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Me Engana Que Eu Gosto - Dois Meios Brasis Jamais Somarão Um Brasil Inteiro (Cód: 9372874)

Pires,Luciano

Reino Editorial

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Descrição

Nas 192 páginas do livro 'Me Engana Que Eu Gosto' o autor Luciano Pires aborda em especial as técnicas e ferramentas que os profissionais da política, escudados por seus marketeiros, usam para convencer as pessoas a agir conforme os interesses dos grupos políticos e ideológicos em atuação na sociedade. Temas como eleições, manifestações populares, debates, mensalão, corrupção e outros que ocupam os espaços da imprensa nos últimos anos estão presentes no livro através de textos curtos, leves, objetivos e bem-humorados. O livro é composto por crônicas inéditas, especialmente elaboradas para o livro, e algumas das melhores crônicas publicadas pelo autor no Portal Café Brasil. O autor diz: 'Mesmo as pessoas que já leram os textos vão se surpreender, pois a seleção de temas e o encadeamento dão uma nova perspectiva sobre os assuntos tratados'.
'Me Engana Que Eu Gosto' sétimo livro de Luciano Pires, faz parte de seu trabalho de 'Fitness Intelectual', no qual trata do cenário político brasileiro nos últimos 4 anos. Já na abertura o autor, nascido em Bauru, SP, dá ideia do que o inspirou a lançar o livro: 'Sou da geração de 1956, e fui estudar na capital aos 19 anos de idade.(...) Fui para as ruas gritar abaixo a repressão! Eu sonhava com um Brasil livre, justo, com educação, saúde, trabalho digno para todos. Imaginava que quando nossa geração chegasse ao poder, tirando da frente aqueles velhos que não compreendiam a voz das ruas, teríamos o país que queríamos. E foi assim que eu cresci. Mas algo deu errado.'
Perguntado sobre o viés político da obra, Luciano Pires diz: 'No espectro político, se ainda é possível usar esses conceitos, estou muito mais próximo de uma posição liberal/conservadora do que do progressismo de esquerda. Não tenho ligação com nenhum partido político, escrevo como um dos brasileiros que gritam basta!'
Repleto de provocações, o livro agradará quem está enfastiado com o discurso progressista que toma conta do cenário jornalístico e cultural brasileiro desde sempre. E com certeza atrairá a ira dos que defendem as posições mais à esquerda. 'Já sei que o livro será chamado de coxinha, fascista e aqueles rótulos que andam em voga' diz o autor, complementando 'mas a discussão é necessária e a indignação tem que ser explicitada em todos os níveis. Ou permaneceremos na zona do conforto, assistindo bandos organizados tomando conta do país.' Luciano define assim seu posicionamento: 'Acredito que a sociedade não pode viver fora da lei. Que a ordem é o melhor clima possível para o respeito aos direitos individuais e coletivos. Que os fins não justificam os meios. Que a anarquia, o desrespeito à autoridade constituída e a promoção da indisciplina social não são demonstrações de espírito democrático. Que o governo não deve se intrometer na vida das pessoas, a não ser na regulamentação de algumas atividades que precisam de um balizamento. Acredito na iniciativa individual, nas privatizações, na democracia representativa, na propriedade privada. Acredito que toda violação da ordem jurídica é um ataque aos ideais democráticos. Acredito na primazia da lei sobre a vontade das pessoas ou os interesses de grupos. Abomino a pregação ideológica nas escolas, a militância partidária na imprensa e a intolerância aos que pensam diferente. Acredito na liberdade individual. Acredito em não fazer aos outros o que não quero que façam a mim. Acredito no respeito às opiniões e no direito das pessoas fazerem suas escolhas pessoais. Resumindo: quero um mundo melhor, igualzinho a você. Talvez divirjamos sobre a forma de chegar lá, e isso deve ser discutido. Mas no final, queremos o mesmo.'
Sou da geração de 1956, e fui estudar na cidade de São Paulo aos 19 anos de idade. Recém chegado do interior, eu era como aquele sujeito descrito por Álvaro de Campos: eu era nada, nunca seria nada, não podia querer nada. Mas à parte isso, tinha em mim todos os sonhos do mundo.
E parti pra briga. Era 1975, 76, 77. Fui para as ruas gritar 'abaixo a repressão' e pela 'volta do irmão do Henfil'! Eu sonhava com um Brasil livre, justo, com educação, saúde, trabalho digno para todos. Imaginava que quando nossa geração chegasse ao poder tirando da frente aqueles velhos que não compreendiam a voz das ruas, teríamos o país que queríamos. E foi assim que cresci para ver aqueles jovens, que tinham todas as respostas, assumindo o poder um quarto de século depois.
– Agora vai!
Mas algo deu errado.
Mesmo com o país muito melhor, mais rico, mais conectado, mais globalizado, mais cheio de oportunidades, aquela justiça social, aquela harmonia sonhada pela garotada que foi às ruas, não aconteceu. E pior: aqueles que tinham o discurso da ética, da eficiência e da justiça social revelaram-se protagonistas dos maiores escândalos da história deste país.
Qual é, hein?

Características

Peso 0.25 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora Reino Editorial
I.S.B.N. 9788563249715
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 1.20 cm
Número de Páginas 192
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788563249715
Número da edição 1
Ano da edição 2016
AutorPires,Luciano