Frete Grátis
  • Google Plus

Oficinas Psicopedagógicas (Cód: 2605357)

Tânia Mara Grassi

Ibpex

Ooopss! Este produto está temporariamente indisponível.
Mas não se preocupe, nós avisamos quando ele chegar.

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 45,00
Cartão Saraiva R$ 42,75 (-5%) em até 1x no cartão ou em até 2x de R$ 22,50 sem juros

Crédito:
Boleto:
Cartão Saraiva:

Total: R$0,00

Em até 1x sem juros de R$ 0,00


Oficinas Psicopedagógicas

R$45,00

Descrição

A escola ideal é aquela que pensa no aluno em sua totalidade. Então, por que não contribuir com a aquisição de seu conhecimento e tornar o ato de aprender mais prazeroso?
Essa é a proposta de Oficinas psicopedagógicas, um livro que retrata a pesquisa educativa pela professora Tânia Mara Grassi com crianças, adolescentes e adultos sobre a importância do trabalho com atividades lúdicas em sala de aula. Destinado a professores de todas as áreas, a obra oferece sugestões de atividades terapêuticas e preventivas a educadores de todas as séries.
Neste livro, você vai aprender a reinventar a prática docente em sala de aula e descobrir que o potencial de seus alunos vai muito além daquilo que você imagina. Oficinas psicopedagógicas também pode ser utilizado por profissionais interessados em psicologia, pedagogia, educação física e comportamento.É uma obra que pode ser utilizada no dia-a-dia ou em situações especiais, como dinâmicas de grupo e, principalmente, atividades terapêuticas. Depois de utilizar Oficinas psicopedagógicas e perceber os avanços de sua turma, você vai querer voltar a ser criança...

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Ibpex
Cód. Barras 9788578380526
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788578380526
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 208
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorTânia Mara Grassi

