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Mulheres Comida & Deus - Uma Estratégia Inspiradora para Quase Tudo na Vida (Cód: 3047133)

Roth, Geneen

Casa Da Palavra

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Descrição

Você já parou para pensar que todas as nossas emoções se relacionam com o que comemos? Ansiedade, alegria, tristeza, excitação, hesitação, amor ou falta dele... Isto é porque o alimento não é simplesmente mera consequência, ele também está na origem de nossas emoções. Geneen Roth mostra como aquilo que comemos e a maneira como nos relacionamos com a comida está intrinsecamente ligado à maneira como nos sentimos e vemos a nós mesmos. Com um texto envolvente, objetivo e divertido, 'Mulheres, Comida & Deus' baseia-se em casos reais, e mostra que a comida está longe de ser o único prazer verdadeiro em nossas vidas. Numa abordagem inédita, a autora traça a relação entre nossos sentimentos não digeridos e situações mal resolvidas com a comida. Afinal, só deveríamos comer o que temos vontade quando estamos com fome; da mesma maneira que, quando não estamos com fome, devíamos apenas nos permitir sentir o que realmente estamos sentindo, ao invés de atacar a geladeira. Esconder nossos sentimentos na comida nunca é a solução dos nossos problemas. Geneen acredita que nosso relacionamento com a comida, por mais conflituoso que seja, é a porta para a liberdade. Com uma visão penetrante e humor irreverente, ela ensina aos leitores como fazer autoanálise e, também, como usar sua relação com a comida como ferramenta de autoconhecimento. Apoiada na experiência de mais de 15 anos realizando palestras, workshops e vivências sobre este tema, a autora escreveu este novo livro voltado para mulheres, pavimentando caminhos para ajudar fazê-las entender a origem do processo e aprender a lidar com as mudanças que ocorrem nos corpos femininos.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Casa Da Palavra
Cód. Barras 9788563066183
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788563066183
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Elvira Serapicus
Número da edição 1
Ano da edição 2010
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 200
Peso 0.44 Kg
Largura 16.00 cm
AutorRoth, Geneen

Leia um trecho

Não se trata do peso. Na verdade, não tem nada a ver sequer com comida Alguns anos atrás, recebi uma carta de alguém com uma faixa dos Vigilantes do Peso que dizia: perdi quatro quilos. Logo abaixo dessa frase, escreveu: “E ainda me sinto uma droga!”. Nós pensamos que nos sentimos péssimas por causa do peso. E como as juntas e os joelhos doem e não conseguimos caminhar três quarteirões sem perder o fôlego, é provável que estejamos péssimas fisicamente. Se, porém, passamos os últimos cinco, 20, 50 anos obcecadas com os mesmos cinco ou dez quilos, há mais alguma coisa errada. Algo que não tem nada a ver com peso. Minha amiga Sally foi a um casamento na Finlândia alguns anos atrás e encontrou uma prima distante que estava furiosa comigo. A prima disse que havia lido meus livros, seguido minha abordagem e engordado 45 quilos. Ela me considerava uma charlatã, uma impostora, uma pessoa desprezível. Eu não a culpava. Se eu engordasse 45 quilos acreditando que estava seguindo conselhos de um especialista, também iria querer estrangulá-lo. Humanamente, é claro, e com o mínimo possível de dor. Mesmo assim, estrangulá-lo. Afinal, foram 45 quilos! Minha resposta para a prima de Sally foi dizer, da maneira mais gentil possível — e com a segurança de milhares de quilômetros de distância entre nós —, que eu percebia que ela achava que estivesse me ouvindo, mas eu não defendo que se deva comer por razões emocionais. E engordar 45 quilos significa isso. A maioria das pessoas fica tão feliz em ler e ouvir alguém cuja abordagem não é centrada na perda de peso, que toma isso como uma licença para comer