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O Preço da Vitória - Que Riscos Você Correria Para Realizar Seu Maior Sonho? (Cód: 4709298)

Coben, Harlan

Arqueiro

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Descrição

Myron Bolitar não é fã de golfe, mas, ao ser convidado por seu amigo Win para assistir ao Aberto dos Estados Unidos, aproveita a oportunidade para tentar conquistar novos clientes. E é o que acontece quando ele é procurado pelo pai de Linda Coldren, a golfista número 1 do ranking. Antes que perceba, Myron está novamente atuando como detetive, em busca de Chad, o filho de Linda que sumiu há dois dias. O desaparecimento é mais um peso sobre os ombros do pai do garoto, o também golfista Jack Coldren, que lidera o torneio e luta para não repetir seu inexplicável fracasso de anos atrás. Win se recusa a ajudar no caso ao ser informado de que foi sua mãe, com quem não fala há anos, que recomendou Myron à família Coldren. Mesmo sabendo que ela está à beira da morte, prefere manter distância.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580411232
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580411232
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 256
Peso 0.32 Kg
Largura 16.00 cm
AutorCoben, Harlan

Leia um trecho

Capítulo 1

MYRON BOLITAR USAVA um periscópio de papelão para olhar por cima do aglomerado de espectadores com roupas ridículas. Ele tentou se lembrar da última vez que usara um periscópio de brinquedo, e surgiu em sua mente uma imagem daqueles cupons de promoção que vêm em caixas de cereal. Pelo jogo de espelhos, Myron observou um homem de calças curtas, na altura dos joelhos, parado perto de uma minúscula esfera branca. Um murmúrio alvoroçado percorreu os espectadores. Myron conteve um bocejo. O homem se inclinou. Os espectadores se acotovelavam para assistir melhor e, então, caíram numa mudez reverente. Seguiu-se um silêncio sepulcral, como se as árvores, os arbustos e o gramado prendessem a respiração. O homem golpeou a esfera branca com um bastão. A multidão começou a murmurar de forma incompreensível. Enquanto a bola subia, os murmúrios ficavam mais altos. Era possível entender algumas palavras e, depois, algumas frases: “Que tacada de golfe maravilhosa!”, “Que super tacada de golfe!”, “Que bela tacada de golfe!”, “Uma tacada de golfe realmente impecável!”. Eles sempre diziam tacada de golfe, como se alguém pudesse confundir com uma tacada de beisebol ou uma tacada de hóquei.
– Sr. Bolitar? Myron tirou os olhos do periscópio. Ele se sentiu tentado a gritar “Periscópio levantado!”, mas tinha receio de que alguns pomposos e arrogantes sócios do Merion Golf Club considerassem uma infantilidade. Principalmente durante o Aberto dos Estados Unidos. Ele se virou para um homem de rosto avermelhado de uns 70 anos.
– Sua calça – disse Myron.
– Perdão? – Você está com medo de ser atingido pelo carrinho de golfe? A calça era laranja e amarela, num tom ligeiramente mais ofuscante que a explosão de uma super nova. Para falar a verdade, a roupa do homem mal se destacava em meio às outras. A maioria das pessoas ali parecia ter acordado pensando que roupa poderia usar para destoar do, digamos, mundo natural. Muitas usavam tons de laranja e verde que são vistos apenas nos letreiros de neon mais cafonas. Amarelo e alguns estranhos matizes de púrpura também sobressaíam – em geral juntos –, uma combinação de cores que seria rejeitada até por uma equipe de líderes de torcida de uma escola do ensino médio do Meio-Oeste. Era como se fizessem o máximo para competir com a beleza natural que os rodeava. Ou talvez fosse outra coisa. Quem sabe as roupas horrendas tinham uma origem mais funcional. Talvez nos velhos tempos, quando os animais vagavam livres, os golfistas se vestissem daquela maneira para se proteger das feras ameaçadoras. Boa teoria.
– Preciso falar com você – sussurrou o senhor.
– É urgente.
Seus olhos suplicantes não se encaixavam no rosto arredondado e jovial. De repente ele agarrou o braço de Myron.
– Por favor – acrescentou.
– Do que se trata? – perguntou Myron. O homem mexeu o pescoço como se o colarinho estivesse apertado demais.
– Você é agente esportivo, certo?
