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O Pacifista (Cód: 4268629)

Boyne, John

Companhia Das Letras

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Descrição

Inglaterra, setembro de 1919. Tristan Sadler, vinte e um anos, toma o trem de Londres a Norwich para entregar algumas cartas à irmã mais velha de William Bancroft, soldado com quem combateu na Grande Guerra.
Mas as cartas não são o verdadeiro motivo da viagem de Tristan. Ele já não suporta o peso de um segredo que carrega no fundo de sua alma, e está desesperado para se livrar desse fardo, revelando tudo a Marian Bancroft. Resta saber se o antigo combatente terá coragem para tanto.
Enquanto reconta os detalhes sombrios de uma guerra que para ele perdeu o sentido, Tristan fala também de sua amizade com Will, desde o campo de treinamento em Aldershot, onde se encontraram pela primeira vez, até o período que passaram juntos nas trincheiras do norte da França. O leitor testemunha o relato de uma relação intensa e complicada, que proporcionou alegrias e descobertas, mas também foi motivo de muita dor e desespero.
O pacifista é uma história de amor e de guerra que se insere na tradição do romance Reparação, de Ian McEwan. Nada é o que parece nesta trama envolvente e vigorosa, que revela as consequências de uma vida tragicamente marcada pelo silêncio. Com uma abordagem original e relevante para o nosso tempo, o autor do best-seller internacional O menino do pijama listrado revisita neste romance o universo da guerra, tendo dessa vez como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial. Sensível e engenhoso, John Boyne esmiúça um dos capítulos mais traumáticos da história da humanidade pela perspectiva de dois jovens soldados que lutam, acima de tudo, contra a complexidade de suas emoções.
John Boyne nasceu na Irlanda em 1971 e mora em Dublin. Escreveu outros seis romances e foi traduzido para mais de quarenta idiomas. Seu livro mais célebre, O menino do pijama listrado (2007) lhe rendeu dois Irish Book Awards, vendeu mais de 5 milhões de exemplares pelo mundo e foi adaptado ao cinema em 2008. Boyne também é autor de O garoto no convés (2009), O palácio de inverno (2010) e do juvenil Noah foge de casa (2011), publicados no Brasil pela Companhia das letras.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Companhia Das Letras
Cód. Barras 9788535921939
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788535921939
Profundidade 1.00 cm
Tradutor Luiz Antônio de Araújo
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 224
Peso 0.30 Kg
Largura 14.00 cm
AutorBoyne, John

