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O Clã Dos Magos - Cuidado Com o Que Deseja, Você Pode Se Tornar Um Deles (Cód: 4054439)

Canavan, Trudi

Novo Conceito

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Descrição

Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purifi car as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam. Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente. Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Novo Conceito
Cód. Barras 9788581630007
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788581630007
Profundidade 2.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 448
Peso 0.72 Kg
Largura 16.00 cm
AutorCanavan, Trudi

Leia um trecho

CAPÍTULO 1 A Purificação D izem que em Imardin o vento tem alma e chora lamentosamente pelas ruas estreitas da cidade porque se entristece com o que encontra por lá. No dia da Purificação, ele assobiou por entre os mastros oscilantes da Marina, lançou-se através dos Portões Ocidentais e silvou entre os edifícios. Então, como se empalidecido pelas almas atormentadas que lá encontrou, amansou até se tornar um lamento. Pelo menos assim pareceu a Sonea. Quando outra rajada de vento frio lhe açoitou, ela encolheu os braços no peito e apertou o casaco surrado contra o corpo. Ao olhar para baixo, irritou-se com a lama que lhe respingava nos sapatos a cada passo. O trapo que enfiara nas botas largas já estava encharcado, e os dedos do pé doíam de frio. Um movimento repentino à sua direita chamou sua atenção, e ela deu um passo para o lado quando um homem de cabelos grisalhos desordenados, saído de um beco, cambaleou até ela e caiu de joelhos. Quando parou, Sonea ofereceu-lhe a mão, mas o velho pareceu não notar. Ele se ergueu e se juntou às figuras curvadas que seguiam pela rua. Suspirando, Sonea espiou pela borda do capuz. Havia um guarda de postura desengonçada à entrada do beco. Tinha a boca contorcida em um sorriso de escárnio, seu olhar passava de uma figura para outra. Ela semicerrou os olhos para ele, mas, quando a cabeça do guarda virou em sua direção, ela prontamente desviou o olhar. Que uma praga caia sobre estes guardas, pensou ela. Que todos encontrem faren venenosos rastejando em suas botas. Os nomes de alguns guardas de bom caráter vieram a sua mente, mas ela não estava disposta a fazer exceções. Ao retomar a marcha com as figuras que se confundiam ao seu redor, Sonea acompanhou-os rua afora, até chegar a uma via mais ampla. Casas de dois e três andares elevavam-se uma após a outra. As janelas dos andares mais altos estavam abarrotadas de rostos. Em uma delas, um homem muito bem-vestido erguia um garotinho de modo que este pudesse observar as pessoas lá embaixo. O nariz do homem enrugou-se de desdém, e, quando apontou o dedo para baixo, o garoto fez uma careta, como se tivesse provado algo intragável. Sonea lançou-lhe um olhar furioso. Não seriam tão presunçosos se eu atirasse uma pedra na janela. Procurou por uma com indiferença, mas, se havia alguma pedra dando sopa ali, estava muito bem escondida sob a lama. Alguns passos à frente, ela avistou dois guardas, colocados à entrada de um beco. Vestidos com rijos casacos de couro curtido e capacetes de ferro, pareciam ter o dobro do peso dos indigentes que vigiavam. Traziam consigo escudos de madeira, e de sua cintura pendiam kebins — barras de ferro que eram usadas como cassetetes, mas que tinham um gancho preso logo acima do punho, projetado para arrancar a faca de um agressor. Com os olhos no chão, Sonea passou pelos dois homens. — ... acabar com essa gente antes que chegue à praça — dizia um dos guardas. — Quase vinte deles. O líder da gangue é grande. Tinha uma cicatriz no pescoço e... O coração de Sonea pareceu parar de bater por um instante. Será que... Poucos passos além dos guardas havia uma entrada oculta. Deslizando para dentro do recanto estreito, ela virou a cabeça para lançar um olhar furtivo aos homens, depois saltou quando viu dois olhos negros fitando-a de volta, da entrada. Uma mulher a observou, com os olhos arregalados de surpresa. Sonea deu um passo para trás. A estranha recuou também, depois sorriu quando Sonea soltou uma ligeira risada. É apenas o meu reflexo! A menina estendeu a mão, e seus dedos encontraram um quadrado de metal polido preso à parede. Palavras haviam sido gravadas em sua superfície, mas ela sabia muito pouco sobre letras para poder decifrar o que diziam. Examinou sua imagem. Rosto magro, encovado. Cabelo curto, escuro. Ninguém jamais lhe dissera que era bonita. Ela ainda podia se passar por garoto quando queria. Sua tia dizia que se parecia mais com a mãe, há muito falecida, do que com o pai, mas Sonea suspeitava de que Jonna simplesmente não quisesse ver na sobrinha qualquer semelhança com o pai ausente. Sonea aproximou-se do reflexo. Sua mãe fora bonita. Talvez