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O Mundo em uma Frase (Cód: 1851707)

Geary,James

Objetiva

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Descrição

Começando com os sábios chineses e concluindo com os pensadores contemporâneos, 'O Mundo em uma Frase' conta a história do aforismo – a mais antiga e mais curta forma de arte escrita do mundo – em breves biografias de alguns de seus maiores praticantes: de escritores como Emily Dickinson e Mark Twain, a filósofos como Schopenhauer e Nietzsche, passando por profetas e sábios como Buda, Confúcio e Jesus. Nesta era de cultura descartável, este livro é feito para quem ama as palavras e procura a sabedoria.

Características

Peso 0.38 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
I.S.B.N. 9788573028485
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 1.80 cm
Idioma Português
Tradutor Gama, Claudia Martinelli
Cód. Barras 9788573028485
Número da edição 1
Ano da edição 2007
País de Origem Brasil
AutorGeary,James

Leia um trecho

Adivinhar é mais divertido do que saber As confissões de um viciado em aforismos SE NÃO FOSSE UM AFORISMO de W. H. Auden, eu talvez nunca tivesse conhecido a minha mulher.Eu estava no último ano na universidade, estudando uma mistura de poesia, filosofia e literatura, feita ao acaso. Como a faculdade que eu cursava dava ênfase especial à arte dramática, periodicamente eu encenava pequenas apresentações improvisadas, baseadas em coisas que estava escrevendo ou pensando na época. Uma dessas encenações envolvia arrastar cerca de uma dúzia de pedras bastante grandes e pesadas até a sala de refeições, durante o jantar, e empilhá-las em um pequeno monte. Eu ficava de pé em cima do monte, batia de leve com um garfo na borda de um copo até atrair a atenção da sala e lançava da boca um punhado de pedras menores. Em seguida, arrastava as pedras grandes de novo para fora. Hoje isso parece absurdo, mas na época eu achava que estava fazendo uma declaração muito profunda — naquela maneira enigmática e pomposa que só os estudantes universitários conseguem fazer — sobre a obstinação da linguagem, a impossibilidade de jamais realmente dizer o que pretendemos. Foi em evento semelhante que encontrei pela primeira vez a mulher que se tornaria minha esposa. Para essa apresentação, porém, a única coisa que levei para a cafeteria foi o próprio mundo — na forma de um globo de mesa de que eu recortara caprichosamente o Círculo Ártico, de modo que o topo da Terra se soltava como a tampa de um pote de biscoitos. Dentro do globo, eu colocara dúzias de tirinhas de papel, cada uma contendo um aforismo — fosse criado por mim mesmo, ou de um escritor famoso. Enquanto perambulava pela sala de refeições, eu abordava as pessoas que comiam e pedia que tirassem uma frase de dentro do globo. O único embaraço: todos tinham de ler o aforismo em voz alta. Só me afastava da mesa depois que eles liam. Naquela época, eu era um aspirante a aforista, portanto o globo continha o que eu considerava algumas das minhas melhores frases: Nunca confie em um animal — não importa quantas pernas ele tenha. Os jovens deviam fazer piqueniques em vulcões ativos. Há certos erros que apreciamos tanto que estamos sempre desejando repeti-los. Não há muito espaço para erro em uma casca de ovo. Pouca gente vive no deserto. E o meu favorito: Às vezes, dois peixinhos em um aquário bastam. Mas o globo também continha muitos aforismos excelentes de alguns dos meus autores favoritos, inclusive este de W. H. Auden: O conhecimento pode ter as suas finalidades, mas adivinhar é sempre mais divertido do que saber. Minha futura esposa — com quem nunca me encontrara até então — tirou essa frase do globo e, depois de certa hesitação e embaraço, leu-a em voz alta. Passei então à mesa seguinte e distribuí mais umas duas dúzias de aforismos, antes de terminar a encenação. No dia seguinte, encontrei uma tirinha de papel na minha caixa de correio. Nela estava escrito: Em alguns casos, conhecer é muito mais divertido do que adivinhar. Foi assim. O pedaço de papel, rasgado de uma folha maior, não trazia nome nem outra mensagem. Mas me lembrava de quem escolhera a frase de W. H. Auden e, mais tarde nesse dia, reconheci minha futura esposa no corredor, a caminho da sua sala. Eu estava no patamar, esperando o início da minha aula, e ela estava descendo a escada. Quando ela passou, inclinei-me sobre o parapeito e disse: “Você tem razão. Em alguns casos, conhecer é muito mais divertido do que adivinhar.” Ela ficou um pouco vermelha e continuou andando. Mas naquela noite ela apareceu, sem avisar, na entrada que dava para o meu quarto — e o resto é história. Os aforismos mudaram a minha vida, e não só porque foi graças a um que conheci minha mulher. Eles têm sido uma inspiração e um fascínio para mim desde mais ou menos os meus 8 anos, quando pela primeira vez topei com a forma na seção “Entre aspas”, das Seleções do Reader’s Digest. Meus pais eram assinantes fiéis da revista e com freqüência eu encontrava números atrasados, amarrotados e um pouco úmidos, no chão do banheiro. “Entre aspas” reúne breves declarações inspiradas — em geral, de celebridades, personalidades da televisão ou políticos, mas freqüentemente de escritores e às vezes de pessoas comuns — que distribuem conselhos sobre coisas tais como superar a adversidade, lidar com a decepção ou a dor e enfrentar a vida familiar. Este, do conselheiro de televisão dr. Phil McGraw, colhido ao acaso em um número recente da revista, exemplifica o estilo: Se casar por dinheiro, você ganhará cada centavo. Eu estava apenas começando a me tornar um leitor sério, assim essas provinhas tinham o tamanho exato para a minha capacidade de atenção pré-adolescente. Naquela época, naturalmente, eu não distinguia um aforismo de um afrodisíaco, mas aquelas frases curtas e insólitas tinham algo que me atraía. Adorava os jogos de palavras, paradoxos e torneios inteligentes. E me espantava como uma declaração tão concisa podia conter tanto sentido. Ler uma citação realmente boa de “Entre aspas” era como olhar em um caleidoscópio. Depois de revirá-la na mente por algum tempo, eu ficava surpreso com a quantidade de significados diferentes que conseguia achar.