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O Outro Lado da Montanha (Cód: 181238)

Hendricks, Howard G.

Mundo Cristão

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O Outro Lado da Montanha

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Descrição

Segundo Howard G. Hendricks, há três formas de se classificar a idade de alguém: a cronológica, baseada na passagem dos anos; a fisiológica, identificada pela condição física; e a psicológica, que reflete a maneira como a pessoa se sente em relação ao mundo que a cerca. Nos três casos, garante o autor de 'O Outro Lado da Montanha', é possível chegar à velhice com dignidade e disposição. O segredo está no compromisso com valores que, ao contrário do corpo, não sofrem os efeitos do tempo. Os quatro capítulos do livro são baseados em artigos que compõem uma série intitulada 'À beira da eternidade - Uma conversa sobre o envelhecimento', apresentada primeiramente no Seminário Teológico de Dallas, em 1999. Neles, Hendricks discorre sobre a questão a partir dos princípios bíblicos, mostrando que, nas Escrituras, 'idoso' não é sinônimo de 'incapaz' ou 'descartável' - pelo contrário, a Palavra de Deus reserva grande honra e responsabilidade para aqueles que alcançaram a Terceira Idade.

Características

Peso 0.11 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Mundo Cristão
I.S.B.N. 8573253932
Altura 17.00 cm
Largura 12.00 cm
Profundidade 0.60 cm
Número de Páginas 144
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788573253931
Número da edição 1
Ano da edição 2005
País de Origem Brasil
AutorHendricks, Howard G.

Leia um trecho

Apresentação Oficialmente deverei me aposentar daqui a dez anos, mais ou menos. Dadas as condições de vida da maioria dos aposentados em nosso país, o pensamento deveria me assustar. Alguns meses atrás, no entanto, li O outro lado da montanha, e a aposentadoria perdeu sua face assustadora. Na verdade, todo o meu conceito de aposentadoria mudou. Este livro reúne uma série de palestras proferidas por Howard Hendricks nas Conferências Griffith Thomas do Seminário Teológico de Dallas, nos Estados Unidos (também apresentadas no Seminário Palavra da Vida, em Atibaia). O tratamento do tema estimulou-me a considerar o futuro com mais otimismo e objetividade: posso exercitar os dons e as oportunidades que Deus me concedeu de maneira diferente. Ainda que as dificuldades inerentes ao período não tenham desapareceram o com a leitura, o otimismo de Hendricks, baseado no próprio exemplo, não só me contagiou como desafiou a ver a fase madura da vida como a época de colher os frutos e saboreá-los, na comunhão, com a geração seguinte. O Brasil está se tornando rapidamente um país de idosos. Algumas projeções são sombrias, e as mais desoladoras referem-se ao custo tremendo que a nação terá de pagar para atender ao grande número de aposentados daqui a apenas quinze anos. É admirável que os evangélicos tenham muito que contribuir no que é mais fundamental - a perspectiva correta sobre essa fase única da vida. Entretanto, é triste pensar em quão pouco está sendo feito. Minha oração é que, ao ler este livro, você aproveite a oportunidade para colorir seu futuro com uma mensagem de realismo otimista do grande comunicador Howard Hendricks. - Apresentação A vocês, leitores mais jovens, fica o desafio de encarar a terceira idade não como uma terra de ninguém, mas como o território em que muita gente pode ser alcançada para Cristo e para uma vida de produtividade e significado. Se nós, Igreja de Jesus Cristo, nos resignarmos a apenas reclamar da situação, os bingos tomarão conta. De fato, já o fizeram em outros lugares, e começam a fazer aqui. Temos muito território que reconquistar. Carlos Osvaldo Cardoso Pinto, Ph.D. Reitor do Seminário Bíblico Palavra da Vida O outro lado da montanha Qual seria sua idade se você não soubesse quantos anos tem? Essa pergunta feita por Satchel Paige atinge o âmago do processo que chamamos de amadurecimento ou envelhecimento, o programa de reciclagem feito por Deus. Uma árvore brota com folhas, flores e frutos; finalmente os frutos amadurecem e caem; as folhas secam e caem pelo chão - tudo para nutrir a árvore em sua vida futura. Essa é uma ilustração simplificada das palavras de Davi no Salmo 103:15,16: Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; o outro lado da montanha pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar". Feitos