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Onde Mora A Coragem - A História da Fé e da Garra de Um Time Que Não Se Rende À Derrota (Cód: 5503921)

West,Stanley Gordon

Arqueiro

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Descrição

Durante o rigoroso inverno, quando o trabalho nas fazendas diminui, os jogos de basquete são a força vital da cidade. Se o time perde, o desânimo se instala e o frio se torna insuportável. E já se vão cinco anos sem que a equipe de Willow Creek obtenha uma vitória sequer. Contudo, o destino ainda reserva algumas surpresas. Quando um excelente jogador vindo de Milwaukee e um norueguês de mais de 2 metros de altura chegam à cidade, o técnico Sam Pickett vê neles a possível salvação do time. Sam assume a difícil missão de ensinar basquete ao gigante e consegue reunir um grupo improvável de seis garotos. Com o novo desafio e a ajuda inesperada de Diana Murphy, a professora de biologia, Sam vai combater seus fantasmas e tentar reconstruir a própria vida. Onde mora a coragem é uma comovente história que mostra que o verdadeiro heroísmo está em recusar-se a desistir, mesmo quando parece não haver nenhuma chance de vitória.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580412055
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580412055
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Vera Ribeiro
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 496
Peso 0.57 Kg
Largura 16.00 cm
AutorWest,Stanley Gordon

