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O Começo do Adeus - Aprendendo a Se Despedir (Cód: 4088010)

Tyler, Anne

Novo Conceito

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Descrição

Anne Tyler nos leva a um romance sábio, assustador e profundamente tocante em que descreve um homem de meia-idade, desolado pela morte de sua esposa, que tem melhorado gradualmente pelas aparições frequentes da mulher — na casa deles, na estrada, no mercado.

Com deficiência no braço e na perna direita, Aaron passou sua infância tentando se livrar de sua irmã, que queria mandar nele. Então, quando conhece Dorothy, uma jovem tímida e recatada, ele vê uma luz no fim do túnel. Eles se casam e têm uma vida relativamente modesta e feliz. Mas quando uma árvore cai em sua casa, Dorothy morre e Aaron começa a se sentir vazio. Apenas as aparições inesperadas de Dorothy o ajudam a sobreviver e encontrar certa paz.

Aos poucos, durante seu trabalho na editora da família, ele descobre obras que presumem ser guias para iniciantes durante os caminhos da vida e que, talvez para esses iniciantes, há uma maneira de dizer adeus.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Novo Conceito
Cód. Barras 9788581630397
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788581630397
Profundidade 1.40 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Ana Paula Corradini Editoração
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 208
Peso 0.29 Kg
Largura 16.00 cm
AutorTyler, Anne

