua própria existência. Também ela – como a de qualquer pessoa – é feita de pedaços de tudo que se passou. Mas, em determinado momento, estes fragmentos começam a tomar forma. E o viajante relembra um pouco do seu passado, vendo os papéis em seu colo. Ali estão pedaços de sua vida; situações que viveu, trechos de livros que sempre recorda, ensinamentos do seu mestre, histórias dos amigos, fábulas que algum dia lhe contaram. Ali estão reflexões sobre o seu tempo, e sobre os sonhos de sua geração. Da mesma maneira que um homem sonhou com um anjo e construiu a casa que está diante de seus olhos, ele tenta ordenar estes papéis – para compreender sua própria construção espiritual. Lembra-se de que, quando criança, leu um livro de Malba Tahan chamado Maktub! e pensa: “Será que eu devia fazer o mesmo?” Diz o mestre: Quando pressentimos que chegou a hora de mudar, começamos – inconscientemente – a repassar um tape mostrando nossas derrotas até aquele momento. É claro que, à medida que ficamos mais velhos, nossa cota de momentos difíceis é maior. Mas, ao mesmo tempo, a experiência nos deu meios de superar estas derrotas, e encontrar o caminho que permite seguir adiante. É preciso também colocar esta fita em nosso videocassete mental. Se só assistimos ao tape da derrota, vamos ficar paralisados. Se só assistimos ao tape da experiência, vamos terminar nos julgando mais sábios do que realmente somos. Precisamos das duas fitas. Imagine uma lagarta. Passa grande parte de sua vida no chão, olhando os pássaros, indignada com seu destino e com sua forma. “Sou a mais desprezível das criaturas”, pensa. “Feia, repulsiva, condenada a rastejar pela terra.” Um dia, entretanto, a Natureza pede que faça um casulo. A lagarta se assusta – jamais fizera um casulo antes. Pensa que está construindo seu túmulo, e prepara-se para morrer. Embora indignada com a vida que levou até então, reclama novamente com Deus. “Quando finalmente me acostumei, o Senhor me tira o pouco que tenho.” Desesperada, tranca-se no casulo e aguarda o fim. Alguns dias depois, vê-se transformada numa linda borboleta. Pode passear pelos céus, e ser admirada pelos homens. Surpreende-se com o sentido da vida e com os desígnios de Deus. Um estranho procurou o abade Pastor no mosteiro de Sceta. – Quero melhorar minha vida – disse ele. – Mas não consigo deixar de pensar em coisas pecaminosas. O abade Pastor reparou que ventava lá fora, e pediu ao estranho: – Aqui está muito quente. Será que o senhor podia pegar um pouco de vento lá fora, e trazê-lo para refrescar a sala? – Isto é impossível – disse o estranho. – Da mesma maneira, é impossível deixar de pensar em coisas que ofendem a Deus – respondeu o abade. – Mas se você souber dizer não às tentações, elas não vão lhe causar nenhum mal. Diz o mestre: Se existe alguma decisão a ser tomada, é melhor ir adiante e aguentar as consequências. Você não vai saber de antemão quais serão estas consequências. Todas as artes divinatórias foram feitas para aconselhar o homem, jamais para prever o futuro. São excelentes conselheiras e péssimas profetizas. Diz a oração que Jesus nos ensinou: “Seja feita a Vossa Vontade.” Quando esta Vontade mostra um problema, traz junto a solução. Se as artes divinatórias conseguissem ver o futuro, todo adivinho seria rico, casado e feliz. O discípulo se aproximou do mestre: – Durante anos busquei a iluminação – disse. – Sinto que estou perto. Quero saber qual o próximo passo. – E como você se sustenta? – pergunta o mestre. – Ainda não aprendi a me sustentar; meu pai e minha mãe me ajudam. Entretanto, isto são apenas detalhes. – O próximo passo é olhar o sol por meio minuto – disse o mestre. O discípulo obedeceu. Quando acabou, o mestre pediu que descrevesse o campo à sua volta. – Não consigo vê-lo, o brilho do sol ofuscou meus olhos – respondeu o discípulo. – Um homem que apenas busca a luz, e deixa suas responsabilidades para os outros, termina sem encontrar a iluminação. Um homem que mantém os olhos fixos no sol termina cego – comentou o mestre. Um homem caminhava por um vale dos Pireneus quando encontrou um velho pastor. Dividiu com ele seu alimento, e ficaram um longo tempo conversando sobre a vida. O homem dizia que, se acreditasse em Deus, teria que acreditar também que não era livre, já que Deus