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O X da Questão - a Trajetória do Maior Empreendedor do Brasil (Cód: 3701330)

Batista,Eike

Sextante / Gmt

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Descrição

EIKE BATISTA é um ícone do sucesso no mundo dos negócios. O “x” presente no nome de cada uma de suas empresas é símbolo da multiplicação de riqueza, ousadia, criatividade e capacidade de execução.

Da venda de seguros de porta em porta na Alemanha, da mochila nas costas atrás do sonho dourado nos garimpos da Amazônia ao êxito das aberturas de capital em série, tudo em Eike é superlativo, único e surpreendente.

Em O X da questão, o maior empreendedor brasileiro narra com sinceridade ímpar suas aventuras de desbravador, desde os maiores sucessos até as experiências que não deram certo e os erros cometidos no curso de projetos vitoriosos. Há lugar também para o que ele qualifica como estresses que o fizeram crescer, a começar pela asma na infância.

Eike Batista expõe ainda o arsenal teórico que está na origem de tantos negócios bem-sucedidos e que é hoje uma cartilha no Grupo EBX: a Visão 360 graus, bússola que norteia as ações do grupo e permite que cada empresa seja uma peça num grande mosaico integrado.

Características

Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788575426630
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788575426630
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2011
Idioma Português
Número de Páginas 160
Peso 0.20 Kg
Largura 16.00 cm
AutorBatista,Eike

