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Medida Por Medida - Pocket (Cód: 4070005)

Shakespeare, William

L&PM

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Descrição

O poder que corrompe

“A peça gira toda em torno dos conceitos de justiça e corrupção, equidade e abuso do poder, castidade e volúpia, ou seja, de sentimentos conflitantes que não raro ocorrem num mesmo personagem. Que mensagem Shakespeare estaria nos transmitindo com sua peça, se é que havia outra intenção além de criar um texto para ser representado e lhe proporcionar algum pecúlio? Estaria Shakespeare zombando da justiça dos nobres e poderosos, expondo-lhes a fraqueza de julgamento diante de seu poder de condenação?”

(Trecho da apresentação de Ivo Barroso)

Quando se ausenta de Viena, o duque Vicêncio deixa o poder nas mãos de Ângelo, um rigoroso juiz que faz cumprir à risca as leis contra a fornicação em vigor na cidade. Porém, a aplicação obstinada da lei resulta na separação de dois inocentes: por não terem seguido todos os trâmites legais ao casar-se, a gravidez de Julieta rende a Cláudio o encarceramento e uma condenação à morte. Isabella, noviça e irmã do prisioneiro, tenta reverter a sentença, mas Ângelo mostra-se irredutível – a não ser que a donzela esteja disposta a comprar a vida do irmão com a própria virgindade. Para tomar essa decisão, Isabella recebe a ajuda de um misterioso frei, que surge para ajudá-la a combater os malfeitos de Ângelo.

Embora seja em geral considerada uma comédia, Medida por medida tem momentos de intenso drama. Escrito em 1603 ou 1604, o texto permanece atual por abordar temas como o poder, a corrupção e os dilemas éticos e morais da vida pública e privada.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora L&PM
Cód. Barras 9788525426581
Altura 17.80 cm
I.S.B.N. 9788525426581
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Beatriz Viégas-Faria
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 144
Peso 0.12 Kg
Largura 10.70 cm
AutorShakespeare, William

Leia um trecho

Medida por Medida Primeiro ato Cena I Entram o Duque, Éscalo, Lordes. Duque– Éscalo. Éscalo– Milorde. Duque– Eu mesmo lhe informar quais as propriedades inerentes ao governo pareceria em mim um gesto afetado de fala e de discurso, posto que sou obrigado a reconhecer que o seu conhecimento do assunto é superior às limitações de quaisquer conselhos que lhe possa oferecer a minha capacidade. Assim é que nada mais resta a fazer: agora é deixar que a sua aptidão natural se apoie na autoridade de seu cargo, e que uma com a outra possam se equilibrar. O senhor tem plena ciência da natureza do nosso povo, das leis e dos costumes instituídos de nossa cidade e também dos termos segundo os quais fazemos justiça, pois o senhor, mais que qualquer outra pessoa, nisso amealhou experiência teórica e prática. Eis aqui o nosso documento de procuração, e desses itens não desejamos que o senhor se desvie. – Chame até aqui, ou melhor, peça a Ângelo que venha à nossa presença. [Sai um Lorde.] Que personificação de nós o senhor pensa que ele vai apresentar? Como o senhor deve estar sabendo, foi com especiais cuidados de nossa alma que elegemos Ângelo para suprir nossa ausência, para tomar emprestado de nós o poder de aterrorizar, para vestir-se com a indumentária de nossos melhores sentimentos; e para colocar à disposição da regência dele todo o aparato do nosso próprio governo. O que o senhor pensa disso? Éscalo– Se existe alguém em Viena que seja merecedor de levar nos ombros tão largas honras e benesses, esse alguém é Lorde Ângelo. Entra Ângelo. Duque– Veja, aí vem ele. Ângelo– Sempre atendendo às ordens de Vossa Graça, chego para saber o que deseja. Duque– Ângelo, tem uma espécie de indício na tua vida que, para um observador, revela, põe a nu tua história. Tua pessoa e tuas qualidades não te pertencem; não a ponto de poderes desperdiçar tua pessoa aperfeiçoando tuas virtudes ou desperdiçar tuas virtudes aperfeiçoando tua pessoa. Os céus nos usam assim como nós usamos as tochas: não as acendemos para que se iluminem a si mesmas. Se as nossas virtudes não emanassem de nós, seria o mesmo que se não as tivéssemos. O espírito não se deixa afetar por finas emoções senão em prol de finas causas. Do mesmo modo, a Natureza não empresta nem mesmo a menor partícula de talento se não for para, como uma deusa frugal, reivindicar para si mesma a glória devida aos credores: os agradecimentos e os juros. Mas por que estou espichando meu discurso para quem saberia falar melhor que eu sobre governar em meu lugar? Calma, Ângelo, me ouve: em nossa ausência, que sejas tu o nosso substituto em todos os aspectos. A morte e a misericórdia passam a viver na tua fala e no teu coração. O velho Éscalo, embora seja o primeiro a ser levado em consideração, é teu segundo. Recebes agora o teu mandato. Ângelo– Mas, generoso milorde, deixemos que seja posto à prova o metal de que sou feito antes que nele se grave a estampa de figura tão nobre e tão grandiosa. Duque– Nenhum subterfúgio será aceito. Chegamos ao seu nome por meio de uma escolha ponderada e amadurecida; portanto, receba agora as honras a que você tem direito. Nossa pressa em partir é de natureza de tal modo urgente que tem prioridade sobre todo o resto e deixa em segundo plano questões que nos demandam atenção. Escreveremos para você a fim de dar notícias tão logo o tempo e nossos afazeres o permitam, e ficarei atento ao que acontece aqui com você. Que tudo corra bem. Agora eu o deixo entregue ao auspicioso exercício de seu mandato. Ângelo– Peço permissão, milorde, para acompanhá-lo um pedaço do caminho. Duque– Minha pressa não me permite aceitar. E também você não precisa, em consideração a mim, ter qualquer dúvida ou hesitação. A sua liberdade de ação é igual à minha no que tange a aplicar ou abrandar a lei: faça o que lhe parecer bom à sua alma. Me dê a mão; estou saindo em segredo. Amo o meu povo, mas não gosto de me apresentar aos olhos do público. Embora sejam bons, não me agradam o aplauso estrepitoso e os veementes gritos de “Salve!”, e penso que não têm muito discernimento os que se prestam a demonstrações dessa natureza. Mais uma vez: que tudo corra bem. Ângelo– Que os céus concedam proteção a vossos propósitos. Éscalo– Que o senhor viaje e retorne são e salvo e feliz. Duque– Obrigado aos dois. Adeus. [Sai.]

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