Frete Grátis
  • Google Plus

O Substituto (Cód: 4933937)

Nicholls,David

Intrinseca

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 39,90
Cartão Saraiva R$ 37,91 (-5%) em até 1x no cartão
Grátis

Cartão Saraiva
Quer comprar em uma loja física? Veja a disponibilidade deste produto
?

Entregas internacionais: Consulte prazos e valores de entrega para regiões fora do Brasil na página do Carrinho.

ou receba na loja com frete grátis

X

* Válido para compras efetuadas em dias úteis até às 18:00, horário de Brasília, com cartão de crédito e aprovadas na primeira tentativa.

Formas de envio Custo Entrega estimada
X Consulte as lojas participantes

Saraiva MegaStore Shopping Eldorado Av. Rebouças, 3970 - 1º piso - Pinheiros CEP: 05402-600 - São Paulo - SP

Descrição

Para Josh Harper, ser ator significa ter dinheiro, fama, mulheres aos seus pés e o papel principal nos palcos de Londres. Para Stephen C. McQueen, trata-se de uma longa e desastrosa carreira como figurante. Stephen tem um nome que não ajuda (não, ele não é parente do famoso Steve McQueen), um agente pouco interessado, um relacionamento complicado com a ex-mulher e a filha e um trabalho como substituto de Josh Harper, o 12º Homem mais Sexy do Mundo. E, quando percebe que está apaixonado por Nora, a linda e inteligente esposa de Josh, sabe que as coisas podem ficar ainda mais difíceis para ele. Ou, quem sabe, essa não é justamente sua Grande Chance? Com personagens engraçados e diálogos irresistíveis, O substituto é uma comédia arrebatadora.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580573787
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580573787
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Claudio Carina
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 320
Peso 0.37 Kg
Largura 16.00 cm
AutorNicholls,David

