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Música , Ídolos e Poder - Do Vinil ao Download (Cód: 2598065)

Midani,André

Nova Fronteira

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Descrição

Testemunha ocular do Dia D, desertor da Guerra na Argélia, confeiteiro em Paris, executivo da Odeon, Phonogram e WEA, pioneiro na iniciativa de análises qualitativas de mercado, negociador da libertação do publicitário Washington Olivetto. A autobiografia de André Midani é mais do que um depoimento de quem desde a década de 50 observa sob um ângulo privilegiado os bastidores do mercado musical brasileiro. Além de viver alguns dos grandes momentos da história, Midani participou ativamente do nascimento da Bossa Nova, da Tropicália e do rock nacional, dos grandes festivais de música e das fantásticas jogadas de marketing das gravadoras para projetar seus ídolos.

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Nova Fronteira
I.S.B.N. 9788520921418
Altura 23.00 cm
Largura 15.50 cm
Profundidade 0.00 cm
Número de Páginas 336
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788520921418
Número da edição 1
Ano da edição 2008
AutorMidani,André

Leia um trecho

Zuenir Ventura Se não existisse, André Midani não podia ser inventado. Seria inverossímil demais. Sua vida é feita de acasos improváveis. Vocês conhecem alguém que se encontrava na Normandia em 1945, durante o desembarque das tropas aliadas no famoso "Dia D"? Pois André estava lá, como muito depois estava no Rio ajudando a criar a Bossa Nova. Ou mais tarde nos EUA como um dos mais poderosos executivos da Time Warner. Tinha razão aquela policial mexicana quando examinou os documentos dele: "Uma pessoa nascida na Síria, com passaporte brasileiro, que mora em Nova York, que vem de Medellín e passa pelo México, que diz trabalhar com música, e que fala espanhol com sotaque francês... não pode ser uma pessoa confiável!" Glauber Rocha também não se conformava. Chegou a escrever um artigo cujo título dizia tudo: "André Midani, o agente da CIA". Para o hiperbólico cineasta, aquele gringo que comandava a produção musical no Brasil só podia ser um elemento do imperialismo americano infiltrado no nosso showbiz. Fazia sentido, porque o suspeito estava realizando uma revolução na nossa indústria do disco. A gravadora que ele dirigia aqui havia tomado conta do mercado. Por outro lado, a ditadura mantinha sob vigilância esse possível agente de Moscou - no caso, com motivos. André ousou reunir o que para os militares não passava de um elenco de subversivos: Caetano, Gil, Chico, Raul Seixas, Nara, Elis, entre outros. Pior. Quando alguns desses elementos perigosos foram obrigados a deixar o país, Midani desafiou a repressão e os manteve empregados e produzindo no exílio. "Música, ídolos e poder" é uma espécie de Google da MPB moderna. Acesse "Midani" e vêm junto Tom, Vinícius, João Gilberto, Donato, o que há de melhor, com histórias saborosas. Como a do dirigente de uma companhia que jogou no chão o disco que André insistia que ele gravasse. "Isso é música de veado!", xingou. O disco se chamava Chega de saudade. A policial mexicana errou por pouco. André era confiável. Só não era provável. Um executivo nasce por acaso Quem nunca entrou de navio na baía de Guanabara não pode ter idéia do que seja a beleza da cidade. Eu, vindo da chuvosa Paris, nunca tinha visto natureza mais bonita, nem sonhado que pudesse existir uma vista tão luxuriante. Quando o navio passou em frente ao Aeroporto Santos Dumont, decidi: - É aqui que eu quero viver. Desci até a cabine, peguei a minha mala, que pesava quase nada, e, de repente, me encontrei feito um bobo no meio da praça Mauá, confrontando-me pela primeira vez com a realidade de minha situação. Contei meu dinheiro e descobri que o capital podia me sustentar não mais do que três ou quatro semanas: - Merde! Somente três semanas... É bem pouco! Ao longo do meu passeio na cidade, já tinha compreendido que a estrutura social do Brasil não tinha nada em comum com a que eu conhecia na Europa. Podia esquecer os sonhos de trabalhar como cozinheiro ou confeiteiro. Não havia confeitarias ou restaurantes, somente muitos botequins. O pânico tomou conta de mim. Não dormi a noite inteira, a cabeça não parava de pensar: "Será que vou sair desta situação?" Apavorado, tinha esquecido que poderia trabalhar com discos: "Devem existir companhias de discos neste país… Com certeza!" Àquela altura, já eram seis horas da