se eu deixasse o cabelo crescer, cismou ela, e se vestisse algo mais feminino... ... oh, que besteira. Com um riso debochado sobre si mesma, ela virou o rosto para o outro lado, irritada por se ter distraído com tais fantasias. — ... uns vinte minutos atrás — disse uma voz próxima. Sonea endureceu como se se lembrasse por que havia entrado na alcova. — E onde vocês pensam em encurralá-los? — Nem sei, Mol. — Ah, queria eu estar lá. Vi o que fizeram com Porlen ano passado, aqueles desgraçados. Levaram várias semanas para a alergia passar, e ele ficou sem enxergar direito durante dias. Será que posso sair... Hai! Por aí não, garoto! Sonea ignorou o grito do soldado, sabendo que ele e o colega não sairiam da posição à entrada do beco, para o caso de as pessoas na rua se aproveitarem da distração para escapar. Ela se precipitou a correr, passando pela multidão, que se avolumava mais e mais. De vez em quando parava para procurar algum rosto familiar. Não teve dúvidas sobre a gangue a respeito da qual os guardas conversavam. Histórias sobre o que os jovens de Harrin fizeram durante o último Purgatório haviam sido recontadas muitas e muitas vezes no decorrer do rigoroso inverno do ano anterior. Foi divertido ouvir que seus velhos amigos ainda faziam travessuras, embora tivesse de concordar com sua tia, que dizia que era melhor se manter afastada das encrencas deles. Agora, parecia que os guardas planejavam vingança. O que só prova que Jonna estava certa. Sonea sorriu amargamente. Ela me esfolaria se soubesse o que eu estava fazendo, mas tenho de avisar Harrin. Examinou outra vez a multidão. Não que eu vá me juntar de novo à gangue. Só preciso encontrar um vigia... ali! À sombra de uma porta, via-se um jovem de ombros curvados, olhando carrancudo para os arredores com uma hostilidade intratável. Apesar do aparente desinteresse, seu olhar passava de uma entrada de beco para outra. Quando seu olhar cruzou com o dela, Sonea ergueu a mão para arrumar o capuz e fez o que seria tomado pela maioria como um sinal grosseiro. Os olhos dele se encolheram, e ele rapidamente fez sinal em resposta. Certa agora de que ele era um vigia, Sonea andou pela multidão e parou a alguns passos da porta, fingindo ajustar a presilha da bota. — Com quem cê tá? — perguntou ele, desviando o olhar. — Com ninguém. — Usou um sinal antigo. — Faz tempo que não ando nisso. Ele fez uma pausa. — O que quer? — Escutei os guardas conversando — disse ela. — Planejam capturar alguém. O vigia fez um som rude. — E por que eu deveria acreditar em você? — Eu conhecia Harrin — respondeu ela, endireitando-se. O rapaz avaliou-a por um instante, depois saiu do recanto e a agarrou pelo braço. — Vamos ver se ele se lembra de você, então. O coração de Sonea pareceu que ficou um momento sem bater quando ele começou a puxá-la para o meio da multidão. A lama estava escorregadia, e a menina sabia que se estatelaria no chão se tentasse firmar os pés. Murmurou uma praga. — Cê não tem que me levar até ele — disse ela. — Apenas lhe diga meu nome. Ele vai saber que não estou embromando ninguém. O rapaz a ignorou. Os guardas os observaram com desconfiança quando passaram. Sonea girou o braço, mas as mãos do garoto eram fortes. Ele a empurrou para uma rua transversal. — Escuta — disse ela. — Meu nome é Sonea. Ele me conhece. Cery também. — Então cê não vai se importar de vê-lo novamente — disse o rapaz, bruscamente, por cima dos ombros. A rua transversal estava abarrotada, e as pessoas pareciam estar com pressa. Ela se agarrou a um poste e fez o garoto parar. — Não posso ir com você. Tenho que encontrar minha tia. Me deixa ir... A pressão parou quando a multidão passou e continuou a descer a rua. Sonea levantou os olhos e resfolegou. — Jonna vai me matar. Uma fila de guardas estendia-se de um lado ao outro da rua, escudos bem erguidos. Vários jovens marchavam diante deles, berrando insultos e zombarias. Enquanto Sonea observava, um deles atirou um pequeno objeto contra os guardas. O míssil bateu em um escudo e explodiu em uma nuvem de poeira vermelha. Uma aclamação irrompeu dos jovens quando os guardas recuaram uns passos. Vários passos atrás havia duas figuras familiares. Uma estava mais alta e volumosa do que ela se lembrava, com as mãos nos quadris. Dois anos a mais haviam apagado o aspecto infantil de Harrin, mas, pela postura que tinha, ela supôs que pouco mais que isso havia mudado. Ele sempre fora o líder indiscutível da gangue, rápido para colocar na linha fosse quem fosse com um soco bem dado. Ao lado dele, havia um jovem com quase metade de sua altura. Sonea não pôde segurar o riso. Cery não tinha crescido nada desde que ela o vira pela última vez, e ela sabia o quanto isso o irritava. Apesar da pequena estatura, Cery sempre fora respeitado na gangue, porque seu pai trabalhara para os Ladrões. Quando o vigia