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O Segredo de Jasper Jones (Cód: 4050620)

Silvey, Craig

Intrinseca

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O Segredo de Jasper Jones

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Descrição

Numa noite quente de verão, no final de 1965, Charlie Bucktin é acordado por batidas insistentes na janela de seu quarto. O visitante é Jasper Jones, um pária na pequena cidade de Corrigan. Rebelde e solitário, Jasper encarna a imagem do perigo e do mistério para Charlie. Portanto, quando Jasper implora sua ajuda, Charlie o acompanha furtivamente pela noite, apavorado mas desesperado para impressionar. Jasper conduz Charlie até uma clareira secreta no mato, e é ali que o garoto testemunha a terrível descoberta de Jasper. Carregando o pesado fardo daquele segredo, Charlie precisa enfrentar uma cidade desconfiada, dominada pelo pavor. No escaldante verão em que tudo acontece, ele discute com sua impetuosa mãe, apaixona-se nervosamente e luta para manter a integridade de seu fervoroso melhor amigo, Jeffrey Lu. E, na vã tentativa de reparar o que havia se quebrado, aprende a diferença entre mito e realidade, entende por que mentiras bem-intencionadas são como uma maldição e descobre que a verdade é algo difícil de se reconhecer, e ainda mais difícil de se manter no coração.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580571707
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580571707
Profundidade 2.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 288
Peso 0.38 Kg
Largura 16.00 cm
AutorSilvey, Craig