manhã. Desci até a recepção do hotel e, após demoradas tentativas de falar num idioma que fosse inteligível, acabei recebendo as Páginas Amarelas em minhas mãos. "Sim! Tem várias companhias de discos!", exclamei com surpresa e esperança. Ali estavam: Odeon, Sinter, Copacabana, RCA, Continental. Escolhi a primeira que me chamou a atenção: a Odeon. Fui tomar o café da manhã no botequim da esquina e, lá pelas dez horas, telefonei para a Odeon. Falei com a telefonista, que, sob o impacto do meu falar incompreensível, ficou certamente nervosa e, por via das dúvidas, transferiu-me sem demora para a secretária do presidente da companhia, pensando que eu era um visitante estrangeiro importante. A secretária do presidente, compreendendo meu inglês cambaleante, intuiu que eu desejava uma entrevista com o seu chefe e, para minha surpresa, e sem maiores explicações, falou: - Com muito prazer Mr. Morris, o nosso presidente, pode receber o senhor amanhã às onze horas. Está bem? - Claro! - respondi, com o coração batendo forte. - Claro, está mais do que bem. E muito obrigado! Desliguei, espantado… Que país formidável! Sem barreiras ou cerimônias, sem recomendações de terceiros, você pede uma entrevista e acontece assim, de imediato! No dia seguinte, cheguei à gravadora às onze horas e, com extrema cortesia, a secretária me conduziu à sala do presidente, um homem de sorriso simpático, com cerca de 45 anos, de altura mediana, magro e muito britânico. Depois de me oferecer o tradicional café, ele me perguntou a que devia o prazer da visita. Naquele instante, percebi que tinha obtido a entrevista rapidamente porque todos acharam que eu era representante de uma marca francesa de discos que eles distribuíam no Brasil. - Não, senhor, eu não represento companhia alguma. A verdade é que acabo de chegar ao Brasil fugindo da Guerra da Argélia e estou à procura de trabalho. - O senhor já trabalhou na indústria? - Sim, senhor, na França. Trabalhei durante três anos na Decca francesa. - E o que o senhor fazia naquela companhia? Com quem trabalhava? Assim, a conversa foi seguindo com Mr. Bill Morris, o presidente. Pensei que ele fosse telefonar para meus patrões em Paris e tomar minhas referências (mal sabia eu que uma ligação internacional do Brasil demorava vários dias para ser completada), mas não. Em vez disso, chamou um assistente - um outro inglês, um pouco mais jovem - que me perguntou quais eram meus artistas americanos preferidos. Mencionei Nat King Cole, Frank Sinatra, Les Paul & Mary Ford, Stan Kenton etc. Por pura casualidade, a maioria deles estava sob contrato com a Capitol Records, que a Odeon inglesa tinha acabado de comprar. A Odeon brasileira, como as do resto do mundo, estava envolvida naquele momento com o lançamento do selo nos mercados locais. Bill Morris e seu assistente Bernard Ness vislumbraram em mim a pessoa que não encontravam no mercado. Bernard Ness me perguntou: - Quando você quer começar? - Posso começar amanhã, se o senhor quiser - respondi com o coração pulando tão forte que eu tinha medo que fosse me sair pela boca! - Então, espero você aqui amanhã às dez horas. Os primeiros passos da Bossa Nova Um dia, Chico Pereira, o fotógrafo, me disse: - Vou organizar uma festa no próximo domingo e quero que você venha. Meus filhos conhecem um pequeno grupo na universidade que faz música. Não sei se a música é boa, mas eles são ótimas pessoas e poderão ser ótimos amigos para você. Cheguei ao apartamento do Chico numa tarde de domingo de 1957. Algum tempo depois, entrou na casa um grupo de meninos e meninas encabulados, com violões debaixo do braço, todos manifestamente de boas famílias, a maioria ainda estudantes. Eram Roberto Menescal, Nara Leão e seu namorado Ronaldo Bôscoli, Oscar Castro-Neves, Luis Carlos Vinhas e por fim Carlos Lyra. Lá estava em peso a depois denominada "turminha da bossa nova". Adorei as músicas - "O barquinho", "Maria Ninguém", "Chora tua tristeza"...Adorei o estilo intimista, adorei as poesias e adorei as pessoas, com as quais me sentia identificado. Eu não entendia por que a indústria fonográfica brasileira ignorava por completo a juventude. Elvis Presley e Bill Haley & Seus Cometas vendiam milhões de discos aos teenagers norte-americanos, e eu estava convencido de que assistiríamos ao mesmo fenômeno no Brasil, quando a nossa juventude descobrisse seus porta-vozes. Quando os meninos começaram a tocar, pensei: "Aí está a música para a juventude brasileira!" Lançamento