Leia um trecho

Sam Pickett sabia que o problema havia começado naquele dia da exposição estadual, quando a loucura piscara para ele. Mesmo sendo um menino de apenas 10 anos, tivera o estranho pressentimento de que, em algum lugar daquele reino sombrio em que são selados os destinos, sua vida tinha sido irremediavelmente fadada ao azar. Numa tarde do final de agosto, enquanto os alunos ainda estavam de férias, Sam se debruçou sobre sua mesa, acertando os detalhes de um plano de aulas para novembro: Usar versão cinematográfica de O homem de La Mancha na parte referente ao romance Dom Quixote, de Cervantes... primeira metade do filme neste período, com tempo para debate. Tarefa para casa: ler as primeiras dezoito páginas da biografia de Cervantes. Introduzir tema: O problema da aparência e da realidade. Levantou os olhos dos planos de aula, cheios de orelhas nos cantos. O sol já estava baixando e lançava sua luz de viés pelos janelões da sala de aula que davam para o oeste, indicando o fim de mais um dia. Sam continuava achando sua vida estranha, lecionando no ensino médio naquela esquecida cidadezinha de Willow Creek, em Montana. Um caminhão de fazenda caquético, carregado de fardos de feno, passou chacoalhando pela frente da escola e emitiu um barulho alto de escapamento. Sam se assustou. Maldito cano de descarga entupido! Sam foi tomado por uma sensação sufocante e respirou com dificuldade. Olhou fixamente para o quadro-negro, manchado pelos raios de sol, que se infiltravam por entre as folhas de choupo. Seu pensamento voltou àquele dia, àquela tarde de sexta-feira. Ele tinha buscado Amy na escola em que ela lecionava. Os dois estavam animados e contentes, ansiosos pelo fim de semana que passariam juntos. Sam parara na longa fila de carros para o guichê de atendimento. Amy tinha dito que seria mais rápido comprar a batata frita no balcão, então jogara-lhe um beijo, entrando depressa na lanchonete. Era uma corrida para ser atendido primeiro, e Sam torcera para que ela ganhasse, assim veria sua expressão encantadora e seria recompensado por seu riso de menina. Ele sentira uma onda de felicidade ao pensar nas brincadeiras que os dois costumavam fazer, como o esconde-esconde no apartamento às escuras, os dois nus. Do carro, ouvira o som abafado, que se repetiu uma vez, e mais outra. Um escapamento entupido? Não dentro de um prédio! Ele saíra correndo do carro, esbarrando nas pessoas apavoradas que corriam porta afora, fugindo do Burger King. Lá dentro estava um caos, as pessoas gritavam loucamente, rastejavam para baixo das mesas e se jogavam para trás dos balcões. Sam procurara desesperadamente o rosto de Amy, e então a vira. Ainda segurando o saco de batatas fritas numa das mãos, ela fora lançada no piso de azulejos, mutilada. Partes dela estavam espalhadas sobre a parede, fragmentos de sua cabeça, pedacinhos de cérebro e osso, pele e cabelo, escorregando pelo aço inoxidável num mar de sangue. Sam tinha se ajoelhado ao lado de Amy e puxado delicadamente seu cabelo preto e comprido por cima da mutilação, como se isso pudesse restabelecer o crânio esfacelado. Tinha segurado sua mão, a que estivera agarrada às batatas fritas que, em tom de brincadeira, ela havia insistido em buscar para o marido. Em meio ao caos, um homem de cabeça branca se ajoelhara ao lado dele. – Ela não pareceu sentir medo – comentara o senhor, balançando a cabeça devagar. – Olhou direto para ele e disse: “Não, por favor.” Aí ele apertou o gatilho. Sam havia fitado os olhos azuis e lacrimejantes do desconhecido, como se buscasse uma explicação. – Ela era sua mulher? – perguntara o homem ajoelhado no sangue. Sam tinha confirmado com a cabeça. Não conseguia respirar, a sala rodava. Cinco minutos antes, a vida dele estivera cheia de alegria e expectativas. – Ah, meu Deus, ah, meu Deus – gemera. O homem tinha posto a mão em seu ombro. – Por que eu entrei na Elliot? Podíamos ter ido por outro caminho, parado noutro lugar – lamentara Sam. Era como se Amy tivesse sido atraída para a detonação da espingarda por um destino inevitável, que Sam fora incapaz de impedir. Ele ficara com os olhos cravados na cena macabra, no sangue, nos fragmentos de osso e carne. O caos continuara, mas Sam havia permanecido ao lado de Amy no chão. Não sentira medo, torcendo para que o maníaco voltasse e, apertando mais uma vez o gatilho, despachasse-o para junto da mulher. De algum lugar em seu íntimo, ouvira as palavras O Senhor dá e o Senhor tira. Será que Deus o tinha cutucado para que escolhesse um caminho diferente para casa? Teria sido Deus que atiçara a impaciência de Sam com o trânsito engarrafado? Se Deus tivera alguma