Frete Grátis
  • Google Plus

Óculos, Aparelho e Rock’n’roll (Cód: 4077100)

Haston,Meg

Intrinseca

Ooopss! Este produto está temporariamente indisponível.
Mas não se preocupe, nós avisamos quando ele chegar.

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 29,90
Cartão Saraiva R$ 28,41 (-5%) em até 1x no cartão
Grátis

Cartão Saraiva

Descrição

Super-rigorosa e cheia de estilo, Kacey Simon dita as tendências na escola Marquette. Ela anda com as garotas mais bonitas e populares e tem seu próprio programa de TV no canal do colégio, dando conselhos e explicando para seus colegas a verdade nua e crua — quer eles queiram ouvir, quer não.
Mas então uma infecção ocular e uma visita ao dentista deixam Kacey com óculos fundo de garrafa, a boca cheia de metal e a língua prefa. Rejeitada pelos amigos populares, ela despenca da pirâmide social de forma tão dramática que fica difícil enxergar o topo, mesmo com aquelas duas lentes de aumento no rosto.
Sem ter mais a quem recorrer, Kacey começa a andar com uma vizinha nerd e um garoto que leva a vida num ritmo próprio — na verdade, no ritmo do baterista de sua banda. Ele a quer como sua vocalista, mas ela está decidida a recuperar seu trono. Será que Kacey vai alcançar o topo novamente? Ou vai descobrir que chegar ao fundo do poço meio que é o máximo?

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580572247
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788580572247
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Juliana Romeiro
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 304
Título Original How to Rock Braces and Glasses
Peso 0.29 Kg
Largura 14.00 cm
AutorHaston,Meg

Leia um trecho

Luz, Câmera… Conselhos! - Quinta-feira, 7h42 da manhã Jornalistas de verdade nascem com um sexto sentido. É nossa fonte mais confiável, uma voz interior que nos alerta quando há algo mais por trás de uma história. Meu sexto sentido nunca falhou, e é provavelmente por isso que sou a primeira jornalista na história da Escola de Ensino Fundamental Marquette a ter o próprio programa de tevê semanal. A maioria das pessoas pensa que meu sucesso se deve a meu estilo contundente de conduzir entrevistas, um método que já fez um vice-presidente corrupto do conselho estudantil se debulhar em lágrimas durante a transmissão. Ao vivo. Mas tenho quase certeza de que é meu sexto sentido. É só ver o que aconteceu hoje de manhã, antes da chamada, quando minha melhor amiga, Molly Knight, entrou tranquilamente no estúdio do jornal do Canal M no meio dos meus exercícios vocais e da checagem de figurino. Ela havia agasalhado seu corpo miúdo com um parco marfim de martelasse, com um cachecol angorá branco e protetores de orelha como acessórios. Parecia que estava sendo estrangulada por um gato com pedigree de um comercial de ração chique. Imediatamente, um arrepio familiar sacudiu meu corpo desde o dedo mindinho do pé direito até o lóbulo da minha orelha esquerda. Sexto sentido em ação. Os olhos azul-claros de Molly brilhavam com novidades. — Eu sou Kacey Simon, e você está assistindo a Simon Falando. — Limpei a garganta e dirigi o olhar a uma das quatro câmeras apontadas para minha bancada de mogno. Nem melhores amigas com fofocas para contar interrompem meu momento de preparação antes da transmissão. — Eu sou Kacey Simon. Eu… — Ah, fala sério. Como se alguém na Marquette não conhecesse você. As portas duplas nos fundos do estúdio se fecharam sem ruí do. Molly se apoiou teatralmente na parede prateada do cenário ao meu lado e soprou uns fios dourados que caíam por cima dos seus olhos. O aluno do sexto ano que segurava o boom sobre minha cabeça se virou para dar uma conferida. Típico. — Noventa segundos para entrar no ar! — gritou Carlos, meu produtor baixinho e atrevido, o único cara do estúdio que não estava babando pela minha melhor amiga. Ele passou apressado pela confusão do set, carregando sua prancheta velha como se ela fosse à tocha olímpica e estivesse prestes a ganhar o ouro na final de pavoneamento rápido. — Alguém do figurino pode vir aqui, por favor? — E aí, o que houve? — Girei algumas vezes na minha cadeira com rodinhas, e o cenário com a silhueta urbana de Chicago dissolveu-se em uma mancha brilhante de prata e cinza. Três giros e minhas longas mechas castanho-avermelhadas sussurravam espontaneamente espenteadas. Mais de seis voltas, no entanto, e elas estariam gritando SENSUALIDADE NA MONTANHA-RUSSA! MEIO ANTIPROFISSIONAL!— Por que você não está na sala para a chamada? — Parei de girar e olhei o relógio que fazia a contagem regressiva na parede dos fundos. Quase na hora do show. — Nada de mais. Com um sorriso falsamente tímido, ela passou pelos quatro câmeras e caminhou até meu foco de luz, quase me cegando com aqueles flocos de neve de diamante falsos pendurados nas orelhas. Esfreguei os olhos para recolocar minhas lentes novas, cor de violeta, no lugar. Molly tinha até o fim do programa para notá-las. E para soltar o segredinho que estava escondendo. — Oitenta segundos! Carlos pulou na sua cadeira de diretor e ajeitou o headset sem fio. — E eu ainda preciso de figurino! — gritei. Por baixo da minissaia lilás de lã, minha meia-calça preta estampada estava começando a pinicar, mas não me importei. É como diz o provérbio: sem dor, sem programa de tevê. — Estou chegando, Kacey! — gritou dos bastidores Liv Parrillo, a terceira integrante do nosso quarteto, que fazia um bico de estilista no meu programa. — Entããão… — falou Molly com sua voz rouca, se debruçando na mesa. Sua voz sempre soou como se ela tivesse acabado de sair da cama com uma leve crise de laringite. Os garotos do colégio achavam isso ainda mais sensual do que sua juba loura. Só eu sabia que o cabelo não contava, já que era falso. Ela havia gastado seis meses de mesada em apliques depois de destruir o cabelo em um alisamento japonês que descobrira na internet. — Entããão… — Arregalei os olhos e pisquei três vezes. Nada ainda. — O que houve? — Só resolvi dar uma passadinha para assistir à gravação. As maçãs do rosto salientes de Molly e a pontinha do nariz estavam coradas, o que significava que ou ela estava mentindo ou estava envergonhada. O sexto sentido falou… mentindo. — Tudo bem, então. — Ajeitei o roteiro no tampo da mesa e o coloquei de lado. Roteiros são como atores substitutos. Embora eu nunca tenha realmente planejado usar o meu, é sempre bom saber que ele está ali. — Agora, saia fora. — Dei um puxão de brincadeira no cachecol dela. — Você e seu gato morto estão atrapalhando minha luz. Ela se afastou da bancada e fez beicinho, fingindo estar magoada. — Tatyana acha que pareço uma profissional. Tatyana era sua professora russa de patinação no gelo. Todo ano Molly começava uma nova atividade física extracurricular, ficava toda animada com as roupas e então a abandonava quando descobria que não chegaria às olimpíadas. No semestre passado foi ginástica olímpica; ela andava com rabos de cavalo super apertados e gel de cabelo com purpurina. No sexto ano foi equitação, o que significou múltiplos pares de botas de montaria. — Eu falaria a mesma coisa se você me pagasse cinquenta dólares por hora.

Avaliações

Avaliação geral: 0

Você está revisando: Óculos, Aparelho e Rock’n’roll