de Chega de Saudade - "Música de veado" Caymmi veio nos visitar no estúdio e contou a história de um jovem baiano recém-chegado ao Rio, de grande talento e de uma musicalidade muito original, que ele gostaria de nos apresentar. O encontro foi marcado para o sábado seguinte. Caymmi chegou com um rapaz que achei ainda mais tímido do que a turma da bossa nova. Poucas foram as palavras pronunciadas naquela noite e, começando com "Bim bom", muitas foram as músicas cantadas pelo jovem João Gilberto. Em poucas palavras, levamos um susto! Era algo totalmente revolucionário! A beleza do canto, a incrível qualidade harmônica do violão e o conceito rítmico revolucionário do João nos impressionaram tanto que decidimos contratar imediatamente aquele personagem que a Bahia nos mandava e que Caymmi nos recomendava. Muitas das músicas tinham sido escritas por Tom Jobim, que até aquele momento eu identificava como o companheiro de uma cantora da Rádio Nacional chamada Violeta Cavalcanti. O Tom sempre andava na sombra dela; eu ficava muito perplexo ao ver um rapaz tão bonito e tão fino parecendo um gigolô! O preconceito da classe média em relação aos músicos, compositores, cantores e cantoras era enorme. Um belo exemplo se apresentou quando Nara Leão, Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal e eu entramos num fim de tarde no apartamento do dr. Jairo, pai da Nara. Ele lia o jornal quando a filha, com a voz que a gente recorda sempre como tão intimista e suave, lhe disse: - Pai, eu vou ser cantora! Dr. Jairo abaixou o jornal, tirou os óculos, olhou-a durante alguns segundos e respondeu: - Quer dizer, minha filha, que você vai ser puta?! A falta de salas de espetáculo adequadas foi o primeiro obstáculo para o lançamento do movimento. Os locais disponíveis, os célebres "inferninhos", eram, em geral, promíscuos. E os outros eram bares da alta sociedade carioca, dos quais o Sacha's era o mais conhecido, onde se badalava mais do que se escutava. Os meninos começaram, então, a tocar nos colégios, nas escolas, nas universidades e nas tardes musicais da Escola Naval, aos domingos. O sucesso das apresentações nos deixou confiantes de que encontraríamos a mesma receptividade quando os primeiros discos chegassem à imprensa, e, principalmente, às emissoras de rádio. Essa esperança desabou no momento em que apresentei a canção "Chega de saudade", interpretada por João Gilberto, ao departamento de vendas e divulgação da Odeon em 1958. Todos ouviram num silêncio que achei muito promissor, até o momento em que Gurzoni, o importante gerente de vendas e elemento decisivo para o futuro sucesso do empreendimento, pegou o disco e proclamou a frase já célebre: - Isso é música de veado!!! E jogou o acetato no chão. Rod Stewart ama uma confusão Rod Stewart e eu já éramos velhos conhecidos em situações de conflito, pelo fato dele ter quebrado, sete ou oito anos antes, a suíte presidencial do hotel Copacabana Palace. A brincadeira lhe custou uns US$100 mil, além da expulsão do hotel no dia seguinte, rumo a Los Angeles. A história começou com um telefonema do agente dele, que me solicitava arranjar uma boa quantidade de cocaína para alegrar a estada do artista no Rio. No dia em que chegou, a encomenda foi entregue, e recomendei a maior discrição: - Rod, você tem que tomar muito cuidado. Se te pegarem com isto no bolso, você vai preso - adverti. - Sou Rod Stewart. Ninguém vai se meter comigo! De madrugada, uma colaboradora nossa, designada para acompanhá-lo aonde quer que ele fosse, me telefonou apavorada: - André, estamos na boate Regine's e o Rod está batendo uma montanha de coca na mesa. E todo mundo está vendo. As paredes e o teto do Regine's eram cobertos de espelhos, e a coca do Rod se via de todos os lados! - Fale com a direção para botar ele para fora - respondi. No dia seguinte, a Warner tinha organizado, a pedido de Rod Stewart, uma festa na suíte presidencial do hotel, para a qual convidamos umas sessenta pessoas do jet set carioca. Saí da festa por volta de uma da manhã, e tudo parecia correr tranqüilamente. No dia seguinte, chegando ao escritório, encontrei vários recados do Luiz Eduardo Guinle, pedindo que eu fosse urgentemente até o hotel, onde fiquei sabendo dos estragos... Haviam jogado futebol na suíte, quebrando quadros e mobília. A festa tinha sido interrompida às cinco da manhã pelos seguranças e pela polícia... E, para coroar, o guarda-costas de Rod havia estuprado uma convidada!