governaria cada passo. O pastor então o levou até um desfiladeiro, onde se podia escutar – com toda nitidez – o eco de qualquer ruído. – A vida são estas paredes, e o destino é o grito de cada um – disse o pastor. – Aquilo que fizermos será levado até o coração Dele, e nos será devolvido da mesma forma. “Deus costuma agir como o eco de nossas ações.” Maktub quer dizer está escrito. Para os árabes, “está escrito” não é a melhor tradução – porque, embora tudo já esteja escrito, Deus é misericordioso, e só gastou sua caneta e sua tinta para nos ajudar. O viajante está em Nova York. Acordou tarde para um encontro, e, quando desce, descobre que seu carro foi rebocado pela polícia. Chega depois da hora, o almoço se prolonga mais do que o necessário, ele pensa na multa – irá custar uma fortuna. De repente, lembra-se da nota de um dólar que encontrou no dia anterior. Estabelece uma relação louca entre aquela nota e o que aconteceu de manhã. “Quem sabe eu peguei a nota antes que a pessoa certa a encontrasse? Quem sabe tirei aquele dólar do caminho de alguém que estava precisando? Quem sabe interferi no que estava escrito?” Precisava livrar-se dela – e neste momento vê um mendigo sentado no chão. Entrega rapidamente o dólar. – Um momento – diz o mendigo. – Sou um poeta, quero pagar com uma poesia. – A mais curta, porque estou com pressa – responde o viajante. O mendigo diz: – Se você continua vivo, é porque ainda não chegou aonde devia. O discípulo disse ao mestre: – Tenho passado grande parte do meu dia pensando coisas que não devia pensar, desejando coisas que não devia desejar, fazendo planos que não devia fazer. O mestre convidou o discípulo para um passeio na floresta perto de sua casa. No caminho, apontou uma planta e perguntou se o discípulo sabia o que era. – Beladona – disse o discípulo. – Pode matar quem comer suas folhas. – Mas não pode matar quem simplesmente a contempla – disse o mestre. – Da mesma maneira, os desejos negativos não podem causar qualquer mal se você não se deixar seduzir por eles. Entre a França e a Espanha existe uma cadeia de montanhas. Numa destas montanhas existe uma aldeia chamada Argelès. Nesta aldeia existe uma ladeira que leva até o vale. Todas as tardes, um velho sobe e desce esta ladeira. Quando o viajante foi a Argelès pela primeira vez, não reparou nada. Da segunda vez, viu que um homem sempre cruzava com ele. E, cada vez que ia àquela aldeia, reparava mais detalhes – a roupa, a boina, a bengala, os óculos. Hoje em dia, sempre que pensa na aldeia, pensa também no velhinho – embora ele não saiba disso. Uma única vez o viajante conversou com ele. Querendo brincar, perguntou: – Será que Deus vive nestas lindas montanhas à nossa volta? – Deus vive – disse o velhinho – nos lugares onde O deixam entrar. O mestre se encontrou com os discípulos certa noite, e pediu que acendessem uma fogueira, para que pudessem conversar. – O caminho espiritual é como o fogo que arde diante de nós – disse. – Um homem que deseja acendê-lo tem que se conformar com a fumaça desagradável, que torna a respiração difícil e arranca lágrimas do rosto. Assim é a reconquista da fé. – Entretanto, uma vez o fogo aceso, a fumaça desaparece, e as chamas iluminam tudo ao redor – nos dando calor e calma. – E se alguém acender o fogo para nós? – perguntou um dos discípulos. – E se alguém nos ajudar a evitar a fumaça? – Se alguém fizer isso, é um falso mestre. Que pode levar o fogo para onde tiver vontade, ou apagá-lo na hora que quiser. E, como não ensinou ninguém a acendê-lo, é capaz de deixar todo mundo na escuridão. Uma amiga pegou seus três filhos e resolveu viver numa pequena fazenda no interior do Canadá. Queria dedicar-se apenas à contemplação espiritual. Em menos de um ano apaixonou-se, casou de novo, estudou as técnicas de meditação dos santos, lutou por uma escola para os filhos, fez amigos, fez inimigos, descuidou do tratamento dentário, teve um abscesso, pegou carona debaixo de tempestades de neve, aprendeu a consertar o carro, degelar os encanamentos, esticar o dinheiro da pensão no final do mês, viver do seguro-desemprego, dormir sem calefação, rir sem motivo, chorar de desespero, construir uma capela, fazer reparos na casa, pintar paredes, dar cursos sobre contemplação espiritual. – E terminei entendendo que