à imagem e semelhança do Criador, os humanos possuem uma habilidade incrível de afetar esse declínio. Nossa capacidade mental atua como um software engenhosamente desenhado para ditar os rumos e organizar as circunstâncias da nossa vida. O envelhecimento é principalmente uma questão mental; é sua atitude, não a sua idade. A pessoa tem a idade da sua postura mental, e não das suas artérias. A atitude é o volante da vida; uma pequena curva a leva a um destino radicalmente diferente. A sra. Simpson, uma amiga que mora em Houston, costumava visitar sua filha em Dallas; minha esposa se lembra dela por ter sido a primeira preletora em seu estudo bíblico de senhoras a mencionar o assunto das mudanças provocadas pela idade, a partir de Mateus 5:13: "Vós sois o sal da terra". Lembro-me dela numa festinha de Natal, anos atrás. Ao ver-me, perguntou com vivacidade: - E aí, Howie, quais os últimos cinco melhores livros que você leu recentemente? Enquanto pensava no assunto, ela olhou à sua volta e disse: - Bom, não vamos ficar aqui nos enfadando com nossas mazelas, vamos discutir algum assunto. Se não acharmos nada para discutir, podemos partir para um bate-boca! Ágil como uma cabra montesa, ela visitava a Terra Santa regularmente. Certa ocasião eu a vi, aos 83 anos, em cima de uma torre gritando para um grupo de atletas profissionais: "Vamos gente, mexam-se!". Em Dallas, enquanto dormia, o Senhor a levou. Sua filha ligou e quando eu cheguei, ela me mostrou um bloco de papel em que a sra. Simpson havia escrito, antes de ir para a cama, seus objetivos para os próximos dez anos. Determinada, vibrante, perspicaz e cheia de vida, a sra. Simpson personificou e me ensinou o que a velhice pode ser. A velhice deve ser tempo de expectativa, e não de escape; de senescência, e não de senilidade. A senescência (um sinônimo para envelhecimento) é uma fase natural; acontece com todos nós. Senilidade, pelo contrário, é uma perda antinatural de nossas faculdades durante essa fase, e atualmente a senilidade atinge menos que vinte por cento dos americanos. A velhice também deveria ser um momento na vida de desenvolvimento interior claramente visível, e não de mera deterioração externa; momento de crescer em maturidade, e não apenas em flacidez, barriga e calvície. Há três maneiras facilmente diferenciáveis de classificar o idoso, apesar de individualmente elas poderem ser largamente variadas: a idade cronológica - a medida da idade pelo padrão do tempo decorrido; a idade fisiológica - refletida nas funções corporais da pessoa e sua condição física; e a idade psicológica - baseada no modo como a pessoa se sente ou reage às pessoas e circunstâncias. A mesma pessoa, portanto, pode ter três idades diferentes. A velhice não começa em certo ponto do tempo; nós envelhecemos a cada minuto, não a cada ano. Uma mulher de cem anos foi abordada com a pergunta sobre o que ela fizera de sua vida. Ela então respondeu: - Ainda não posso lhe dizer. Ainda estou viva e continuo a fazer minha vida. Razões para o estudo Por que esse assunto merece nosso tempo e atenção? O assunto da velhice constitui um ingrediente vital durante toda a nossa vida? Cinco razões persuasivas tornam esse estudo válido e essencial. Em primeiro lugar, cristãos precisam de uma interpretação cristã do processo do envelhecimento. Pesquisas muito úteis desse processo foram feitas, mas os estudos carecem em geral de conceitos bíblicos. Há uma carência impressionante de material nessa área, de uma perspectiva eterna, especialmente com relação ao ministério para idosos na igreja. A riqueza do nosso progresso tecnológico é prejudicada pela pobreza da nossa lógica pessoal, sempre pronta a presumir que velhos não prestam para nada. Esse preconceito se percebe na aceitação geral da desonra aos idosos, e as caricaturas de adultos enrugados, encurvados, amputados e combalidos. Como resultado, duvidamos do seu valor. Quão importante para uma pessoa é ser valorizada, bem-vinda e levada a sério? Tomás de Aquino responde: "A graça não suprime a natureza". Em segundo lugar, pessoas com mais de sessenta anos fazem parte do segmento que mais cresce entre a população de vários países. A Associação Americana de Aposentados observa que no ano de 2030 haverá 70 milhões de pessoas acima dessa idade nos Estados Unidos,* mais que o dobro do seu número em 1996. Enquanto hoje as pessoas com mais de 65 anos representam treze por * As projeções ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, em 2005, a população com 60 anos ou mais corresponde a 8,9% do total. Em 2020, corresponderá a 12,9% e a 17,1% em 2030. (N. do E.) cento da população, essa porcentagem subirá para vinte por cento em 2030.1 Em 1996, pessoas que alcançavam a idade de 65 anos tinham uma expectativa de vida adicional de 17,7 anos (19,2 para mulheres e 15,5 para homens).2 Somos cidadãos de uma nação de idosos. Não podemos nos dar ao luxo de nos alienar da sociedade à qual Deus nos chamou a ministrar. O problema da velhice, assim denominado, não diz respeito apenas ao idoso. Ele representa um descaso, um menosprezo em nosso mundo para com qualquer pessoa que seja fraca. Pode-se sempre predizer a queda de uma cultura pelo modo como trata suas crianças e seus idosos, e nós estamos maltratando a ambos. Atualmente os Institutos Nacionais de Saúde gastam menos que um décimo de um por cento do seu orçamento em pesquisa geriátrica.3 Nossa reação nacional ao mandamento bíblico de ajudar os fracos e prover os carentes é vergonhosa, imoral e desumana, levando-se em conta os recursos de que dispomos. Conforme a Sociedade Americana do Idoso, das nossas 126 faculdades de medicina, apenas uma, Mount Sinai Medical School, da cidade de Nova York, tem uma escola de geriatria. Outra deverá ser inaugurada no estado de Arkansas. Apenas treze faculdades de medicina oferecem aos alunos um curso sobre envelhecimento. Menos que a metade de todos os médicos tem algum treinamento em tratar as doenças dos idosos. Apesar da nação gastar duas vezes mais que qualquer outra no cuidado com o idoso, ela ainda alcança apenas o 24 lugar em longevidade no mundo.4 Terceiro, pessoas mais velhas representam o maior recurso em potencial e a maior mão-de-obra disponível para nossas igrejas, mas elas são consistentemente ignoradas. Devido à melhor saúde, aperfeiçoamento tecnológico e a conseqüente maior longevidade, temos ao nosso alcance uma velhice significativa. Os últimos anos da vida de um cristão podem alcançar a máxima produtividade quando dinamizados por oração, ofertas financeiras e ministério pessoal. Quarto, pastores são chamados por Deus a pastorear a igreja toda - do recém-nascido ao inválido preso a uma cama. Pastores não devem focalizar qualquer segmento da comunidade de forma discriminatória. Deus não classifica pessoas pela idade, nem os que o representam devem fazê-lo. Infelizmente, porém, a igreja tem seguido a delinqüência da nossa sociedade. Como resultado, buscamos ignorar as inquietações da idade avançada, inundados pela cultura do novo e do belo, celebrada por toda a parte. Henri Nouwen fez alguns comentários perspicazes com relação a isso: Muitos estudantes passam a maior parte do quarto ano da faculdade quase que exclusivamente com seus colegas, incapazes de brincar com uma criança, trabalhar com um adolescente, conversar com um adulto, ou ter qualquer contato com o idoso. Aqueles que se separam para obter educação colocam-se numa situação em que o contexto educacional da vida lhes é tirado. É extremamente valioso ter esse contato com os colegas nos anos de formação, mas quando não existe mundo à sua volta para lembrá-lo de onde veio e para onde vai, esse aconchego pode se tornar paralisante em vez de propulsor. E isso é uma tragédia.5 A velhice é uma parte tão importante e significativa da vontade perfeita de Deus para nós quanto a juventude. Ele está interessado tanto no florescer quanto no fenecer da vida. Assim como o potencial está contido na juventude, e muitas vezes nunca desenvolvido, também as plenas possibilidades da idade avançada muitas vezes permanecem adormecidas e morrem com a pessoa. Nunca é tarde demais para se começar a viver. O trabalho de Deus será grandemente enriquecido quando mais atenção for dada à liberação e ao uso desse recurso escondido. Quinto, um grave abismo de gerações se desenvolveu com a mobilidade e a modernização da nossa sociedade, um vazio estranho aos padrões das Escrituras. Devemos entender que não podemos expulsar os jovens da igreja a toque de caixa; o jovem, por outro lado, também não deve se recusar a abraçar o idoso na igreja. Precisamos desesperadamente um do outro, como aconselha Tournier: "Todos os diferentes grupos precisam um do outro. O desenvolvimento de cada um é prejudicado se o contato com todos não for mantido. Idosos precisam de adolescentes assim como de crianças; eles precisam