Leia um trecho

O segredo de Jasper Jones Jasper Jones veio até a minha janela. Não sei por que, mas veio. Talvez esteja enrascado. Talvez não tenha outro lugar aonde ir. De qualquer maneira, ele simplesmente me deixou borrado de medo. Este é o verão mais quente de que consigo me lembrar, e o calor espesso parece penetrar e permanecer no meu quarto. É como se o centro da Terra fosse aqui. O único alívio é o ar mais frio que se infiltra por entre as ripas finas da minha única janela. É quase impossível dormir, portanto passei a maior parte das minhas noites lendo à luz do meu lampião a querosene. Hoje não foi diferente. E, quando Jasper Jones bateu abruptamente nas ripas com o nó do dedo e sussurrou meu nome, pulei da cama, derrubando meu exemplar de Pudd’nhead Wilson. – Charlie! Charlie! Ajoelhei-me como um corredor, alerta e temeroso. – Quem é? – Charlie! Venha aqui fora! – Quem é? – É o Jasper! – O quê? Quem? – Jasper. Jasper! – Ele pressionou o rosto na direção da luz. Os olhos eram verdes e selvagens. Franzi o cenho. – O quê? Sério? O que é? – Preciso da sua ajuda. Venha aqui fora e eu explico – sussurrou ele. – O quê? Por quê? – Jesus Cristo, Charlie! Depressa! Venha aqui fora. E, assim, aqui está ele. Jasper Jones está à minha janela. Tremendo, subo na cama e removo as ripas de vidro empoeiradas, empilhando-as sobre o travesseiro. Rapidamente, enfio uma calça jeans e apago o lampião com um sopro. Ao me espremer para fora do quarto, a cabeça primeiro, algo invisível puxa minhas pernas. É a primeira vez que ouso sair escondido de casa. A emoção, junto ao fato de que Jasper Jones precisa da minha ajuda, já faz desse momento algo maravilhoso. Minha saída pela janela é um pouco como o nascimento de um potro. Uma queda estabanada e desajeitada sobre o canteiro de gérberas da minha mãe. Levanto-me rapidamente e finjo que não doeu. É uma noite de lua cheia muito tranquila. Os cachorros da vizinhança provavelmente estão com calor demais para latir seu alerta. Jasper Jones está no meio do nosso quintal. Ele muda o pé de apoio do direito para o esquerdo, como se o chão estivesse se desfazendo. Jasper é alto. Tem só um ano a mais do que eu, mas parece muito mais velho. Tem o corpo magro, mas bem-definido. Seu físico e seus músculos já foram trabalhados. O cabelo é uma confusão de tufos duros. É evidente que ele mesmo o corta. Jasper Jones é grande demais para suas roupas. Sua camisa de botões está suja e prestes a rebentar, e a bermuda foi cortada logo abaixo dos joelhos. Não usa sapatos. Parece um náufrago numa ilha. – Tudo bem. Você está pronto? – O quê? Pronto para quê? – Já falei. Preciso da sua ajuda, Charlie. Vamos. – Seus olhos movem-se rapidamente; ele coloca o peso do corpo para trás. Estou empolgado, mas tenho medo. Queria muito dar meia-volta, me enfiar pelo cu de cavalo do qual acabei de cair e me sentar em segurança no ventre quente que é meu quarto. Mas esse é Jasper Jones, e ele veio até mim. – Tudo bem. Espere – digo, notando que meus pés estão descalços. Vou até a escada nos fundos da casa, onde estão minhas sandálias, bem-lavadas e perfeitamente alinhadas. Ao calçá-las, percebo que aquilo, usar sandálias afrescalhadas, é minha primeira demonstração de afeminação, e não demorou muito. Portanto, volto com o máximo de masculinidade que consigo reunir, o que, mesmo sob a luz da lua, deve lembrar algo como uma galinha com artrite. Cuspo, fungo e assoo o nariz. – Tá tudo bem? Você tá pronto? Jasper não responde. Simplesmente se vira e caminha. Eu o sigo. Após escalarmos a cerca nos fundos do quintal, seguimos morro abaixo para Corrigan. As casas se amontoam, cada vez mais próximas, e, então, param bruscamente quando chegamos ao meio da cidade. Tarde assim, a arquitetura é desolada e sem cor. Parece que perambulamos por um cartão-postal. Em direção à orla leste, após a estação ferroviária, as casas florescem novamente, e seguimos silenciosamente sob as luzes das ruas, que iluminam gramados e jardins. Não faço ideia sobre aonde vamos. Quanto mais avançamos, mais intensamente cresce minha apreensão. Contudo, há alguma coisa encorajadora em estar acordado quando o resto do mundo está dormindo. Como se eu soubesse algo que ninguém mais sabe. Caminhamos por uma eternidade, mas não faço perguntas. Um pouco além da cidade, passando a ponte e a parte larga do rio Corrigan e entrando na área das fazendas, Jasper para e coloca um cigarro na boca. Calado, ele agita o maço amarfanhado na minha direção. Eu nunca fumei. Certamente nunca me ofereceram um cigarro. Sinto um acesso de pânico. Querendo ao mesmo tempo recusar e impressioná-lo, por algum motivo decido apertar as palmas das mãos contra a barriga e inflar as bochechas enquanto balanço negativamente a cabeça para sua oferta, sugerindo já ter fumado tanto naquela noite que simplesmente estava cheio demais para mais um cigarro. Jasper Jones ergue uma sobrancelha e dá de ombros. Ele se vira e apoia o quadril em uma estaca de um portão. Enquanto Jasper traga a fumaça, olho além dele e reconheço o lugar. Dou um passo para trás. Ali, fantasmagoricamente ao luar, está a velha cabana de Mad Jack Lionel. Rapidamente, olho para Jasper. Mad Jack é um personagem responsável por muita especulação e intriga entre a garotada de Corrigan. Nenhuma criança nunca o viu de verdade. Há quem afirme, de peito estufado, tê-lo visto ou encontrado, mas essas pessoas são rapidamente expostas como mentirosas. Contudo, as falsas histórias e os boatos se entrelaçam delicadamente em torno de um único fato irrefutável: Jack Lionel matou uma jovem alguns anos atrás, e, desde então, nunca mais foi visto fora de casa. Ninguém entre nós conhece as verdadeiras

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