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O Direito À Diferença (Cód: 2604319)

Pan,Miriam

Ibpex

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Descrição

Esta obra insere o leitor no polêmico discurso da inclusão, desafiando-o a pensar sobre o lugar que hoje é dado aos indivíduos e ás suas diferenças na sociedade. A autora propõe um outro olhar sobre as relações escolares, ressignificando os sentidos vinculados á deficiência intelectua

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Ibpex
Cód. Barras 9788578380465
Altura 22.00 cm
I.S.B.N. 9788578380465
Profundidade 1.00 cm
Sub-Título Uma Reflexão Sobre a Deficiência Intelectual e Educação Inclusiva
Número da edição 1
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 212
Peso 0.36 Kg
Largura 15.00 cm
AutorPan,Miriam

Leia um trecho

A a n á l i s e d o c o n c e i t o de deficiência intelectual que propomos neste capítulo traz a recomposição da história não apenas do conceito, mas também dos processos de produção de sentidos que lhe deram visibilidade em momentos históricos específicos. Elegendo como orientação argumentativa as teorias discursivas, em especial a concepção bakhtiniana, tomamos como nosso objeto de investigação as práticas relativas à deficiên cia intelectual e os discursos que as autorizam, procurando evidenciar a tensão, o conflito e as relações de poder a produzir sentidos e transformar conceitos, bem como a determinar aqueles que podem enunciá-los - ou seja, que estão autorizados a investigar, diagnosticar, encaminhar e tratar as pessoas com deficiência intelectual - e a definir como e onde fazê-lo. O d i r e i t o à d i f e r e n ç a C a p í t u l o 1 Dessa forma, não pretendemos fazer julgamento de valor dirigido em especial ou diretamente à pessoa com deficiência ou à pessoa do médico, do psicólogo ou do pedagogo que a diagnostica, mas aos sentidos que essas práticas adquirem em determinados contextos e aos seus efeitos sobre o modo como a sociedade pensa e age em relação ao indivíduo com deficiência. Grande parte das reflexões enfocadas neste capítulo concentram-se, assim, no estudo da modernidade, que nos leva a identificar uma grande transformação nas práticas discursivas voltadas às pessoas com deficiências. Com o distanciamento necessário, buscamos analisar o invisível existente nos discursos que enredam políticas e práticas da educação – especial ou regular. [ 1 ] f o r m a s d e n o m e a r o “ o u t r o ” Sempre que começamos a discorrer sobre as deficiências intelectuais, as primeiras questões que se apresentam dizem respeito ao termo usado para nos referirmos a esse conceito e às pessoas a ele relacionadas. Qual o correto, oupoliticamente correto, para nosso tempo: deficiência mental, retardo mental, deficiência intelectual? Excepcional, deficiente, pessoa com deficiência, pessoa com necessidades educativas especiais? E assim deslizamos por uma série de expressões comumente empregadas. Entre elas, algumas assumem o caráter de inovação na busca pela superação de preconceitos, isto é, como indicação de novo paradigma, ensejo de grandes transformações. Outras atravessam décadas e consolidam os sentidos das diferenças intelectuais em determinado período histórico. Assim, verificamos que alguns termos sobrevivem por mais de um século, como é o caso de retardo mental, atualmente presente nos mais importantes códigos de classificação de doenças, como veremos mais adiante. Por outro lado, constatamos a efemeridade de outras expressões, como, por exemplo, indivíduo excepcional, cunhada na década de 1960, em meio a um discurso integracionista em relação à educação de pessoas com deficiência, o qual expandiu pelo mundo todo. Afirmar que uma pessoa era excepcional significava que se tratava de alguém especialmente talentoso. Difundido por obras clássicas como O indivíduo excepcional, de Telford e Sawrey1, o termo era uma tentativa de atribuir um sentido positivo aos indivíduos que recebiam as denominações de retardado ou deficiente, superando as atitudes preconceituosas em que eram enunciadas. Não se passaram 20 anos para que a palavra excepcional caísse na trama de sentidos, retratando atitudes de preconceito e discriminação social. Desse modo, como esse termo tivesse adquirido um sentido negativo em pouquíssimo tempo, novas expressões passaram a circular, como, por exemplo, pessoa com necessidades educacionais especiais, pessoa especial, ou apenas especial, na tentativa de apagar o sentido da deficiência. O que podemos concluir desse panorama é que todos os termos tornam-se problemáticos na medida em que são lançados na arena de vozes sociais, na linguagem cotidiana, inscrevendo-se no verdadeiro sentido atribuído à anormalidade nas práticas sociais discursivas.

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