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Memória de Minhas Putas Tristes (Cód: 177711)

Márquez, Gabriel García

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Descrição

'No ano que completei noventa anos, quis presentear-me com uma noite de amor louco com uma adolescente virgem'. E é assim, sem rodeios, que Gabriel García Márquez nos apresenta a história deste velho jornalista que escolhe a luxúria para provar a si mesmo, e ao mundo, que está vivo. Primeira obra de ficção do autor colombiano em dez anos, 'Memória de Minhas Putas Tristes' desfia as lembranças de vida desse inesquecível e solitário personagem em mais um vigoroso livro de Gabriel García Márquez. O leitor irá acompanhar as aventuras sexuais deste senhor, narrador dessas memórias, que vai viver cerca de 'cem anos de solidão' embotado e embrutecido, escrevendo crônicas e resenhas maçantes para um jornal provinciano, dando aulas de gramática para alunos tão sem horizontes quanto ele, e, acima de tudo, perambulando de bordel em bordel, dormindo com mulheres descartáveis, até chegar, enfim, a esta inesperada e surpreendente história de amor. Escolhido o presente, ele segue para o prostíbulo de uma pitoresca cidade e ao ver a jovem de costas, completamente nua, sua vida muda imediatamente. Quando acorda ao lado da ainda pura ninfeta Delgadina, o personagem ganha a humanidade que lhe faltou enquanto fugia do amor como se tivesse atrás de si um dos generais que se revezaram no poder da mítica Colômbia de Gabriel García Márquez. Agora que a conheceu, ele se vê à beira da morte. Mas não pela idade, e sim por amor. Para uns, 'Memória de Minhas Putas Tristes' trata-se de uma reflexão romanceada sobre o amor na terceira idade. Para outros, é um hino de louvor à vida e, por extensão, ao amor, já que um não existe sem o outro no imaginário do Prêmio Nobel de Literatura de 1982. Sempre sublime, Gabriel García Márquez presenteia-nos com esta jóia narrativa repleta de sabedoria, memória e bom humor, que confere ainda mais brilho à sua genialidade literária.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Record
Cód. Barras 9788501072658
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 8501072656
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2005
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 132
Peso 0.19 Kg
Largura 14.00 cm
AutorMárquez, Gabriel García

