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Nunca Fui Santo - o Livro Oficial do Marcos (Cód: 4075796)

Beting, Mauro; Reis,Marcos

Universo Dos Livros

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Descrição

Marcos é um ídolo alviverde, verde-amarelo e de quase todas as cores. Não só por ser um dos melhores goleiros da história do futebol, mas por ser uma das pessoas mais simples do mundo – mundo que ele conquistou em 2002.
Ele não quis ganhar mais dinheiro em Londres para não ficar longe da família, dos amigos, do sítio, da moda de viola, da vida simples que o faz ser admirado por todos. Admirado por ser o goleiro do Palmeiras, da Seleção, e, principalmente, por ser um verdadeiro defensor das nossas cores e dos nossos credos.
'Nunca fui santo' é um livro escrito por Marcos com a graça e a simplicidade de quem ganhou a vida defendendo os seus em vez de atacar os dos outros. Marcos é um vencedor que não precisa de títulos. Nem de canonização.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Universo Dos Livros
Cód. Barras 9788579302893
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788579302893
Profundidade 1.00 cm
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 168
Peso 0.75 Kg
Largura 15.70 cm
AutorBeting, Mauro; Reis,Marcos

Leia um trecho

Capitulo 1 - Meu lar Tem cara que estreia neste mundo de estrelas. Eu só nasci nele, e olhe lá. Foi em 4 de agosto de 1973. São quase 40 anos de vida. Mas, lá no interior, tenho só uns 27. É que o tempo demoooooora pra passar na roça...A minha terra chama Oriente. Fica a uns 500 quilômetros de São Paulo. Região centro-oeste do Estado. É do lado de Marília, e perto de Pompeia. Tem uns 6 mil habitantes, se muito. Lá continua a minha família. Sou filho do Ladislau e da Antônia. O seu Lau nos deixou na véspera de Finados, em 2008. Dona Antônia segue firme e forte cuidando das duas filhas, a Sueli e a Tânia, e dos quatro filhos, o Lauzinho, o Luís, o Sérgio e o mais lindo e mais modesto: o Marquinho. Meu pai nasceu e morreu corintiano. Assistia aos meus jogos do Palmeiras, mas era corintiano. Ele falava pra mim: “Torci pelo Corinthians 63 anos da minha vida. Não é agora que vou mudar”. Mas, quando eu estava jogando, torcia pelo Palmeiras, na boa. É engraçado, mas, por causa dele, quando eu tinha 15, 16 anos e ia jogar bola, gritava “Ronaaaldo” quando fazia uma defesa. Era o nome do grande goleiro do Corinthians na época. Mas também berrava o nome do meu ídolo palmeirense, o Velloso, que começou a jogar no time em 1989. Dois dos meus irmãos também eram corintianos. Mas a minha mãe, de família italiana, sempre foi palmeirense fanática, de escutar jogo no rádio e ver na TV. Por isso que muitas vezes eu até perdi a razão com alguns vagabundos que não estavam nem aí pro meu time. Eu sabia que dona Antônia estaria triste com as derrotas, com as coisas erradas. E se eu a defendesse e o nosso time também, sabia que ela ao menos iria falar: “É isso aí, filho! Não deixa barato, não!”. Nunca deixei. Também pela dona Antônia. O meu irmão mais próximo também é palmeirense doido. Sérgio sempre esteve comigo. O Palmeiras sempre esteve com a gente. Desde que nasci. Em agosto de 1973, o Verdão era o campeão brasileiro. E seria bicampeão nacional logo depois. Nasci campeão. Com 6 meses, já ganhava o bi. Posso dizer que sou pé-quente. Lá em casa, sou Marquinho. Até hoje. Meu pai dizia que havia virado São Marcos com o tempo. Mas como o tempo demora a passar lá em Oriente, prefiro Marquinho. Ou Preto, como chama a Sônia, a santa da minha mulher. Deixo essa história de “santidade” pra torcida, que sempre me apoiou, e Lá em casa, sou Marquinho. Até hoje pra imprensa, que quase sempre me tratou bem, até quando nem sempre pude falar. Também nisso tenho sorte. Oriente é uma cidade boa, pacata. Não sei se conseguiria voltar a morar lá, já que passei muito tempo em São Paulo. Mas é o meu berço. Foi lá que estudei e ajudei meu pai na roça