Leia um trecho

1. Sentada à minha frente no vagão, a senhora idosa de estola de pele de raposa recordava alguns homicídios que havia cometido ao longo dos anos. “Houve o vigário de Leeds”, ela disse, sorrindo um pouco enquanto batia o indicador no lábio inferior. “ea solteirona de Hartlepool, cujo trágico segredo provaria a sua perdição. A atriz de Londres, é claro, que se juntou com o marido da irmã logo depois que ele voltou da Crimeia. era uma figurinha leviana, ninguém pode me incriminar por isso. Mas a empregada doméstica da Connaught Square, eu cheguei a lamentar tê-la matado. uma moça trabalhadora de boa cepa nortista, que talvez não merecesse um fim tão violento.” “essa é uma das minhas prediletas”, eu disse. “Se a senhora me perguntar, ela teve o que merecia. Lia cartas que não lhe pertenciam.” “eu o conheço, não?”, ela perguntou, inclinando o corpo, estreitando os olhos em busca de traços familiares no meu rosto. uma penetrante combinação de lavanda com creme facial, a boca viscosa de batom vermelho. “eu já o vi em algum lugar.” “eu trabalho para o sr. Pynton na Whisby Press. Meu nome é Tristan Sadler. nós nos conhecemos num almoço literário há alguns meses.” estendi a mão e ela a olhou um instante, como se não soubesse o que esperar dela, antes de apertá-la com cautela, sem envolver totalmente seus dedos nos meus. “A senhora deu uma palestra sobre venenos indetectáveis”, acrescentei. ela assentiu rapidamente: “Sim, agora me lembro. O senhor estava com cinco livros e queria todos autografados. Fiquei admirada com o seu entusiasmo”. eu sorri, lisonjeado por ela se lembrar. “Sou um fã decla- rado”, confessei, e a mulher inclinou graciosamente a cabeça, um gesto que devia ter aperfeiçoado durante os trinta anos que passara recebendo elogios dos leitores. “Assim como o sr. Pynton. ele falou várias vezes em tentar atraí-la para a nossa editora.” “É, eu conheço Pynton.” ela deu de ombros. “Sujeitinho asqueroso. uma halitose terrível. não sei como o senhor aguenta ficar perto dele. Mas entendo porque ele o empregou.” Confuso, eu enruguei a testa, e ela me endereçou um leve sorriso. “Pynton gosta de viver cercado de coisas bonitas”, ela explicou. “O senhor deve ter percebido isso no seu gosto por obras de arte e aqueles sofás ornamentais que parecem saídos do ateliê de um modista parisiense. O senhor me lembra o seu último assistente, aquele escandaloso. Mas não, não há a menor chance, lamento. estou há mais de trinta anos com o meu editor e me sinto muito satisfeita.” ela reclinou-se com expressão glacial, e eu compreendi que havia me colocado em situação embaraçosa ao transformar aquela conversa agradável em uma possível transação comercial. Olhei pela janela, constrangido. Consultando o relógio, vi que estávamos quase uma hora atrasados, e agora o trem acabava de parar outra vez sem nenhuma explicação. “É justamente por isso que eu não vou mais à cidade”, ela declarou abruptamente enquanto se esforçava para abrir a janela, pois o vagão estava começando a ficar abafado. “A gente simplesmente não pode confiar nas estradas de ferro para voltar para casa.” “espere, eu a ajudo, senhora”, disse o rapaz sentado junto a ela, que vinha namorando aos sussurros a garota ao meu lado desde que partimos da Liverpool Street. Levantou-se, inclinou-se, exalou uma brisa de suor, e puxou a janela com força. esta se abriu com um tranco, deixando entrar uma torrente de ar quente e vapor de locomotiva. “O meu Bill tem muito jeito com coisas mecânicas”, riu a garota, cheia de orgulho. “deixe disso, Margie”, disse o rapaz com um sorriso apagado, ao sentar-se. “ele consertava motores durante a guerra, não é, Bill?” “Já mandei parar com isso, Margie”, repetiu ele com mais frieza e, ao que nossos olhos se encontraram, nós nos examinamos por um momento, mas logo desviamos a vista. “É só uma janela, meu bem”, grunhiu a escritora com um timingimpecável. Admirou-me que os nossos três ompanheiros tivessem demorado mais de uma hora para tomar conhecimento da presença uns dos outros. isso me trouxe à memória a história dos dois ingleses que, após um naufrágio, passaram cinco anos sozinhos numa ilha deserta e nunca trocaram uma palavra, pois não tinham sido devidamente apresentados. Passados vinte minutos, o trem se pôs em movimento e nós seguimos viagem, chegando finalmente a norwich com mais de uma hora e meia de atraso. O jovem casal desembar- cou primeiro, num alvoroço de impaciência histérica e risadinhas de “vamos correndo para o nosso quarto”, e eu ajudei a romancista com a mala. “O senhor é muito gentil”, observou ela distraidamente, correndo os olhos pela plataforma. “O meu motorista deve estar aqui para me ajudar no resto do caminho.” “Foi um prazer encontrar com a senhora”, eu disse, sem arriscar outro aperto de mão, mas oferecendo-lhe um desajeitado aceno de cabeça, como se ela fosse a rainha e eu, um súdito leal. “não tive intenção de constrangê-la na viagem. Só queria dizer que o sr. Pynton desejaria ter escritores do seu calibre na nossa lista.” ela sorriu — eu sou relevante, disse sua expressão, eu tenho importância— e se foi, seguida pelo motorista uniformizado. Mas eu fiquei onde estava, em meio ao apressado vaivém nas plataformas, perdido entre as pessoas, totalmente só na movi-mentada estação ferroviária.

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: O Pacifista

J.S.Santos recomendou este produto.
06/01/2015

Incrivelmente bem escrito e muito comovente

Uma história belíssima, com um tipo de escrita tão leve e ao mesmo tempo tão bem feita que você nem se dará conta de que leu quase o livro todo em um dia. Porém, aconselho saborear bem a história aqui contada, os personagens e suas tristezas deixarão saudades. Prepare-se para chorar bastante! Super recomendo.
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