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Noite Infeliz (Cód: 4269027)

Grahame-smith, Seth

Intrinseca

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Descrição

Mas quem eram os Três Reis Magos? A Bíblia quase não fala deles. Seus nomes sequer são mencionados. O registro histórico é impreciso. Por que achamos que eles eram reis vindos do leste? E se fossem ladrões sanguinários da pior espécie, fugindo pela Judeia e esgueirando-se na escuridão da noite?

A escrita habilidosa de Seth Grahame-Smith mistura fatos históricos a uma atmosfera de mistério para criar uma trama épica: os chamados “Três Reis Magos” são liderados pelo enigmático criminoso Baltasar — o infame “Fantasma da Antioquia”. Homens que escaparam da brutal prisão de Herodes e foram parar, por acaso, na famosa manjedoura do Rei recém-nascido. A última coisa de que Baltasar precisava era perder tempo com José, Maria e o filho do jovem casal. Porém, quando os guardas de Herodes começam a matar bebês primogênitos na Judeia, o ladrão não tem alternativa senão ajudar a família a chegar ao Egito.

Assim começa uma história sombria e selvagem, protagonizada por figuras bíblicas como Pôncio Pilatos e João Batista, em que a magia dá lugar à perversidade humana.

Características

Peso 0.29 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
I.S.B.N. 9788580572735
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 272
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Juliana Romeiro
Cód. Barras 9788580572735
Número da edição 1
Ano da edição 2012
AutorGrahame-smith, Seth