do amor de ambos".6 A Bíblia é um documento realista; ela diz as coisas como realmente são. Os fracassos são tão fielmente relatados quanto os sucessos. Deus nunca pintou o caminho para o céu como um mar de rosas. Especialmente quando se refere à velhice, o Espírito Santo retrata com consistência um vasto contraste entre aqueles que viveram com Deus e os que viveram sem ele. A chave bíblica é ser realista e otimista. Há mudanças progressivas na mente e no corpo, fisiológica e psicologicamente; e devemos aceitá-las sem exagerar. Devemos dominar o processo do envelhecimento, além de não deixar ele nos dominar. Não temos escolha quanto a envelhecer, mas temos um voto decisivo em como vamos passar esses anos. Com respeito à cultura atual, o falecido maestro Leonard Bernstein observou: "Metade das pessoas está se afogando... e a outra metade está nadando na direção oposta". Se então as nossas atitudes determinam o processo do envelhecimento, podemos ser velhos aos cinqüenta anos ou bem jovens aos noventa. A conquista do verdadeiro envelhecer se reflete numa serenidade de espírito, em um crescimento contínuo. Como Pedro escreveu: "Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor" (2Pe 1:57; nvi). Vivemos numa sociedade e nos envolvemos com uma igreja; ambos receberam uma lavagem cerebral com o pensamento esponjoso a respeito do processo do envelhecimento. Precisamos questionar: O que a Bíblia diz sobre o envelhecimento? Podemos acabar descobrindo que estamos a anos-luz de distância do que Deus diz sobre o assunto. Uma perspectiva bíblica As Escrituras nos mostram claramente que a velhice é uma dádiva divina, uma bênção a ser valorizada por toda a comunidade. Os cinco trechos bíblicos que se seguem, tratam desse fato. "Assim, abençoou o Senhor o último estado de Jó mais do que o primeiro... Então, morreu Jó, velho e farto de dias" (Jó 42:12,17). Poucos homens sofreram como Jó, mas através do sofrimento seu olhar continuou firme no seu Criador, sem saber por que, mas confiante em quem planejava sua vida. Deus preservou 42 capítulos da história de Jó para nos ensinar não apenas sobre sofrimento, mas também sobre sua graça consoladora. "Porque por mim se multiplicam os teus dias, e os anos de vida se te acrescentarão" (Pv 9:11). Essas promessas se seguem ao muito mencionado verso: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência" (v. 10). Essa é a fórmula divina para um movimento final deliberado e constante em direção a uma realização que dura a vida inteira. "Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei" (Is 46:4). Da eloqüência de Isaías vem essa cláusula de garantia, as mais doces palavras que um idoso poderia ouvir. Apesar das duras calamidades presentes, há luz no final do túnel para a humanidade. O resgate divino aguarda o cristão. "Por isso, não desanimamos, pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova a cada dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas" (2Co 4:1618). Os anos podem enrugar a pele, mas a perda das esperanças e da admiração pela vida traz rugas à alma. A confiança de Paulo, mesmo sob as piores circunstâncias nos diz, a despeito de boletins médicos, que temos um acesso privilegiado, invisível e imperdível à renovação interior. Os anos podem desgastar o corpo, mas a alma confiante não se deixa abater. "Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus" (2Cor 5:1). Essa verdade é a cartada vencedora no sombrio jogo da vida e da morte. Doença? Desapontamento? Tragédia? Deus nos assegura que sua graça nos basta (2Cor 12:9) durante o processo da morte física e sua provisão é uma vida incorruptível. Os autores das Escrituras demonstram ter sentido a aragem fria da morte se aproximando e buscaram preencher o desconhecido que nos aterroriza. Os salmos 71,78,92, cada um carregado de significância, sussurram maravilhas consoladoras para os idosos. Uma oração para a velhice: salmo 71 O suplicante do salmo 71 aparentemente era um idoso muito atribulado - porém sem sinal de abatimento (v. 20). Mas ele não ora querendo escapar das dificuldades; ele não pede eterna juventude. Pelo contrário, o salmista busca a presença salvadora do Senhor para enfrentar a tribulação. Obviamente ele estava no fim de suas forças físicas. Ele ora: "Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças não me desampares" (v. 9). Deus lhe relembra que ele é fiel e nunca muda. Outro salmo parece responder