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Não Brinque Com Fogo (Cód: 4980456)

Verdon,John

Arqueiro

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Descrição

No ano 2000, um criminoso que ficou conhecido como Bom Pastor matou seis pessoas em estradas, dentro de seus carros em movimento. Na época, ele enviou um manifesto à polícia no qual deixava claras suas motivações: uma cruzada solitária contra a ganância. Após o sexto assassinato, no entanto, encerrou a matança e nunca foi descoberto. Dez anos depois, uma jovem estudante de jornalismo está fazendo um documentário sobre os familiares das vítimas quando coisas estranhas começam a acontecer em sua casa. Objetos são trocados de lugar, maçanetas são afrouxadas, luzes se apagam sozinhas. Assustada, ela contrata Dave Gurney como consultor. Depois de ler o material sobre o caso – incluindo o perfil psicológico do assassino elaborado pelo FBI –, o detetive coloca em dúvida toda a lógica da investigação. Ao confrontar os agentes responsáveis, porém, Dave percebe que está mexendo em um ninho de vespas, o que fica evidente quando até pessoas que o apoiaram no passado se voltam contra ele. Agora seu único aliado é o antigo parceiro Jack Hardwick, um policial grosseirão e debochado que não esconde seu desprezo pelas autoridades. Com sua ajuda, Dave tem acesso aos relatórios confidenciais do caso e começa a própria investigação. Mais uma vez, ele se colocará em risco enquanto tenta provar seu ponto de vista e capturar o criminoso. Além de reunir todas as qualidades da série Dave Gurney – personagens bem construídos e uma admirável engenhosidade narrativa –, “Não Brinque Com Fogo” vai além: é um lembrete do poder da fé em si mesmo num mundo onde isso é cada vez mais raro.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580411911
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580411911
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Alves Calado
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 400
Peso 0.47 Kg
Largura 16.00 cm
AutorVerdon,John

