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O Rei da Mentiras (Cód: 2003863)

Hart,John

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O Rei da Mentiras

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Descrição

Neste romance de estréia, John Hart cria um thriller jurídico repleto de suspense e guinadas radicais. Um homem se vê entre duas verdades: uma que poderá destruí-lo e outra que poderá libertá-lo. A mãe morreu há um ano; e o pai, misteriosamente desaparecido, é encontrado morto. Agora, ele é herdeiro de 15 milhões de dólares, o que o leva a ser o principal suspeito do crime. O estilo de John Hart tem sido comparado ao de Scott Turow e John Grisham. 'Inteligente e ágil... Como Scott Turw, John Hart sabe trilhar os caminhos por tribunais e prisões. O rei das mentiras é obra de um novo e surpreendente talento.' Pat Conroy, autor de autor de O princípe das marés.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Record
Cód. Barras 9788501077202
Altura 0.00 cm
I.S.B.N. 9788501077202
Profundidade 0.00 cm
Número de Páginas 406
Peso 0.44 Kg
Largura 0.00 cm
AutorHart,John

Leia um trecho

O REI DAS MENTIRAS 1 CAPÍTULO 1 Ouvi dizer que a cadeia fede a desespero. Que bobagem. Se a cadeia fede a alguma emoção, é a medo: medo dos guardas, medo do espancamento ou de uma curra, medo de ser esquecido por aqueles que um dia o amaram e podem ou não ter deixado de amá-lo. Mas principalmente, creio, há o medo do tempo e daquelas coisas sombrias que residem nos cantos inexplorados da mente. Completar seu tempo, eles dizem — que piada. Eu a freqüentei o bastante para conhecer a realidade: é o tempo que completa você. Por algumas horas, fui mergulhado naquele perfume da prisão, sentado com meus joelhos colados aos de um cliente que acabara de receber prisão perpétua sem direito a condicional. O julgamento o havia amaldiçoado, como eu lhe tinha dito que aconteceria. As evidências do estado eram avassaladoras, e o júri tinha simpatia zero por um perdedor em sua terceira incidência, que havia baleado o irmão durante uma discussão sobre quem detinha a autoridade sobre o controle remoto. Doze de seus supostos semelhantes, e nenhum deles se importava com o fato de que ele havia bebido, de que estava doido até a medula ou de que não pretendia fazer aquilo. Ninguém se importava com o fato de o irmão ser um babaca e um bandido por sua livre escolha, nem o júri, e muito menos eu. Tudo o que eu queria era explicar seu direito a apelação, responder a qualquer questão legal e cair fora. A cobrança dos meus honorários no estado da Carolina do Norte esperaria até o dia seguinte. Na maioria das vezes eu era, na melhor das hipóteses, ambíguo sobre minha profissão de escolha, mas em dias como esse eu odiava ser advogado; esse ódio era tão profundo que eu temia que algo estivesse errado comigo. Eu escondia isso como outros ocultariam uma perversão. E esse dia estava pior do que a maior parte dos outros. Talvez fosse o caso, o cliente ou as decorrências emocionais de mais uma tragédia desnecessária. Eu estivera naquela sala uma centena de vezes, mas por alguma razão sentia-me diferente dessa vez. As paredes pareciam deslocar-se, e eu senti uma desorientação momentânea. Tentei afugentá-la, pigarreei e me levantei. Nós tínhamos fatos desfavoráveis, mas a decisão de ir a julgamento não competia a mim tomar. Quando ele cambaleou para fora do trailer, ensangüentado e às lágrimas, segurando a arma numa das mãos e o controle remoto na outra. Era em plena luz do dia, e ele estava transtornadamente bêbado. O vizinho olhara pela janela quando meu cliente começara a gritar. Vira o sangue, a arma, e chamara os tiras. Nenhum advogado conseguiria ganhar a causa — eu bem disse a ele. Eu poderia tirá-lo em dez anos, mas ele se recusou a assumir a culpa em troca do acordo que eu havia negociado. E nem mesmo