sem qualquer restrição. “A-há!”, elas dizem. Finalmente, alguém entende que não tem nada a ver com peso. Nunca teve nada a ver com peso. Não tem nada a ver sequer com comida. “Ótimo”, dizem, “vamos comer. Muito. Não precisamos parar.” A verdade é que não tem nada a ver com peso. Nunca teve nada a ver com peso. Quando se descobrir uma pílula que permita às pessoas comerem o que quiserem sem engordar, os sentimentos e as situações que tentaram evitar com comida ainda estarão lá e elas encontrarão outras maneiras inventivas de se anestesiar. No filme “O Feitiço do Tempo”, quando percebe que não vai engordar mesmo que coma milhares de tortas, Bill Murray come como se não houvesse amanhã (pois, no filme, não havia). O desafio, porém, se dissipou assim que ele percebeu que poderia ter tanta comida quanto quisesse sem as consequências habituais. Quando não existe o desafio, tudo o que sobra é um pedaço de torta. E quando você termina a torta, aquilo que não tinha nada a ver com a torta — mas que a levou até ela — ainda está lá. No último ano, recebi cartas ou trabalhei com alunas que tinham: • Hipotecado suas casas para pagar por cirurgias gástricas e depois recuperaram o peso que haviam perdido; • Emprestado dinheiro — uma boa quantia — de algum parente para fazer uma lipoaspiração para depois descobrir que ainda odiavam suas coxas; • Perdido 40 quilos e estavam tão decepcionadas com o fato de isso não ter resolvido as coisas que recuperaram os quilos perdidos. E mais. Não tem nada a ver com o peso. Se descobrissem uma droga que lhe permitisse comer o que você quisesse sem engordar, você encontraria outras maneiras mais criativas de continuar ignorando suas crenças fundamentais. Ou você sente vontade de acordar ou sente vontade de dormir. Ou quer viver ou quer morrer. Não tem nada a ver com peso, mas também não é que não tenha nada a ver com peso. Porque a realidade do peso e suas consequências físicas não podem ser negadas. Algumas das pessoas que participam dos meus retiros não conseguem sentar-se confortavelmente em uma cadeira. Elas não conseguem subir por um caminho com pequena inclinação sem sentir dor. Os médicos dizem que correm risco de morrer a menos que percam peso. Precisam fazer cirurgias nos joelhos, nos quadris, cirurgias gástricas. A pressão sobre o coração, os rins e as juntas é demais para que o corpo possa funcionar corretamente. Por isso tem a ver com o peso à medida que o peso atrapalha as funções mais básicas, impedindo que façam coisas, que se mexam, que sintam. A realidade da epidemia de obesidade — 75% dos americanos estão acima do peso — tem recebido ampla cobertura da imprensa. As intermináveis estatísticas, as novas drogas que estão sendo descobertas, a possibilidade de um gene da obesidade — tudo isso está ligado à questão do peso. Ninguém discorda do fato de que estar 40 quilos acima do peso é fisicamente desafiador. Ainda assim, a questão é que não importa se a pessoa pesa 70 ou 150 quilos — se ela come mesmo que não esteja com fome, está usando a comida como droga. Está lidando com tédio, doenças e perdas, dor, vazio, solidão, rejeição. A comida é apenas o intermediário, o meio para chegar a um fim. Para alterar as emoções, para deixá-la entorpecida, para criar um problema secundário quando o problema original fica muito desconfortável, para morrer lentamente em vez de enfrentar a vida atrapalhada, surpreendentemente curta. Acontece que o meio para chegar a esse fim é a comida, mas poderia ser o álcool, o trabalho, o sexo, ou crack e heroína. Surfar na internet ou falar ao telefone. Por uma infinidade de motivos, porém, nós não entendemos completamente por que (genética, temperamento, meio ambiente) aqueles que comem compulsivamente escolhem a comida. Não é por causa do gosto. Não é por causa da textura ou da cor. Queremos quantidade, volume. Precisamos de muito para ficarmos