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O Segundo Suspiro (Cód: 4073575)

Pozzo Di Borgo,Philippe

Intrinseca

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Descrição

Philippe Pozzo di Borgo era um executivo de sucesso e herdeiro de duas tradicionais famílias francesas. Porém em 1993 sua vida sofre uma reviravolta dramática quando, após um acidente de parapente, ele fica tetraplégico. Na mesma época, sua mulher, Béatrice, enfrenta uma doença terminal. Em meio à dor, Pozzo di Borgo isola-se em sua luxuosa casa em Paris e passa a ter como acompanhante o argelino Abdel, genioso e desinibido com as mulheres — mas que, por trás de sua fachada temperamental, também sofre da solidão e da sensação de deslocamento.
Entre o aristocrata e seu “diabo guardião”, surge uma inesperada camaradagem que transforma suas vidas. Abdel introduz em seu cotidiano a aventura e o imprevisível, e Pozzo di Borgo descobre que, mesmo nas mais adversas das condições, é possível cultivar um intenso apetite pela vida, voltar a amar e ser amado.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580572001
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788580572001
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Mauro Pinheiro
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 232
Peso 0.29 Kg
Largura 14.00 cm
AutorPozzo Di Borgo,Philippe

Leia um trecho

Prefácio à nova edição francesa Certo dia em janeiro de 2010, fui procurado por Olivier Nakache e Éric Toledano, diretores do filme Intocáveis.* Alguns anos antes, eles tinham visto o documentário À la vie, à la mort (2002), dirigido por Jean-Pierre Devillers e produzido por Mireille Dumas. O filme, de uma hora, retratava o improvável encontro entre o rico tetraplégico privilegiado que sou e o jovem de origem árabe da periferia de Paris, Abdel. Contrariando todas as expectativas, esses dois homens se ajudariam mutuamente durante anos. A história despertou o interesse dos cineastas. Minha esposa Khadija e eu os recebemos em nossa residência, em Essaouira, no Marrocos, com os atores escalados para os papéis: Omar Sy e François Cluzet. Nós nos encontramos várias vezes, e acompanhei com prazer a elaboração do roteiro. O primeiro livro que escrevi, O segundo suspiro, hoje esgotado, tinha alcançado algum sucesso em seu lançamento. Frédéric Boyer, diretor editorial das Éditions Bayard, me propôs então reeditá-lo na ocasião do lançamento do filme Intocáveis, atualizado com um novo prefácio e complementado com um texto inédito. O diabo guardiãoé, portanto, uma continuação de O segundo suspiro (que termina em 1998), conduzindo a narrativa até meu encontro com Khadija no Marrocos, em 2004; esse período corresponde ao roteiro do filme Intocáveis. As limitações do longa-metragem e a imaginação dos diretores os levaram a simplificar, modificar, moldar e criar inúmeros episódios. Somos ambos “intocáveis” em diversos aspectos. Abdel, de ascendência do Norte da África, sentiu-se marginalizado na França — tal como a classe dos intocáveis na Índia. Não se pode “tocar” nele sem o risco de levar um soco, e ele corre tão rápido que os tiras — repetindo sua palavra — conseguiram pegá-lo apenas uma vez em sua longa carreira de delinquente. Quanto a mim, atrás dos altos muros que cercam minha mansão em Paris — minha gaiola dourada, como diz Abdel —, abrigado da necessidade graças à minha fortuna, faço parte dos “extraterrestres”; nada pode me atingir. Minha paralisia total e a ausência de sensibilidade me impedem de tocar o que quer que seja; as pessoas evitam até roçar a minha pele, tamanho o medo que lhes causa minha condição física, e ninguém pode me tocar o ombro sem desencadear dores lancinantes. “Intocáveis”, portanto. E agora deparo com um desafio absurdo: voltar a esse passado. uma evidência se impõe: eu não me lembro! De início, atribuí isso à ausência de Abdel, meu auxiliar de vida. Refletindo bem, é mais grave. Com a exceção de alguns episódios mal situados no tempo, minha memória se recusa ao exercício. A lembrança é o luxo dos abastados em boa saúde. Para um pobre miserável ou uma pessoa enferma, a memória se imobiliza no presente, pela dificuldade de garantir seu alimento ou sua sobrevivência. A Madeleine de Proust só poderia ser uma fixação de um dândi da alta sociedade. De 1998 a 2001, enquanto escrevia O segundo suspiro, atormentado pelo sofrimento da morte recente de Beatrice e pelas dores neurológicas,* já começava a exprimir dificuldades para conectar os instantes do meu passado. O sofrimento aniquila a memória. Os saudáveis envelhecem acumulando histórias e arrependimentos; estou livre de qualquer lembrança. uma autobiografia já é necessariamente recheada de esquecimentos e mentiras, deliberados ou por omissão; contar a história de outra pessoa — no caso, de Abdel — pode dar não mais do que “uma impressão do outro”, um pontilhado com várias lacunas. Como querem vocês que um aristocrata bem-educado como eu, respeitador de determinados princípios, possa se exprimir no lugar de alguém como Abdel, na época um revoltado, hostil a todo tipo de norma? Posso apenas relatar os acontecimentos, tentar analisá-los.

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