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O Pesadelo (Cód: 4268883)

Kepler, Lars

Intrinseca

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Descrição

Após conquistar os leitores em O hipnotista, o detetive Joona Linna está de volta em 'O pesadelo'. Best-seller internacional, o thriller policial de Lars Kepler foi aclamado por público e crítica em dezenas de países. Agora, o autor nos deixa sem fôlego com um novo quebra-cabeça, cujas peças o detetive mais carismático, intuitivo e obstinado da Suécia precisa encaixar.

Tudo começa quando a polícia descobre o corpo de uma jovem dentro uma lancha à deriva no arquipélago
de Estocolmo. Seus pulmões estão cheios d’água e os médicos legistas afirmam que ela morreu afogada.
No entanto, o barco está em perfeito estado e o corpo e as roupas da mulher estão secos. No dia seguinte,
um alto funcionário do governo sueco aparece enforcado em seu apartamento. Ele flutua no ar enquanto uma enigmática música de violino ressoa por todo o ambiente. Tudo indica que foi suicídio, mas o salão tem
pé-direito alto e não há nenhum móvel em volta no qual ele possa ter subido.

Encarregado de desvendar os dois mistérios, o detetive Joona Linna tenta estabelecer um vínculo entre esses acontecimentos que, à primeira vista, não têm relação. Ao descrever o curso vertiginoso de eventos para os quais a lógica é um mero prelúdio, o mais assustador em O pesadelo não são seus crimes horripilantes, mas a psicologia obscura de seus personagens, que mostram como somos todos cegos a nossas próprias motivações.

Características

Peso 0.45 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
I.S.B.N. 9788580572537
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 448
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Alexandre Martins
Cód. Barras 9788580572537
Número da edição 1
Ano da edição 2012
AutorKepler, Lars