Leia um trecho

SUNSET BOULEVARD Summers and Snow ep. 3 esboço 4 INSPETOR-CHEFE GARRETT (CONT.) …ou faço você voltar a ser guarda de trânsito mais rápido do que você possa dizer “ação disciplinar”. INSPETOR SUMMERS Mas ele está brincando com a gente, senhor, como um gato com um… INSPETOR-CHEFE GARRETT Eu vou repetir… Não. Faça o que eu mandei. Pessoalmente. Eu quero resultado, e quero para ontem, Summers, senão você está fora desse caso. (SNOW tenta falar) Estou falando sério. Agora saiam daqui… vocês dois. INT. NECROTÉRIO. DIA BOB “BONES” THOMPSON, o patologista forense, compleição cadavérica, senso de humor macabro, debruçado sobre o corpo seminu de um JOVEM, pouco mais de trinta anos, o corpo inchado frio e morto na laje do necrotério, nos estágios iniciais de decomposição — a policial SNOW cobre a boca com um lenço. INSPETOR SUMMERS Então… diga lá, Thompson. Há quanto tempo acha que ele morreu? THOMPSON Difícil calcular. Pelo fedor, acho que poderia dizer que não é o peixe mais fresco na laje… INSPETOR SUMMERS (sem sorrir) O tempo está passando, Bones… THOMPSON Certo. Bem, a julgar pela decomposição, pelo inchaço e pela descoloração da pele, eu diria… que ele fi cou na água uma semana ou algo assim, uma dia a mais ou a menos. O exame inicial sugere estrangulamento. Pelas marcas no pescoço, diria que o assassino usou uma corda grossa e áspera, ou talvez uma corrente… INSPETOR SUMMERS Uma corrente? Meu Deus, pobre infeliz… POLICIAL SNOW Quem encontrou o corpo? (SUMMERS olha para ela — “Sou em quem faz as perguntas aqui…”) THOMPSON Uma senhora passeando com o cachorro. Simpática, oitenta e dois anos. Acho que seria seguro dizer que não é o serial killer que procur… — Espere aí… Não… não, desculpe, pessoal, vamos ter que interromper. — Por quê? O que houve? — reclamou o inspetor Summers. — Houve um estremecimento. — Na lente? — Na narina do morto. Dá para ver que ele está respirando. Va-mos ter que fazer de novo. — Ah, pelo amor de Deus… — Desculpe! Desculpe, desculpe, pessoal — disse o JOVEM MOR-TO, sentando-se e cruzando os braços no peito pintado de azul, cons-trangido. Enquanto a equipe se reposicionava, o diretor, um tipo agitado e de rosto alongado, boné puxado para trás mostrando a testa brilhante que lhe dava pouca credibilidade, levou as duas mãos ao rosto e suspi-rou. Levantou-se de sua cadeira de lona, andou até o JOVEM MORTOe ajoelhou-se amigavelmente ao seu lado na laje do necrotério. — Ok. Então, Lázaro, conte para mim… algum problema? — Não, Chris, está tudo bem… — Porque… como posso dizer… no momento, você está fazendo um pouco demais. — Eu sei, me desculpe. O diretor olhou para o relógio, esfregou a fivela vermelha do lado esquerdo do boné. — Porque já são quase duas e meia e… qual é o seu nome, mesmo? — Stephen, Stephen McQueen. Com PH. — Algum parentesco? — Nenhum parentesco. — Bem, Stephen com PH, já são quase duas e meia e nós nem co-meçamos a autópsia… — Sim, é claro. Mas, você sabe, todas essas luzes, os nervos, essas coisas… — Você não precisa interpretar, só precisa ficar aí bem quietinho. — Eu sei, Chris, mas é difícil ficar sem respirar por tanto tempo, você sabe. — Ninguém está pedindo para você não respirar… — Não, eu sei — respondeu Stephen, esboçando um sorriso de cumplicidade. — …mas também não precisa ficar arfando, como se tivesse corri-do duzentos metros, certo? — Certo. — E sem caretas. Tenha uma atitude… neutra. — Certo. Neutra. Mas, fora isso…? — Fora isso, você está fazendo um excelentetrabalho. Mesmo. — E será que vamos conseguir acabar às seis? É que eu preciso estar… — Bem, isso depende de você, não é, Steve? — disse o diretor, ajeitando o boné e voltando para sua cadeira de lona. — Ah, Ste-ve? — gritou de longe. — Por favor, não encolha a barriga… você precisa parecer inchado. — Inchado. Certo, inchado. — Muito bem, todos aos seus lugares — gritou o primeiro assisten-te, e Stephen acomodou-se outra vez na laje de mármore, ajustou a rou-pa molhada, fechou os olhos e fez o melhor possível para se fingir de morto. O grande segredo de uma boa interpretação cinematográfica é fazer o mínimo possível, e isso é ainda mais importante quando se está fazendo o papel de um objeto inanimado. Em uma carreira profissional que já durava onze anos, até agora Stephen C. McQueen havia interpretado seis cadáveres, cada um de-les cuidadosamente elaborado