sua oração, com a garantia do cuidado de Deus conquistado por décadas de experiência: "Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão" (37:25). O escritor do salmo 71 vislumbrou o propósito de Deus para sua vida: "Não me desampares, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder" (71:18). Deus sempre foi e sempre será fiel; portanto podemos servi-lo com confiança e gratidão, apesar da nossa fragilidade humana. Essa verdade revolucionária é boa demais para se manter guardada. Por essa razão, o salmista pediu a Deus permissão para divulgá-la antes de partir desta terra. Ele queria que seu legado fosse proclamado enfaticamente, para anunciar que, qualquer que seja a condição humana, Deus é o Renovador, Restaurador, e a Fonte da força interior para seu povo. Mesmo que a força do salmista falhasse, ele sabia que Deus não falharia com ele (v. 9). Por isso ele ansiava por contar sua história (v. 18). A vida deve ser vivida em direção ao futuro, mas pode ser entendida apenas quando refletimos sobre o passado. Um sermão da história: salmo 78 Nossa geração míope sofre de uma distorção causada por uma negligência estratégica. Somos assolados por uma amnésia histórica. Uma das coisas que aprendemos com a história é justamente que nós não aprendemos com ela. Carecemos de uma postura que abranja três gerações. Talvez nada seja mais necessário que isso em nossa sociedade existencial; a maioria não consegue sequer entender o que isso significa, mas é atingida por esse mal. As pessoas vivem saturadas de um epicurismo* promovido ao século xxi. Um antigo escritor clamou: "Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão * Sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século iv a.C. Epicuro propunha uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade. (N.do E.) de Deus" (Ec 2:24). Nossa sofisticação moderna declara: "O passado é um túmulo; ignore-o. O futuro é holocausto; evite-o. Não há lucro no discipulado; não há destino na peregrinação. Adquira um Deus instantâneo; compre carisma enlatado".7 Asafe, o homem sábio do salmo 78, anunciava: "Não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez" (78:4). Por quê? "... a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes" (v. 6). O cristianismo pode morrer, e geralmente morre, no espaço de uma geração se os cristãos ignoram esse conselho. Não há espaço para pais ou avós serem neutros nesse assunto. O salmo 78 descobre um cordão de três dobras de fé envolvendo confiança pessoal, pensamento informado e vontade obediente. Os versos 7 e 8 oferecem uma expressão ao mesmo tempo positiva e negativa: "... para pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus". Westermann denomina essa expressão de "re[a]presentação" da história. Ele afirma que a essência do que será transmitido está nas palavras do verso 4: "... contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez".8 "No relato dos gloriosos feitos de Deus", diz Westermann, "abre-se o futuro".9 Ao olharmos para trás, preparamo-nos para olhar adiante. Essa repetição dos grandiosos feitos divinos requer a presença de cristãos proativos na vida de todo jovem, pessoas que indiscutivelmente confiam em Deus em termos pessoais, capazes de tomar uma decisão inteligente sobre o que é mais importante na vida. Esse tipo de compromisso corajoso de obedecer a Deus, custe o que custar, instrui uma sociedade pervertida mais eficazmente que qualquer pronunciamento, e neutraliza o medo do que vem pela frente. A confiança é colocada na pessoa de Deus; a história dos seus feitos comprova sua capacidade de cumprir suas promessas. Essa premissa pressupõe que nós aprendemos a contar histórias que exaltam a Deus, não a nós. Ray Stedman costumava contar a história de um menino que voltou para casa da Escola Dominical dizendo que a avó de Jesus tinha dado a aula daquele dia. - Por que você acha que ela era a avó de Jesus? - Bom, ela ficou mostrando fotos de Jesus e contando o que ele fez. O salmo 78 ordena que enfrentemos os problemas com conselhos que se apóiem no Deus cuja presença provamos pessoalmente; que aprendamos a deixar o Espírito Santo brilhar através de nós com sua paciência, alegria e paz enquanto nossa família nos observa atravessando o pantanal da doença e do sofrimento. Uma canção para o dia de sábado: salmo 92 O salmo 92 se adapta bem à leitura congregacional e ao estudo individual. Ele retoma o tema de louvor ao Senhor