Leia um trecho

1. Pressentimento

Um arrepio percorre a coluna de Penelope Fernandez. Seu coração acelera e ela lança um olhar por sobre o ombro. Talvez tenha um pressentimento do que irá acontecer à medida que o dia avança. A despeito do calor do estúdio de televisão, o rosto de Penelope parece gelado. Talvez a sensação seja resquício do tempo passado na maquiagem, quando a fria almofada de pó foi pressionada contra sua pele e o prendedor de cabelos de pomba da paz foi retirado para que pudessem esfregar a musse que faria seus cabelos caírem em cachos ondulados. Penelope Fernandez é porta-voz da Sociedade Sueca para a Paz e a Reconciliação. Está sendo conduzida em silêncio à redação e seu lugar iluminado em frente a Pontus Salman, CEO da fabricante de armamentos Silencia Defense AB. A âncora Stefanie von Sydow apresenta uma matéria sobre todas as demissões resultantes da compra da Bofors Corporation pela britânica BAE Systems Limited. Então se vira para Penelope.
— Penelope Fernandez, em vários debates públicos você criticou a condução das exportações suecas de armas. Na verdade, você recentemente as comparou ao escândalo francês do Angolagate. Nesse caso, políticos e empresários em altos cargos foram processados por suborno e contrabando de armas e receberam longas penas de prisão. Mas e aqui na Suécia? Ainda não vimos isso, não é mesmo?
— Bem, pode-se interpretar isso de duas formas — responde Penelope.
— Ou nossos políticos se comportam de modo diferente ou nosso sistema judiciário funciona de forma diferente.
— Você sabe muito bem — começa Pontus Salman — que temos uma longa tradição de...
— Segundo a lei sueca — diz Penelope —, toda fabricação e exportação de armamento é ilegal. — Você está errada, claro — diz Salman.
— Parágrafos 3º e e 6ºda Lei de Equipamento Militar — indica Penelope com precisão. — Nós na Silencia Defense já conseguimos uma decisão preliminar positiva.
— Salman sorri. — Do contrário este seria um caso de grandes crimes com armas, e...
— Mas nós temospermissão. — Não se esqueça da justificativa para armamentos... — Só um momento, Penelope. Stefanie von Sydow a interrompe e anui para Pontus Salman, que erguera a mão para indicar que não havia terminado. — Todas as transações comerciais são analisadas antecipadamente — explica ele. — Ou diretamente pelo governo ou pela Inspetoria Nacional de Produtos Estratégicos, se é que você sabe o que é isso.
 — A França tem regulamentação similar — diz Penelope. — Ainda assim, um equipamento militar no valor de 8 milhões de coroas suecas chegou a Angola, a despeito do embargo de armas da ONU e apesar de uma proibição compulsória... — Não estamos falando sobre a França, estamos falando sobre a Suécia. — Sei que as pessoas querem manter seus empregos, mas ainda gostaria de saber como você explica a exportação de enormes volumes de munição para o Quênia. É um país que... — Você não tem prova disso — diz ele.
— Nada. Nenhuma migalha. Ou tem? — Infelizmente, não posso... — Você não tem provas concretas? — pergunta Stefanie von Sydow.
— Não, mas eu...
— Então acho que eu mereço um pedido de desculpas — diz Pontus Salman. Penelope o encara, a raiva e a frustração em ebulição, mas faz força para se controlar, e fica em silêncio. Pontus Salman sorri satisfeito e começa a falar sobre a fábrica da Silencia Defense em Trollhättan. Duzentos novos postos de trabalho criados quando foram autorizados a começar a produção, diz. Ele fala de forma lenta e em detalhes, gastando habilidosamente o tempo que sobra para sua adversária. Enquanto escuta, Penelope se esforça para colocar de lado a raiva se concentrando em outras questões. Em breve, muito em breve, ela e Björn estarão a bordo do barco dele. Arrumarão a cama triangular na cabine da proa e enche- rão a geladeira e o pequeno freezer com petiscos. Ela imagina os copos gelados de schnappse a travessa de arenque marinado, arenque com mostarda, arenque em conserva, batatas frescas, ovos cozidos e bolachas. Após ancorarem em uma ilhota do arquipélago, colocarão a mesa na popa e ficarão ali comendo ao sol da tarde por horas. Penelope Fernandez sai do prédio da televisão sueca e se encaminha para Valhallavägen. Ela perdeu duas horas esperando por um espaço em outro programa matinal antes de o produtor finalmente dizer que ela havia sido derruba- da por uma matéria com dicas rápidas de como perder barriga para o verão. A distância, nos campos de Gärdet, ela consegue identificar as lonas coloridas do Circus Maximus e as pequenas formas de dois elefantes, provavelmente muito grandes. Um deles ergue a tromba no ar. Penelope tem apenas 24 anos. Usa os cabelos negros e encaracolados na altura dos ombros, e um pequeno crucifixo, presente de crisma, cintila em uma corrente de prata no pescoço. Sua pele tem a suave cor dourada de azeite de oliva ou mel, como disse um garoto no ensino médio em um trabalho em que os alunos deviam descrever uns aos outros. Seus olhos são grandes e sérios. Mais de uma vez já disseram que ela era parecida com Sophia Loren. Penelope pega o celular para avisar a Björn que está a caminho. Pegará o metrô na estação de Karlaplan.
— Penny? Alguma coisa errada? — indaga Björn, soando apressado.
— Não. Por que a pergunta?
— Tudo pronto. Deixei uma mensagem na sua secretária eletrônica. Só falta você.
 — Então nada de estresse, certo? Enquanto Penelope desce pela escada rolante íngreme até a plataforma, seu coração começa a bater desconfortavelmente. Ela fecha os olhos. A escada rolante afunda, parecendo encolher enquanto o ar se torna cada vez mais frio. Penelope Fernandez é de La Libertad, uma das maiores províncias de El Salvador. Nasceu em uma cela, a mãe amparada por 15 prisioneiras tentando fazer da melhor forma possível o papel de parteiras. Havia uma guerra civil, e Claudia Fernandez, médica e ativista, acabara na infame prisão do regime por estimular a população indígena a criar sindicatos. Penelope abre os olhos ao chegar à plataforma. Sua sensação de claustrofobia passou. Ela pensa em Björn esperando por ela no iate clube de Långholmen. Ela adora nadar nua quando saem de barco, pulando diretamente na água sem ver nada além de mar e céu. Ela embarca no trem, que avança, balançando suavemente até sair do túnel ao chegar à estação de Gamla Stan, e raios de sol penetram pelas janelas.