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O Noviço - Livro de Bolso (Cód: 432017)

Pena, Martins

L&PM

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Descrição

Um casamento por interesse dá início à divertida história de 'O Noviço'. O inescrupuloso Ambrósio pensa que vai levar a melhor do casamento com Florência, uma rica e ingênua viúva. Mas seu plano começa a ruir com a chegada surpreendente de Rosa, sua primeira mulher. Picaresco e irônico, com esta peça – escrita por volta de 1845 – Martins Pena revela os bastidores da provinciana sociedade carioca de meados do século XIX, criticando com sutileza e bom humor os falsos moralistas, os políticos gananciosos, os religiosos da boca pra fora e as convenções de um meio social marcado pelo preconceito e pela hipocrisia.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora L&PM
Cód. Barras 9788525406231
Altura 17.80 cm
I.S.B.N. 8525406236
Profundidade 0.50 cm
Acabamento Brochura
Ano da edição 199
Idioma Português
Número de Páginas 112
Peso 0.10 Kg
Largura 10.70 cm
AutorPena, Martins

Leia um trecho

Martins Pena e a Comédia Nacional

Não é difícil para o leitor de literatura brasileira perceber que um dos dilemas que o país teve que enfrentar, ao menos no plano cultural, foi o da dependência de modelos literários de matrizes europeias – fossem lusitanas ou de outras partes da Europa. Basta pensar na maneira como somos apresentados à história de nossa literatura na escola, através dos manuais e livros didáticos: primeiro aprendemos coisas sobre “escolas literárias” europeias, depois vemos como esses movimentos chegaram por aqui, para daí sim estudarmos os autores brasileiros. Quer estejam adequados a essas escolas, quer não, em nossos livros escolares os escritores brasileiros “pertencem” a algum desses períodos de origem europeia. Diante desse quadro cultural, seria de se esperar que nossos escritores pouco ou nada tivessem de original e de espontâneo – com a exceção sempre lembrada de Machado de Assis. E antes dele, ninguém? Pois o leitor tem em mãos a obra de um autor que poderia figurar honradamente como resposta. Se é verdade que Martins Pena, o autor de O Noviço, não tinha o gênio de Machado de Assis (mas quem é que tinha?), também é verdadeiro dizer que sua literatura, numa época em que o país apenas engatinhava nessa área, merece destaque por sua originalidade, por ter seguido um caminho próprio. Vejamos como Martins Pena fez isso. “Martins Pena e Manuel Antônio de Almeida, o singular e malogrado autor das Memórias de um sargento de milícias, são porventura os melhores, se não os únicos, exemplos de espontaneidade literária que apresenta a literatura brasileira.” Essas palavras mais do que elogiosas são do crítico José Veríssimo, figura que, ao lado de Sílvio Romero, despontou no século XIX como referência na análise literária e cultural do Brasil. E o elogio não é pequeno. Ex-colônia de Portugal, nosso país teria que enfrentar, no plano cultural, o fantasma da dependência de modelos literários das matrizes europeia. O maior crítico literário brasileiro do século XX, Antonio Candido, chega a dizer com todas as letras que “a nossa literatura é galho secundário da portuguesa, por sua vez arbusto de segunda ordem no jardim das Musas...”. O elogio de José Veríssimo ao nosso Martins Pena parece indicar que o bem-sucedido autor de O Noviço teria conseguido trilhar um caminho próprio para seu teatro. Para compreendermos o alcance dessas palavras é preciso, em primeiro lugar, uma breve notícia da história de nosso teatro, além de informação específica mínima sobre as transformações do gênero dramático durante o Romantismo. Comecemos por esses dois pontos, então.

