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O Espantalho e seu Criado (Cód: 2620599)

Pullman, Philip

Objetiva

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Descrição

É assim que o premiado autor da trilogia Fronteiras do Universo, Philip Pullman, apresenta O Espantalho e seu Criado. No livro, ele conta a história de um espantalho que, após ter sido atingido por um raio na cabeça, ganha vida e decide abandonar seu posto para embarcar em diversas aventuras ao lado do esperto menino Jack.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
Cód. Barras 9788573029321
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788573029321
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2009
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 220
Peso 0.44 Kg
Largura 16.00 cm
AutorPullman, Philip

Leia um trecho

CAPÍTULO UM O RELÂMPAGO Certo dia, o velho sr. Pandolfo, que não vinha se sentindo muito bem ultimamente, resolveu que estava na hora de fazer um espantalho. Os pássaros andavam incomodando muito. Por falar nisso, seu reumatismo estava incomodando, assim como os soldados incomodavam, o clima incomodava e seus primos incomodavam. Estava tudo um pouco demais para ele. Até mesmo seu velho corvo de estimação tinha voado para longe. Não havia nada que ele pudesse fazer em relação ao reumatismo, ou aos soldados, ou ao clima, ou aos seus primos — o problema que mais o incomodava. Era uma família inteira deles — os Buffaloni —, e queriam tomar conta de suas terras, secar as nascentes, desviar os córregos, drenar todos os poços e construir uma fábrica de veneno para ervas daninhas, ratos e até inseticidas. Problemas demais para o velho sr. Pandolfo, mas ele achou que, pelo menos em relação aos pássaros, poderia fazer alguma coisa. Assim, criou um elegante espantalho, com um enorme e robusto nabo no lugar da cabeça e um forte cabo de vassoura para ser a coluna, o vestiu com seu velho paletó xadrez e o recheou com bastante palha. Depois, enfiou uma pequena carta dentro dele, protegida por um oleado. — Aí está você — disse. — Agora, lembre-se de seu trabalho e do lugar a que pertence. Seja amável e corajoso, honrado e gentil. E que a sorte esteja sempre em seu caminho. Ele fincou o espantalho no meio do campo de trigo e foi para casa deitar-se, pois não se sentia nada bem. Naquela noite, outro fazendeiro veio e roubou o espantalho; era um homem muito preguiçoso para fazer um para si mesmo. E, na noite seguinte, veio outro e roubou o espantalho novamente. Assim, aos poucos, o espantalho foi se afastando do lugar onde fora feito, cada vez mais maltrapilho e rasgado, até finalmente não se parecer em nada com o espantalho elegante e com jeito de sabido que o sr. Pandolfo tinha feito. Foi deixado no meio de um lamaçal, e lá ficou. Mas, certa noite, caiu uma tempestade cheia de raios e trovões. E foi uma tempestade muito violenta, todos na região se arrepiaram, tremeram e pularam, como se os trovões fossem tiros de canhão e os relâmpagos, chicotadas. O espantalho ficou no meio do vento e da chuva, indiferente. E poderia ter continuado assim, não fosse um desses acasos que acontecem uma vez em um milhão, igual a ganhar na loteria. Todas as suas moléculas, átomos, partículas elementares e coisas desse tipo estavam alinhadas na posição exata para serem ligadas quando o raio o atingisse, o que aconteceu às duas da manhã, a eletricidade assobiando através de seu nabo, passando pelo cabo de vassoura e perdendo-se na lama. O Espantalho piscou, surpreso, e olhou ao redor. Não havia muita coisa para ver, a não ser um monte de lama, e a luz era fraca até mesmo para isso, exceto quando relampejava. Ainda assim, não havia qualquer pássaro à vista. — Excelente — disse o Espantalho. Na mesma noite, um menino chamado Jack havia se abrigado por acaso em um celeiro perto dali. O trovão foi tão forte que fez com que acordasse com um pulo. A princípio, pensou que fossem tiros de canhão e se sentou, morrendo de medo, com os olhos arregalados. Ele não conseguia pensar em nada pior do que soldados e canhões, pois, não fosse pelos soldados, ele ainda teria uma família e uma cama para dormir. Mas, sentado ali com o coração em disparada, ele ouviu o barulho da chuva no telhado e percebeu que a explosão fora apenas uma trovoada e não um tiro de canhão. Suspirou aliviado e voltou a se deitar, tremendo e fungando, tentando se esquentar virando de um lado para o outro sobre o feno, até finalmente adormecer. De manhã, a tempestade tinha ido embora e o céu brilhava azul e frio. Jack acordou de novo, sentindo mais frio do que nunca, e também muita fome. Mas sabia onde achar comida e, não demorou muito, juntou um punhado de grãos de trigo, dois nabos, uma cenoura murcha e se sentou na porta do celeiro para comer sob o sol. — Poderia ser pior — disse para si mesmo. Ele comeu bem devagar, para durar, e depois continuou sentado ali, se esquentando. Logo alguém viria para expulsá-lo, mas, por enquanto, estava seguro. Foi então que ouviu uma voz chamando, vindo dos campos. Jack era curioso. Por isso, ficou em pé e protegeu os olhos com a mão, para ver melhor. Os gritos vinham de algum lugar nos campos, além da estrada, e como ele não tinha nada melhor para fazer começou a andar naquela direção. Os gritos vinham de um espantalho, espetado no meio do maior lamaçal por ali. A criatura sacudia os braços agitadamente, gritando com toda a força, inclinada em um ângulo muito esquisito. — Socorro! — gritava. — Venha me ajudar! — Acho que estou ficando doido — disse Jack para si mesmo. — Mesmo assim, veja só aquele pobre coitado. Vou ajudá-lo de qualquer jeito. Parece mais doido do que eu estou me sentindo. Assim, ele enfiou o pé na lama e lutou para chegar até o meio do campo, onde o espantalho o esperava. Para falar a verdade, Jack estava um pouco nervoso, pois não é todo dia que encontramos um espantalho falando com a gente. — Agora me diga, jovem — disse o espantalho, assim que Jack se aproximou o suficiente para ouvir —, há algum pássaro por aqui? Corvos, por exemplo? Não consigo ver atrás de mim. Eles estão escondidos? Sua voz era intensa e agradável. Sua cabeça era feita de um grande nabo nodoso, com uma enorme rachadura no lugar da boca e um broto longo e fino no nariz, além de duas pequenas pedrinhas brilhantes como olhos. Usava um surrado chapéu de palha, agora bastante chamuscado, um cachecol de lã encharcado e um velho e esburacado paletó xadrez. Seus braços finos, feitos de um cabo de ancinho, tinham luvas com palha nas pontas, uma de couro e a outra de lã. Também usava calças puídas, mas, como tinha apenas uma perna, o lado vazio da calça estava pendurado frouxamente. Tudo cor de lama. Jack coçou a cabeça e olhou ao redor. — Não — respondeu —, não há corvos em nenhum lugar. Nenhum pássaro. — Isso é um serviço bem-feito — disse o Espantalho. — Agora, devo seguir em frente, mas preciso de outra perna. Se você puder encontrar uma para mim, ficarei muito agradecido. Exatamente como essa, apenas do outro lado — ele acrescentou, erguendo a barra da calça delicadamente para mostrar um pedaço de pau fincado firmemente no chão. — Está bem — disse Jack. — Dá para fazer isso.

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