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O Tempo Anda a seu Favor (Cód: 1851691)

Povoa,Helion

Objetiva

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O Tempo Anda a seu Favor

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Descrição

Envelhecer é uma arte – e deixou de ser sinônimo de decadência física e mental. Os avanços da ciência nos permitem viver e envelhecer melhor, com mais saúde e beleza. 'O Tempo Anda a seu Favor' traz novidades essenciais em pesquisas e teorias sobre a longevidade humana. Além de entender melhor o processo pelo qual nosso corpo passa ao longo dos anos, este livro nos mostra o que a ciência oferece e o que cada um de nós pode fazer para usar o tempo como aliado.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
Cód. Barras 9788573028546
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788573028546
Profundidade 0.00 cm
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 172
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorPovoa,Helion

Leia um trecho

AS CONTRADIÇÕES DO ENVELHECER Em nossa cultura, tornar-se velho é penoso para a maioria das pessoas. Ainda assim, alguns dos que chegaram lá fazem questão de anunciar que também há algumas vantagens na última fase da vida. A principal delas seria a chegada do autoconhecimento, tão perseguido durante toda a juventude e a fase adulta, e que passa a dar aos acontecimentos da vida um novo sabor. Estariam os idosos, portanto, diante da grande contradição da existência. A redentora compreensão de quem somos e o que queremos da vida chega muito tarde, quando o tempo já se encarregou de levar a maior parte das ocasiões em que esse conhecimento poderia ter sido útil. É claro que as experiências de vida são diferentes e nem todas as pessoas vêem o envelhecer como um simples descompasso entre o que se quer e o que se pode. Mas se é possível questionar as contradições do tempo que percebemos, impossível é duvidar daquelas mudanças que se impõem sobre nossas células, esses pequenos universos tão exclusivamente nossos, mas ao mesmo tempo tão desconhecidos. O que bastaria para interromper o processo de envelhecimento das nossas células, e conseqüentemente preservar as funções de nosso corpo, seria fazer com que elas jamais perdessem a capacidade de divisão, para que novas células fossem sendo formadas, renovando continuamente os diferentes tecidos e órgãos. Entretanto, a capacidade incessante de divisão, que garante à célula juventude eterna, é própria das células cancerosas. De forma contraditória, uma das principais características do câncer, doença tão comum na velhice, é o que se busca para interromper o envelhecimento. Envelhecemos justamente porque nossas células perdem o fantástico poder da renovação celular, enquanto o câncer encerra em seus mecanismos o segredo da eterna juventude. É sobre esse grande paradoxo que estão debruçados atualmente os cientistas que estudam o envelhecimento humano. Divididos, é bom que se diga. Como acontece em qualquer área do conhecimento, há divergências sobre qual seria a melhor forma de combate ao envelhecer triste e doentio a que nos habituamos. Enquanto alguns grupos de vanguarda investem na biotecnologia e na engenharia genética para dar novos tratos ao processo, suscitando até mesmo a possibilidade de paralisá-lo, gerontologistas e geriatras mais tradicionais resistem a idéias tão radicais. Além das polêmicas, o que se deseja hoje, segundo o consenso científico mundial, não é exatamente reverter ou paralisar o envelhecimento, mas alterar o seu mecanismo. Por isso as pesquisas mais avançadas têm por objetivo descobrir novas terapias que garantam às células a continuidade do processo de divisão, mas de forma sadia, ou seja, sem a ocorrência de instabilidade em seu DNA1 ou mutações. Como se sabe, o DNA (ácido desoxirribonucléico) é o conjunto de moléculas que carrega as informações genéticas de todos os seres vivos. Estão no DNA instruções que devem ser perfeitamente transcritas para o RNA (ácido ribonucléico) de forma que as proteínas do organismo sejam corretamente construídas, garantindo assim a saúde dos órgãos e tecidos. Quando há interferências que afetam o DNA da célula, estabelece-se nela o risco de modificação de comandos genéticos ou mutação. O câncer e diversas outras doenças resultam desse processo. A grande questão atual é que, embora os genes humanos já tenham sido mapeados, não se conseguiu desvendar o mistério fundamental, que tem lugar no interior de nossas células. Não sabemos como elas processam as suas sinalizações internas, que garantem a renovação saudável do organismo. Entretanto, já são bem conhecidos os efeitos da falha dessa misteriosa comunicação que acontece continuamente dentro das nossas mínimas quantidades de matéria. As causas do envelhecimento Nossas células travam lutas permanentes para sobreviver, embora não tomemos conhecimento desse fato. Segundo cálculos científicos, apenas os radicais livres provocam cerca de 10 mil lesões por dia em uma única célula!2 Com esse péssimo histórico, esses radicais estão na lista das prováveis causas para o envelhecimento, que são evidentemente uma grande preocupação da ciência moderna. Não há como cogitar meios de modificar um processo sem conhecer as suas origens. Contamos naturalmente com uma boa quantidade de enzimas antioxidantes, que se encarregam de proteger as células dos radicais livres. Acontece que essas enzimas, que são formas de proteínas, podem não ser produzidas em quantidades suficientes nas fases mais tardias da vida, além do fato de que a forma como vivemos hoje, convivendo com estresse excessivo, várias formas de poluição e pouca alimentação saudável, facilita o excesso de produção de radicais livres, tornando