a puxou para mais perto, ela viu Cery lamber um dedo e erguê-lo, para em seguida acenar com a cabeça. Harrin deu um grito. Os jovens arrancaram pequenas trouxas das roupas e as arremessaram contra os guardas. Uma nuvem vermelha elevou-se dos escudos, e Sonea sorriu largamente quando os homens começaram a praguejar e a gritar de dor. Em seguida, saindo do beco atrás dos guardas, um vulto solitário apareceu na rua. Sonea levantou os olhos e sentiu o sangue congelar. — Mago! — arquejou ela. O rapaz ao seu lado inspirou agudamente quando viu a figura vestida de túnica. — Hai! Mago! — gritou ele. Os jovens e os guardas se aprumaram e encararam o recém-chegado. Todos recuaram, então, cambaleantes, quando uma quente rajada de vento os atingiu. Um cheiro desagradável golpeou as narinas de Sonea, e seus olhos começaram a arder quando a poeira vermelha lhe foi soprada no rosto. O vento cessou abruptamente; tudo ficou silencioso e calmo. Esfregando os olhos para limpar as lágrimas, Sonea pestanejou e olhou para o chão, na esperança de encontrar neve limpa para aliviar a ardência. Apenas lama a cercava, lisa e sem marcas de pegadas. Mas isso não podia estar certo. Quando sua visão se normalizou, ela viu que havia marcas de sutis ondulações... todas elas irradiando a partir dos pés do mago. — Fujam! — urrou Harrin. Imediatamente, os jovens afastaram-se dos guardas e passaram correndo por Sonea. Com um guincho, o vigia puxou-a e a arrastou atrás deles. Sua boca ficou seca ao ver que outra fila de guardas aguardava no fim da rua. Era essa a armadilha! E eu vim para ser pega com eles! O vigia arrastou-a consigo, seguindo a gangue de Harrin enquanto os jovens corriam em direção aos guardas. Quando se aproximaram, estes ergueram, por antecipação, os escudos. A alguns passos da fila, os jovens guinaram para uma ruela. Seguindo-os de perto, Sonea reparou em dois homens uniformizados caídos perto de uma parede logo na entrada. — Abaixe-se! — gritou uma voz familiar. Uma mão agarrou-a e a puxou para baixo. Ela estremeceu quando bateu os joelhos nas pedras sob a lama. Ouvindo gritos atrás de si, virou-se para ver um aglomerado de armas e escudos preenchendo a estreita lacuna entre os prédios, levantando uma nuvem de poeira vermelha à sua volta. — Sonea? A voz era conhecida e parecia espantada. Ela ergueu o olhar e sorriu ao ver Cery agachando-se ao seu lado. — Ela me disse que os guardas tavam planejando uma emboscada — disse o vigia. Cery assentiu com a cabeça. — A gente sabia. — Um sorriso esticou-se lentamente em seu rosto, depois seus olhos pestanejaram, desviando-se dela e caindo sobre os guardas, e então o sorriso desapareceu. — Vamos nessa, cambada. Hora de vazar! Ele pegou Sonea pela mão, ergueu-a e a levou por entre os jovens que bombardeavam os guardas. Enquanto isso, um clarão preenchia o beco com uma brancura ofuscante. — O que foi aquilo? — arfou Sonea, tentando piscar para livrar-se da imagem da ruela, que parecia persistir diante de seus olhos. — O mago — sibilou Cery. — Corram! — berrou Harrin perto dali. Meio cega, Sonea avançou aos tropeços. Um corpo bateu em suas costas e ela caiu. Cery pegou-a pelos braços, levantou-a e a guiou. Saíram em alta velocidade do beco, e Sonea percebeu-se de volta à rua principal. Os jovens abrandaram o passo, colocando os capuzes e curvando as costas à medida que se dispersavam por entre a multidão. Sonea seguiu o exemplo deles, e por vários minutos ela e Cery caminharam em silêncio. Um vulto alto moveu-se para o lado de Cery e espreitou ao redor do capuz até que seus olhos pousaram nela. — Hai! Veja quem é! — Os olhos de Harrin arregalaram-se. — Sonea! Que cê tá fazendo aqui? Ela sorriu. — Estou me deixando apanhar outra vez nas suas enrascadas, Harrin. — Ela ouviu que os guardas estavam planejando uma emboscada e veio nos procurar — explicou Cery. Harrin fez um gesto com a mão em sinal de desdém.

Assista o Trailer

Avaliações

Avaliação geral: 4.8

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giovana recomendou este produto.
17/05/2015

perfeita

essa é a melhor trilogia que já li, amei os três livros.Estou apaixonada pela História.Valeu cada minuto
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Flavia Baesso recomendou este produto.
04/08/2014

PAIXÃO

Fiquei apaixonada pela Trilogia do Mago Negro. Trudi Canavan me conquistou a "Sonea" garota que surpreendeu a todos .História é emocionante.
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Carlos recomendou este produto.
04/08/2014

Ótima istória

Eu adorei os três livros. Eles são excelentes, vale apena lê-los.
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Bruno recomendou este produto.
04/06/2014

Excelente!!!

Uma das melhores Trilogias que já li!!! Suspenses e reviravoltas de tirar o fôlego!
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