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O Príncipe - Col. Saraiva de Bolso (Cód: 3649190)

Maquiavel, Nicolau

Saraiva De Bolso

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Descrição

Sob a atmosfera inquieta da Renascença e domina¬do pela ideia da unidade italiana, Maquiavel escreve “O príncipe”. Nele tenta definir o poder, as formas de governo, as virtudes do soberano e uma nova ética do fazer político. O texto reflete as condições da época, o combate às tradições medievais e é notável a abordagem livre de fatos históricos. Maquiavel deixou como legado, sobretudo com este escrito, uma contribuição essencial para a ciência política.

Tradução, prefácio e notas: Lívio Xavier

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Saraiva De Bolso
Cód. Barras 9788520925140
Altura 17.50 cm
I.S.B.N. 9788520925140
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2011
Idioma Português
Peso 0.44 Kg
Largura 10.50 cm
AutorMaquiavel, Nicolau

Leia um trecho

Prefácio Até o século XV, desenvolve-se, com a derrocada da economia feudal, o processo da ascensão do capitalismo. Surgem na Europa ocidental os novos Estados nacionais. As soberanias locais vão sendo absorvidas pelo fortalecimento das monarquias e pela centralização progressiva das instituições políticas — reflexo da força expansiva do regime econômico em ascensão. Já desde os fins do século XIII, os príncipes vinham enfeixando nas suas mãos prerrogativas cada vez maiores. O Estado absolutista firma-se apoiado sobre as classes médias e tende a controlar a economia, sujeitando a feudalidade e a Igreja à sua autoridade, o que não significa que o absolutismo seja revolucionário: o Estado monárquico, preservando os privilégios essenciais das classes superiores, preserva-se a si mesmo, mantendo a autoridade do poder central sobre a burguesia urbana, o proletariado nascente e as massas rurais. As forças progressivas do desenvolvimento, o capitalismo, a navegação, a circulação geral expandem-se livremente. Nesse sentido, pode-se dizer que o novo regime econômico restitui generosamente ao Estado a força que havia recebido dele (W. Sombart), isto é, os interesses capitalistas coincidem com os do Estado nacional na sua oposição às forças descentralizadoras da economia urbana. Mas, se na França e na Inglaterra o poder monárquico desde o início pôde dominar as tendências centrípetas, pelo contrário, as florescentes cidades italianas atingiram uma independência completa, e assim a Itália, ainda no século XV, não tinha conseguido a sua unificação nacional. A sua unidade política esfacelara-se de encontro ao particularismo das cidades. Conglomerado de pequenos Estados rivais, a península, cuja posse assegurava o domínio do Mediterrâneo e dos empórios comerciais com o Oriente, apresentava-se como presa fácil à monarquia francesa. Depois do tratado de Lodi, que pôs termo à guerra de Milão e Florença contra Veneza (1453), tornara-se impossível a unificação sob a hegemonia de qualquer dos três mais importantes Estados italianos. O papa, a Alemanha, a França e a Espanha disputavam a supremacia política na península. Na atmosfera inquieta do Renascimento, a obra de Maquiavel é dominada pela ideia da unidade italiana. O “secretário florentino” procura os meios próprios de formá-la e discute as formas de governo mais apropriadas à sua preservação. Este pequeno e famoso livro, O príncipe, tão exaltado quanto denegrido, considerado sibilino nos seus fins, apesar da transparência da forma em que é vazado, nada mais é que uma espécie de manual do absolutismo. É mesmo o sentido em que, no século XVII, Bayle emprega pela primeira vez o termo maquiavelismo, dando aliás ao livro um poder maligno que ele está longe de conter: “Os mais inocentes aprenderão o crime pela prática das máximas de Maquiavel no exercício da realeza: maquiavelismo e a arte de reinar tiranicamente são termos sinônimos”. A interpretação de O príncipe, a contradição existente entre as suas máximas e o pensamento expresso por Maquiavel em outras obras suas, e mesmo as ideias políticas que defendeu como partidário dos republicanos em Florença, foi erigida em transcendente problema de literatura política. Já 22 anos depois da morte de Maquiavel, G.B. Busini escrevia a Benedetto Varchi, que embora fosse verdade que ele “tivesse amado extraordinarissimamente a liberdade, era fato que todos o odiavam”.1 Desde então, têm-se extenuado em exegeses, mais ou menos arbitrárias, críticos e historiadores, e foi-se