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O Maior Amor do Mundo (Cód: 4892731)

Halverson, Seré Prince

Arqueiro

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Descrição

Ella Beene encontrou a felicidade há três anos, quando parou ao acaso na pequena Elbow e conheceu Joe, que cuidava sozinho dos filhos. Logo os dois estavam casados e a vida parecia perfeita. Até que um dia Joe desobedeceu à sua própria regra – “jamais dar as costas para o mar” – e morreu afogado enquanto tirava fotos nas rochas. Ella sempre acreditou que Paige, a ex-mulher de Joe, simplesmente abandonara o marido e os filhos. Mas, para sua surpresa, Paige aparece no funeral querendo as crianças de volta. É quando Ella percebe que Joe não lhe contou tudo sobre seu primeiro casamento. Trilhando caminhos diferentes, as duas mulheres se encontram na mesma encruzilhada, disputando a guarda das crianças que amam e buscando respostas para seus conflitos emocionais. O maior amor do mundo é um mergulho no complexo universo da maternidade, com seu afeto incondicional e muitas vezes doloroso. Uma história tecida em cores vívidas e um guia cativante das emoções humanas – da dor e da raiva, da vergonha e do perdão, da tristeza e da esperança que sonha se transformar em felicidade.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580411287
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788580411287
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 320
Peso 0.35 Kg
Largura 14.00 cm
AutorHalverson, Seré Prince