– Sim.
– E está aqui em busca de clientes? Myron estreitou os olhos.
– Como sabe que não estou aqui para assistir ao fascinante espetáculo dos marmanjos passeando? O velho não sorriu, mas os golfistas não são mesmo conhecidos por seu senso de humor. Ele esticou o pescoço novamente com desconforto e se aproximou. Seu sussurro foi áspero.
– Já ouviu falar em Jack Coldren? – perguntou.
– Claro – respondeu Myron. Se o velho tivesse feito essa pergunta no dia anterior, Myron não teria a mínima ideia de quem se tratava. Ele não entendia nada de golfe e Jack Coldren não passara de um atleta medíocre nos últimos vinte anos. Mas, surpreendentemente, havia despontado em primeiro lugar já no primeiro dia do Aberto dos Estados Unidos, e agora, faltando apenas poucos buracos na segunda rodada, estava oito tacadas à frente.
– O que tem ele?
– E Linda Coldren? – perguntou o homem. – Sabe quem é? Essa era mais fácil. Linda Coldren era a esposa de Jack e, de longe, a melhor golfista da última década.
– Sim – disse Myron.
O homem inclinou-se para ele e mexeu o pescoço novamente. Um tique muito irritante – para não dizer contagioso. Myron teve que se esforçar para não imitá-lo.
– Eles estão com um problema sério – sussurrou o velho. – Se você os ajudar, terá dois novos clientes.
 – Que tipo de problema? O velho olhou em volta.
– Por favor. Aqui tem gente demais. Venha comigo.
Myron deu de ombros. Não havia motivo para não ir. O velho tinha sido o único contato que ele descolara desde que seu amigo e sócio Windsor Horne Lockwood III – vulgo Win – o arrastara até ali. Como o Aberto dos Estados Unidos era no Merion – o campo de golfe preferido da família Lockwood havia cerca de um bilhão de anos –, Win achou que podia ser uma grande oportunidade para Myron pescar alguns clientes de primeira. Myron não tinha muita certeza disso. Pelo que sabia o fator que mais o distanciava da multidão de agentes esportivos que infestava o verdejante gramado do Merion Golf Club era sua clara aversão ao golfe. E isso provavelmente não lhe dava nenhuma vantagem em relação aos fanáticos. Myron Bolitar dirigia a MB Representações Esportivas, uma agência de atletas localizada na Park Avenue, em Nova York. Ele alugou o espaço de um ex-colega de faculdade, Win, herdeiro de uma fortuna e consultor de altíssimo nível da Lock-Horne Seguros e Investimentos, pertencente a sua família e sediada na mesma Park Avenue. Myron cuidava das negociações e Win, um dos mais respeitados corretores de seguros do país, cuidava dos investimentos e das finanças. O outro membro da equipe, Esperanza Diaz, cuidava do restante. Três poderes equilibrados. Exatamente como o governo americano. Muito patriótico. Slogan: MB Representações Esportivas – os outros não passam de comunas. Enquanto o velho o conduzia pela multidão, vários homens com blazers verdes – outra roupa bastante comum em campos de golfe, talvez para se camuflar na grama – cumprimentavam-no: “Como vai, Bucky?” ou “Você está ótimo, Buckster” ou “Belo dia para jogar golfe, Buckaroo”. Todos tinham sotaque de gente rica, que havia estudado nas melhores escolas. Myron ia fazer um comentário sobre o fato de um marmanjo ser chamado de Bucky, mas quando seu nome é Myron... Como em todos os eventos esportivos ao ar livre, o campo parecia mais um festival de outdoors do que uma área de competição. O outdoor de maior destaque era o da IBM. A Canon distribuía os periscópios. Empregados da American Airlines trabalhavam nas tendas de comida (uma companhia aérea servindo comida... que sabichões tiveram essa ideia brilhante?). A ala dos patrocinadores estava apinhada de empresas que desembolsavam mais de cem mil dólares cada para armar uma tenda por alguns dias, assim seus executivos tinham uma desculpa para comparecer ao torneio. Travelers Group, Mass Mutual, Aetna, Canon, Heublein. O que era essa Heublein? Parecia uma boa empresa. Talvez Myron comprasse um Heublein se soubesse o que era.

Avaliações

Avaliação geral: 5

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zoe reis recomendou este produto.
04/07/2014

Maravilhoso!!!

Excelente livro. Recomendo mil vezesse for preciso!!!
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