e sutilmente delineado, cada um deles comunicando o pathos de não estar vivo. Para não ser selecionado sempre para o mesmo papel, ele omitiu essas experiências no seu currículo, atribuindo aos vários cadáveres nomes intrigantes e carismáticos, como MAXou OLIVER, em vez dos mais específicos, porém menos evocativos, CADÁVERou VÍTIMA. Mas o fato havia se espalhado pela indústria — ninguém fazia aquilo melhor do que Ste-phen C. McQueen. Se você queria alguém para ser retirado do Grand Union Canal ao amanhecer, ficar deitado sobre o capô de um automó-vel, estropiado e sem reclamar, ou se estirar de bruços no fundo de uma trincheira lamacenta da Primeira Guerra Mundial, aquele era o homem certo. Seu primeiro trabalho ao sair da escola de arte dramá-tica foi GAROTO DE PROGRAMA 2em Vice City, uma série policial da pesada que marcou época. Uma fala: GAROTO DE PROGRAMA 2 (Sotaque de New Castle) Eeei, tá a fi m de um programa, moço? Depois, uma tarde longa e abafada com o braço pendurado para fora de uma lata de lixo preta. Claro que aos trinta e dois anos os dias de Garoto de Programa já pertenciam ao passado, mas Stephen C. McQueen ainda era forte candidato ao papel de cadáver. Por alguma razão, entretanto, hoje sua técnica estava falhando. O que era uma pena, pois Summers and Snowera uma verdadeira insti-tuição na TV, e dali a alguns meses mais de nove milhões de pessoas estariam sentadas em frente aos aparelhos de TVnum domingo à noite para vê-lo ser rapidamente estrangulado, e ser depois deitado ali, iner-te, usando roupas íntimas de um estranho. Seria difícil definir aquilo como uma oportunidade, mas se o diretor gostasse do que ele fi zesse, ou não fizesse, se continuasse como elenco de apoio, um dia poderia ser escalado para fazer o papel de alguém andando, mexendo o rosto, falando em voz alta. Primeira Regra do Showbiz: o importante não é o que você sabe, mas quem você conhece. Ser profissional. Ser positivo. Manter-se comprometido. Sentir-se sempre motivado. O truque é im-pressionar. Fazer sempre com que as pessoas gostemde você, pelo menos até se tornar famoso a ponto de isso não fazer mais diferença. Enquanto esperava a próxima tomada, Stephen sentou-se ereto na laje fria e esticou os braços atrás das costas até sentir os ombros esta-larem — importante para não enrijecer, importante para manter o re-laxamento. Olhou ao redor do estúdio, na esperança de puxar conversa com algum colega ator. Craggy, o Severo, Solitário e Ex-alcoó-latra Detetive Tony Summers estava num grupo fechado afastado com a Empertigada Sally Snow, a Policial de Pensamento Independente, be-bericando chá em um copo descartável e comendo os melhores biscoi-tos com autoconfiança. Stephen tinha uma leve queda por Abigail Edwards, a atriz que interpretava a policial Snow, e já havia até bolado uma piadinha sobre o seu papel que poderia usar numa conversa. “É um jeito de viver, Abi!”, diria com ironia e um sorriso de canto de boca entre duas tomadas, depois ergueria uma sobrancelha embolora-da e ela daria risada, os olhos brilhantes, e talvez trocassem números de telefones no final da filmagem, sairiam para um drinque ou coisa assim. Mas essa oportunidade nunca surgiu. Entre uma cena e outra ela mal o notava, e aos olhos de Abigail Edward era como se ele esti-vesse… morto. Uma animada maquiadora apareceu ao lado de Stephen, borrifou-o com água e passou vaselina em seu rosto e seus lábios. O nome dela era Deborah? Outra Regra do Showbiz — sempre, semprechame todo mundo pelo nome… — Então, como estou, Deborah? — perguntou. — É Janet. Você está lindo! Trabalho engraçado esse, não é? — Bem, é um jeito de viver! — gracejou, mas Janet já tinha volta-do à sua cadeira de lona. — Vamos logo com isso, gente! — rosnou o primeiro assistente, e Stephen acomodou-se na laje do necrotério, como um peixe grande e molhado. Ficar imóvel. Não deixar ninguém perceber que está respirando. Lembre-se: você está morto. Minha motivação não é estar vivo. Atuar não é reagir. O C de Stephen C. McQueen era usado por insistência do seu agen-te, para evitar confusão com o astro do cinema internacional. Mas até agora ninguém tinha feito essa confusão.

Avaliações

Avaliação geral: 0

Você está revisando: O Substituto

O Substituto (Cód: 4933937) O Substituto (Cód: 4933937)
R$ 39,90
O Substituto (Cód: 4933937) O Substituto (Cód: 4933937)
R$ 39,90