tocaria nesse assunto. O sentimento de culpa pode ter sido demais, ou talvez uma parte dele necessitasse da punição. Qualquer que fosse o caso, agora estava acabado. Por fim, ele desviou o olhar dos chinelos fornecidos pela cadeia, e que conheceram milhares de pés antes dos seus, e me encarou. As narinas úmidas brilhavam sob a luz crua, e seus olhos vermelhos oscilavam, aterrorizados com fosse lá o que estivessem vendo naquela sua mente desorientada. Ele havia puxado o gatilho, e essa verdade brutal finalmente se enraizara. Seu rastro abriu caminho através do rosto dele enquanto conversávamos durante as últimas poucas horas. Suas negativas haviam se atabalhoado até uma interrupção, e eu observei, impassível, como a esperança tremulou e morreu. Já vira tudo isso antes. Uma tosse rouca e úmida, e seu antebraço direito espalhando muco por sua bochecha. — Está acabado, então? — perguntou ele. Não me incomodei em responder. Ele já estava balançando a cabeça para si mesmo, e eu pude ler seus pensamentos como se estivessem escritos no ar frio e úmido em suspensão entre nós: prisão perpétua sem condicional, e ele não tinha nem 23 anos. Geralmente levava dias para que essa verdade brutal perfurasse o ridículo papel de cara durão que todo matador boçal carrega para dentro desse lugar como uma espécie de patrimônio doentio. Talvez esse palhaço tivesse mais esperteza do que eu creditara. No breve período desde que o juiz pronunciara a sentença, ele já desenvolvera o olhar do condenado perpétuo. Cinqüenta, talvez sessenta anos atrás dos mesmos muros de tijolos vermelhos. Nenhuma chance de condicional. Não eram vinte anos, nem trinta e nem mesmo quarenta, mas a vida inteira, com todas as letras. Isso me mataria, juro por Deus. Uma olhada no meu relógio me informou que eu estava ali havia quase duas horas, e esse era o meu limite. Sabia por experiência própria que o cheiro já impregnara minhas roupas, e podia ver a umidade no lugar onde as mãos dele haviam tocado meu paletó. Ele notou meu movimento para olhar o relógio e abaixou os olhos. Suas palavras evaporaram no ar estagnado, deixando um vácuo que meu corpo ocupou quando me levantei. Não estendi minha mão para cumprimentálo, e ele não estendeu a dele, mas percebi uma nova paralisia em seus dedos. Ele estava velho antes do tempo, quase acabado aos 23 anos, e o que podia ter sido compaixão insinuou-se num coração que eu acreditava estar para sempre a salvo de tais coisas. Ele começou a chorar, e suas lágrimas caíram no chão imundo. Era um assassino, não havia dúvida, mas iria para o inferno na terra logo ao amanhecer do dia seguinte. Quase contra a vontade, estiquei meu braço e pus minha mão em seu ombro. Ele não ergueu os olhos, mas falou que lamentava muito, e eu sabia que desta vez ele dizia a verdade. Eu era seu último contato com o mundo real, o mundo que possui árvores. Tudo o mais havia sido desbastado pela realidade cortante da sua sentença. Seus ombros começaram a se elevar sob minhas mãos, e senti um vazio tão grande que quase chegava a ter peso físico. Foi quando vieram me dizer que o corpo de meu pai finalmente fora encontrado. A ironia não me passou despercebida. O oficial de justiça que me escoltou para fora da cadeia de Rowan County e até o escritório do promotor público era um homem alto e de ossos largos, com cerdas grisalhas onde a maioria de nós tem cabelos. Ele não se preocupava em jogar conversa fora enquanto abríamos caminho através dos salões lotados com os penitentes do tribunal, e eu não puxei assunto. Nunca fui muito de conversa. O promotor público era um homem baixo e rotundo, com um jeito que desarmava qualquer um, que conseguia desativar o brilho natural dos olhos de quem quisesse; era uma coisa assombrosa de se ver. Para alguns, ele era um O REI DAS MENTIRAS-01.p65 5 20/2/2008, 17:41 6 O REI DAS MENTIRAS político, receptivo