coisa a ver com aquilo, a vida era um matadouro. Quando a tristeza surgira na vida feliz de Sam, o abismo se abrira sob seus pés e ele havia caído. Em queda livre, tinha estendido a mão instintivamente e agarrado alguma coisa, não sabia quem ou o quê. Ficara pendurado ali, tentando recuperar o fôlego, tentando normalizar as batidas do coração, oscilando sobre as trevas. A cidade que ele amava se tornara cinzenta: as árvores, a zona portuária, sua sala de aula, os amigos, os shows e as peças teatrais, os bulevares e prédios encantadores. A tristeza tomava conta dele. Sam tinha largado tudo e fugido. No momento, vinha aguentando firme, mas sabia que tinha de descobrir a que se agarrava, e precisava encontrar uma razão para continuar a se segurar, caso contrário entregaria os pontos, desistiria, cairia no imenso buraco negro e se perderia. – Pickett! A voz o assustou, arrancando-o de seu transe. Truly Osborn estava parado à porta. Sam prendeu a respiração. – Pelo que vejo, está pegando firme no batente – disse Truly, aproximando-se com passos ligeiros da mesa do professor. – Sim – respondeu ele, levantando-se, com um leve desequilíbrio. – Quisera eu que alguns outros professores fossem conscienciosos assim. Quando eu era diretor da escola de Great Falls, as coisas eram diferentes, pode crer. Truly deu uma espiada nas paredes, que Sam enchera de citações e cartazes sobre filmes, livros e musicais. – Eram 76 professores sob a minha direção, 76. Eu sabia dar conta de cada clipe de papel. Não se pode esperar disciplina aqui neste fim de mundo. Então torceu o nariz, como era seu hábito. – Isso tudo é necessário? – indagou Truly, apontando para a parede. – É tão... desorganizado. Sem lhe dar tempo para responder, virou-se para Sam, que se reacomodara na cadeira, o coração ainda em disparada, engolindo em seco e tentando prestar atenção ao diretor. – Pois bem, uma noite dessas, a diretoria da escola quase acabou com o programa de basquete. John English manifestou a frustração e a vergonha que todos sentimos em relação ao time, mas, graças à persistência do desmiolado Wainwright e daquele lacaio dele, Ray Collins, resolveram continuar por mais um ano. Já imaginou? Sam baixou os olhos para o plano de aula e os fixou no Problema da aparência e da realidade. Estava perdido. De algum modo, a voz de Amy se fez ouvir, baixinho, serena. Truly continuou a falar e suas palavras finalmente penetraram na mente do professor. – ... mas eles reconhecem como tem sido duro para você treinar o time nestes últimos cinco anos, o tempo gasto e as viagens, Deus sabe que por muito pouco dinheiro extra. Estamos dispostos a transferir essa tarefa para o Sr. Grant, o novo professor de matemática. Vamos torcer para que seja apenas por mais um ano. Devemos fazer essa infelicidade circular um pouco. Sam teve vontade de protestar, de se oferecer para outro ano. Pelo menos, o programa de basquete preenchia muitas horas durante os meses de inverno, e ele não sabia como haveria de lidar com todo aquele tempo ocioso, sem nenhum compromisso. – Ah, e a diretoria pediu que eu lhe agradecesse pelo modo como você aguentou firme, mesmo que nunca tenha conseguido vencer um jogo. Sam captou o sarcasmo nada sutil. O diretor voltou a torcer o nariz feito um coelho. – Eles são gratos pela sua... tenacidade. O Sr. Grant pode levar adiante essa comédia ridícula com os meninos. Então levantou a mão para a parede da sala: – Veja se consegue dar uma arrumadinha nisso. Em seguida, virou-se e saiu. “Idiota pomposo”, pensou Sam. Depois levantou-se, vacilando um pouco, ainda com dificuldade para respirar. Fechou a persiana, escurecendo a sala. A referência cruel de Truly aos esforços do time como uma “comédia” o fizera contrair-se, e ele admitiu que, no fundo, tinha desejado vencer nem que fosse apenas um jogo, pelos meninos, pela cidade. Embora o máximo a que havia chegado no basquete tivesse sido jogar no time do ensino médio, Sam acreditava ser competente como professor de inglês. Como treinador de basquete, tinha um escore de 0 × 87. Será que isso não era uma espécie de recorde mundial, uma esquisitice digna de constar do Guiness? Mais ainda, o escore do time era 0 × 93, porque perdera também as últimas seis partidas da temporada anterior à chegada de Sam. Devia ser excepcionalmente difícil perder 93 jogos seguidos, sem que alguma lei da natureza entrasse em ação para reequilibrar a desigualdade – algo como fazer todo o time adversário ter uma diarreia por triquinose no meio do terceiro quarto, ou ficar vesgo durante todo o segundo tempo do jogo. Na verdade, o que Truly via como uma comédia ridícula tinha ensinado o