inconscientes. Para apagar o que está acontecendo. A inconsciência é que é importante, não a comida. Às vezes, as pessoas dizem: — Mas eu gosto do sabor da comida. Na verdade, eu adoro o sabor! Não estou tendo uma relação íntima, não estou sendo tocada regularmente, não estou sendo massageada. A comida é meu único prazer. Por que não pode ser simples assim? Como demais porque gosto do sabor. Mas... Quando você gosta de alguma coisa, presta atenção a ela. Quando gosta de algo — de verdade —, dedica algum tempo a isso. Você sente vontade de estar presente o tempo todo. A compulsão por comida não leva a esse sentimento. Você come e engole e sente um mal estar tão grande que não consegue pensar em outra coisa além do fato de estar cheia. Isso não é amor; isso é sofrimento. O peso é um subproduto. O peso é o que acontece quando você usa a comida para nivelar sua vida. Mesmo com juntas doloridas, não tem nada a ver com a comida. Mesmo com artrite, diabetes, pressão alta. Tem a ver com a vontade de nivelar sua vida. Tem a ver com o fato de você ter desistido sem dizer isso. Tem a ver com sua crença de que não é possível viver de outra forma — e você está usando a comida para por isso para fora sem ter de admitir. Hoje de manhã, recebi esta carta: Cada vez que tento seguir o que você diz, fico com medo e então volto para a segurança do método dos Vigilantes do Peso. E todas as vezes que tento marcar alguns pontos acabo voltando uma semana depois e entro numa espiral de compulsão. Minha principal preocupação é que não sei como resolver as deficiências no resto da minha vida. Trabalho em um escritório de advocacia bastante respeitado de Nova York. Tudo indica que vou chegar a algum lugar e ser alguém algum dia, mas por enquanto tenho muito a aprender e muitas tarefas menores e preciso revisar documentos e nunca consigo mergulhar de verdade em nada. Consigo administrar a vontade de comer durante o dia, mas à noite volto pra casa, insatisfeita, e devoro tudo. Eu consigo ver a ligação entre esse vazio e meus hábitos alimentares. Seus livros captam isso perfeitamente. E eu só preciso encarar minha frustração com o trabalho e minha carreira em vez de desviar a atenção com comida. Eu só não sei como lidar com isso porque preciso ficar nesse emprego mais oito meses, no mínimo (para conseguir meu bônus) e provavelmente mais um ano depois disso, até meu namorado terminar um trabalho e nós podermos nos mudar para outro lugar. Intelectualmente, eu consigo aceitar esse trabalho como um passo a mais em minha carreira, mas no dia a dia só pioram as coisas. Acho que estou escrevendo isso mais para deter a compulsão, porém, mesmo com essa clareza, não tenho certeza de que conseguirei prestar atenção ao que como se esse emprego continuar a roubar minha energia. Então, o que faz uma garota destinada a ser alguém no meio tempo sentir que não é alguém especial? Como enfrentar o que ela não quer enfrentar sem comer? Esse é o verdadeiro dilema. “Eu não quero estar onde estou e por isso como para não ‘piorar’ as coisas. Como posso não sentir as coisas piorarem sem comer para me sentir melhor?” Vamos imaginar que ela continue a comer. Todas as noites, ela vai para casa e come compulsivamente. Em pouco tempo, vai engordar, depois engordar mais. Talvez engorde tanto que suas juntas comecem a doer, as costas também, a pressão sobre os joelhos se tornará dolorosa e insuportável. Em vez de preocupar-se com o fato de não ser ninguém, ela começa a se preocupar com a cirurgia que terá de fazer nos joelhos. Entrou para as fileiras dos obesos e começa a achar que seu problema é o peso. Se ao menos conseguisse emagrecer, seu corpo funcionaria bem (isso talvez seja verdade) e ela seria feliz (isso não é verdade). Seu problema, porém, não tem nada a ver com a comida que ela consome. O problema dela, apesar de acabar se tornando o excesso de peso, não é o peso. É