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O Paraíso das Damas (Cód: 2602338)

Zola, Emile

Estação Liberdade

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Descrição

Neste romance de amor e aventuras comerciais, Zola descreve como uma fotografia a efervescente Paris de meados do século XIX. É a cidade das luzes, no século das luzes, em todo o seu esplendor, mas também em sua miséria.
Denise é uma pobre órfã que precisa enfrentar uma (para ela e tantas outras recém-chegadas da província) terrível Paris. Dividida entre as maravilhas da grande loja de Octave Mouret - uma impressionante loja de departamentos que se expande a ponto de ocupar todo um quarteirão - e a tradição decadente da lojinha familiar, Denise vive e sofre as vicissitudes da miséria na grande cidade. Finalmente bem empregada no Paraíso das Damas, que está prestes a arruinar o antigo comércio de seu tio Baudu, a vida da moça melhora aos poucos, e estreitam-se suas relações com o rico patrão.
A história de amor entre a empregadinha do comércio e o grande empresário funciona como um alinhavo descontraído para investigar temas contemporâneos. São principalmente as mudanças econômicas do século e o nascimento da sociedade de consumo. Mas Zola tem um interesse particular pelas inovações nas áreas de urbanismo e arquitetura: é a época da grande reurbanização de Paris pelo Barão Haussmann, e do início do emprego de novas técnicas e materiais de construção - o ferro aparente da torre Eiffel é o mesmo que será usado no interior das lojas de departamentos. E como bom naturalista, o autor não deixaria de lado as idéias ligadas ao darwinismo, segundo às quais os mais fortes vencem.
Tendo como pano de fundo a ascensão das lojas de departamentos, que aos poucos foram ganhando força diante das pequenas lojas de bairro, o livro parece muitas vezes atual. Numa época em que a grande distribuição só estava no começo, os princípios de marketing e de publicidade utilizados pelo empresário protagonista se assemelham bastante às técnicas de que se servem hoje supermercados e shopping centers: vitrines vistosas, mudanças periódicas da disposição dos produtos, organização espacial tipo labirinto para 'perder' as clientes, remarcação de preços e promoções, publicidade em mídias diversas - jornais, cartazes, mas também balões e carroças.
Décimo primeiro livro da saga de vinte volumes escrita por Zola de 1871 a 1893 - os Rougons-Macquarts, da qual Germinal também é parte integrante -, O Paraíso das Damas retoma personagens de outros livros, evoca temas recorrentes de Zola, além de reproduzir as mesmas descrições cuidadosas, fundadas em imensos trabalhos de pesquisa, que caracterizam a obra do grande autor naturalista. Como em Germinal, o aspecto social é bastante valorizado, e a vida das trabalhadoras do novo comércio é descrita de maneira análoga àquela dos mineiros do célebre romance. Para elaborar o Paraíso, Zola entrevistou funcionários das lojas Le Bon Marché e Louvre, elaborou planos das seções por andar, visitou os quartos dos vendedores, informou-se sobre as técnicas de venda, etc.
O que diferencia no entanto esta obra das demais de Zola é o seu tom positivo. O autor de fato afirma em seu dossiê preparatório para o romance: 'Quero fazer o poema da atividade moderna. Portanto, transformação completa de filosofia: nada de pessimismo, para começar, não concluir com a idiotice e a melancolia da vida, concluir ao contrário com a labuta contínua, com o poder e a alegria da criação. Em uma palavra, acompanhar o século, expressar o século, que é um século de ação e de conquista, de esforços em todos os sentidos. Em seguida, como conseqüência, mostrar a festa da ação e o prazer da existência; certamente existem pessoas felizes com a vida, cujos prazeres não se esgotam e que se enchem de felicidade e de sucesso: são essas pessoas que eu quero retratar, para mostrar a outra face da verdade, e para assim ser completo.'

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Estação Liberdade
Cód. Barras 9788574481470
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788574481470
Profundidade 0.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Joana Canêdo
Ano da edição 2008
MÊS OUTUBRO
Idioma Português
País de Origem Brasil
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorZola, Emile

Leia um trecho

"Primeiramente, era a potência decuplicada do acúmulo, todas as mercadorias amontoadas em um ponto, sustentando-se e se empurrando, nenhuma folga. Os artigos da estação estavam sempre disponíveis. E a cliente era fisgada de seção em seção, comprando um pedaço de tecido aqui, mais longe um rolo de linha, adiante uma sobrecasaca; ela se vestia, depois se via diante de encontros imprevistos, e ia assim cedendo à necessidade do inútil e do belo." (p. 110) "Nessa ocasião, o bairro todo só falava da grande avenida que ia ser aberta da nova Ópera até a Bolsa, e que se chamaria rua do Dix-Décembre. Os processos de expropriação tinham sido concluídos, duas equipes de demolidores já atacavam a passagem dos dois lados, uma abatendo os velhos casarões da rua Louis-le-Grand, a outra derrubando os muros leves do antigo Vaudeville. Ouviam-se as picaretas aproximando-se inelutavelmente; a rua de Choisel e a de la Michodière discutiam com paixão o destino das casas condenadas. Antes de quinze dias, a grande derrubada iria substituí-las por um formidável entalhe, cheio de sol e de estardalhaço." (p. 255)

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