significado de heroísmo a Sam. Heroísmo não era jogar com empenho, tendo uma chance de ganhar, uma chance de receber a aclamação e os elogios pela vitória. O verdadeiro heroísmo era recusar-se a desistir quando não havia qualquer chance de vencer. O verdadeiro heroísmo consistia em dar tudo de si diante da derrota absoluta. Sam achava que aqueles meninos, de quem alguns tinham pena, estavam aprendendo a lição mais cedo que a maioria, aprendendo que a vida era uma sucessão de perdas. Sam juntou várias pastas que estavam na mesa, pensando, inquieto, em como preencheria aquele novo espaço de tempo ocioso. Observou por um momento os planos de aula e os largou sobre a mesa. Apanhou seu exemplar surrado de Dom Quixote e saiu da sala. Leria de novo as oitocentas e tantas páginas; isso deveria ocupá-lo por alguns dias, pelo menos. Saiu às pressas pelo corredor, desceu um lance de escada e cruzou a porta de entrada. A quadra de basquete em frente à escola estava vazia no calor de fim de tarde. A oeste as montanhas tremeluziam, e o aroma adocicado da alfafa recém- -cortada encheu-lhe as narinas no caminho para sua casa alugada. A cidadezinha se estendia por uma rua de uns oito quarteirões, com a escola situada na extremidade sul e, no meio, a casa térrea de Sam – pela qual ele pagava um aluguel mensal de 200 dólares. Rip, o morador mais velho de Willow Creek, veio arrastando os pés pela rua em direção a ele. Os suspensórios do homem esquelético pareciam puxá-lo cada vez mais para baixo, para dentro das calças. – Olá, Rip – cumprimentou Sam, diminuindo o passo quando se cruzaram. – Oi, treinador – disse Rip, abrindo um sorriso desdentado. – Este ano, pelo amor de Deus, a gente chega lá, não é? – Sim, é claro – respondeu Sam, tentando não soar sarcástico. Ainda o deixava admirado que Willow Creek – com um total de dezoito ou dezenove alunos matriculados em todas as turmas do ensino médio e, no ano anterior, uma última série composta de três estudantes – conseguisse, de algum modo, manter um time de basquete e competir nos jogos da liga estadual. A escola, cujo maior feito atlético era pôr em quadra cinco adolescentes capazes de ficar de pé e respirar, não tinha vencido uma única partida em mais de cinco anos, fazendo descer um manto negro sobre a vida dos que se identificavam com a comunidade e seu time. Era praticamente uma sangria, aprovada pela Associação de Escolas do Ensino Médio de Montana. Sam se virou para a entrada da casa, planejando a noite que teria pela frente: uma corrida e uma caminhada pelo circuito da ponte do rio Jefferson, banho, jantar, uma hora de televisão, depois ler até dormir. Entrou na varanda rangente, abriu com um empurrão a porta mal encaixada na moldura e rezou para conseguir manter afastada a visão da tarde, até fugir para as sombras turvas do sono. Embora detestasse admitir isto para si mesmo, tinha medo de dormir e pavor de acordar de manhã com a lembrança daqueles sonhos implacáveis. Em algum canto de sua mente, a voz de Amy ressoava ao acaso em momentos variados do dia e da noite. Ele também era assombrado pela lenda indígena que ouvira pela primeira vez ao chegar a Montana. Ao longo do rio Yellowstone, perto da atual cidade de Billings, acampavam membros da tribo dos crows. Um dia, ao voltarem de uma longa expedição de caça, seus guerreiros haviam encontrado o acampamento dizimado pela varíola. Suas esposas, mães, filhos, todos mortos. Dominados pela tristeza e certos de se reunirem a seus queridos familiares em outro mundo, eles colocaram vendas em seus pôneis, montaram e saltaram com eles de um despenhadeiro de quase 20 metros de altura. Cinco anos depois de perder Amy, Sam ainda se identificava com esses guerreiros crows que não tinham suportado viver sem as pessoas que mais amavam. Nunca admitiria para ninguém que pensava diariamente em vendar seu pônei e cavalgar para o abismo ao encontro dela.

Avaliações

Avaliação geral: 5

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Antonio recomendou este produto.
04/12/2013

EXTASIADO

Eu já li muitos livros na minha vida, porem, poucos livros prenderam tanta a minha teção quanto esse. Foi impressionante como a história me prendeu tanto, foi impressionante com eu devorava a leitura na busca de chegar á próxima pagina e saber o que ocorrera com aquele grupo de garotoa que se negavam a desistir, muito embora as dificuldades fossem inumeras. O livro mostra que a vontade de vencer supera medos e traumas e o autor consegue te colocar dentro da História e quando menos se percebe, a gente se torna mais um torcedorr daquele time. Parabens ao autor.
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