a luta das células ainda mais dura. Nem sempre os radicais livres conseguem provocar lesões no material mais nobre e precioso das células, que é o seu DNA, mas há vezes em que isso é inevitável. É o caos genético, quando alguns genes são indevidamente ativados, executando comandos onde não deveriam e estabelecendo perigosos erros de comunicação com outros genes e com as proteínas e enzimas que eles constroem. Se todos os nossos tecidos são formados por proteínas, e são as enzimas que agilizam as inúmeras reações químicas que acontecem continuamente no nosso organismo, pode-se imaginar o prejuízo que os radicais livres provocam quando atingem o DNA das células. Sobre o poder dos radicais livres em promover o envelhecimento, existe uma teoria muito bem fundamentada, formulada em 1972 pelo cientista norte-americano Denham Harman. Inicialmente combatida, essa teoria hoje possui aceitação universal e em função dela Harman foi indicado, em 1995, ao Prêmio Nobel de Medicina. Entretanto, ainda se discute se os radicais livres seriam de fato a causa primordial do processo de envelhecimento. Resumidamente, a teoria dos radicais livres explica o envelhecimento a partir das reações que o oxigênio executa dentro dos milhares de mitocôndrias que existem nas células e onde se dá a geração de energia. Nessas organelas celulares, mais exatamente em suas cadeias respiratórias, o oxigênio sofre uma série de reações até se transformar em água. Mas cerca de 2% dele se transforma em radicais livres, que têm algumas funções no organismo. Os fagócitos, por exemplo, defendem o organismo de invasores produzindo radicais livres. O problema é que, quando esses radicais são produzidos em excesso, eles causam danos que levam ao envelhecimento, tanto por lesão direta aos componentes orgânicos da célula como por causarem alterações na comunicação em seu material genético, dando origem às perigosas modificações dos comandos genéticos ou mutações. Outra teoria muito considerada na questão do envelhecimento é a das chaperonas, tipo de proteínas também conhecidas como heat shock proteins, cujo maior atributo é o de recuperar o material protéico das células. Contamos naturalmente com essas proteínas especializadas, mas com o passar do tempo, sua expressão diminui. Sem as chaperonas, proteínas malformadas vão se precipitando dentro das células, formando agregados e proteínas modificadas pelo próprio metabolismo que podem agredir seu DNA e ameaçar a estabilidade genética. O envelhecimento celular e o surgimento de doenças como o câncer, portanto, podem ser favorecidos pelo declínio da produção das chaperonas. O excesso da produção de insulina também ocupa posição de destaque entre a lista de prováveis causas do envelhecimento, como veremos no decorrer dos capítulos deste livro. Até algum tempo atrás, acreditava-se que esse hormônio secretado pelo pâncreas servia apenas para empurrar a glicose para dentro das células, promovendo o crescimento e a diferenciação celular. Mas hoje se sabe que a insulina possui uma comunicação intracelular muito sofisticada e também uma ação de longo prazo que pode ser decisiva no envelhecimento. Em quantidades altas no sangue, a insulina provoca uma situação de desequilíbrio com outros hormônios, o que produz efeitos muito negativos no organismo e o desgasta precocemente, favorecendo processos crônicos degenerativos. Além disso, a insulina em excesso induz o organismo a armazenar tecido gorduroso, que é muito prejudicial quando em grande volume. Hoje se sabe que a gordura visceral em excesso produz substâncias excessivamente perigosas como a interleucina 6 (ITL6),3 conhecida como a interleucina do envelhecimento por favorecer a produção de substâncias muito favoráveis a esse processo. Uma delas é a proteína C reativa, que promove no organismo uma espécie de programação inflamatória branda, que está na base de muitas doenças neurodegenerativas.4 A teoria da glicação é outra que tenta explicar o porquê do envelhecimento, mas se destaca na lista pelo fato de ser a mais atual de todas, envolvendo a questão da modificação do metabolismo. A glicação vem a alterar de forma muito permanente as proteínas do organismo e estas, quando modificadas, podem fragmentar o DNA das células e promover mais inflamação, fazendo com que entrem em falência. A teoria da glicação tem crescido muito em importância e por isso o tema será explorado em um capítulo exclusivo deste livro. Por ora, basta-nos entender que a glicação está relacionada a uma outra teoria atual sobre o envelhecimento, a do reciclamento de proteínas. Segundo esta, o organismo humano tem capacidade de acumular proteínas que estão danificadas. Entretanto, precisa depois eliminar esse “lixo”, utilizando para isso enzimas de degradação. A questão é que, com o envelhecimento, perdemos a capacidade tanto de armazenar como de eliminar essas proteínas. Assim, principalmente os tecidos de pouca renovação celular, como os que compõem o cérebro, os músculos, os olhos, os rins e o coração, ficam mais vulneráveis aos danos provocados pela glicação. Não revertido, esse processo vai se tornando cada vez mais crítico ao longo do tempo. Com isso, acabamos por perder células por incapacidade de eliminar “lixo”. Além dessas, muitas outras teorias vêm sendo formuladas nos últimos anos para explicar por que envelhecemos e, de certa forma, todas elas acabam por se interligar. Apesar da grande quantidade de conhecimentos acumulados pela ciência, não existe, ou não conhecemos ainda, uma explicação única e absoluta para o processo de envelhecimento. Entretanto, nos últimos anos, novas teorias vêm tomando força, aprofundando o tema a níveis ainda mais básicos e elementares.

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