apesar dos ímpios que sempre parecem estar levando vantagem. Planejado por Deus para ser um dia de descanso e adoração, o Sábado foi dado a Israel para recuperação física, emocional e espiritual. Em suas ternas misericórdias, Deus separou um dia a cada sete dias, não como obrigação, mas bênção; algo para ser saboreado em vez de suportado; um prazer, não uma punição! Note o contraste: o povo do mundo é perecível; o povo de Deus é permanente. O inepto não compreende, e o estulto não percebe isto: ainda que os ímpios brotam como a erva, e florescem todos os que praticam a iniqüidade, nada obstante, serão destruídos para sempre [...] O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano. Plantados na Casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice darão ainda frutos, O outro lado da montanha serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça Salmos 92: 6,7,12-15 Os piedosos são caracterizados por terem vigor sem fim. Essa passagem mostra que a sabedoria, a habilidade de viver bem, é o que determina o viço da perpétua juventude e o frescor de amadurecer com propósito. Pode-se deteriorar fisicamente, isso é inevitável; mas espiritualmente nossa maturidade experimentada deveria estar sempre em desenvolvimento. O salmo 92 começa: "Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo" (v. 1). Lutero traduziu a palavra "bom" por "precioso". O pensamento é que um aperfeiçoamento ou restauração interior ocorre por meio do louvor em adoração. Você já se encontrou deprimido ou desencorajado, e decidiu louvar a Deus assim mesmo? Uma transformação maravilhosa acontece. O louvor com nossas palavras leva ao louvor com nossa vida. Aqui está o verdadeiro rejuvenes cimento para o virtuoso veterano, cansado de guerra. Não precisamos ser galhos secos na videira. "Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor" (v. 14). Em Deuteronômio 34:7 essa promessa se enfatiza: "Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor". Em Isaías 40:31 essa verdade é reiterada: "... mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam". Os três salmos nos ensinam que Deus é fiel (Sl 71), que somos responsáveis (Sl 78), e que a vida pode ser inteiramente frutífera (Sl 92). Exemplos bíblicos Mas qual é a cara da velhice? Pequenas porções das biografias bíblicas ilustram um envelhecer positivo e saudável. Afinal, o mais forte incentivo para se viver uma vida piedosa é observar um exemplo dela. Focalize suas lentes em Simeão. Em Lucas 2:2535 encontram-se três características dele: Simeão era justo diante de Deus, reconhecido por sua devoção, e controlado pelo Espírito Santo. Note a relação de causa e efeito entre essas três características. Aqui está o retrato de um homem piedoso, avançado em anos, de quem o Senhor se lembra. Ele sai da sua peregrinação terrena banhado de glória. Sem pesar, sem desapontamentos, sem "Ah-se-eu-pudesse-começar-de-novo! ..." Ele era um senhor satisfeito, alerta, cheio de vida, e disponível para Deus apesar da sua idade avançada. Que haja muitos mais como ele! Ana aparece nos versos 3638. "Ela era uma viúva com 84 anos de idade ou viúva por 84 anos", comenta Bock. O grego `até 84 anos' deixa dúvidas. Se a expressão significa que sua viuvez durara 84 anos, sua idade talvez fosse 105 anos [...] É difícil decidir [...] Não seria a primeira pessoa a viver mais de um século. Independentemente da interpretação, Ana foi uma mulher que escolheu servir ao Senhor em vez de procurar novo casamento, ação muito bem conceituada para a comunidade religiosa do primeiro século.10 Seu cálice transbordou cedo de dor e sofrimento, mas em vez de fracassar, ela se fortaleceu. Ela não desistiu de viver; ela se envolveu com o trabalho do Senhor. Aprendeu que o Pai nunca provoca lágrimas inúteis em seus filhos. Ana nos ensina que a idade adulta avançada, mesmo a viuvez, pode ser vivida de maneira frutífera, graciosa e vigorosa. Ela nunca se aposentou; ela orava, jejuava e permanecia no templo. O clímax da sua vida (v. 38) se concentra no louvor a Deus e na proclamação das notícias a respeito de Jesus. Que padrão perfeito a ser seguido. Como um sargento, ela nos treina a concentrar em Cristo, independentemente da nossa idade, e nos preocuparmos mais em realizar seus propósitos e planos em vez de nos compararmos com gente mais jovem. Sua vida responde claramente a pergunta: "Senhor, o que queres que eu faça com o que me deste, apesar de todas as