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O Profeta - Col. Saraiva de Bolso (Cód: 3649516)

Gibran, Gibran Khalil

Saraiva De Bolso

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Descrição

Verdadeiro hino à vida e ao desabrochar do eu, “O profeta” é simultaneamente impregnado de misticismo do Oriente e de cultura ocidental. Al-Mustafa, o eleito, compartilha com seu povo sua sabedoria. Temas como o trabalho, o amor e a liberdade estão nessas mensagens, espécie de ensinamento atemporal. Por meio de imagens fortes e evocadoras, essa obra traz para o leitor algumas belas lições de vida cotidiana.

Tradutor: Ricardo R. Silveira

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Saraiva De Bolso
Cód. Barras 9788520925751
Altura 17.50 cm
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2011
Idioma Português
País de Origem Brasil
Peso 0.44 Kg
Largura 10.50 cm
AutorGibran, Gibran Khalil

Leia um trecho

Chegada do Navio Al-Mustafa, o eleito e bem-amado, o alvorecer de seu próprio dia, esperara doze anos na cidade de Orphalese pelo retorno de seu navio que o levaria de volta à ilha onde nascera. No décimo segundo ano, sétimo dia de Ailul, mês da colheita, subiu à colina onde inexistiam as muralhas da cidade e olhou para o mar, e avistou seu navio chegando com a bruma. Então, as portas de seu coração abriram-se; e sua felicidade espalhou-se por sobre o mar. E ele fechou os olhos, e rezou em meio aos silêncios de sua alma. Mas ao descer a colina, uma tristeza se abateu sobre ele, e um pensamento surgiu em seu coração: “Como posso partir em paz e sem mágoa? Não; sem uma dor em minha alma, não deixarei esta cidade. Longos foram os dias de amargura vividos entre os muros desta cidade, e longas as noites de solidão; como pode alguém desvencilhar-se de sua amargura e solidão sem remorsos? Muitos fragmentos de minha alma espalhei por estas ruas, e muitos são os fi lhos de minha solidão que andam desnudos por estas colinas, e deles não posso ausentar- -me sem um fardo e uma dor. Não são vestes que estou a despir; rasgo, hoje, minha pele com as próprias mãos. Tampouco deixo para trás um pensamento, mas um coração enternecido pela fome e sede. Contudo, não posso mais deter-me. O mar, que a tudo atrai, chama-me; e preciso partir. Pois ficar, enquanto as horas abrasadoras consomem a noite, significa congelar-me e cristalizar-me, e ater-me a um molde. Levaria, de bom grado, tudo que aqui existe. Mas como? A voz não é capaz de levar consigo a língua e os lábios que lhe deram asas. Só, deve partir em busca do éter. E só, sem o ninho, deve a águia alçar seu voo sob o sol.” Chegando ao sopé da colina, tornou a voltar-se para o mar; e viu seu navio aproximando-se do cais, e na proa os marujos, homens de sua própria terra. E sua alma lançou-lhes um clamor, e ele disse: “Filhos de minha terra, navegantes das marés, Tantas vezes meus sonhos singrastes. E agora, aí estais em meu despertar, que é meu sonho mais profundo. Pronto estou para partir; e minha ansiedade, de velas içadas, aguarda a força do vento. Uma última vez sorverei deste ar tranquilo; um último olhar lançarei para trás, E então, juntar-me-ei aos marujos, e marujo, junto a eles, serei. E tu, vasto mar, eternamente acolhedor, Tu, somente, és paz; e em ti libertam-se o rio e o regato, Depois do último volteio, mais um murmúrio em meio a esta clareira, E então, juntar-me-ei a ti, gota incontida no oceano imenso.” E, enquanto caminhava, viu ao longe homens e mulheres que se dirigiam aos portões da cidade, deixando para trás o campo e seus vinhedos. E ouviu suas vozes, que proferiam seu nome, que alardeavam pelos quatro cantos a chegada de seu navio. E pôs-se a dizer consigo mesmo: “Será o dia da partida, acaso, o dia do encontro? E poder-se-á dizer que meu anoitecer foi, na verdade, meu alvorecer? E o que devo oferecer àqueles que deixaram o arado na roça, ou àqueles que abandonaram a roda do lagar? Transformar-se-á meu coração em árvore frondosa, cujos abundantes frutos devo colher e lhes oferecer? E transbordarão meus desejos qual fonte que lhes encherá os cálices? Sou, acaso, uma harpa a ser tocada pela mão do Todo-Poderoso, ou uma flauta que Seu sopro venha atravessar? Sou apenas um ser em busca dos silêncios; e que tesouro haverei encontrado em meus silêncios que seja digno de compartilhar? Se é hoje o dia de minha colheita, que campos terei semeado, e em que estações esquecidas? Se for mesmo esta a hora em que devo erguer minha lanterna, não será minha a chama que brilhará. Vazia e escura, erguerei minha lanterna, E o guardião da noite a abastecerá, e a acenderá também.”Essas coisas, expressou-as