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O Vôo do Cisne - A Revolução dos Diferentes (Cód: 116918)

Megido,Jose Luiz Tejon

Gente

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Descrição

Como se tornar especial no mundo de iguais?
A todo momento lutamos ao máximo para nos enquadrar ao estereótipo das pessoas ´normais. Diariamente somos levados a agir - e agimos! - como patinhos feios, procurando se encaixar aos padrões impostos pela sociedade como seres normais, limitados, apesar de o mundo nos exigir criatividade e originalidade. Exigir que sejamos cisnes, isto é, fugir dessa massificação de regras e comportamentos e sermos nós mesmos é a chave para potencializar suas qualidades. A grande maioria de nós, porém, é educada como patinho feio. Perdemos a nossa ´excepcionalidade´ ainda no ninho, quando crianças e ao crescermos nos esforçamos para ser ´normais´ e fazer tudo igual.
Porém, ficamos angustiados e esperamos obter resultados mágicos.
Este é um livro que nos leva a acreditar que temos de descobrir o cisne que existe dentro de nós e que isso significa abandonar a vida de patinho feio. Romper com a normalidade de ser apenas mais um. Enxergar a nossa própria luz. E procurar a nossa turma. Turma de cisnes!

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Gente
Cód. Barras 9788573123807
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 857312380X
Profundidade 1.10 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 7
Ano da edição 2004
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 208
Peso 0.26 Kg
Largura 14.00 cm
AutorMegido,Jose Luiz Tejon