a vida em oração não significa isolamento – diz. – O amor de Deus é tão grande que precisa ser dividido. – Quando você começar seu caminho, vai encontrar uma porta com uma frase escrita – diz o mestre. – Volte e me conte qual é esta frase. O discípulo se entrega de corpo e alma à sua busca. Chega um dia em que vê a porta, e volta até o mestre. – Estava escrito no começo do caminho: isto não é possível – diz. – Onde estava escrito isso, num muro ou numa porta? – pergunta o mestre. – Numa porta – responde o discípulo. – Pois coloque a mão na maçaneta e abra. O discípulo obedece. Como a frase está pintada na porta, também vai se movendo com ela. Com a porta totalmente aberta, ele já não consegue mais enxergar a frase – e segue adiante. Diz o mestre: Feche os olhos. Não precisa sequer fechar os olhos. Basta imaginar a seguinte cena: um bando de pássaros voando. Ok, agora me diga quantos pássaros você vê: cinco? onze? dezessete? Seja qual for a resposta – e dificilmente alguém sabe dizer o número exato –, alguma coisa fica bem clara nesta pequena experiência. Você pode imaginar um bando de pássaros, mas o número de aves fugiu ao seu controle. Entretanto, a cena era clara, definida, exata. Em algum lugar existe a resposta para esta pergunta. Quem definiu quantos pássaros deviam aparecer na cena? Você não foi. Um homem resolveu visitar um ermitão que vivia perto do mosteiro de Sceta. Depois de caminhar sem rumo pelo deserto, terminou encontrando o monge. – Preciso saber qual o primeiro passo que se deve dar no caminho espiritual – disse. O ermitão levou-o até um pequeno poço e pediu que ele olhasse seu reflexo na água. O homem obedeceu – mas o ermitão começou a jogar pedrinhas na água, fazendo com que a superfície se movesse. – Não poderei ver direito o meu rosto enquanto o senhor jogar pedras – disse o homem. – Assim como é impossível para um homem ver seu rosto em águas turbulentas, também é impossível buscar Deus se a mente estiver ansiosa com a busca – disse o monge. – Este é o primeiro passo. Na época em que o viajante praticava meditação zen-budista, havia um momento em que o mestre ia até o canto do dojo (local onde os discípulos se reuniam) e voltava com uma varinha de bambu. Certos alunos – que não haviam conseguido concentrar-se direito – levantavam a mão: o mestre se aproximava e dava três golpes em cada ombro. No primeiro dia, isto pareceu medieval e absurdo. Mais tarde o viajante entendeu que muitas vezes é necessário colocar no plano físico a dor espiritual, para ver o mal que ela causa. No caminho de Santiago, ele aprendeu um exercício que consistia em cravar a unha do indicador no polegar quando pensasse em algo prejudicial. As terríveis consequências dos pensamentos negativos são percebidas muito tarde. Mas, fazendo com que esses pensamentos se manifestem no plano físico através da dor, entendemos o mal que nos causam. E terminamos por evitá-los. Um paciente de 32 anos procurou o terapeuta Richard Crowley: – Não consigo parar de chupar o dedo – disse. – Não ligue para isso – respondeu Crowley. – Mas chupe um dedo diferente a cada dia da semana. A partir deste momento o paciente – toda vez que levava a mão à boca – era instintivamente obrigado a escolher o dedo que devia ser objeto de sua atenção naquele dia. Antes que a semana terminasse, estava curado. – Quando o mal torna-se um hábito, fica difícil lidar com ele – conta Richard Crowley. – Mas, quando ele passa a nos exigir atitudes novas, decisões, escolhas, então temos consciência de que não vale tanto esforço. Na antiga Roma, um grupo de feiticeiras conhecidas como Sibilas escreveu nove livros contando o futuro de Roma. Levaram os nove livros para Tibério. – Quanto custa? – perguntou o imperador de Roma. – Cem moedas de ouro – responderam as Sibilas. Indignado, Tibério expulsou-as. As Sibilas queimaram três livros e voltaram: – Continuam custando cem moedas – disseram. Tibério riu e não aceitou: pagar por seis livros o mesmo que pagaria por nove? As Sibilas queimaram mais três livros e voltaram com os três restantes: – Continuam custando cem moedas de ouro – disseram. Tibério, mordido pela curiosidade, terminou por pagar – mas só conseguiu ler parte do futuro de seu Império. Diz o mestre: Faz parte da arte de viver não barganhar com a oportunidade.