Leia um trecho

Revista Época, 11/07/05 Amor cem anos depois Gabriel García Márquez reescreve a fábula da Bela Adormecida em Memórias de Minhas Putas Tristes, sua primeira ficção em dez anos Luís Antônio Giron Quando a novela Memórias de Minhas Putas Tristes, de Gabriel García Márquez, foi lançada em outubro de 2004, com tiragem de 1 milhão de exemplares, os fãs celebraram o regresso do escritor colombiano à ficção, depois de dez anos de atividades literárias paralelas, como a elaboração de suas memórias - cujo primeiro de três volumes, Viver para Contar, saiu em 2003. A crítica observou que o mais eminente escritor latino-americano havia acertado novamente a mão e vencido a melancolia depois da descoberta de um câncer linfático, nos anos 90. Nesta semana, chega às livrarias a tradução brasileira do livro, em tiragem de 50 mil exemplares. Esta promete se esgotar em pouco tempo, mesmo que o texto em português contenha falhas. A narrativa de Márquez logra ultrapassar as cortinas de erros por causa da qualidade da trama, da imaginação e da poesia embutida nas ações. Ainda que seja uma novela curta, com uma centena de páginas em corpo grande, Memórias de Minhas Putas Tristes assinala uma das grandes realizações de Márquez. Trata-se de uma jóia em miniatura engastada na obra de um autor superprodutivo. Ele publicou seu primeiro conto em 1946 e a novela de estréia, La Hojarasca, nove anos depois. Conquistou o Nobel de Literatura em 1982 e hoje ostenta uma produção de 26 livros, a maior parte romances, além de centenas de textos militantes. O novo título contém uma trama densa de referências e citações que remetem à história literária e a própria condição do escritor, hoje com 76 anos. Solitário confesso, apesar de bem casado e tratado como celebridade por onde passa e vive, Gabo, como é chamado, mora em oito cidades e faz questão de manter idêntica decoração no interior de suas oito casas, seja na Cidade do México, onde passa a maior parte do tempo, seja em Bogotá ou Paris. Tal como seu autor, o personagem-narrador de Memórias... é um velho jornalista. A diferença é que ele é um crítico musical aposentado com 15 anos a mais que Gabo. Tomando o cuidado de omitir o próprio nome, decide dar-se de presente ao completar 90 anos 'uma noite de amor louco com uma adolescente virgem'. Viveu todo esse tempo sozinho na casa dos pais, numa grande cidade colombiana. Agora, em meados da década de 1930, ele se diz cansado de freqüentar salas de concerto para ouvir virtuoses europeus (que de fato atuaram na Colômbia nos anos 30, como o pianista Alfred Cortot e o violonista Jacques Thibaud) e enviar ao Diário de La Paz a sua obsoleta crônica dominical. Freqüentador de bordéis, o solteirão combina com uma cafetina o encontro com a virgem cobiçada. Na calada da noite, dirige-se ao prostíbulo e se deita junto a uma jovem de 15 anos que está dormindo. Em vez de desvirginá-la, apaixona-se a ponto de não querer tocá-la e de ansiar por preservar sua pureza. Chama-a de Delgadina. A trama evoca diversas histórias. Em primeiro lugar, lembra o romance A Casa das Belas Adormecidas, do japonês Yasunari Kawabata, sobre um homem de 67 anos que vai a um bordel especializado em prostitutas que atendem a clientela dormindo, drogadas. Márquez cita o livro em epígrafe. Outra referência, mais remota e profunda, está na fábula 'A Bela Adormecida', do francês Charles Perrault, publicada em 1697 no volume Histoires ou Contes du Temps Passé. Entra em cena o mito da virgem que espera pelo cavaleiro encantado que vai despertá-la de um sono de cem anos. Perrault, por sua vez, refere-se ao ciclo mitológico da renovação da natureza, que, ao feitio da adormecida, desperta na primavera após a longa hibernação. A maestria do narrador consiste em alterar os elementos fabulosos. O sono mágico não é o da entorpecida Delgadina - este se revelará corrupto -, mas do crítico. Passados quase cem anos, o herói-narrador acorda para a vida. Márquez reescreve a fábula, reciclando-a como alegoria da constante reinvenção do ser humano pelo amor - não só pelo sexo, mas pelo sentimento que se converte em símbolo. Moral: o libertino descobre que a vida não se extraviou. Um século depois, torna-se platônico. Pena que o encanto seja em parte quebrado pelas transposições literais da tradução. Basta uma rápida análise para pinçar trechos inconsistentes. Expressões como 'Aos meus doze anos' - em vez de um simples 'quando eu tinha doze anos' - ou frases do tipo 'está bem que você esteja velho' e 'tornei-me de lágrima fácil', ou começando bruscamente com um pronome oblíquo - 'A vi com os olhos turvos de cobiça' -, podem fazer bonito em espanhol, mas soam canhestras em bom português. Outra ocorrência: a certa altura, a criada Damiana condena o 'romanticismo' do patrão. Trata-se de um castelhanismo que encontra no vernáculo palavra mais direta: 'romantismo', mais coloquial e provável na boca de uma pessoa humilde. São deslizes pueris que não atrapalham a leitura, embora suprimam muito da força poética do texto. O autor redige com uma nitidez capaz de vencer as traduções e transformar a descrição mais superficial em inscrição alegórica definitiva. A fama, diz nosso sábio noventão, 'é uma senhora gorda que não dorme com a gente, mas quando despertamos está sempre olhando para nós, diante da cama'. No caso de Márquez, a fama tem sido generosa, embora pareça sentir ciúme de uma mulher mais sedutora, chamada perenidade. A novela restitui ao artista a porção sonhada de glória. -------------------------------------------------------------------------- Revista Veja, 13 de julho de 2005 Retrato do