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O Médico Doente (Cód: 1998973)

Varella, Drauzio

Companhia Das Letras

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Descrição

Médico cancerologista há quarenta anos, Drauzio Varella convive com a morte todos os dias. A experiência ao lado de pacientes terminais está contada no livro Por um fio, uma série de relatos em que o autor de Estação Carandiru
mostra como a proximidade da morte afeta o doente, seus familiares e até os profissionais responsáveis pelo
tratamento. A ligação estreita com o tema, no entanto, não o preparou totalmente para viver a situação inversa, do outro
lado do balcão. Em 2004, ao voltar de uma viagem à floresta amazônica — local que ele já visitara mais de cinqüenta
vezes por conta do trabalho de pesquisa em que atua no rio Negro —, Drauzio sentiu-se mal, teve febre e,
após alguns dias de teimosia obstinada, aceitou interromper o atendimento no consultório e repousar. Pouco depois,
foi internado. Conforme aumentavam a febre e o mal-estar, aumentavam também as incertezas quanto ao diagnóstico.Acompanhando de perto a angústia dos colegas, o doente viu-se na desconfortável posição de entender melhor do que um paciente comum a gravidade de seu caso. Nem mesmo a descoberta de que se tratava de febre amarela trouxe alento: a enfermidade não tem cura, é preciso deixá-la seguir seu curso e torcer para que o corpo resista e se recupere.

Características

Peso 0.21 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Companhia Das Letras
I.S.B.N. 9788535911497
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Idioma Português
Cód. Barras 9788535911497
Número da edição 1
Ano da edição 2007
País de Origem Brasil
AutorVarella, Drauzio

Leia um trecho

"Que alívio fazer o que mais desejava: deitar na cama e me cobrir com a colcha branca de algodão, com relevo em arabescos, fresquinha ao contato, idêntica às usadas na casa da avó Aurélia, onde fui morar aos quatro anos com meu pai e meus irmãos, depois da morte de minha mãe. Nem liguei para o aspecto grotesco que meu corpo magro de um metro e oitenta e cinco adquiriu ao vestir a camisola hospitalar de amarrar nas costas, cortada para quem mede no máximo um metro e trinta. Mal fechei os olhos, o quarto foi invadido por um batalhão de enfermeiras e auxiliares perguntando-me se apresentava alguma alergia, queixa cardíaca, pulmonar, urinária ou digestiva. Enquanto respondia a uma delas, outra instalava o aparelho de pressão em meu braço, e uma terceira colocava o termômetro e enlaçava a pulseira de identidade. Um técnico do laboratório passou um garrote para colher sangue e ligar o frasco de soro: "Vou dar uma picadinha". Foi o primeiro de uma série infindável de diminutivos que viriam a ser pronunciados. Achei graça porque me lembrei de meu sogro, engenheiro agrônomo que se orgulhava de ter passado a vida a abrir fazendas e a desbravar rincões longínquos. Quando esse homem à moda antiga saiu do centro cirúrgico depois de uma operação de catarata e lhe perguntei se havia sentido dor, respondeu: "Dor é o de menos; duro é ouvir 'Abre o olhinho', 'Fecha o olhinho', e ser obrigado a ficar quieto". O emprego do diminutivo infantiliza o cidadão. Deitado de camisola e pulseirinha, sem forças para agir por conta própria, cercado de gente que diz: "Vamos tomar um remedinho"; "Abre a boquinha"; "Levanta a perninha"... há maturidade que resista?"