Leia um trecho

Capitulo 1 – O começo do Adeus A coisa mais estranha sobre a volta de minha esposa do mundo dos mortos foi a reação das pessoas. Por exemplo, estávamos dando uma volta pela Praça Belvedere, numa tarde de início de primavera, quando encontramos nosso antigo vizinho, Jim Rust. — Mas veja só, quem diria — ele disse para mim. — Aaron! Então, Jim notou Dorothy a meu lado. Ela ?cou olhando para ele com uma mão na testa, protegendo os olhos do sol. Ele arregalou os olhos e se virou para mim de novo. Eu disse: — Tudo bem, Jim? Estava na cara que ele teve que se controlar. — Ahn... tudo ótimo — respondeu. — É que... Na verdade... É claro que sentimos sua falta! A vizinhança não é a mesma sem você. Ele estava se concentrando em mim — especi?camente em minha boca, como se eu estivesse falando. Nem olhou para Dorothy. Ajustou o eixo do corpo especialmente para excluir Dorothy de sua linha de visão. Fiquei com pena dele. Eu disse: — Bom, mande um abraço para todos! — E continuamos andando. A meu lado, Dorothy soltou uma de suas risadas secas. Outras pessoas simplesmente ?ngiam não reconhecer nenhum de nós dois. Ao nos avistarem de relance, à distância, a surpresa alterava suas expressões e elas desapareciam a toda velocidade para a próxima rua, muito ocupadas, com muito a fazer e importantes preocupações em mente. Eu não poderia criticá-las. Sabia que era muito para assimilar. No lugar delas, talvez eu me comportasse da mesma maneira. Gosto de pensar que não, mas seria bem possível. Quem me faz gargalhar são os que se esqueceram que ela tinha morrido. Tudo bem, só houve dois ou três casos — pessoas que mal nos conheciam. Uma vez, na ?la do banco, fomos descobertos pelo senhor von Sant, que tinha cuidado da papelada de nossa hipoteca há alguns anos. Ele estava cruzando a recepção e parou para perguntar: — E a casa? Ainda gostam dela? — Ah, sim — respondi. Simplesmente para manter tudo simples. Fiquei pensando como a lembrança o atingiria alguns minutos depois. “Espere aí”, ele diria para si mesmo, ao se sentar novamente à sua mesa, “não ouvi alguém dizer que...?” A não ser que nunca tenha pensando na gente de novo. Ou não tenha ouvido a notícia, para começo de conversa. Então, sempre acharia que a casa continuava intacta, que Dorothy ainda estava viva e que nosso casamento era feliz, mas também nada extraordinário. Eu já tinha ido morar com minha irmã, que vivia na antiga casa de nossos pais, em Baltimore. Foi por isso que Dorothy voltou naquela época? Ela nunca gostou muito de Nandina. Ela a achava mandona demais. Bom, ela era mandona demais. É. E principalmente comigo, porque tenho algumas de?ciências. Acho que ainda não mencionei isso. Tenho um problema na perna e no braço direitos. Nada que me impeça de viver, mas você sabe como são as irmãs mais velhas. Ah, e eu também demonstro certa hesitação ao falar, mas apenas intermitentemente. Eu mesmo raramente percebo. Na verdade, tenho pensando muito no que teria feito Dorothy escolher aquele momento para voltar. Não foi imediatamente após sua morte, que é quando mais se espera. Foi meses e meses depois. Quase um ano. É claro que eu poderia ter simplesmente perguntado a ela, mas, de alguma forma, não sei, a pergunta parecia indelicada. Não consigo explicar exatamente por quê. Uma vez, encontramos Irene Lance, de meu escritório. Ela é responsável pela diagramação. Dorothy e eu estávamos voltando do almoço. Ou, pelo menos, eu tinha almoçado e Dorothy estava me acompanhando, enquanto eu voltava. De repente, vimos Irene vindo de St. Paul em nossa direção. Era difícil não notá-la na multidão. Ela era sempre a mulher mais elegante da rua, o que não era lá um grande desa?o em Baltimore, mas ela pareceria elegante em qualquer lugar. Era alta, loira platinada e, naquele dia, usava um casaco longo e ?uido, com a gola virada para cima, protegendo seu pescoço, e a barra rodopiando ao redor de suas canelas, à brisa refrescante da primavera. Fiquei curioso. Como uma pessoa como Irene lidaria com esse tipo de coisa? Então, diminuí o ritmo, o que fez com que Dorothy reduzisse o dela, e, quando Irene ?nalmente nos viu, estávamos quase parados na rua, só esperando para ver o que ela faria. Ela parou subitamente, a meio metro de nós dois. — Ai... meu... Deus...! — exclamou. Nós dois sorrimos. — UPS — ela disse. — O quê? — perguntei. — Liguei para a UPS para falar sobre uma entrega e não tem ninguém no escritório. — Bem, não se preocupe. Nós estamos voltando para lá agora mesmo — respondi. Usei a palavra “nós” de propósito, embora Dorothy provavelmente fosse desaparecer antes de eu entrar no prédio. Mas tudo o que Irene disse foi: — Obrigada, Aaron! Eu devo estar com Alzheimer. E foi embora, sem falar mais nada. Ela deveria mesmo se preocupar com Alzheimer se soubesse o que tinha acabado de ignorar. Olhei de relance para Dorothy, esperando que risse da situação também, mas ela estava seguindo sua própria linha de pensamento: — Morangos Silvestres, ela disse, em um tom re?exivo de voz. — Como? — É de quem Irene me faz lembrar. Da mulher naquele ?lme antigo do Bergman: a nora, com o coque puxado para trás. Lembra-se dela? — Ingrid Thulin — respondi. Dorothy ergueu as sobrancelhas levemente, para mostrar que estava impressionada, mas que não era tão difícil assim desenterrar aquele nome. Eu era apaixonado por Ingrid Thulin desde a faculdade. Gostava daquele ar indiferente e controlado dela. — Quanto tempo você acha que vai demorar para Irene se dar conta da situação? Dorothy simplesmente deu de ombros. Para ela, nossa situação era muito mais real do que para mim. Talvez a razão pela qual eu não tivesse perguntado a Dorothy por que ela tinha voltado quando voltou era porque isso faria com que ela se perguntasse a mesma coisa. Se ela tivesse simplesmente voltado aos poucos, vagueando sem perceber, como se retorna a um endereço antigo por força do hábito, então, se eu trouxesse o assunto à tona, ela poderia dizer: “Ah! Mas que coisa! Eu deveria estar indo embora!”. Ou talvez ela pensasse que eu estava perguntando o que ela está fazendo aqui. E para que tinha voltado, em outras palavras. É como quando você pergunta a um hóspede quanto tempo ele vai ?car e ele suspeita que, na verdade, a pergunta seja: “Quando é que vou me livrar de você?” Talvez por isso achei que não seria muito educado perguntar. Eu morreria se ela fosse embora. Já tinha passado por aquilo uma vez. Não achava que pudesse fazer isso de novo. Ela era baixa, meio gordinha e tinha uma cara séria. Seu rosto era largo, com pele cor de azeitona, e achatado de um jeito atraente, olhos negros e calmos notadamente nivelados, com aquela simetria perfeita que faz com que o observador se sinta descansado. Seu cabelo, que ela mesma cortava em um estilo quadrado, descuidado e sem graça, era profunda e absolutamente negro e uniforme (sua família tinha vindo do México há duas gerações). E, mesmo assim, não acho que outras pessoas reconheciam como ela era atraente, porque ela escondia essa qualidade. Ou não, não era nem isso: ela nem suspeitava desse fato o bastante para escondê-lo. Ela usava óculos de lentes redondas como os olhos de uma coruja, que menosprezavam o formato de seu rosto. Suas roupas deixavam o corpo atarracado — calças largas e de pernas retas, camisas de alfaiataria masculinas e sapatos pesados com sola crepe, os favoritos das garçonetes de lanchonetes. Só eu noto as rugas ?nas como ?os de prata que envolvem os pulsos e o pescoço dela. Só eu conhecia seus pés queridos e rechonchudos, as unhas, pequenas conchas do mar. Minha irmã dizia que Dorothy era velha demais para mim, mas só porque eu tinha sido bobo ao dizer a verdade quando ela me perguntou. Mesmo sendo oito anos mais velha que eu — 43 quando morreu —, ela parecia ser mais jovem, graças à boa e forte pele latina. Além disso, ela tinha “enchimento” o bastante para rechear qualquer ruga. Com Dorothy, você nem pensaria em idade. Minha irmã também dizia que ela era baixinha demais para mim, e é inegável que, quando nós nos abraçávamos, todas as partes erradas de nossos corpos se encontravam. Eu tenho 1,93 metro. Dorothy não chegava a 1,55 metro. Segundo minha irmã, se você nos visse andando na rua juntos, pensaria que eram pai e ?lha indo para a escola. E pro?ssional demais, minha irmã dizia. Ahá! Aí está um defeito novo. Dorothy era médica. Eu trabalho como editor na editora de minha família. Sem grandes disparidades, certo? O que Nandina queria dizer é que ela era dedicada demais à pro?ssão. Obcecada demais pelo trabalho. Ela saía de casa cedo para trabalhar, ?cava lá até tarde, não me recebia com os chinelos na mão quando eu chegava em casa e mal sabia fritar um ovo. Por mim, tudo bem. Mas não para Nandina, obviamente.

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