artista quando velho Em seu novo livro, Gabriel García Márquez faz uma bela reflexão sobre a senilidade Moacyr Scliar Nonagenários não são freqüentes na literatura, tanto menos numa época que cultua febrilmente a juventude. Daí a surpresa provocada pelas primeiras linhas de Memória de Minhas P... Tristes (tradução de Eric Nepomuceno; Record; 128 páginas; 24,90 reais), o novo livro do escritor colombiano Gabriel García Márquez: "No ano dos meus noventa quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem". Dependendo de seu grau de moralismo, o leitor pode até, mais que se surpreender, ficar com um pé atrás. Estaremos diante de uma história de insólita libertinagem? Teria o ganhador do Prêmio Nobel de 1982 se transformado naquilo que os americanos conhecem como "dirty old man" - um velho safado? Basta avançar um pouco para descobrir que não é nada disso. Esta Memória, muito embora não seja uma obra-prima, é uma bela reflexão sobre a velhice - e a prova de que, depois de dez anos sem publicar ficção, Márquez continua firme nesse ofício. A última década não foi de inatividade para o autor de Cem Anos de Solidão. Ele preferiu, no entanto, voltar-se para reportagens (gênero em que inaugurou sua carreira literária) e para a autobiografia (Viver para Contar, publicado em 2002, foi o primeiro de três volumes prometidos nessa seara). Seu retorno ao romance - ou melhor, à novela, já que se trata de um livro curto - mostra as marcas desses últimos trabalhos. Um dos pais do realismo mágico, Márquez está hoje bem mais próximo do primeiro que do segundo termo dessa famosa expressão. Aos 77 anos, ele também é um homem para quem a velhice é uma experiência biográfica. Descobrir até que ponto o autor se projeta no narrador anônimo de Memória é matéria para especulação, mas não há dúvida de que estamos diante de um retrato de um artista quando idoso. Publicado no ano passado em espanhol, Memória chega ao Brasil com um episódio curioso e muitas leituras críticas na bagagem. Curioso foi o modo como Márquez driblou os editores piratas que ameaçavam estragar o megalançamento de cerca de 1 milhão de cópias: pouco antes de entregar a obra às livrarias, Márquez mudou o seu último capítulo. Quanto aos críticos, eles apontaram com razão a afinidade do livro com clássicos como Sobre a Velhice, de Cícero, ou Rei Lear, de Shakespeare. Já a comparação com Lolita, de Vladimir Nabokov, que foi feita com alguma insistência, é bem menos pertinente. Assim como a sugestão de que Márquez copiou sua temática de A Casa das Belas Adormecidas, do japonês Yasunari Kawabata, lançado há pouco no Brasil e citado na epígrafe da novela. Márquez falou, em entrevistas, de sua admiração por esse livro, mas o que existe é, basicamente, o mesmo tema da senilidade inspirando dois grandes autores. Em relação à velhice, Memória não doura a pílula. Não estamos diante de um livro de auto-ajuda, do tipo "Seja feliz com a idade que você tem". Ele afirma que "idade não é a que a gente tem, é a que a gente sente", mas isso não quer dizer sentir-se bem. "Me acostumei", diz o protagonista, "a despertar cada dia com uma dor diferente que ia mudando de lugar e forma, à medida que passavam os anos. Às vezes parecia uma garrotada da morte e no dia seguinte se esfumava. Nesta época ouvi dizer que o primeiro sintoma da velhice é quando a gente começa a se parecer com o próprio pai." Quem nos fala é um jornalista veterano de uma anônima cidade latino-americana (possivelmente Barranquilla, na Colômbia, onde Márquez começou sua carreira), vivendo numa época indeterminada, que indícios permitem situar: é a época em que máquinas de escrever são introduzidas na redação de jornais - os anos 50, portanto. Uma era pré-computador e, mais importante, pré-revolução sexual. Todo relacionamento do personagem com mulheres ocorre em bordéis. "Feio, tímido, anacrônico", ele também não se casou - no dia em que deveria fazê-lo, deixou a noiva esperando na igreja, porque não conseguiria renunciar a seu estilo de vida sexual. A crônica jornalística semanal e o prostíbulo resumem uma medíocre existência que supostamente terá um clímax com o autopresente no nonagésimo aniversário. O que ocorre, porém, é um anticlímax, e aí chegamos à segunda parte do livro, menos impactante que a primeira. A ação se acelera, os acontecimentos se precipitam. Há um assassinato político no bordel que leva a seu fechamento. Some a menina que foi o presente dos 90 anos e o velho passa a procurá-la, claramente apaixonado. Mas essa jovem de 14 anos, que é originalmente uma pobre operária e que o ancião, em sua fantasia, chama de Delgadina (personagem de uma tradicional história espanhola), não chega a se impor como personagem. Mais intenso, e mais interessante, é o diálogo com a cafetina Rosa Cabarcas, esta, sim, uma figura vívida. É possível que isso seja intencional, que García Márquez tenha optado por categorizar Delgadina como simples objeto de desejo. No final, contudo, descobrimos que ela sente pelo velho algo que pode ser rotulado como amor. Fica no ar uma série de interrogações: o que representa um nonagenário para uma adolescente? Qual a medida do componente edipiano numa relação dessas? Perguntas sem resposta. Mas as respostas que já tivemos, e que nos falam da condição humana como um todo, são suficientes para afirmar: Márquez é mesmo um grande escritor.

Avaliações

Avaliação geral: 5

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Denise recomendou este produto.
04/10/2013

Excelente

Divertidíssimo!
Esse comentário foi útil para você? Sim (8) / Não (4)
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