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Leia um trecho

PREFÁCIO Em O mercador de Veneza, uma de suas obras seminais, William Shakespeare definiu o sábio como o homem que conhece o próprio filho. Não sou exatamente o que se pode chamar de sábio, mas, sem querer contradizer o bardo, afirmo que conheço muito bem cada um de meus sete rebentos. E, quanto mais o tempo percorre seu caminho e cumpre sua missão, maiores são meu orgulho, minha admiração e meu encantamento por estes pedaços de mim. É por demais dificultoso para qualquer pai falar publicamente de seu filho. É como se andássemos sobre um fio de cabelo esticado ao longo de um penhasco. De um lado, o risco da demasiada adulação; do outro, a ameaça de uma completa degeneração do senso crítico, ambos resultado da cegueira imposta pelo véu do afeto. Para os pais, o filho é a soma de todas as virtudes. Desde já, peço aos leitores um waiver por eventuais desvios e proponho um deságio sobre os inevitáveis elogios que pontuarão este relato. Até onde o amor e o enlevo permitirem, procurarei equilibrar-me no centro da linha e desempenhar com a maior dose possível de discernimento a honrosa tarefa de prefaciar a presente obra, que relata a saga de um dos maiores empreendedores da história do Brasil. Não sou eu que o digo; apenas me remeto à isenção dos fatos. O primeiro grande acerto de Eike Batista foi não cometer o erro de negar sua própria natureza. Estava escrito havia 40 mil anos que Eike seria um entrepreneur puro-sangue. Ainda na adolescência, ir-romperam os primeiros sinais de que ele jamais se refestelaria em uma rede ou se contentaria com desafios rasos. Desde cedo, nunca se deixou seduzir pelo atalho das falsas facilidades. Uma boa forma de ir além do possível é marchar na direção do impossível. Atribuo esta característica de Eike Batista à criação que ele e seus irmãos receberam. E, neste caso, todos os méritos devem ser creditados, com juros, correção monetária e, se possível, CDI e mais 6% ao ano, na conta de sua saudosa e inesquecível mãe, Jutta Batista. Durante toda a minha vida, não fui mais do que um engenheiro, um cumpridor de missões. Quando assumi a área internacional da Vale, fomos todos morar na Europa. Passamos por Genebra, Dusseldorf e Bruxelas, mas, por força do ofício, minha verdadeira casa era a poltrona de um avião. Na condição de mascate do minério brasileiro, que, àquela altura, praticamente inexistia no mapa da siderurgia mundial, corri por diversas longitudes e latitudes na tentativa de buscar novos mercados para a Vale e para o país. Somente ao Japão fiz mais de 170 viagens. Talvez fosse mais simples vender enciclopédias em Plutão. Forçosamente, passava longas temporadas longe de casa. Embora procurasse sugar todo o pólen de cada instante ao lado de minha família, lamentavelmente me ausentei mais do que gostaria. Reconheço, sem qualquer rubor, que, em vários momentos, inevitavelmente fui uma lacuna sentida por meus filhos. Mas agradeço ao destino por ter encontrado uma companheira exponencial. Jutta foi mãe ao quadrado e, quando necessário, pai ao cubo. Sempre fez de tudo para que nossos filhos sofressem o mínimo possível as ausências deste caixeiro viajante da mineração. Poucas vezes na vida vi uma mulher capaz de promover uma simbiose tão harmônica entre a disciplina, o rigor, a ternura e a capacidade de compreensão. Quando precisaram de rigor e limites, meus filhos os tiveram; quando clamaram por um colo de veludo, este nunca lhes faltou. Assim como de seus irmãos, a educação e o caráter de Eike foram forjados a partir desta valiosa combinação materna. Da mãe, herdou a pertinácia, o arrojo, o destemor e, sobretudo, a paixão pelo Brasil, atributos marcantes não apenas da sua trajetória de vida, mas de sua saga como empreendedor. Desconfio que alguns dos projetos da EBX começaram a ser formulados nos tenebrosos invernos de Genebra, entre um e outro ensinamento de coragem e persistência que Eike apreendeu de sua mãe. De fato, Eike foi abençoado pela genética. Seus avós, tanto paternos quantos maternos, eram pessoas extremamente fortes e saudáveis. A dificuldade é a mãe do vigor. Meus pais e os pais de Jutta – estes principalmente por conta da Segunda Guerra Mundial – sofreram grandes privações na vida. Nada, no entanto, capaz de abalar sua capacidade de trabalho, determinação, caráter e ética inquebrantáveis. Dizia Immanuel Kant que o homem não é nada além daquilo que a educação fez dele. Nesse sentido, Eike recebeu a melhor das heranças que podem caber a uma pessoa. Para onde quer que olhasse, sempre enxergava um exemplo de integridade e firmeza moral entre os seus. Esta foi a sua educação, da qual me orgulho de ter sido partícipe. No entanto, nenhuma dessas virtudes germinaria se não encontrasse pela frente um campo fértil. Seu caráter e sua retidão de postura foram os alicerces sobre os quais se ergueram o homem e o