Leia um trecho

Havia um novo patinho no grupo. Feio, horrível, desengonçado. Uma deformação da natureza. A mamãe pata morreu de dó daquela cria... Estava perdido, coitado. Seria chacota de todo mundo. Os outros patinhos, quando o viram, logo o batizaram de “patinho feio”. Gozavam, riam, faziam piadas. Quando o patinho feio chegava para brincar com seus irmãozinhos, era imediatamente enxotado. “Sai, feiúra, vai brincar com a sua turma”, gritavam todos. Mas o patinho feio fazia de tudo para ser um “patinho normal”. Para ser um patinho que fazia “tudo igual”. Chorava escondido no mato por ser diferente. Por não ser compreendido. Por ser rejeitado. Rebelava-se: “Por que sou assim, um excepcional?” Não tinha jeito. Bastava ser visto ou chegar perto dos outros e era escorraçado. Por fim, RESIGNOU-SE! Por mais que se esforçasse, não conseguiria nunca ser um patinho normal e fazer tudo igual. Numa manhã, muito cedinho, antes de o sol nascer, saiu de casa. Embrenhou-se no matagal o voo do cisne 21.01.05 18:06 Page 2 após decidir que iria viver escondido do mundo. Só e consigo mesmo dali em diante. O patinho feio morria de vergonha e de medo da repulsa que causava nos demais membros do seu grupo. “Prefiro os riscos da selva desconhecida à tortura dos meus amigos”, pensava ele. Buscava refúgio e proteção na SOLIDÃO. Escondiase do mundo, como fazem todos aqueles que aceitam o infortúnio do destino e abandonam sua vida, dominados pelas situações difíceis. Passado algum tempo, o patinho feio aproximou-se de um lindo lago azul. Esse lago circundava um majestoso palácio imperial. Nas águas cristalinas do lago, aves majestosas, absolutamente lindas, flutuavam. A harmonia, a elegância e a imponência dessas aves deixaram o patinho feio totalmente deslumbrado. “Que seres lindos!”, reverenciou. Quando já ia baixando o olhar, com tristeza pelo seu infortúnio, viu refletida no espelho brilhante das águas claras uma outra ave. Linda como aquelas que nadavam majestosas no lago. Foi tomado de um tremendo espanto ao perceber que aquela linda ave era a sua própria imagem refletida. Feliz, com o coração explodindo de alegria, entrou no lago e uniu-se aos seus. Ao seu legítimo bando. Ele era um cisne, mas não sabia! Nasceu cisne. Não tinha culpa de ter sido criado como um patinho feio. Nascemos todos como cisnes. A grande maioria de nós é educada como patinho feio. Perdemos a nossa “excepcionalidade” ainda no ninho, quando crianças. Vamos crescendo e nos esforçando para ser “normais” e fazer tudo igual, como patinhos feios. Porém, ficamos angustiados e esperamos obter resultados mágicos. Resultados de cisne, enquanto imitamos patos. A definição de louco poderia ser a de uma pessoa que repete sempre a mesma fórmula esperando obter resultados diferentes. Descobrir o CISNE que existe dentro de você significa abandonar a vida de patinho feio. Romper com a normalidade de ser apenas MAIS UM. Olhar no espelho limpo das águas do lago. Descobrir-se. E procurar sua turma. Sua turma de cisnes! I NASCIA UM PATINHO FEIO “Nada é tão difícil quanto não se enganar a si próprio.” LUDWIG WITTGENSTEIN Um clarão. Uma forte, intensa e quente luz. Recordo-me de enxergar, por instantes, a rua através da porta aberta. Meus olhos, minha consciência, que tentavam resistir ao fogo que cobria meu rosto, tudo era um amarelão. Quase como se o sol estivesse colando nas minhas sobrancelhas. Eu tinha 3 anos de idade. Uma mistura de cera com gasolina queimava minha face de forma total. Os tecidos, derretidos. Destruídos. Por respirar aquela fumaça, meus pulmões também sofreram. “Viver, só por milagre”, era o diagnóstico. Anjo salvador, uma vizinha que saltava o muro conseguiu abafar o fogo que teimava em não se consumir. Resistia ao desespero de minha mãe, que se queimava junto, procurando fazer de suas próprias mãos e braços um manto para extinguir o oxigênio daquela mistura inflamada. Assim nascia o “meu patinho feio”. A viagem até o vôo do cisne e a conclusão sobre o poderoso prazer de ser você mesmo são as humildes lições aprendidas na vida por alguém que cresceu obrigado a “ser diferente”. Estava na cara, para sempre, marcadamente, essa diferença. Durante toda a infância fui realizando uma série de cirurgias plásticas, com a tecnologia e o conhecimento existentes na década de 50. O rosto totalmente enxertado com minha própria pele. Foi feito o que era possível. Da queimadura me salvei. O que faria com a vida? O que aprenderia com ela...? Essa é uma questão que ainda não terminou, mas com certeza já é possível compartilhar parte dessas experiências. Fazer da aparente fraqueza a grande força em vez de cultivar o medo do seu enfrentamento é a chama que vale a vida. E tudo, tudo é com você mesmo. Não tem jeito. A vida é como um bumerangue que você joga e — sempre — volta para dentro de você. II NO COMEÇO, SOMENTE OS CISNES “A vida não é só isso que se vê. É um pouquinho mais, que os olhos não conseguem perceber.” PAULINHO DA VIOLA O VÔO DO CISNE Em 1958, em Santos, eu iniciava o meu jardim de infância. Escolinha Nossa Senhora de Lourdes, anexa à Santa Casa. Tinha 6 anos de idade. Essa escolinha reunia as crianças com “problemas” que estavam internadas no hospital. Éramos todos um time de crianças felizes, destemidas, sem nada a perder e simplesmente vocacionadas para viver. Não tínhamos consciência dos nossos problemas. Não criávamos nem alimentávamos nenhum fantasma dentro de nós. Quase todos ali conheciam a vida a partir do interior do hospital. Não éramos estranhos no ninho. Não vivíamos nenhuma síndrome de patinhos feios. Nós nos achávamos “normais”. Paralisia infantil, problemas mentais, paralíticos eternos com suas cadeiras de rodas, alguns sem braços, outros