Leia um trecho

Primavera A porta dupla de vidro estava aberta. De seu lugar, ao lado da mesa do café da manhã, Dave Gurney podia ver que os últimos vestígios de neve haviam desaparecido do meio do pasto e agora sobreviviam apenas nos locais mais escondidos da mata ao redor. A fragrância da terra recém-exposta, misturada ao cheiro do feno que não fora cortado no verão anterior, penetrava na grande cozinha da casa. Era um aroma que no passado tinha a capacidade de fasciná-lo. Agora ele mal o notava. – Você devia ir lá fora – disse Madeleine, parada junto à pia, terminando de comer sua tigela de cereal. – Vá pegar um sol. O dia está maravilhoso. – É, dá para ver – respondeu ele, sem sair do lugar. – Vá tomar seu café no jardim – insistiu ela, pousando a tigela no escorredor de pratos sobre a bancada da pia. – Você precisa pegar uma corzinha. – Hum – retrucou Gurney. Assentiu inexpressivamente e bebeu outro gole da caneca. – Este é o mesmo café que a gente costuma usar? – O que há de errado com ele? – Eu não disse que tem alguma coisa errada. – É, é o mesmo café. Ele suspirou. – Acho que estou ficando resfriado. Nos últimos dias as coisas andam meio sem gosto. Ela pousou as mãos na borda da ilha da cozinha e fitou-o. – Você precisa sair mais. Precisa fazer alguma coisa. – Certo. – Estou falando sério. Você não pode ficar em casa olhando para as paredes o dia todo. Vai acabar doente. Já está ficando doente. Você retornou a ligação de Connie Clarke? – Vou retornar. – Quando? – Quando estiver a fim. Ele não achava que estaria a fim num futuro próximo. Era assim que estava se sentindo nos últimos tempos – nos últimos seis meses, para ser mais exato. Era como se, depois dos ferimentos que sofrera no fim do bizarro caso de assassinato de Jillian Perry, ele houvesse começado a evitar tudo o que tivesse ligação com a vida normal: tarefas cotidianas, planos, pessoas, telefonemas, qualquer tipo de compromisso. Chegara ao ponto em que nada o agradava mais que uma página vazia no calendário – sem compromissos, sem promessas. Passara a achar que seu retraimento era sinônimo de liberdade. Ao mesmo tempo, era objetivo o suficiente para saber que isso não era bom, que não havia paz nessa liberdade. Seu sentimento predominante era de hostilidade, não de serenidade. Até certo ponto, entendia a estranha desordem que passara a governar sua vida, mantendo-o isolado de tudo. Ou, ao menos, podia listar o que acreditava serem suas causas. No topo da relação, colocaria o zumbido que ouvia desde que saíra do coma. Provavelmente as coisas começaram a sair dos eixos de fato duas semanas antes disso, quando três tiros foram disparados contra ele numa salinha, quase à queima-roupa. O persistente som em seus ouvidos – que o otorrinolaringologista explicara não ser um “som”, e sim uma anomalia nervosa que o cérebro interpretava como tal – era difícil de descrever. O tom era agudo, o volume, baixo, e o timbre, parecido com uma nota musical assoviada com delicadeza. O fenômeno era bastante comum entre músicos de rock e veteranos de guerra, anatomicamente misterioso e, fora os raros casos de remissão espontânea, incurável. – Francamente, detetive Gurney – concluíra o médico –, considerando o que o senhor passou, o trauma, o coma e tudo mais, deveria ficar muito feliz por ficar apenas com um leve zumbido nos ouvidos. De fato, Dave não podia questionar esse raciocínio. Mas isso não tornava mais fácil se acostumar com o barulho insistente que o envolvia quando tudo estava em silêncio. À noite era ainda pior. O que durante o dia lembrava o apito inofensivo de uma chaleira num cômodo distante, no escuro se transformava numa presença sinistra, algo frio, metálico, que o sufocava. E havia os pesadelos: sonhos claustrofóbicos que o faziam lembrar as experiências no hospital – o gesso que imobilizava seu braço, a dificuldade para respirar – e o deixavam em pânico durante longos minutos depois de acordar. Seu antebraço direito ainda conservava um ponto dormente, perto de onde a primeira bala despedaçara o osso de seu pulso. Gurney verificava regularmente o local, às vezes de hora em hora, esperando que o entorpecimento estivesse diminuindo – ou, em dias de maior desânimo, com medo de que estivesse se espalhando. Experimentava dores ocasionais, imprevisíveis e intensas como facadas na lateral do corpo, onde a segunda bala o atravessara. Sentia também uma coceira intermitente, algo como uma urticária incurável, na parte de cima da cabeça, onde a terceira bala fraturara seu crânio. Talvez o efeito mais perturbador de ter sido ferido fosse a necessidade que agora sentia de andar armado. No trabalho, fazia isso porque o regulamento exigia. Ao contrário da maioria dos policiais, não gostava de armas de fogo. E quando saiu do departamento, depois de 25 anos, deixou para trás, junto com o distintivo, a necessidade de portar uma. Até ser baleado. Agora, todas as manhãs, quando se vestia, o inevitável item final da produção era um pequeno coldre de tornozelo com uma Beretta calibre 32. Odiava essa necessidade emocional. Detestava a mudança por que tinha passado, que exigia que aquela maldita coisa estivesse com ele em todos os momentos. Esperava que essa carência diminuísse aos poucos, mas até o momento isso não acontecera. Como se não bastasse, nas últimas semanas Madeleine parecia ter passado a observá-lo com um novo tipo de preocupação – não mais os fugazes olhares de sofrimento e pânico que ele vira no hospital, ou as expressões de esperança e ansiedade que se alternavam no início de sua fase de recuperação, porém algo mais silencioso e mais profundo, um medo crônico disfarçado, como se estivesse testemunhando algo terrível. Ainda de pé junto à mesa, ele terminou o café em dois longos goles. Depois levou a caneca até a pia e deixou que a água quente caísse dentro dela. Podia ouvir Madeleine no saguão, limpando a caixa de areia do gato. O animal fora acrescentado recentemente ao lar por iniciativa dela. Gurney se perguntava por quê. Seria para animá-lo? Nesse caso, não estava funcionando. Não tinha mais interesse no felino do que em qualquer outra coisa. – Vou tomar uma ducha – avisou. Ouviu Madeleine responder algo que pareceu ser “Ótimo”. Não tinha certeza se era isso, mas não viu sentido em perguntar. Entrou no banheiro e abriu a torneira de água quente. A longa chuveirada fumegante lhe deu uma sensação de bem-estar ao mesmo tempo maravilhosa e fugaz – o jato energético golpeava suas costas minuto a minuto, relaxando os músculos, abrindo os vasos, limpando a mente e as cavidades. Quando terminou de se vestir e voltou para perto da porta de vidro na cozinha, um sentimento de inquietação já começava a se restabelecer nele. Agora Madeleine estava lá fora, no pátio de arenito. Além do pátio ficava o pequeno trecho de pasto que, após dois anos de cortes frequentes, ficara parecido com um gramado. Vestindo um pesado casaco de lona, uma calça de moletom laranja e galochas verdes, ela percorria a borda do calçamento e, com entusiasmo, cravava uma pá no chão a cada 15 centímetros, com a ajuda do pé, criando uma demarcação nítida e arrancando as raízes entranhadas do capim alto. Lançou a Gurney um olhar que parecia, a princípio, um convite para que ele se juntasse a ela na tarefa. Depois, ante sua relutância óbvia, os olhos dela expressaram desapontamento. Irritado, Gurney virou a cabeça decididamente e fitou, mais abaixo na colina, seu trator verde parado junto ao celeiro. Madeleine seguiu a direção do olhar dele. – Estava pensando se você poderia usar o trator para nivelar os sulcos – disse ela. – Sulcos? – Onde a gente estaciona os carros. – Claro... – respondeu ele, hesitante. – Acho que sim. – Não precisa ser agora. – Hum. Toda a tranquilidade produzida pelo banho havia sumido enquanto sua mente era atraída para o curioso problema do trator que ele descobrira um mês antes e que quase havia esquecido – a não ser por aqueles momentos de paranoia em que a questão o deixava louco. Madeleine parecia analisá-lo. Ela sorriu, largou a pá e foi até a porta lateral, evidentemente para tirar as galochas no quartinho em que eles guardavam os casacos antes de entrar na cozinha. Gurney respirou fundo e olhou o trator, pensando pela vigésima vez no freio que tinha emperrado de forma misteriosa. Como em maligna harmonia, uma nuvem escura escondeu o sol lentamente. Parecia que a primavera tinha chegado e ido embora.

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: Não Brinque Com Fogo

Sels recomendou este produto.
04/07/2014

Excelente

Mais um grande livro de John Verdon! Recomendo também os livros anteriores.
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