com palavras. Mas, em seu coração, muitas outras ficaram por dizer. Pois nem ele foi capaz de externar seu segredo mais profundo. E quando entrou na cidade, todos vieram ao seu encontro, e todos clamavam por ele em uníssono. E os anciãos da cidade aproximaram-se e disseram: “Não te afastes de nós ainda. Fostes o brilho do sol em meio ao nosso crepúsculo, e tua juventude nos trouxe sonhos para sonhar. Entre nós, não és estrangeiro, nem hóspede, mas sim nosso fi lho e bem-amado. Não condene ainda nossos olhos a não mais verem teu rosto.” E os sacerdotes e as sacerdotisas disseram-lhe: “Não consinta que as ondas do mar nos separem agora, nem que os anos passados em nosso seio se tornem uma lembrança. Caminhaste dentre os nossos em espírito, e tua sombra foi luz sobre nossos rostos. Muito te amamos. Mas nosso amor não se expressou com palavras e, com véus, foi velado. Contudo, agora clama teu nome, e deseja revelar-se a ti. E, como sói ser o amor, desconhece sua profundidade até a hora da separação.” E outros também vieram e imploraram. Mas ele não respondeu. Baixou a cabeça, apenas; e os que o rodeavam viram as lágrimas caindo-lhe sobre o peito. E dirigiu-se com o povo à grande praça em frente ao templo. E do santuário saiu uma mulher cujo nome era Almitra. E ela era vidente. E ele a fitou com imensa ternura, pois fora ela quem o procurou e nele acreditou um dia apenas depois de sua chegada à cidade. E ela o saudou, dizendo: “Profeta de Deus, em procura do infinito, há muito sondas as distâncias por teu navio. E teu navio chegou, e precisas partir. É profunda tua nostalgia pela terra de tuas recordações e a morada de teus maiores anseios; e nosso amor não haveria de prendê-lo, nem podes deixar-te impedir pelas nossas necessidades. Contudo, antes de deixar-nos, queremos pedir-te que nos fale, que compartilhes algo de tua verdade. E a transmitiremos aos nossos fi lhos, e eles aos seus fi lhos, e ela não perecerá. Em tua solitude, vigiaste por nossos dias; e em tua vigília, escutaste o pranto e o riso de nosso sono. O Amor Então, Almitra disse: “Fala-nos do Amor.” E ele elevou a cabeça e fi tou o povo, e uma quietude os envolveu. E com a voz forte, ele disse: “Quando o amor vos acenar, segui-o. Embora seus caminhos sejam árduos e íngremes. E quando suas asas vos envolverem, entregai-vos, Embora a espada oculta em sua plumagem possa ferir-vos. E quando ele vos falar, acreditai nele, Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento do norte devasta o jardim. Pois ainda que o amor vos possa coroar, ele também vos pode crucificar. Ainda que seja para vosso crescimento, também contribui para podar-vos. Ainda que se eleve à vossa copa e acaricie vossos ramos mais tenros que tremulam ao sol, Também desce até vossas raízes e as desprende da terra. Qual feixes de milho, acolhe-vos em seu seio. Ele vos debulha a fi m de expor vossa nudez. Ele vos destitui da palha com seu crivo. Ele vos tritura até atingirdes a brancura. Ele vos amassa até que estejais prontos; E então vos submete ao seu fogo sagrado, para que vos transformeis no puríssimo pão do banquete divino. Todas essas coisas o amor fará por vós a fi m de que vos torneis sabedores dos segredos de vossos corações, e que, imbuídos desse saber, vos transformeis num fragmento do coração da Vida. Mas se, por receio, desejais buscar somente a paz e o gozo do amor, É melhor cobrirdes vossa nudez, e abandonardes a eira do amor, Para que possais entrar no mundo sem estações, onde podereis rir, mas não todo o vosso riso, e chorar, mas não todo o vosso pranto. O amor dá de si apenas, e nada recebe senão de si próprio. O amor não possui nem quer ser possuído; Pois o amor ao amor se basta. Quando amardes, não deveríeis dizer: ‘Deus está em meu coração’, mas sim: ‘Eu estou no coração de Deus.’ E não pensai que seríeis capazes de determinar seu curso, pois o amor, se considerar-vos dignos, direcionar-vos-á. O amor não tem outro desejo senão o de atingir sua plenitude. Mas se amardes e necessitardes ter desejos, que sejam estes: O de vos tornardes a corrente de um riacho a entoar seu canto para a noite; O de conhecerdes a dor de tanta ternura; O de serdes feridos por vossa própria compreensão do amor; E sangrardes de bom grado e alegremente; O de despertardes ao alvorecer com o coração alado e agradecerdes por mais um dia de amor; O de repousardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor; O de retornardes à casa ao anoitecer, plenos de gratidão; E então adormecerdes com uma oração para o bem- -amado em vossos corações e uma cantiga de louvor em vossos lábios.”

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