que ela não sabe — ninguém nunca a ensinou — como “enfrentar” sua “deficiência”. O vazio. A insatisfação. Vejo quatro possibilidades. A primeira é continuar fazendo o que ela está fazendo. Essa é a alternativa que a maioria de nós faz a maior parte do tempo. Presas a um dilema, um paradoxo — “Preciso ficar aqui, mas não quero.”; “Ficar aqui me deixa infeliz.”; “Ficando infeliz, eu como.” —, normalmente exageramos a vontade de comer por questões emocionais e dizemos que esse é o problema. A falta de força de vontade, a compulsão noturna, nosso tamanho cada vez maior. E apesar de acabar tornando-se um problema que realmente precisa ser cuidado, é um problema que fabricamos para não termos de lidar com o desconhecido. A sua segunda alternativa é sair do emprego e encontrar algo que ela queira fazer. Uma escolha mais difícil, principalmente se a sua paixão é ser advogada, o que, no começo, exige que realize tarefas que não a entusiasmam. A sua terceira alternativa — aquela com a qual está lutando — é desatar o nó do que ela chama de “deficiência”. Desmistificar o vazio do qual ela foge noite após noite. Se as sensações noturnas não fossem tão assustadoras, não haveria necessidade de buscar uma droga para entorpecê-las. Deficiência. Vazio. São apenas palavras, nomes que evocam pensamentos assustadores. E tanto os pensamentos quanto as sensações baseiam-se em sua ideia do que deveria estar acontecendo, que não é: “Eu deveria ser alguém especial e aqui estou eu realizando trabalhos menores e revisando os documentos para outras pessoas. Não foi com isso que eu sonhei. Nunca vou chegar a nada. Estou desperdiçando minha vida. E se as coisas ficarem assim para sempre? E se meus sonhos forem apenas bolhas de sabão? Eu devia saber que isso iria acontecer. Eu deveria ter escutado minha professora do primário quando ela disse que eu nunca seria nada. Ah, eu me sinto tão vazia! Eu me sinto como se fosse deficiente, como se tivesse algum problema, como se não fosse suficiente. Preciso comer.”. Falar em deficiência parece terrível, mas é? Qual é realmente a sensação? É como um grande buraco no estômago? No peito? É como se tudo tivesse desmoronado e ela estivesse agarrando-se à beira de um grande abismo para não cair? Se ela parar de tentar se agarrar e cair, o que irá acontecer? (Lembre que essas imagens estão na cabeça dela. Ela não está se agarrando à beira de um abismo, provavelmente está sentada em uma cadeira. A verdade é que ela não cairia em lugar algum caso se soltasse). O vazio é a experiência do espaço ou é outra coisa? Se é o espaço e ela sente isso diretamente — no corpo —, ela poderia perceber se existe algo realmente assustador ou se é apenas uma história que está contando a si mesma. Existe um universo a ser descoberto entre “estou me sentindo vazia” e buscar a comida para fazer com que essa sensação desapareça. O Problema do Peso — e o fato de parecer que se trata do peso — é previsível. Sabemos o que fazer quando temos esse problema: castigar-nos, causar algum mal a nós mesmas, comer menos donuts. Ficar com o vazio, porém, entrar, dar-lhe as boas vindas, usá-lo para nos conhecermos melhor, conseguir distinguir as histórias que contamos a nós mesmas das verdadeiras histórias — isso é radical. (Para uma explicação detalhada de como fazer isso, veja o capítulo sobre Investigação.) Imagine-se não se assustando com nenhum sentimento. Imagine-se sabendo que nada irá destruí-la. Que você está além de qualquer sentimento, qualquer sensação. Maior. Mais vasta. Nenhuma razão para usar drogas porque qualquer coisa que a droga possa fazer nada é quando comparada a quem você sabe que é. Com o que você pode saber, entender, viver, ficando apenas com o que se apresenta a você na forma dos sentimentos que você tem quando chega em casa à noite vinda do trabalho. A quarta alternativa: aceitar a situação. Abandonando a resistência