criando o mito do maquiavelismo. Nesta disputa irrisória que dura mais de quatro séculos, tem sido exagerado o vulto de Maquiavel. Sem ser obra de gênio precursor, "O príncipe" reflete as condições da época na qual e para a qual foi escrito, a reforma política, o livre exame dos fatos históricos, o ataque às tradições medievais, a instituição do êxito como única medida do poder do príncipe, enfim, a ruptura do temporal com o espiritual. Reflete-as antes pela agudeza com que observa os fatos atuais do que discerne as linhas fundamentais do desenvolvimento histórico ulterior. Obcecado pela ideia da unidade italiana, preocupado em ligar por uma monarquia acima do direito divino as anarquizadas tiranias locais, Maquiavel guarda, porém, certa estreiteza provinciana e esgota na intriga a imaginação política. A sua grandeza e originalidade consistem, ainda assim, em ter alargado o campo da ciência na política, distinguindo os interesses políticos primários das classes, mas confundindo-os, ao mesmo tempo, em uma monstruosa razão de Estado pela qual o povo é apenas matéria plástica nas mãos do príncipe. Confundem-se o mito do maquiavelismo e o da razão de Estado. Lívio Xavier Nicolau Maquiavel Ao magnífico Lorenzo, filho de Piero de Médici As mais das vezes, costumam aqueles que desejam granjear as graças de um príncipe, trazer-lhe os objetos que lhes são mais caros, ou com os quais o veem deleitar-se; assim, muitas vezes, eles são presenteados com cavalos, armas, tecidos de ouro, pedras preciosas e outros ornamentos dignos de sua grandeza. Desejando eu oferecer a Vossa Magnificência um testemunho qualquer de minha obrigação, não achei, entre os meus cabedais, coisa que me seja mais cara ou que tanto estime, quanto o conhecimento das ações dos grandes homens apreendido por uma longa experiência das coisas modernas e uma contínua lição das antigas; as quais, tendo eu, com grande diligência, longamente cogitado, examinando-as, agora mando a Vossa Magnificência, reduzidas a um pequeno volume. E conquanto julgue indigna esta obra da Presença de Vossa Magnificência, não confio menos em que, por humanidade desta, deva ser aceita, considerado que não lhe posso fazer maior presente que lhe dar a faculdade de poder em tempo muito breve aprender tudo aquilo que, em tantos anos e à custa de tantos incômodos e perigos, hei conhecido. Não ornei esta obra nem a enchi de períodos sonoros ou de palavras empoladas e floreios ou de qualquer outra lisonja ou ornamento extrínseco com que muitos costumam descrever ou ornar as próprias obras; porque não quis que coisa alguma seja seu ornato e a faça agradável senão a variedade da matéria e a gravidade do assunto. Nem quero que se repute presunção o fato de um homem de baixo e ínfimo estado discorrer e regular sobre o governo dos príncipes; pois os que desenham os contornos dos países se colocam na planície para considerar a natureza dos montes, e para considerar a das planícies, ascendem aos montes, assim também para conhecer bem a natureza dos povos é necessário ser príncipe, e para conhecer a dos príncipes é necessário ser do povo. Tome, pois, Vossa Magnificência, este pequeno presente com a intenção com que eu o mando. Se esta obra for diligentemente considerada e lida, Vossa Magnificência conhecerá o meu extremo desejo que alcance aquela grandeza que a Fortuna e outras qualidades lhe prometem. E se Vossa Magnificência, do ápice da sua altura, alguma vez volver os olhos para baixo, saberá quão sem razão suporto uma grande e contínua má sorte. Capítulo I De quantas espécies são os principados e de quantos modos se adquirem Todos os Estados, todos os domínios que têm havido e que há sobre os homens, foram e são repúblicas ou principados. Os principados ou são hereditários, cujo senhor é príncipe pelo sangue, por longo tempo, ou são novos. Os novos são totalmente novos como Milão com Francesco Sforza, ou são como membros acrescentados a um Estado que um príncipe adquire por herança, como o reino de Nápoles ao rei da Espanha. Estes domínios assim adquiridos são, ou acostumados à sujeição a um príncipe, ou são livres, e são adquiridos com tropas de outrem ou próprias, pela fortuna ou pelo mérito.

Avaliações

Avaliação geral: 4

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André Gomes recomendou este produto.
17/03/2015

Leitura complicada

Livro muito bom mas a leitura é bem complicada por se tratar de uma tradução da linguagem da época.
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