de café. Pelo menos tentei. Meu pai conta que um dia fui carregar um pé muito pesado de café e arranquei mais galho que qualquer outra coisa. Falei pra ele que ia beber água e já voltava. Nunca voltei. Não era pra mim. Meu irmão mais velho, o Lauzinho, Ladislau como meu pai, tem uma teoria de que só virei bom goleiro porque ele e o Sérgio, meu irmão palmeirense, jogavam na defesa do nosso time. Como eles eram ruins de bola e deixavam passar tudo, eu tinha de me virar pra defender... Mas eu não nasci pra ser goleiro, não! Queria ser centroavante, meia, volante. Tentei de tudo. Ser goleiro foi a última opção. O mais legal do futebol é fazer gol, né? Então, como eu era de uma família de muitos irmãos e era o caçula, os maiores sempre me pegavam e me colocavam no gol pra ficar chutando bola no terreno perto de casa. Aí comecei a pegar gosto por aquilo, sem querer. Deu no que deu. Com muito esforço e sorte, e com a graça de Deus. Minha mãe até hoje reza a noite inteira por mim e por toda a família. Teve um sábado à noite, na fase decisiva da Série B, em 2003, que ela rezou o dia todo. Era a primeira vez que eu atuava no Bento de Abreu, estádio de Marília, que fica a uns 15 quilômetros de Oriente. Campo onde eu passara a infância vendo o MAC jogar. Meus pais ganharam os primeiros ingressos disponíveis pra ver Marília x Palmeiras. Eles e dois irmãos meus. Estavam todos na terceira fileira, no meio do campo, ouvindo de tudo contra o Palmeiras. E também contra mim. Oriente tem muitos palmeirenses. Outros que gostam de mim, apesar do Palmeiras. E muitos que não gostam também. Ou que apenas torcem pelos rivais. Já choveu muito objeto voador não identificado por cima do muro da casa dos meus pais depois de vitórias nossas nos clássicos. Quem torcia pelo Palmeiras naquela noite de eclipse lunar pôde ver uma de minhas melhores atuações. No segundo tempo, o Éder, do MAC, mandou um óvni de voleio, na pequena área. Nem sei como defendi. Meus irmãos também não entenderam. Fecharam os olhos na confusão dentro da área. No fim do jogo, 2 a 0 pra nós, no maior sufoco. Foram pra cabine da TV Record perguntar o que aconteceu naquele lance. Quando viram que a bola tinha batido na minha barriga, comentaram que eu era largo mesmo. Sortudo. Ainda mais pra um goleiro que acabou o jogo se arrastando, com dores no joelho. Até certo ponto, cumpri com o que tinha prometido. Disse na véspera que quebraria a perna pra ser campeão da Série B. E quase me quebraram. Mas mantive a palavra. Aquele campeonato valia mais que a Copa do Mundo de 2002. Não queria jogar pra torcida. Até porque eu era a própria torcida. O Palmeiras era a minha família. E a minha família de verdade estava comigo e com o Palmeiras naquela noite. 9 A sensação que tive em 2003 era que eu e meus companheiros precisávamos ajudar mais que nunca o clube que nos dera tudo. Ainda que alguns, em 2002, não tenham dado nada por ele. Até pedi pro presidente Mustafá Conursi fazer uma listinha dos caras que não quiseram continuar em 2003 só porque teríamos de jogar a Série B. E dos que foram contatados e não quiseram jogar a “Segundona” pelo Palmeiras. Esses estão na minha lista negra. Opa, quer dizer, na lista verde. Não esqueço esses caras. E nem a alegria de, no dia seguinte, um domingo no meio das finais de um campeonato, poder almoçar em casa, em Oriente, depois da vitória contra o Marília. Dona Antônia cozinhou um rango maravilhoso. Mas sem frango. Nem porco.

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: Nunca Fui Santo - o Livro Oficial do Marcos

jubersonversongersonheresenzeo recomendou este produto.
28/06/2016

LINDOOOOOOOOOOOOOO

MARCOS MAIOR GOLEIRO DA HISTORIA
Esse comentário foi útil para você? Sim (0) / Não (0)
Simeao recomendou este produto.
04/05/2014

Marcão vc ,foi e será o melhor goleiro do brasil.

você e um exemplo de home dentro e fora dele com sua simplicidades,e Carisma.
Esse comentário foi útil para você? Sim (0) / Não (1)