realizador chamado Eike Batista. Desde jovem, Eike demonstrou um apetite voraz por conhecimento. Esta característica sempre me fez enxergar em meu filho a imagem de meu pai, que compensou a reduzida educação formal com um inigualável interesse pelo saber. Nada o detinha na busca pelo novo. Essa avidez pelo conhecimento foi determinante para gerar o espírito empreendedor de Eike. Meu filho levou ao extremo o aforismo de Fernando Pessoa. O homem é do tamanho de seu sonho e, desde que começou a sonhar, Eike nunca mais parou de crescer. O rio seguiu seu curso naturalmente. O jovem que ainda na faculdade começou a vender diamantes na Europa embrenhou-se como um bandeirante do século XX na Amazônia em busca de ouro; contra todos os prognósticos, comprou o risco de um investimento malogrado como a mina de La Coipa, localizada a quatro mil metros de altitude no deserto do Atacama, e o transformou em um dos grandes projetos da mineração no Chile; foi acionista de uma das mais importantes produtoras de ouro do mundo e simplesmente se tornou o idealizador de um dos maiores empreendimentos da área de infraestrutura da história deste país. A EBX é um Brasil dentro de um novo Brasil. Não cabe aqui incorrer no pecado da redundância e destrinchar os inúmeros projetos desenvolvidos pela EBX e por suas subsidiárias, os quais os leitores poderão conhecer um pouco melhor ao longo desta obra. Mas não posso deixar de destacar alguns pontos fulcrais do que talvez seja o maior e mais diversificado conjunto de investimentos já feitos simultaneamente por um grupo privado neste país. São inúmeras as contribuições dos empreendimentos da EBX para o Brasil. Eles permitirão a um só tempo ampliar ainda mais a inserção do minério brasileiro no exterior e sua industrialização no próprio país, além de equacionar uma parcela considerável do notório gap que enfrentamos na área de logística. São também, desde o nascedouro, um ponto de atração de investimentos e empresas estrangeiras para o Brasil, vide o cinturão de indústrias que estão se instalando no complexo do Superporto do Açu. Acrescente-se ainda o fato de que o Açu se constitui no melhor sítio para a instalação de indústrias brasileiras tanto com vistas às exportações quanto à distribuição a grande parte do mercado interno. Ressalte-se que 80% da nossa economia está concentrada em áreas localizadas até 200 quilômetros da costa. Igualmente relevante é a visão sistêmico-holística que faz das empresas do Grupo EBX um mosaico de peças que se integram e se complementam. Todas as suas obras seguem este modelo. Eike tem o dom dos grandes empreendedores de enxergar a parte pelo todo e imaginar seus negócios como um amálgama, o que permite resultados de escala e economicidade muito maiores. Não obstante toda a importância per se dos projetos, é absolutamente imperativo ressaltar seu valor simbólico. Todos são resultado da confiança de um empresário em seu país. O impacto dos empreendimentos da EBX vai muito além das fronteiras do grupo. Na visão de Eike, todos estes projetos não pertencem exclusivamente a um empresário, aos acionistas minoritários ou a um grupo de executivos. São investimentos do Brasil. Eike é movido pela obsessão de gerar e distribuir riquezas em seu próprio país, algo que só faz aumentar a admiração de um pai por um filho. Deve-se realçar também o compromisso de Eike com o meio ambiente e a sociedade em geral. Todos os empreendimentos da EBX estão alinhados com o que há de mais sofisticado na área da responsabilidade sociocorporativa. Eles seguem o modelo de Gestão Integrada do Território, uma evolução da espécie em relação ao conceito precípuo do desenvolvimento sustentável. Trata-se de uma concepção muito mais abrangente e, portanto, com resultados mais eficazes para a empresa e para a comunidade. A Gestão Integrada do Território não contempla apenas o perímetro ocupado por determinado empreendimento, mas todo o seu entorno. Os limites se expandem. O modelo de Gestão Integrada do Território incorpora à ideia de sustentabilidade a variável cultural. Neste novo contexto, a cultura local passa a ter um efeito de transversalidade sobre as variáveis que sempre guiaram o conceito de desenvolvimento sustentável: econômica, social e ambiental. Além da sua notória capacidade de empreender, enxergar riquezas onde muitos só veem risco e, principalmente, de atrair investidores para seus projetos, Eike Batista age como um empresário moderno, absolutamente comprometido com a sociedade. Além da geração e distribuição de renda, Eike pensa na perenidade de seus negócios e das comunidades em que eles estão inseridos. O modelo de Gestão Integrada do Território adotado em suas empresas certamente servirá de paradigma para outros empreendimentos tanto no Brasil quanto no exterior. Um dos aspectos mais fantásticos sobre esta nova forma de se enxergar o desenvolvimento sustentável é a certificação do