minhas limitações?". Tanto Simeão como Ana, idosos tementes a Deus, eram extraordinariamente encharcados com a Escritura profética. Eles haviam focalizado seus olhos espirituais na promessa de um Redentor. Consideravam as promessas literalmente e, creio eu, isso transformou suas vidas corriqueiras. Eles estavam certos de que Deus comandava firmemente a história. Para ele não existem acidentes, seja a perda de um ente querido, da saúde ou de uma posição. Corações partidos são a base para construções permanentes. Pessoas que nunca sofreram dor, desapontamento ou perda, tendem a exibir um tipo superficial de cristianismo. A dor forja uma estrutura para nos proporcionar perspectiva. No entanto, nem todos os servos de Deus têm sido desprendidos e produtivos. Noé se embebedou e aparentemente não fez mais nada significativo pelo resto dos seus 350 anos de vida. Eli fracassou tanto como pai quanto como profeta, vindo a morrer gordo, acabado, inativo. Salomão deixou para trás mil viúvas, um reino dividido, e uma nação aliviada em vê-lo partir. Waltke escreve que Isaque "despencou de nobre a nada". Ele foi "um homem piedoso até chegar à velhice. [Então sua] indulgente sensualidade amadureceu, secou e apodreceu".11 Três aspectos desse quadro sombrio de Isaque merecem atenção: a rebeldia, a sutileza e a tolerância consigo mesmo.12 Waltke relembra a seus leitores o trecho de Provérbios 19:27: "Filho meu, se deixas de ouvir a instrução, desviar-te-ás das palavras do conhecimento". O fracasso está sempre latente na carne. Até mesmo Asa, um bom rei por quase toda a vida, regrediu nos seus últimos anos. Em vez de Deus, procurou o conselho de outros reis e dos chamados sábios da corte em vez de Deus. De aproximadamente cem indivíduos sobre os quais temos informação bíblica suficiente, apenas um terço terminou bem. Para cada Eli e Salomão que falharam, existe um Simeão e uma Ana que foram bem sucedidos como santos significantes. Pessoas que correm bem toda a prova sem desistirem no final são como aquele coelhinho da propaganda das pilhas Duracell, que nunca deixa de caminhar na direção certa. Simeão e Ana desafiam todos os estereótipos de idosos. Eles viveram a todo o vapor, criativos, úteis, entusiasmados e fiéis. A visão bíblica do envelhecimento coloca sobre a família a responsabilidade principal de fornecer cuidado aos idosos. Para todos, o homem exterior envelhece, mas o homem interior não conhece limitações, desde que receba cuidado apropriado. Deus diz que o ancião deveria ser como o ouro - bem refinado e valioso. C. S. Lewis escreveu estas linhas: "Por toda a sua vida um êxtase inatingível pairou além do alcance de sua consciência. Vem aí um dia em que você acordará e descobrirá, contra toda a esperança, que o alcançou, ou que ele se achava ao seu alcance, mas o perdeu para sempre".13 Alguns de nós deveríamos refletir na carta estimulante de um frade anônimo de Nebraska, ao fim de sua vida. Se eu tivesse minha vida para ser novamente vivida, cometeria mais gafes da próxima vez. Eu ficaria mais à vontade, seria mais flexível, seria mais bobo do que fui desta vez. Sei de poucas coisas que levaria muito a sério. Viajaria mais, faria algumas loucuras a mais. Escalaria mais montanhas, nadaria outros rios, contemplaria mais o entardecer. Caminharia mais observando a natureza. Comeria mais sorvete e menos grãos. Teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. Sabe, sou um daqueles que vivem a vida com profilaxia e prudência hora a hora, dia a dia. Oh, eu tive meus momentos, e se eu tivesse de viver de novo, eu os cometeria mais vezes. Na verdade, tentaria viver nada mais a não ser momentos, um após o outro, em vez de viver tantos anos adiante a cada dia. Tenho sido uma dessas pessoas que nunca sai sem levar um termômetro, uma bolsa de água quente, pastilhas para a garganta, uma capa e guarda-chuva, aspirina e pára-quedas. Se eu tivesse de viver novamente, passearia, teria lazer, carregaria menos coisas na mala. Se eu tivesse outra chance de viver, caminharia descalço desde mais cedo na primavera até mais tarde no outono. Mataria mais aulas. Não tiraria notas tão boas, exceto por acidente. Brincaria nos carrosséis; colheria mais margaridas.14 Aqui está um homem que compreendeu o delicado equilíbrio de não se levar muito a sério porque aprendeu ao longo dos anos a levar Deus mais a sério. A eternidade mantém a vida, mesmo no seu final, na perspectiva certa.