e caloroso. Para outros, era o instrumento frio e sem vida de seu ofício. Para poucos de nós, nos bastidores, ele era um sujeito normal; nós o conhecíamos e gostávamos dele. Levara duas balas por seu país e ainda assim jamais olhava com superioridade para pessoas como eu, que meu pai com freqüência chamava “os bundas-moles de uma geração sem guerras”. Ele respeitava meu pai, mas gostava de mim como pessoa, e eu nunca tive certeza do porquê. Talvez porque eu não proclamasse a inocência de meus clientes culpados, como o fazia a maioria dos advogados de defesa. Ou talvez por causa de minha irmã, mas essa era uma história completamente diferente. — Work — disse ele quando entrei na sala, sem se incomodar em ficar de pé. — Lamento terrivelmente isso. Ezra era um grande advogado. Único filho de Ezra Pickens, poucos me conheciam como Jackson Workman Pickens. A maioria gostava de me chamar de “Work”, o que era espirituoso, eu suponho. — Douglas. Fiz um cumprimento de cabeça, virando-me ao som da porta do escritório se fechando atrás de mim quando o oficial de justiça saiu. — Quando vocês o encontraram? — perguntei. Douglas enfiou uma caneta no bolso de sua camisa, e o brilho dos olhos desapareceu. O REI DAS MENTIRAS-01.p65 6 20/2/2008, 17:41 O REI DAS MENTIRAS 7 — Isto é incomum, Work, por isso não espere nenhum tratamento especial. Você está aqui porque achei que devia ouvir isso de mim antes que a história estourasse. Ele fez uma pausa e olhou pela janela. — Achei que talvez você pudesse contar a Jean. — O que minha irmã tem a ver com isso? — perguntei, ciente de que minha voz soava muito alta naquele espaço limitado e abarrotado. Seus olhos giraram sobre mim, e por um momento fomos estranhos. — Eu não quero que ela leia a respeito disso nos jornais. Você quer? — sua voz se tornou fria; o momento não era adequado. — Este chamado foi uma cortesia, Work. Eu não posso ir além do fato de que encontramos o corpo dele. — Faz 18 meses que ele desapareceu, Douglas, um tempo longo demais, sem nada além de perguntas, sussurros e os olhares que as pessoas dão quando acham que você não está vendo. Você tem idéia de como isso tem sido difícil? — Eu não sou desprovido de compaixão, Work, mas isso não muda nada. Nós ainda nem acabamos de trabalhar na cena do crime. Não posso discutir o caso com um membro do foro da defesa. Você sabe como isso pegaria mal. — Qual é, Douglas. É meu pai, não um traficante anônimo. — Era óbvio que ele não estava comovido. — Pelo amor de Deus, você me conhece desde que eu me entendo por gente. O REI DAS MENTIRAS-01.p65 7 20/2/2008, 17:41 8 O REI DAS MENTIRAS Era verdade — ele me conhecia desde que eu era garoto —, mas se havia algum motivo para sentimentalismo, este fracassou em atingir sequer a superfície de seus olhos sem brilho. Eu me sentei e esfreguei a palma da mão pelo rosto, sentindo o fedor da cadeia que se dissipava e me perguntando se ele também podia senti-lo. — Podemos cumprir as formalidades — continuei num tom mais suave —, mas você sabe que me contar é a coisa certa. — Estamos tratando do assunto como um assassinato, Work, e será a maior história a atingir este condado em uma década. Isso me põe em evidência. Será uma febre na mídia. — Eu preciso saber, Douglas. Aquilo atingiu Jean com mais dureza. Ela não é mais a mesma desde aquela noite; você mesmo viu isso. Se vou contar a ela sobre a morte do nosso pai, precisarei dar-lhe alguns detalhes; ela vai querer isso. Que diabo, isso é essencial para ela. Mais do que tudo, porém, tenho que saber a gravidade do fato. Terei de prepará-la. Como você disse, ela não deveria ler a respeito nos jornais. Fiz uma pausa, tomei fôlego e me concentrei. Precisava visitar a cena do crime, e para isso dependia do aval dele. O REI DAS MENTIRAS-01.p65 8 20/2/2008, 17:41

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