Leia um trecho

Recentemente li um estudo que afirma não ser possível encontrar a felicidade. Isso porque as pessoas felizes já nascem assim. De acordo com o texto, a felicidade é produto apenas da genética: um gene gaiato que vai passando alegremente de geração a geração. Conheço o bastante da vida para entender ditos populares que dizem que dinheiro não traz felicidade, mas acho difícil engolir essa ideia de que a felicidade só vai até onde nossa herança genética permite. Por três anos mergulhei de cabeça no mais profundo mar de felicidade. Uma felicidade palpável, muitas vezes feita de barulho e outras tantas de suavidade: o cheirinho de leite que vinha de Zach quando apoiava a cabecinha em meu ombro, os cabelos de Annie se enroscando em meus dedos enquanto eu fazia tranças nela, Joe cantarolando um rock antigo no chuveiro enquanto eu escovava os dentes. O vapor no espelho embaçava minha própria imagem refletida nele, subtraindo as rugas como num efeito de Photoshop, mas nem as ditas rugas eram motivo de preocupação. Só quem não ri não tem pés de galinha – e eu ria muito. Hoje, passados alguns anos, também sei disto: a mais verdadeira felicidade não pode ser assim, tão pura, tão profunda ou tão cega. Naquele primeiro amanhecer do verão de 1999, Joe puxou as cobertas e beijou minha testa. Abri apenas um dos olhos. Ele estava usando seu mo• letom cinza e tinha a bolsa de equipamento fotográfico no ombro. Com um hálito de café e pasta de dente, sussurrou algo sobre ir fotografar em Bodega antes de abrir o mercado, depois foi correndo os dedos pelas sardas em meu braço, lá onde elas escreviam seu nome, como ele costumava dizer. Joe falava que eram tantas as sardas que dava para formar as letras não apenas de Joe, mas de Joseph Anthony Capozzi Jr. – tudo isso num único braço. E naquela manhã ele acrescentou: – Uau, até o Júnior está por extenso. – Então me cobriu de volta, dizendo: – Você é um espanto. – E você é um engraçadinho – falei, já voltando a dormir. Mas estava sorrindo. Tínhamos tido uma ótima noite. Joe sussurrou ainda que havia deixado um bilhete. Ouvi-o passar pela soleira e descer os degraus da varanda, a porta da picape se abrir preguiçosamente, o motor cantar cada vez mais alto para depois sumir aos poucos. Mais tarde naquela mesma manhã as crianças vieram se empoleirar na minha cama, elétricas. Zach foi logo puxando um lençol para cima da cabeça, fabricando a vela da nossa fragata imaginária. Annie, como sempre, nomeou a si própria capitã. Mesmo de barriga vazia, fomos singrando sem destino por mares nunca dantes navegados, a mansidão das ondas escondendo o lado complicado e traiçoeiro das coisas. Abraçados ali, os três, seguimos navegando no nosso bom e velho colchão de molas, mas ainda não havíamos recebido a notícia que mudaria tudo. Estávamos brincando de marinheiros. Segundo as notícias de bordo, tínhamos pela frente uma manhã turbulenta, então eu precisava de café. Urgentemente. Sentando-me na cama, espiei sob o lençol e falei para meus descabelados marujos: – Vou remar até a ilha Cozinha. Precisamos de suprimentos. – Não com todo esse perigo à espreita – disse Annie. À espreita?, pensei. Na idade dela, eu sequer conhecia essa expressão. Annie rapidamente se desvencilhou do lençol, ficou de pé na cama e, com as mãos plantadas na cintura, disse: – Talvez você nem volte. Então me levantei, aliviada por ter vestido minha calcinha e a camiseta de Joe antes de adormecer na véspera. – Mas, meu amor, como é que a gente vai conseguir enfrentar os piratas sem um cookie na barriga? Eles se entreolharam, perguntando-se sem dizer nada, apenas com os olhinhos: Cookie? Antes do café da manhã? Ela ficou doida? Ora, por que não? Eu me sentia disposta a comemorar. Aquela manhã era a primeira de céu claro em muitas semanas. A nuvem negra que vinha pairando sobre minha cabeça havia se dissipado e a casa inteira reluzia com a volta do sol pródigo. Recolhi meu copo d’água e o bilhete que Joe havia deixado sob ele: “Ella Bella, saí para fotografar um pouquinho na praia antes do trabalho. Adorei a noite de ontem. Beijos em A&Z. Venha me ver mais tarde se...” As últimas palavras haviam sido irremediavelmente borradas pela água que escorrera do copo suado. Eu também havia adorado a noite anterior. Depois de colocarmos as crianças na cama, ficamos papeando até tarde na cozinha, recostados na bancada, ele com as mãos enterradas nos bolsos da calça, como sempre fazia. Nada de assuntos espinhosos, apenas bobagens: Annie e Zach, o piquenique que tínhamos planejado para o domingo, as fofocas malucas que as pessoas haviam contado no mercado... Qualquer coisa, menos a situação do mercado em si. A certa altura ele jogou a cabeça para trás de tanto rir. Alguma besteira que eu tinha dito. O que mesmo? Sei lá. Tínhamos brigado no dia anterior. Depois de 59 anos de funcionamento, o Mercado Capozzi estava passando por dificuldades. Eu queria que Joe se abrisse com o pai. Ele preferia continuar fingindo que tudo estava bem. Não conseguia encarar a verdade, que dirá contá-la ao pai. Mas às vezes tinha lampejos de lucidez e chegava a me falar sobre alguma conta em atraso ou sobre a venda cada vez menor de mercadorias. Eu entrava em pânico e ele imediatamente mudava de assunto – um mau hábito nosso que já vinha de alguns meses. Joe se afastou da bancada, veio na minha direção e, com as mãos em meus ombros, disse: – Precisamos encontrar um jeito de falar sobre as coisas difíceis. Assenti. Ambos concordamos que até pouco tempo antes não havia coisas tão difíceis assim para serem conversadas. Falei de como tínhamos sorte: – Temos os nossos filhos, a nossa relação... Em vez de aproveitar a deixa e abordar as coisas difíceis já de uma vez, beijei meu marido e o puxei para o quarto.

Avaliações

Avaliação geral: 5

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Adriana recomendou este produto.
04/11/2013

lindo

Livro fascinante e encantador.Relatos de um amor que transcende, transborda, invade, amor de" MÂES"
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