território, que faz parte de todos os projetos da EBX e em muito pouco tempo inegavelmente será adotado por outros grupos nacionais e estrangeiros. Esta medida permite à empresa e à sociedade entender de forma gestáltica a gestão do território, com base em padrões e indicadores sociais, ambientais, econômicos e culturais, previamente estabelecidos. Mais do que uma revolução, trata-se de uma evolução em nome da longevidade econômica, social, ambiental e cultural de uma nação. Todos os projetos de Eike são resultado da audácia de um empresário de iniciativa, mas, acima de tudo, guiado pelo saber. Todas as suas decisões são tomadas em cima do conhecimento. Além disso, Eike tem a humildade de se cercar em todas as áreas em que atua de profissionais altamente talentosos e experientes. Desde cedo, ele aprendeu que saber ouvir é um dos atributos do empresário de sucesso. Pelo porte e diversidade de seus investimentos, o empresário Eike Batista já é um personagem familiar a boa parte dos brasileiros. No entanto, poucos conhecem o homem por trás do empreendedor. Ao contrário do que possa ser a ideia comum a seu respeito, trata-se de uma pessoa extremamente simples, que leva uma vida relativamente modesta vis-à-vis seu patrimônio. Não é meu objetivo cometer inconfidências, mas, em nome do meu afeto e da minha admiração, não posso esconder o orgulho que tenho pelo caráter e pelo sentimento altruísta de meu filho. Eike é extremamente generoso. Além do empreendedor que tem criado milhares de empregos, gerado renda e contribuído para a mudança de vida de tantas famílias, Eike ainda ajuda diversas pessoas e entidades sem permitir que se dê qualquer visibilidade ao fato. É impossível gostar do Brasil sem, antes, gostar dos brasileiros. Espero que este livro cumpra duas missões: permitir que os leitores conheçam mais amiúde as fartas doses de esforço, dedicação, ousadia e competência por trás das realizações de Eike Batista e, se possível, transformar esta trajetória em estímulo para as próximas gerações. De minha parte, o carinho, o afeto e a admiração se unem a um forte aplauso. Não sou grande o suficiente para abrigar o orgulho que tenho ao assistir a meu filho liderar uma das maiores sagas empresariais da história recente do Brasil. Nesta sinuosa contabilidade da vida, um pai só pode publicar o seu balanço após a divulgação das demonstrações de seu filho. São as conquistas do filho que atestam o êxito do pai. Jutta tinha uma forma bastante especial de motivar nossos filhos. Ela dizia que todos deveriam ser melhores do que o pai. Não obstante o personagem escolhido como paradigma não ser lá essas coisas, tenho certeza de que o ensinamento se introjetou de tal forma que todos os meus filhos toparam o desafio. E hoje posso dizer com desmedido orgulho: todos me superaram nas realizações, nas ideias, na rigidez de caráter e na generosidade. Ter sido ultrapassa- do por eles é a maior conquista, a peça mais valiosa em minha sala de troféus. Nas páginas seguintes, a trajetória de Eike Batista, que não me deixa mentir. Eliezer Batista INTRODUÇÃO Meu nome completo é Eike Fuhrken Batista. Sou o segundo filho de uma família de sete irmãos. Nasci em Governador Valadares, Minas Gerais, em 3 de novembro de 1956. Fui forjado pela perseverança e pelos exemplos de meus pais, Jutta Fuhrken e Eliezer Batista. Morei em Vitória, Genebra, Dusseldorf e Bruxelas. Escolhi o Rio de Janeiro para viver. Estudei engenharia metalúrgica na Universidade de Aachen, na Alemanha. Rodei o mundo. Falo cinco idiomas. Sou engenheiro por formação, ainda que não tenha completado a graduação. Fui vendedor de seguros. Sou obcecado por economia física. Meu número da sorte é 63. Casei em 1991 e me separei em 2004. Tenho dois fi lhos, Thor e Olin, meus diamantes mais valiosos. Gosto de praticar esportes, correr, nadar. Sou apaixonado pela velocidade, por carros e lanchas. Fui campeão brasileiro, americano e mundial de offshore. Em 2006, concluí a travessia das 220 milhas náuticas entre Santos e Rio de Janeiro em 3h01min47s, recorde mundial até hoje não superado. Essas são duas ou três coisas que você precisa saber sobre minha vida privada. A ideia neste livro não é falar da minha in timidade. Minha vida pessoal, laços familiares, pequenas histórias serão objeto de uma obra cuja elaboração já está em curso. O objetivo aqui é oferecer aos leitores um pequeno esboço de minha trajetória como empreendedor – e, se possível, inspirar novos empreendedores, pequenos, médios e grandes, em suas incursões pela atividade empresarial. Não é minha pretensão apontar caminhos, mas ficarei feliz em saber que, um dia, minha caminhada inspirou alguém na condução dos seus próprios negócios. O texto deste livro é fruto de algumas horas de conversa com o jornalista e amigo de sempre Roberto D’Avila no Rio de Janeiro e em viagens internacionais por cidades como Nova York, Pequim, Paris, Londres...