em fazer trabalho pesado. Entendendo que é assim que as coisas estão agora e mantendo-se vigilante para prender sua atenção no momento presente. A aceitação representa o desafio básico da alimentação emocional. O motivo por que não tem nada a ver com peso. Porque as pessoas perdem quatro quilos e ainda se sentem uma droga. A falta de aceitação e a infelicidade da advogada são sinônimas. Ela pressupõe — confia totalmente nisso — que, ao tornar-se Alguém Especial, não irá mais sentir-se em desvantagem e não será mais assombrada pelo vazio. Eu também pensei assim. Milhões de vezes. É a canção Quando Eu Emagrecer... (Mudar de Emprego..., Começar um Relacionamento..., Terminar o Relacionamento..., Tiver Dinheiro...). É o velho refrão Se Ao Menos. Chama-se adiar sua vida e sua capacidade de ser feliz para uma data futura, quando então, ah, então, você finalmente terá o que deseja e a vida será boa. Eu poderia escrever um livro (Ãhn... acho que já escrevi) a respeito de todas as histórias que ouvi de pessoas que perderam peso e continuavam a sentirem-se péssimas. Que conseguiram o que achavam que queriam e ainda assim a felicidade lhes escapava. Porque — sim, eu sei que isso é um clichê mas é um clichê porque é verdade — a felicidade ou a infelicidade não são funções do que você tem, da sua aparência ou do que você alcança. Não sinto orgulho em dizer que já me senti péssima em qualquer lugar, com qualquer coisa, com qualquer pessoa. Já me senti absolutamente infeliz no meio de milhares de girassóis em um campo no sul da França em meados de junho. Já me senti absolutamente infeliz pesando 45 quilos e usando calças tamanho 34. E já me senti feliz usando tamanho 56, sentada com meu pai moribundo e sendo telefonista. Não tem nada a ver com o peso. Não tem nada a ver com o objetivo. Não tem nada a ver com Ser Magra ou Ser Alguém Especial ou Chegar Lá. Isso é fantasia da nossa cabeça — e está toda no futuro, um futuro que nunca chega. Porque quando você atingir seus objetivos, eles serão atingidos no momento certo. E no momento certo, você ainda será você, fazendo as mesmas coisas que faz agora. Você vai se levantar. Caminhar. Fazer o canal do dente. Abrir a porta da geladeira. Dormir. Sentir-se feliz. Sentir-se arrasada. Sentir-se solitária. Sentir-se amada. Irá envelhecer. Morrer. Não é, porém, que não se trate de peso, porque se você usar a comida como droga, e continuar se enganando com o Problema de Peso, logo vai precisar cuidar do seu peso para poder se levantar, caminhar, abrir portas, dormir, sentir-se feliz, sentir-se arrasada, sentir-se amada, ficar velha, morrer — com atenção, sinceridade, presença. Se você continuar martelando em outro problema e ignorar o frescor da própria vida, tudo o que vai conseguir ver é o que estiver martelando. Você não pode ignorar um problema só porque fabricou esse problema. Em algum momento, passará a girar em torno do peso. Quando você não consegue viver sua vida com tranquilidade, o peso em si precisa ser cuidado. Não tanto que você possa tornar-se magérrima. Não tanto que você possa ter na cabeça uma imagem que não tem nada a ver com seu corpo, com sua idade, com sua vida. Você precisa cuidar do peso porque, se não cuidar, não vai conseguir viver. Você se arrasta de um lugar para outro, sem fôlego. Ficar sentada é doloroso. Andar de avião é uma tortura. Ir ao cinema é um desafio. Você fica tão preocupada com o problema que criou que a sua vida fica pequena e seu foco se estreita. A vida passa a girar em torno das limitações. O que você pode e o que não pode. Quanto você consegue esconder. Quanta vergonha você sente de si mesma. Você anula suas sensações, abandona o mundo dos sons, da cor, do riso, em troca de uma realidade que você mesma criou. Se continuar usando a comida como droga, sua vida passará a girar em torno do peso, você perderá tudo o que não estiver relacionado ao