Leia um trecho

1. A batalha final do Fantasma da Antioquia Um rebanho de íbex pastava no alto de um desfiladeiro no deserto da Judeia — os corpos pequenos de antílopes pareciam ainda menores comparados aos gigantes pares de chifres em curva. Uma brisa bem-vinda soprava no dorso dos animais enquanto eles procuravam os arbustos raquíticos que um dia existiram ali naquela imensidão, enfiando o focinho quente e rachado na terra quente e rachada, roendo todo e qualquer broto verde e suculento que conseguira despontar em meio às rochas. Tentado pela visão de algumas folhas de relva na beirada do precipício, um íbex se afastou dos demais, pastando mais perto da queda fatal do que qualquer um deles se atrevia a se aproximar. Com os dentes, puxava as folhas com muito cuidado. Os cascos fendidos faziam as pedras soltas estalarem quando ele transferia seu peso de uma pata para a outra, lançando um cascalho ou outro em um mergulho de milhares de metros de altura até o vale lá embaixo. Dez milhões de anos de aspirações geológicas destruídos em segundos. Quilômetros ao norte de onde o animal mastigava a refeição obtida com tanto esforço, um carpinteiro prosseguia em sua jornada para Jerusalém, sob o sol escaldante do meio-dia. Sua mente revisitava histórias de pragas e inundações para impedir que a sede o enlouquecesse; a jovem esposa, muitíssimo grávida, dormia no lombo de um burro atrás dele. E embora o íbex jamais fosse saber — embora sua vida, bem como a de todos os outros íbex, fosse passar completamente despercebida e desconsiderada pelos anais da história —, estava prestes a se tornar o único ser vivo a testemunhar uma visão de fato extraordinária. Havia algo errado... Talvez fosse um brilho no canto de seus olhos, uma vibração quase imperceptível sob suas patas. Qualquer que fosse a razão, o íbex de repente se sentiu compelido a erguer a cabeça e mirar o vasto deserto abaixo. Lá, a distância, o animal notou uma pequena tempestade de areia se movendo pouco a pouco em meio aos indistintos beges e marrons. O que não era de forma alguma incomum. Tempestades de areia se formavam a todo instante, dançando aleatoriamente pelo deserto, como redemoinhos de espíritos. Mas duas coisas tornavam aquela nuvem especial: a primeira, o fato de que se movia em uma linha perfeitamente reta, da direita para a esquerda. A segunda, o fato de que estava sendo seguida por outra nuvem, uma muito maior. Ao menos era o que parecia. O íbex não sabia se nuvens de areia podiam, de fato, perseguir umas às outras. Sabia apenas que devia fazer o máximo para evitá-las, pois significavam a morte. Ainda ruminando, o animal virou-se para ver se os outros também tinham percebido aquilo. Não. Estavam todos pastando, alheios ao mundo, os focinhos enfiados no chão. O íbex virou-se de novo e ponderou sobre o estranho fenômeno por mais um instante. Então, convencido de que não se tratava de um perigo para si mesmo ou para o rebanho, retomou sua refeição. As duas nuvens se moviam em silêncio e continuamente, a distância. Quando arrancou com os dentes mais um punhado de folhas das rochas, o íbex já havia se esquecido de que as nuvens sequer existiam. Baltasar não conseguia ver porcaria nenhuma. Trotava pelo vale desértico, batendo os calcanhares feito louco no lombo do camelo, apenas os olhos visíveis no kuffiyahque usava para se proteger do sol e do cheiro do animal embaixo dele. Dois alforjes repletos de coisas pendiam um de cada lado do camelo, e um sabre balançava freneticamente pendurado no cinto do homem enquanto ele seguia a galope, levantando areia do deserto atrás de si. Baltasar virou-se para avaliar se seus perseguidores estavam perto, mas só conseguia enxergar a “nuvem”. A mesma nuvem gigante e implacável que o seguia desde Tel Arad. A nuvem que tornava impossível distinguir quantos homens o seguiam. Dúzias? Centenas? Não havia como saber. Era, naquele momento, uma nuvem de cólera indeterminada. Vindo da mesma direção que a nuvem, ouviu um assobio discreto, quase como o barulho do vento cortando uma ravina. Primeiro era uma nota única, cujo som gradualmente tornava-se mais grave e mais alto a cada segundo. A essa nota reuniram-se outra e mais outra, até que a atmosfera atrás de Baltasar tornou-se um coro de assobios discretos — começavam sopranos e terminavam tenores, conforme ficavam mais altos, mais próximos. Assim que Baltasar percebeu o que era aquilo, as f lechas começaram a atingir o solo atrás dele. Estão atirando enquanto cavalgam, pensou. Nenhuma das flechas chegou perto o suficiente para causar preocupação. Baltasar não estava surpreso. Qualquer arqueiro experiente sabia que atirar de um cavalo a galope era quase impossível, porque mesmo a menos de vin-te metros a chance de acertar o alvo era muito pequena. Daquela distância, seria impossível — sinal de desespero ou de raiva. Baltasar não achava que aquele grupo da Judeia estivesse desesperado. Estavam furiosos, e se o pegas-sem iam despejar nele toda aquela fúria. Afinal de contas, as incalculáveis legiões que formavam aquela nuvem não estavam apenas perseguindo o ladrão que fugira roubando uma fortuna em ouro, não estavam atrás do assas-sino de vários camaradas seus...Estavam tentando pegar o “Fantasma da Antioquia”. Essa era a alcunha que surgira das duas únicas coisas que os romanos sa-biam a seu respeito: que nascera na Síria, o que provavelmente significava que crescera na Antioquia, e que tinha grande aptidão para invadir os lares dos ricos e fugir com seus bens sem ser visto ou ouvido. Os romanos não sabiam nada além dessas informações escassas e uma descrição física aproximada — nem sua idade, nem sequer seu nome verdadeiro. E embora o “Fantasma da Antioquia” não fosse um apelido lá muito inspirado, também não chegava a ser de todo ruim. Baltasar tinha que admitir que gostava de vê-lo nas listas de “criminosos conhecidos” pintadas nas paredes dos prédios públicos — sempre em vermelho, sempre em latim: Recompensa! O Fantasma da Antioquia — Inimigo de Roma! Ladrão do Império do Oriente!É verdade que não alcançara a fama de um Aníbal ou um Espártaco, mas era uma espécie de celebridade menor naquele pequeno canto do mundo. Houve uma segunda onda de assobios, seguida por uma segunda sarai-vada de f lechas atrás dele. Baltasar se virou e viu a última acertar o chão. Embora ainda longe o suficiente para não causar preocupação, a curva que produzira não fora tão inofensiva quanto a da primeira leva. Estão chegando perto, pensou. — Mais rápido, seu imbecil! — gritou para o animal teimoso, o calca-nhar golpeando-o nas laterais. Se ao menos pudesse sair do campo de visão deles por um minuto ou dois, mudar de direção... Mesmo com um número indeterminado de soldados da