Leia um trecho

Capítulo 1 O primeiro passo em direção à compreensão do que sejam as oficinas psicopedagógicas é uma discussão sobre o termo oficina, cuja utilização não é exclusiva da psicopedagogia. As oficinas são utilizadas em diversas áreas de atividade como um recurso de ensino, aprendizagem e vivência de experiências. Por meio das oficinas, é possível experimentar, criar, produzir, sentir, pensar, inventar, refazer, errar, corrigir, aprender e ensinar. O termo oficina tem origem no latim officina, que significa “lugar onde se exerce um ofício”. Oficina nada mais é, então, do que um lugar em que se desenvolve uma atividade profissional. Há oficinas de costura, de Tânia Mara Grassi culinária, de mecânica, de pintura, de arte, de música, de dança, de teatro, de literatura, de artesanato, terapêuticas, pedagógicas, psicopedagógicas, entre outras. Em todas se exerce um ofício. Há trabalho, há movimento, há conhecimento, há ação e há produção. Ao buscar a definição do termo, encontramos, nos dicionários, várias significações para o verbete, dentre as quais destacamos: “Lugar onde se exerce um ofício”, “Laboratório” ou “lugar onde trabalham os oficiais e aprendizes de algum ofício ou arte”. A oficina se configura em um espaço em que se desenvolvem atividades profissionais, relacionadas ao ensino, à aprendizagemou ao exercício de um trabalho ou de uma atividade artística. Profissionais e alunos, ensinantes e aprendentes se relacionam de maneira ativa e dinâmica ao redor de uma atividade, produzindo algo concreto e abstrato, produto de uma ação objetiva e subjetiva, expressão de sentimentos e de pensamentos: um quadro, uma idéia, um pensamento, uma blusa, um desenho, um bolo, um movimento, um canto, uma poesia, uma música, um olhar. Podemos, então, definir a oficina psicopedagógica como um local e um espaço de trabalho, onde aprendente e ensinante (aprendiz e oficial) estabelecem um vínculo afetivo especial e uma relação dinâmica em que o conhecimento poderá ser construído, compartilhado, vivenciado, significado, mediado; a aprendizagem poderá ocorrer de modo significativo; os afetos poderão ser expressos, os sujeitos poderão ser e estar integralmente. A oficina como local de trabalho nos é apresentada, também, por Ander-Egg4. O autor a define como “um lugar onde se trabalha, se elabora e se transforma algo para ser utilizado”, ressaltando que nesse local há a ação de “construir e reconstruir o conhecimento”, aprender através da produção conjunta. Com base nas idéias do autor, podemos entender a oficina como um espaço de trabalho, de ensino e de aprendizagem. Esta acontece nas relações entre os sujeitos que dela participam e se unem em torno de uma atividade, de uma tarefa, de um objetivo a atingir, de algo a produzir, de algo a conhecer. Cada elemento do grupo tem um papel a desempenhar e muito a contribuir. É um momento privilegiado, em que os participantes se relacionam, transformam-se, experimentando, criando, arriscando, sentindo, vivendo, expressando, sendo e estando. É um laboratório em que aprendentes e ensinantes, educandos e educadores, aprendizes e psicopedagogos, vivenciam e trocam papéis, experimentam, compartilham, arriscam, criam, constroem a relação e o conhecimento através de ações mediadas. As oficinas não são exclusividade da psicopedagogia, como mencionamos anteriormente. Vamos encontrar oficinas em outras áreas e com temas diversos, entre os quais podemos citar as ofi- cinas de artes plásticas, de artes cênicas, de música, de produção de texto, de literatura, de ciências, de história, de dança, de brincadeiras, de jogos, de construção com sucata, de artesanato, de costura, de culinária, pedagógicas, de matemática, de raciocínio lógico, de desenvolvimento interpessoal, de dinâmicas de grupo e muitas outras. O que caracteriza o trabalho desenvolvido em uma oficina é a relação de mediação entre o ensinante e o aprendente, a apresentação de situações-problema a serem resolvidas, a produção de algo e a possibilidade de refazer quando necessário. O conhecimento e a aprendizagem circulam no espaço da oficina, sentimentos podem ser expressos, vínculos são estabelecidos e o mediador possibilita as aprendizagens através de uma relação ativa e dinâmica. Há um objetivo previamente determinado e as relações entre os participantes acontecem em função do alcance desse objetivo. Por exemplo, em uma oficina de produção de textos, o objetivo é produzir textos e os participantes são orientados nesse sentido. Ao término da oficina, textos podem ter sido produzidos e conhecimentos sobre o assunto foram apresentados e vivenciados. Há uma ação de produção, há a mediação, há aprendizagem, há ensino, há dificuldades e há a expressão de pensamentos e sentimentos. A oficina é semi-estruturada e a proposta, previamente organizada em um planejamento, mas há flexibilidade e movimento, o que direciona o trabalho para caminhos indicados nas relações estabelecidas em seu interior. Os sujeitos se reúnem ao redor de uma atividade a ser desenvolvida, de um objetivo a ser atingido, de um conhecimento a ser construído, de uma situação-problema a ser resolvida. O mediador exerce um papel fundamental, ativo e dinâmico, levando os sujeitos que participam da oficina a agir, pensar e sentir, também de modo ativo e dinâmico, estimulando o alcance da autonomia. O produto final de uma oficina é o conhecimento, produzido nas relações que ali se estabeleceram; por isso uma oficina não se repete, por isso não há receitas ou modelos, algo novo sempre surge no interior delas, a partir das relações entre os sujeitos e o conhecimento. A oficina psicopedagógica é um recurso que pode ser utilizado pelos educadores e também pelos psicopedagogos. Devem ser organizadas após um planejamento rigoroso em que se atente aos objetivos a atingir. A utilização das oficinas psicopedagógicas pelo educador pode auxiliar o processo de ensino e aprendizagem, facilitando esse processo e dando sentido aos conhecimentos científicos trabalhados no dia-a-dia da sala de aula. Viabiliza também o stabelecimento de relações entre os conteúdos e as disciplinas escolares, a apropriação dos conhecimentos e a produção de conhecimentos novos. Nas ativida es desenvolvidas em uma oficina, a pesquisa, a descoberta, a análise, a síntese, a criação, a imaginação, a reflexão, a revisão, a retomada, o questionamento são colocados em movimento.O psicopedagogo pode utilizar a oficina psicopedagógica como recurso de avaliação psicopedagógica e/ou como recurso de intervenção psicopedagógica. Na avaliação, é possível conhecer o sujeito, sua relação consigo mesmo, com os outros e com o conhecimento, como expressa sentimentos e pensamentos em uma atividade coletiva, o que pode auxiliar na compreensão de suas dificuldades, no conhecimento de suas habilidades, nos encaminhamentos e nas orientações dadas à escola e aos familiares, bem como na seleção de atividades e organização da intervenção. A intervenção psicopedagógica representa um recurso importante, pois permite a aprendizagem e o desenvolvimento do sujeito, prevenindo intensificações ou equacionando dificuldades. Além disso, possibilita o desenvolvimento de funções mentais superiores necessárias à aprendizagem e à retomada de conteúdos escolares de forma lúdica e significativa. A utilização do lúdico no trabalho desenvolvido nas oficinas aproxima o sujeito do conhecimento, promove vivências e experiências novas, possibilita a construção, a desconstrução e a reconstrução de conhecimentos, viver e experimentar sensações e sentimentos positivos e negativos (prazer, desprazer, alegria, tristeza, medo, vergonha, cooperação, competição, frustração, superação); permite uma relação diferente com o erro ao colocá-lo como parte fundamental do processo de conhecer e aprender e como natural ao longo desses processos; proporciona a mediação entre ensinantes e aprendentes; leva à autonomia, à espontaneidade, à escolha, à desistência, à retomada, à dúvida, à pesquisa, à descoberta, à superação, ao questionamento e à reflexão. Antes de trabalharmos na elaboração de projetos de oficinas, faremos uma discussão sobre o brincar e o jogar, ações presentes numa oficina. As idéias sobre a ludicidade, enquanto aspecto constitutivo de uma oficina, poderão auxiliá-los e instrumentalizá-los na escolha de temas e atividades e na definição de objetivos, além de fundamentar o trabalho em oficinas. Encontramos vasta literatura sobre os temas “brincar”, “jogar”, “lúdico”, “brincadeira”, “brinquedo”, “jogo” e “ludicidade”. Com base nessa literatura, vamos conduzir nosso trabalho a partir de agora.

Avaliações

Avaliação geral: 0

Você está revisando: Oficinas Psicopedagógicas