seu Problema de Peso. Você morrerá sem nunca ter vivido. Aqui está a carta que escrevi para Ninguém Especial, a advogada que está esperando tornar-se Alguém Especial e, enquanto isso, está criando um Problema de Peso: Parece que você escolheu essa carreira e por isso todos os encargos da carreira. Você consegue aceitar isso? Não com resignação, que é como as pessoas definem aceitação. Não como vítima: “Coitadinha de mim!”; “Não posso fazer nada a não ser aceitar a situação!”, mas com a disposição de parar de definir suas tarefas como meio para chegar a um fim e, em vez disso, habitar o que você mesma escolheu. E se isso é exatamente o que você deveria estar fazendo porque É o que você está fazendo? E se cada tarefa corriqueira tiver a ver com aperfeiçoamento e você não perceber isso porque está em busca de outra coisa? É como lavar pratos. Se você concentrar-se nos pratos para que a cozinha fique limpa, não perceberá o que acontece entre a sujeira e a limpeza. A temperatura da água, as bolhas do detergente, os movimentos da sua mão. Você não percebe a vida na zona intermediária — entre o agora e o que você acha que deveria ser sua vida. E quando você não percebe esses momentos porque preferiria estar fazendo outra coisa, está deixando passar sua própria vida. Esses momentos se foram. Você jamais irá recuperá-los. Mesmo quando você se torna Alguma Coisa porque esses momentos estavam certos, você estava indo a Algum Lugar, mesmo quando você chega a ser Alguém porque você está no lugar aonde estava indo, sua vida pode não melhorar se você não aprender a ficar desperta e viva agora, para aproveitar esse momento pelo que é. É tão fácil ser infeliz quando você é Alguém Especial quanto quando você não é Ninguém Especial. Porque mesmo Alguém Especial ainda tem de viver em sua própria pele e lidar com o tédio, a rejeição, a solidão, a decepção. Até mesmo Alguém Especial vai para casa à noite e faz o que os Ninguéns fazem: dormem sozinhos. Você também pode aprender a prestar atenção ao agora. Aprender como habitar a vida que você escolheu, como ocupar cada centímetro da sua pele. Ocupar o espaço desse corpo que lhe foi dado. É seu lugar. Só seu. A escritora Annie Dillard diz: “A maneira como você passa seus dias é a maneira como você passa sua vida.”. Seja honesta, sem titubear. Pergunte a si mesma como você quer passar os seus dias. Já que você terá de revisar documentos de qualquer maneira, por que não ficar atenta à sua respiração e ao relógio enquanto faz isso? O que quer que ofereça, a realidade do seu dia a dia tem de ser melhor do que a infelicidade autoimposta que você está criando por meio das histórias que está contando a si mesma. Tem de ser melhor do que a compulsão noturna e a entrega ao ciclo de aversão por si mesma e promessas de parar de comer tanto. Volte. Rompa o transe. Preste atenção à sua respiração. Seus braços. Suas pernas. Preste atenção aos sons. Ao barulho da cadeira. Ao zumbido da máquina de xerox. Repare nas cores. O azul do vestido de uma colega de trabalho. A mancha de café na gravata do chefe. Acorde para a vida que está ao seu redor a cada segundo. A cantora Pearl Bailey disse: “As pessoas veem Deus todos os dias; elas só não o reconhecem.”. E se todos os dias fossem uma chance de ver uma nova face de Deus? E se o que você precisasse estivesse bem à frente e você não estivesse reconhecendo? Você já tem tudo de que precisa para estar satisfeita. Sua missão, apesar da escada corporativa que você está subindo, é fazer o que for preciso para perceber isso. E então não terá qualquer importância se você é Alguém Especial ou Ninguém Especial porque você estará viva em todos os momentos — o que é, imagino, tudo o que você queria desde Chegar a Algum Lugar até ser Alguém. Ou ser magra.

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R$ 20,50
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