O Teatro no Brasil

Se, por um lado, é verdade dizer que temos poucas notícias seguras acerca do teatro praticado nos tempos do Brasil colonial, por outro, não nos resta dúvida de que tenha sido manifestação relativamente constante desde muito cedo em nosso território. Coube aos jesuítas e a seu projeto de catequização tanto a representação quanto a produção das primeiras peças teatrais de nossa história, e costuma-se apontar o Auto de Pregação Universal, do padre José de Anchieta, como a primeira peça escrita no Brasil – a datação oscila entre 1555 e 1570. De caráter pedagógico e religioso, dificilmente o leitor contemporâneo encontrará sabor literário nessas manifestações de literatura dramática. Foram elas, entretanto, que fizeram escola, e ao longo do século XVII e parte do XVIII, praticamente tudo o que existiu de teatro esteve ligado direta ou indiretamente ao tema religioso e à evangelização. De resto, as encenações eram de autores espanhóis ou adaptações de Molière, Voltaire e Metastásio, este traduzido pelo nosso poeta árcade Cláudio Manuel da Costa, segundo declaração sua. Foi, aliás, no século XVIII que surgiu o primeiro autor dramático digno de nota entre nós, Antônio José da Silva, o Judeu. Levado para Portugal pelo pai desde muito jovem, lá foi acusado pela Inquisição e queimado num auto de fé. Mesmo tendo produzido em Portugal e sobre os costumes portugueses, a figura de Antônio José contribuiria decisivamente para a formação de um teatro nacional brasileiro, pois foi inspirado nessa trágica história que Gonçalves de Magalhães escreveu aquela que seria considerada a obra fundadora da dramaturgia nacional, Antônio José ou O Poeta e a Inquisição. O ano é 1838, e, portanto, estamos nos inícios do Romantismo brasileiro. Vejamos o que isso significa.

O Romantismo no Brasil: O Caso do Teatro

De origem alemã e inglesa, ainda no século XVIII, o Romantismo toma conta da Europa – particularmente França e Itália – já no começo do século XIX. Em linhas gerais – e para os nossos fins nesta análise – cabe lembrar que a atitude romântica consiste fundamentalmente numa recusa dos modelos clássicos, de inspiração greco-latina, que imperavam na arte europeia, em maior ou menor escala, desde o início do Renas cimento italiano. Nessa atitude está contemplada a reivindicação de liberdade formal que garantiria a criação individual fora de padrões pré-estabelecidos. É o que se lê no grito de Victor Hugo, “Ao martelo com as regras”, no prefácio de sua peça Cromwell, em 1827. Essa experiência libertadora – muito próxima da nossa compreensão contemporânea de arte – garantiu ao Romantismo uma variedade de estilos, processos e temas que dificultariam enquadrá-lo e sistematizá-lo sem empobrecê-lo. Foi de maneira programática, entretanto, que a nova poética se estabeleceu no Brasil, e coube a Gonçalves de Magalhães o papel de grande agitador e divulgador das ideias românticas. Além da publicação do primeiro livro romântico no Brasil – os poemas dos seus Suspiros Poéticos e Saudades é de 1836 –, é dele, como dissemos acima, o primeiro drama de pretensões românticas no país. Obra sem grandes qualidade literárias – o crítico Alfredo Bosi definiria a vida literária de Magalhães dizendo que a ele sempre caberia a “glória cronológica”–, cumpriu importante papel na consolidação de um novo tipo de teatro nas letras nacionais, alinhado, de resto, com toda a retórica nacionalista própria do programa romântico. Como disse:

José Veríssimo,
Atores brasileiros ou abrasileirados, num teatro brasileiro, representavam diante de uma plateia brasileira entusiasmada e comovida o autor brasileiro de uma peça cujo protagonista era também brasileiro e que explícita e implicitamente lhe falava do Brasil. Isto sucedia dezesseis anos após a Independência, quando ainda referviam e bulhavam na jovem alma nacional todos os entusiasmos desse grande momento político brasileiro.

E foi com o interesse romântico pelo drama que o Romantismo ganhou terreno em nossa literatura dramática. O que se buscava era, em linhas gerais, o rompimento da unidade absoluta – de tempo, de espaço e de ação – estabelecida por Aristóteles em sua Poética e seguida à risca pelos autores clássicos e neoclássicos, particularmente por aqueles que antecederam os românticos e cujo exemplo máximo talvez seja Racine. É contra essas regras e esses autores que Hugo levantava seu “martelo”.

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