com doenças incuráveis e eu: queimado. Estava ali havia três anos, mas chegara a hora de começar a estudar. Eu não tinha rosto — ou melhor, tinha um, “horrível”, mas não sabia. E os meus amigos “anormais” eram tão “normais” como eu. Cada um com seu problema normal. Éramos crianças, apenas crianças. Nosso bando se respeitava e se amava. Somente cisnes. Sem patinhos feios. VOCACIONADOS PARA VIVER, correr, brincar, ficar alegre, chorar, reclamar. Voávamos acima das montanhas e das nuvens dos comuns. Mergulhávamos nos lagos profundos, no encontro do silêncio e da linguagem das águas. Nos divertíamos com a inocência de não saber o que é sofrer! Pequenos cisnes! Foi na Escolinha Nossa Senhora de Lourdes que eu comecei a aprender, e aprendi, as minhas primeiras lições sobre a importância de ser diferente, e não simplesmente mais um. Não podíamos ser normais, fazer tudo igual! Fomos obrigados pela vida, desde a sua consciência inicial, a aceitar a idéia de que tínhamos que ser excepcionais! ACEITAR AS NOSSAS DIFERENÇAS... A REVOLUÇÃO DOS DIFERENTES III UM DIFERENTE NO NINHO. COMEÇOU O JOGO: CISNES PATINHOS FEIOS “O medo é o mais tradicional espantalho que sempre usamos quando continuamos a fazer como sempre fizemos. Na meia-luz dos nossos automatismos. Na meia-lucidez do nosso sonambulismo crônico. É esse medo de ser, de se sentir ou de se ver diferente de todos e de si mesmo a primeira e a mais fundamental das resistências psicológicas.” JOSÉ ÂNGELO GAIARSA Todos nascemos únicos e DIFERENTES. Trazemos no nascimento a nossa “semente” essencial. A diferença, as características exclusivas que nos fazem um ser incopiável, na conjunção da genética, da adaptabilidade ao meio ambiente, do comportamento e do espírito. A clonagem poderá replicar seres geneticamente iguais, mas sem dúvida diferentes na consagração da mente e das almas. Os vegetais e os animais já são clonados, são cópias exatas uns dos outros. Como os eucaliptos, por exemplo. No ser humano essas cópias poderão ser biologicamente idênticas. O clone. Porém, na “química” e nas impressões da programação da mente, como no código indecifrável da alma, continuaremos a ser únicos, apesar de uma impressão digital possivelmente idêntica. Nos primeiros anos de vida exercitamos essa “individualidade”. Estabelece-se uma luta entre a nossa excepcionalidade, o nosso ser exclusivo, e as limitações sociais, econômicas, políticas, educacionais, culturais e de costumes. Pais, família, instituições, o ambiente da rua e a mídia operam a imediata “instalação de softwares” na mente dos novos seres. Ficamos assustados com a clonagem genética, enquanto a clonagem de valores, de atitudes, de estilo de vida vem nos aprisionando e forjando escravos cerebrais ao longo de toda a História da humanidade. Ficamos hipnotizados pelas capas de revista com gente famosa e quedamos paralisados! Matamos o vôo livre do nosso filho ao não aceitar o seu prazer pelo skate, pelo dark, pelo “ser diferente”, como se não tivéssemos sido nós os diferentes apaixonados pelos Beatles, por Marx e Woodstock nos anos 60! Aniquilamos o nosso eu perseguindo uma infinidade de cirurgias plásticas e lipoaspirações para posar nuas, no papel de uma das milhares de barbies do mundo. Quanta desgraça por não aprender a voar e descobrir o poderoso prazer de sermos nós mesmos! É CLARO, O COVARDE NÃO SEDUZ NINGUÉM. NEM A SI MESMO O que eu ia concluindo com a minha própria experiência era que, cada vez que me deixava dominar pela covardia do não-enfrentamento de um problema, pela fuga — por exemplo, ficar escondido, com vergonha de ser visto pelas pessoas —, isso gerava mais covardia e menos amor-próprio, num ciclo crescente e destruidor. Rebelar-me contra esse sentimento foi algo decisivo para poder começar a voar para o prazer da minha diferença. Quando permitimos que uma criança seja LIVRE e forte nos seus diferenciais até os 6, 7 anos, nós a impregnamos com a força da sua EXCLUSIVIDADE. A canalização ética dessa força é a base do ser eternamente excepcional. A canalização marginal, bandida, do desamor dessa força cria a fábrica de sujeitos também diferentes, mas sem compaixão. Os cisnes do mal! ZEZÉ, A CORAGEM E O EXEMPLO DA FORÇA DAS PEQUENAS VITÓRIAS Na nossa escolinha de “excepcionais” da Santa Casa de Santos, tínhamos uma bandinha de música. Tocávamos instrumentos simples: reco-recos, guizos, chocalhos, pratos, tambores – e a Zezé tocava triângulo. Ou pelo menos esse era o desafio. Zezé tinha 15 anos, mas mentalmente era igual a uma criança de 3. Ela não conseguia segurar o triângulo, não conseguia bater no instrumento. Ria ou chorava a cada minuto, conforme experimentava o sentimento de alegria ou de frustração. Zezé nos dava medo. E se ela pusesse tudo a perder no dia do show? E Zezé também morria de medo! Na turbulência inconsistente de sua mente, seguia a vontade de participar, de ser querida, mas tinha medo do fracasso. Nada claro, porém imensamente verdadeiro. Muitos ensaios, a professora ao piano. Dia do show. Todos nós e Zezé. Na hora exata, cada um de nós concentrado no que devia fazer. Esquecemos da Zezé. E na hora de o triângulo soar, ele soou... Eram como as batidas cristalinas de uma alma pulsadas por um pequeno coraçãozinho... Aquele som, aquele triângulo tinham a proporção de um megaespetáculo do Pink Floyd... Ele dizia: “Eu, Zezé, existo e toco triângulo!” Três anos mais tarde Zezé morria, mas o exemplo da pequena vitória vencendo nossos medos jamais me abandonaria. Não importa quão difícil seja o momento pelo qual estamos passando, Zezé sempre me relembra: “Eu existo e toco triângulo”. Você existe e toca as cordas da sua vida... a cada segundo.

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